8M é uma data anticapitalista: leituras para fortalecer a luta feminista com até 40% de desconto

Em 1914, a comunista russa Aleksandra Kollontai escrevia sobre as ações do movimento de mulheres no seu país:
“Vamos comemorar o dia da mulher no 8 de março pela segunda vez. Na ordem do dia estão incluídas as seguintes exigências: que as mulheres tenham direito à voz, que recebam do governo o apoio à maternidade e que se combata o aumento do custo de vida. […] Queremos conduzir nossa ação de forma que o dia da mulher nos aproxime do objetivo principal: a inevitável e fervorosamente desejada revolução social.” (“Na Rússia também haverá um dia da mulher!”, publicado em A revolução das mulheres).
Seu texto dava encaminhamento a uma resolução aprovada poucos anos antes, durante a Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. No encontro realizado em 1910, em Copenhague, a revolucionária alemã Clara Zetkin havia proposto internacionalizar as jornadas de luta encampadas anualmente por mulheres socialistas de vários países, sem estabelecer, contudo, uma data fixa para os atos. Foi apenas após 1917, quando a manifestação anual das trabalhadoras russas deflagrou o que viria a ser um dos primeiros episódios da Revolução Russa, que o 8 de março entrou para o calendário militante.
Manifestação do Dia Internacional da Mulher realizada em 8 de março de 1917, em Petrogrado, reconhecida como um dos marcos da Revolução de Fevereiro (via Wikimedia Commons).
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