Um conto de natal, por China Miéville

Boitempo libera e-book gratuito de 'Um conto de Natal', de China Miéville!

Preparamos uma surpresa para nossos leitores aproveitarem as festividades de fim de ano. Um sopro de esperança em tempos sombrios. Oferecemos a vocês uma homenagem marxista ao espírito natalino, pelo escritor britânico China Miéville!

Um dos nomes mais importantes da literatura New Weird, inovação formal que trabalha com híbrido de ficção científica, fantasia e horror, Miéville foi contemplado pelo Hugo Award (o prêmio mais importante dedicado aos livros de ficção científica), recebeu três vezes o Arthur C. Clarke Award e duas vezes o British Fantasy Award, dentre outros prêmios. Dele, a Boitempo publicou A cidade & a cidade (2014), Estação Perdido (2016) e Outubro: história da Revolução Russa (2017), além do artigo “Marxismo e fantasia”, incluído no número 23 da revista Margem Esquerda e de artigo sobre Estação Perdido escrito por George Amaral e incluído no número 31 da revista.

Em 2019, será a vez do romance A cicatriz, uma estranha e fantástica releitura de histórias de piratas, ambientada em um cenário urbano e industrial situado no meio do oceano. Um conto de Natal foi traduzido por Fábio Fernandes, ilustrado por Odyr e publicado originalmente em português pelo caderno “Ilustríssima” do jornal Folha de S.Paulo.

Você encontra o e-book gratuito de Um conto de Natal, de China Miéville, nas lojas virtuais abaixo:

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Você sabe quem é China Miéville?

 

“Um dos representantes mais criativos da nova esquerda britânica, o escritor China Miéville descende de um ramo perdido na arqueologia da esquerda, aquele que vem de André Breton e os surrealistas, passando por Walter Benjamin e Kafka e que encontra em Žižek uma de seus melhores expoentes contemporâneos na arte de misturar alta e baixa cultura, cotidiano servil e insólitas fantasias, ideológicas e críticas.” (A cidade entre o espaço e o território, por Christian Dunker // Blog da Boitempo)

“Fantasia e ficção científica são os gêneros que descrevem com mais precisão a obra de China Miéville. Mas uma breve observação sobre crenças, gostos e posicionamentos do escritor inglês, de 42 anos, mostra que sua própria vida tem um quê de ficção. Miéville se assume marxista e geek, joga RPG, diz querer lançar um romance em cada gênero literário, adora monstros, ganhou dúzias de prêmios importantes por seus livros e ajudou a fundar um partido de esquerda.

Dito assim, ele parece personagem de um livro de fantasia, o que não impede que seja considerado um dos grandes autores de sua geração. Com dez romances, uma compilação de contos, uma série em quadrinhos e ainda um livro de RPG no currículo, ele acaba de ter um de seus livros mais importantes, A cidade e a cidade, uma espécie de ficção científica noir lançada originalmente em 2009, lançado no país pela editora Boitempo.” (Renovador da literatura fantástica, China Miéville tem sua obra lançada no Brasil, por André Miranda // O Globo)

“China Miéville é quase um Maiakóvski inglês. Assim como o poeta que revolucionou o verso russo e cantou a insurreição comunista de outubro de 1917, Miéville se divide entre a literatura e a militância política. Ele é um premiado autor de ficção científica. Seus volumosos romances são apinhados de monstros, alienígenas, seres mitológicos e luta de classes. Também é um estudioso do marxismo, doutor em Direito Internacional pela London School of Economics e militante do Partido Trabalhista britânico. Em seu livro mais recente, Miéville combina suas duas paixões: Outubro (Boitempo, 384 páginas, R$ 59), recém-­publicado no Brasil, narra, mês a mês, os eventos que culminaram na Revolução Russa. Ao contrário dos outros livros de Miéville, Outubro não tem uma linha sequer de ficção nem um único personagem inventado.” (China Miéville: “O colapso do liberalismo abre espaço para a esquerda”, por Ruan de Sousa Gabriel // Revista Época )

“Ativista de esquerda, Miéville admite temor pela atual polarização política no mundo. “Nunca houve uma época tão boa para ser fascista. Mas abruptamente no Reino Unido não houve, nos últimos 50 anos, um tempo tão bom para ser socialista”, analisa. “Para se combater a extrema direita, é necessário lutar pela esquerda. A melhor maneira de agir em tempos perigosos é com ousadia política e teórica em vez de ter cautela excessiva.”

