A comuna de Baku // Especial Revolução Russa

A história dos líderes da Comuna de Baku, que buscaram conquistar o poder para o povo de forma democrática e não-violenta, desmente muitos dos mitos que cercam os acontecimentos de 1917.

Por Ronald Suny.

A maioria dos relatos sobre a Revolução Russa conta a história de uma cidade – Petrogrado, onde o regime Romanov colapsou em Fevereiro e os Bolcheviques chegaram ao poder em Outubro. Tão decisivas quanto os trabalhadores, mulheres, e soldados foram na capital, pessoas de toda a Rússia iniciaram seus próprios movimentos revolucionários ao longo desse ano.

Mil e quinhentas milhas ao sudeste, na cidade de Baku, etnia, religião e classe dividiram a população, alterando o curso da história e influenciando as decisões tomadas por líderes revolucionários. Em Baku, uma metrópole construída sobre o petróleo, outubro chegaria tarde.

Quando chegou, o Lênin caucasiano, Stepan Shahumian, tentou conquistar o poder para o povo de forma democrática e não-violenta. A história da Comuna Baku construída por ele fornece uma importante perspectiva sobre a Revolução Russa e a guerra civil subsequente.

Cidade do Petróleo

O petróleo fez de Baku a maior cidade do Cáucaso sul, um oásis cosmopolita de trabalhadores cercado na maior parte por vilas de camponeses muçulmanos. Na virada do século XX, ela produzia mais petróleo que os Estados Unidos inteiro. A despeito das condições de vida e trabalho miseráveis, imigrantes necessitados se aglomeravam nos campos de petróleo a procura de trabalho.

Baku passou a ser não somente o centro da revolução industrial da Rússia imperial, como também um caldeirão para o movimento operário. O primeiro acordo de negociação coletiva entre trabalhadores e indústria foi assinado lá, em 1904, e a cidade serviu de refúgio para os socialdemocratas, particularmente os Bolcheviques como Joseph Stalin, quando suas organizações foram destruídas em outras cidades menos hospitaleiras.

As distinções de classe e etnia se entrecruzavam em Baku. Investidores estrangeiros e engenheiros estavam no topo da hierarquia social ao lado de industriais armênios e russos, bem como de proprietários de embarcações do Azerbaijão. Trabalhadores russos e armênios ocupavam as posições mais qualificadas, enquanto a força de trabalho não-qualificada era composta por muçulmanos. Sendo os trabalhadores mais transitórios e vulneráveis, eles acabavam fazendo os trabalhos mais sujos.

A relação de exploração do império com o Cáucaso não podia ser mais evidente do que em Baku, onde acumular as receitas oriundas do petróleo superava todas as outras preocupações. A elite proprietária — isto é, armênios e russos — manejava o governo da cidade, enquanto o bem-estar das classes baixas era relegado à caridade privada. As instituições políticas tinham muitos poucos representantes não-cristãos e o regime proclamava a lei marcial e estado de emergência frequentemente, comprometendo a confiança depositada no governo local e no estado de direito.

Tanto as pessoas comuns como as classes dominantes queriam uma reforma, mas o czar não ofereceu praticamente nenhuma via institucional para uma mudança efetiva. A situação demandava organização extralegal e os militantes revolucionários, que eram poucos numericamente, forneceram a liderança e direção possíveis.

Socialdemocratas e Socialistas Revolucionários (SRs) destacaram muitas vezes que os trabalhadores de Baku, divididos por qualificação, taxa de remuneração e etnia, se preocupavam mais com salários do que com política. Felizmente, as companhias petroleiras estavam especialmente dispostas a garantir concessões para manter sua força de trabalho, principalmente a sua mão de obra qualificada.

Ao focar em benefícios econômicos, a greve geral de dezembro de 1904 ganhou a jornada de trabalho diária de oito a nove horas, melhoras significativas nos salários e auxílio-doença — um acordo tão bom que ganhou o apelido de Constituição do petróleo não-refinado.

Depois que o czar Nicholas II publicou seu “Manifesto de Outubro” em 1905, garantindo a seu povo direitos civis limitados e eleições para a Duma, Baku formou um Soviete de Delegados Operários, um dos muitos conselhos que articularam demandas dos trabalhadores no final daquele ano revolucionário.

Mas os trabalhadores continuaram a se concentrar em seus interesses econômicos e evitar a política. Shahumian lamentava: “Em geral, os trabalhadores aqui são um grupo terrivelmente mercantilista. Eles estão pensando e falando sobre uma nova greve econômica para arrebatar outro gordo acordo e aumentar os ‘bônus’”.

Apesar dos esforços implacáveis da polícia, os revolucionários mantiveram sua presença, ainda que discreta, mesmo depois de 1905, quando o regime czarista reprimiu o movimento operário e forçou muitos radicais para fora da política ou para o exílio. O trabalho deles culminou em uma forte greve de quarenta mil trabalhadores em 1914, logo quando se formava a máquina de guerra russa.