Mesmo os livros de ficção de Miéville, como Estação Perdido e A Cidade & a Cidade, têm um viés marcadamente político. “Não escrevo ficção científica buscando uma agenda política”, ressalta o autor. “Se você pensa sobre o mundo de uma forma política, isso vai permear sua ficção. Quando eu escrevo, meu trabalho é contar a melhor história possível, mas para mim, a melhor história que eu posso contar terá uma textura política”, completa.

Vindo do sci-fi, é natural que Miéville pense sobre o papel da esquerda em um mundo tão tecnologicamente desenvolvido. “A tecnologia não é nossa inimiga, mas sim o que é feito com ela. Se a robotização fortalecer o poderio do capital e enfraquecer a classe operária, eu não acredito que a resposta seja atacar os robôs, mas sim os desdobramentos dessa tecnologia. Se o mundo se transformar fundamentalmente, essas tecnologias tornarão a vida de todos melhor.” (‘Nunca houve época tão boa para ser fascista’, diz China Miéville, por André Cáceres // O Estado de S. Paulo)

“Google him. Procure o sujeito no Google, em bom português anglicizado. E o que você vai encontrar, se procurar no Google Images, é a foto e um sujeito careca, cheio de piercings na orelha esquerda, musculoso e com cara de skinhead.

Mas diz o antiquíssimo ditado: não se julga um livro pela capa. De skinhead hooligan Miéville não tem nada: formado em Antropologia Social por Cambridge em 1994, com Mestrado e Doutorado em Relações Internacionais pela London School of Economics, Miéville atualmente é professor de creative writing na Warwick University. Trotskista de carteirinha e membro do Partido Socialista Inglês, concorreu em 2001 a um cargo na Câmara dos Comuns (não ganhou).

E, além disso tudo, é escritor. Dos bons.” (China Miéville: este é o cara (que você não conhece), por Fábio Fernandes // Cadernos de Não-Ficção #2 (Não Editora))

 

Já leu China Miéville hoje?

Outubro: história da Revolução Russa

Tradução: Heci Regina Candiani

Texto de orelha: Mauro Iasi

“Dar a uma nova geração de leitores um relato original da Revolução Russa, incorporando todas as descobertas arquivísticas pós-1989 e pesquisa acadêmica, é uma tarefa singularmente assustadora. Fazer isso na forma de uma prosa vívida, oracular, que se move pelas páginas com a força aglutinadora de um furacão, é algo que apenas China Miéville poderia alcançar.” – Mike Davis

“Quando um dos escritores mais maravilhosamente originais do mundo enfrenta um dos mais explosivos acontecimentos da história, o resultado só pode ser incendiário.” – Barbara Ehrenreich 

Em fevereiro de 1917, a Rússia era uma monarquia atrasada e autocrática chafurdada em uma guerra impopular. Em outubro, depois não apenas de uma, mas de duas revoluções, ela havia se tornado o primeiro Estado de trabalhadores do mundo, empenhando-se para estar na vanguarda da revolução global. Como se deu essa transformação inimaginável? Fazendo um giro panorâmico que nos leva de São Petersburgo e Moscou às vilas mais remotas de um império que se alastrava, Miéville revela as catástrofes, intrigas e inspirações de 1917, em toda sua paixão, drama e estranheza. O autor intervém com maestria em debates historiográficos de longa data, mas sua narrativa tem em mente especialmente o leitor não especializado, que busca uma noção abrangente dos fatos daquele ano que mudou todo o século XX.


A cidade & a cidade

Tradução: Fábio Fernandes

Texto de orelha: Ronaldo Bressane

“Um livro como A Cidade & A Cidade, mais do que propor um diagnóstico sombrio de uma realidade atual, se impõe como uma rebelião do pensamento. Ele tem a coragem de fazer a pergunta impertinente de todo grande livro de ficção-científica, de 1984 a Admirável Mundo Novo: e se…?” – Ronaldo Bressane

“Kafka e Orwell costumam ser facilmente evocados para qualificar qualquer coisa que fuja um pouco do ordinário, mas neste caso são comparações certeiras.” – The Times