Esses sucessos mascaravam a tensão que fervilhava bem abaixo da superfície. Os trabalhadores qualificados, de maioria russa e armênia, entraram nos sindicatos e assimilaram a mensagem socialdemocrata, enquanto os muçulmanos só se engajavam em protestos e greves de forma relutante.

Expectadores se referiam de maneira condescendente aos “tártaros”, como eram chamados, chamando-os de temnye (escuro) ou nesoznatel’nye (politicamente inconsciente). Muitos trabalhadores muçulmanos se mantinham ligados às suas vilas e aos seus líderes religiosos. Ainda que um número pequeno de intelectuais muçulmanos pregasse o socialismo e o nacionalismo, a maioria deles, no Cáucaso, não se interessava por política.

As divisões étnicas e religiosas em Baku atingiram o ápice em fevereiro de 1905, quando as tensões entre armênios e muçulmanos irromperam em tumultos e matança interétnica. Os muçulmanos, alarmados por rumores de que armênios estavam pegando em armas, atacaram antes. A polícia e os soldados permanecerem inertes.

A Federação Revolucionária Armênia (Dashnaks), um partido nacionalista formado uma década antes para defender armênios no Império Otomano, usou seus soldados para proteger a comunidade. Socialdemocratas e liberais denunciaram a inércia do governo, acusando o alto escalão do funcionalismo de promover um massacre. Acabada a violência, as hostilidades permaneceram acesas e, na véspera da 1ª Guerra Mundial, a população temia que outro surto de violência fosse iminente.

Baku entre duas revoluções

Assim como a maioria da Rússia, Baku teve um breve período de lua de mel entre fevereiro e março de 1917. O burguês Comitê Executivo de Organizações Públicas (IKOO) colaborou com o recém-eleito Soviete de trabalhadores e seu presidente, o Bolchevique Shahumian. Com o Exército russo avançando sobre a Anatólia otomana, a unidade no front doméstico soava indispensável, mas as hostilidades social e étnica anteriores continuavam a ameaçar a paz da cidade.

Do mesmo modo que em Petrogrado, em Baku havia dois centros de governo — o IKOO e o Soviete de Baku — e ambos disputavam a influência entre a população e o controle da cidade. O IKOO era composto por tecnocratas — advogados, funcionários públicos e intelectuais liberais — enquanto socialdemocratas revolucionários (Bolcheviques e Mencheviques), SRs e os Dashnaks lideravam o Soviete. Trabalhadores e soldados russos apoiavam o Soviete junto de um segmento da comunidade armênia, mas, até o verão de 1917, os muçulmanos em geral não participavam.

Os tecnocratas e liberais do IKOO viam os Bolcheviques como inimigos da lei e da ordem, os precursores da anarquia. A maioria de SRs do Soviete de Baku apoiava as posições moderadas sobre a guerra e a paz social vindas do Soviete de Petrogrado: eles defendiam a unidade de “todas as forças vitais da nação” e a paz democrática sem anexações ou reparação.

A maioria dos Bolcheviques apoiou essas posições durante a primavera, mas Shahumian tinha ideias mais radicais. Ele acreditava que a revolução democrático-burguesa de Fevereiro era “o prelúdio da revolução social na Europa, sob a influência da qual a primeira se tornaria revolução social.”

Além disso, a posição resoluta anti-guerra de Shahumian era um anátema para os soldados de Baku. Os Dashnaks, que temiam que uma retirada colocaria em risco os armênios otomanos e até levar a uma invasão turca do Cáucaso, rejeitaram a linha Bolchevique. Em resposta a isso, soldados russos que apoiavam os SRs depuseram Shahumian da presidência do Soviete em maio.

No entanto, assim como nas capitais do Norte e em vários fronts, a revolução em Baku se moveu para a esquerda ao final da primavera e no verão de 1917. As condições econômicas pioraram e a mal concebida ofensiva de junho de Alexander Kerensky indispôs os soldados.

Em Petrogrado, trabalhadores e marinheiros radicais tentaram organizar uma insurreição no começo de julho, esperando forçar o Soviete a tomar o poder. Eles não somente falharam, como colocaram por um breve momento os Sovietes de Baku e Petrogrado contra os Bolcheviques, que pareceram cúmplices da revolução frustrada.

Lênin escondeu-se na Finlândia e o recém Bolchevique Trótski foi preso. Shahumian e seu lugar-tenente, Alesha Japaridze, defenderam seus camaradas, mas os eventos na capital atingiram os Bolcheviques, que agora pareciam ser aventureiros irresponsáveis.

Esse sentimento se reverteu rapidamente em agosto, quando o general contrarrevolucionário, Lavr Kornílov, tentou dar um golpe contra o Soviete de Petrogrado. Enquanto isso, a fome rondava Baku, afetando particularmente os muçulmanos pobres. Os trabalhadores organizaram uma greve massiva e os barões do petróleo tiveram de relutantemente ceder, assinando o acordo.