Quando o corpo de uma mulher assassinada é encontrado na decadente cidade de Besźel, em algum lugar nos confins da Europa, parece apenas mais um caso trivial para o Inspetor Tyador Borlú. Mas, à medida que avança a investigação, as evidências começam a apontar para conspirações muito mais estranhas e mortais do que ele poderia supor. Em uma envolvente e premiada narrativa, híbrido de thriller e ficção científica, aos poucos descobrimos que a jovem assassinada tinha envolvimento com a agitação política e cultural entre Besźel e sua cidade gêmea, Ul Quoma. As duas cidades ocupam o mesmo espaço geográfico, mas constituem nações diferentes, monitoradas por um poder secreto conhecido como Brecha. O habitante de uma cidade é educado desde a infância a desver a outra cidade, seus habitantes, suas construções e os eventos que lá ocorrem. Em ambas as cidades, ignorar a separação, mesmo sem querer, é considerado um crime terrível, ainda mais grave do que cometer um assassinato. Uma história que arrebatou a crítica internacional e ecoa a literatura de George Orwell, Franz Kafka, Raymond Chandler, Bruno Schulz e Philip K. Dick para tecer um comentário afiado, criativo e emocionante sobre as cidades e a tendência de vermos apenas o que queremos.

Vencedor dos prêmios British Fantasy, World Fantasy, Arthur C. Clarke e Hugo, o mais importante da categoria. Em 2018, foi adaptado para a TV em minissérie produzida pela BBC.

 

Estação Perdido

Tradução: José Baltazar Pereira Júnior, com a colaboração de Fábio Fernandes

Texto de orelha: Fausto Fawcett

“Este não é um romance de fantasia comum.” – The Guardian

“Se você tem vergonha de ler um livro cuja protagonista feminina tem um besouro no lugar da cabeça, desista agora: mas é você quem vai sair perdendo. Para os fãs de histórias ‘quanto mais estranhas melhor’, Miéville não decepciona.” – The Telegraph

“Um dos autores contemporâneos mais celebrados do gênero na atualidade.” – Rodrigo Casarin, Valor Econômico

Amor entre espécies, mulheres poderosas (com cabeça de besouro), conflitos raciais, criaturas horripilantes, pactos demoníacos, tráfico de drogas, inteligência artificial, devoradores de mentes, caos, dialética, greve geral, violência policial e estado de exceção. Estação Perdido é tudo isso e mais um punhado de bizarrices, nessa estranha mistura de fantasia e ficção científica hard que consagrou China Miéville como um dos maiores nomes da literatura de gênero contemporânea.

Vencedor dos prêmios Arthur C. Clarke e British Fantasy.

 

Vem aí!

A cicatriz

Tradução: José Baltazar Pereira Júnior

Texto de orelha: Felipe Castilho

Lançamento: março de 2019

“É sem dúvida o primeiro grande romance do movimento anticapitalista e faz Moby Dick parecer um livro sobre baleias.” – Mark Bould

A cicatriz é uma história com piratas e contrabandistas. É uma história de espionagem assim como é uma história de encontrar o seu lugar num mundo onde tudo é dualidade. Uma viagem do urbano para o mágico, onde essas duas coisas se confundem o tempo todo.” – Felipe Castilho.

Uma estranha e fantástica releitura de histórias de piratas, ambientada em um cenário urbano e industrial situado no meio do oceano. Prisioneiros, escravos e criaturas grotescas disputam uma cidade marina construída a partir de cascos de navios roubados, cujos líderes bizarros abrigam uma agenda sinistra.

Vencedor dos prêmios British Fantasy e Locus.

 

Conselho de Ferro

Lançamento: 2020

“Se a literatura de fantasia costuma ser fabulosamente conservadora, Conselho de Ferro é uma repreensão à política medieval do gênero.” – The Guardian

“Continuamente fascinante. . . Miéville cria um mundo de inventividade ultrajante.” – The Denver Post.

Neste faroeste eletrizante, fortemente inspirado pelo movimento antiglobalização, Miéville enfrenta questões como imperialismo, corporativismo, terrorismo, racismo, homossexualidade, choques culturais, direitos trabalhistas e guerra.

2 comentários em Um conto de natal, por China Miéville

  1. Não consigo me cadastrar para receber o e-book por e-mail

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  2. Eu não consegui acesso ao formulário para receber o pdf do conto de natal, de China

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