Os Bolcheviques locais, na esteira da onda de descontentamento, clamaram por uma transferência pacífica do poder para os sovietes. Enquanto Lênin incitava desesperadamente seus camaradas a tomar o poder pela força, Shahumian conseguiu habilmente organizar novas eleições para o Soviete de Baku, aumentando a representação bolchevique. Mesmo sem conquistar a maioria para seu partido, o Soviete concorda em depor o IKOO e se declarar soberano.

O soviete de Baku, dominado por SRs, recusa apoio ao governo de Lênin. Outubro havia demonstrado que os Bolcheviques eram o principal, se não o hegemônico, partido em Baku, mas muitos temiam que uma tentativa de tomar o poder poderia ser a faísca para a explosão da guerra civil e étnica.

O soviete não havia conquistado pleno poder na cidade. Era ainda desafiado pela Duma da cidade e os socialistas moderados convocavam o retorno a um governo de coalizão de todas as classes.

Não havendo grupo nenhum no controle da cidade e com a desintegração do governo por todo o país, uma sensação de crise caiu sobre Baku. Os soldados começaram a bater em retirada, fugindo do front caucasiano e abrindo caminho para a invasão otomana.

Poder para o soviete

As eleições nacionais nos últimos meses de 1917 demonstravam o crescente poder da identificação étnica. Os Mencheviques georgianos venceram de maneira esmagadora nas províncias da Geórgia, enquanto o principal partido muçulmano, o Musavat, bem como os Dashnaks, dos armênios, venceram com folga em Baku e nos arredores. A revolução no sul do Cáucaso estava se transformando de um embate de classes em um conflito étnico e religioso.

Não havendo qualquer Exército russo entre elas e o império otomano, as comunidades armênias, georgianas e muçulmanas de Baku começaram a formar suas próprias milícias. Com atraso, o soviete formou sua Guarda Vermelha multinacional.

Os muçulmanos desarmaram soldados desertores e, num confronto singularmente trágico em Shamkhor, em janeiro de 1918, eles mataram milhares de russos. Esse evento demonstrou que os muçulmanos detinham a força militar mais efetiva da região, enquanto os otomanos, seus aliados em potencial, começaram a se deslocar para a fronteira de antes da guerra. Apesar do esforço de Shahumian para organizar uma revolução pacífica, eram os homens em armas que em breve decidiriam quem governaria Baku.

Dentro dos limites da cidade, as forças armênias e os muçulmanos haviam superado a Guarda Vermelha. As forças do Soviete formaram uma aliança tática com os Dashnaks contra os muçulmanos, que para muitos pareciam uma ameaça contrarrevolucionária.

Shahumian estava agora diante do conflito armado em três frentes: contra as forças anti-soviete dentro de Baku; em Tiflis, onde os Mencheviques haviam declarado a independência do Cáucaso sul da Rússia Bolchevique; e em Elizavetpol, uma cidade essencialmente muçulmana onde o confronto armado impedia a chegada de comida a Baku.

Quando, no final de março, um barco aportou com a Divisão de Ataque Muçulmana a bordo, a cidade explodiu em guerra. O soviete e as forças armênias enfrentam a população muçulmana na cidade, e a Guarda Vermelha volta sua artilharia para o bairro muçulmano. O que havia começado como um conflito muçulmanos-Soviete se transformou em um massacre anti-muçulmano indiscriminado.

Ao final da batalha, os muçulmanos fugiram da cidade e os armênios protestaram afirmando que o Soviete havia tratado os muçulmanos com muita clemência. Os bolcheviques sofreram com essas consequências, mas podiam exaltar que a cidade agora estava em suas mãos. “Nossa influência, a dos Bolcheviques, foi grande antes, mas agora nós somos os chefes da situação no sentido mais amplo do termo”, era o informe de Shahumian a Moscou.

Embora o poder do Soviete dependesse dos Dashnaks armados, os Bolcheviques de Baku formaram um novo governo composto apenas por seus membros e por SRs que os apoiavam, excluindo os SRs de direita, Mencheviques e Dashnaks. A Comuna Baku, com seu próprio Conselho de Comissários do Povo (Sovnarkom) e Comissariado de Assuntos Externos, estava agora em posição para transformar radicalmente a vida em Baku.

A Comuna de Baku

O experimento durou apenas noventa e sete dias, de abril a julho de 1918. Os Bolcheviques imaginavam o Soviete e seu Sovnarkom como uma combinação dos corpos Executivo e Legislativo, seguindo a visão de Marx sobre a Comuna de Paris de 1871.

A Comuna nacionalizou a indústria do petróleo, tentou reformar a educação e o Judiciário — apesar da resistência dos tecnocratas — e acreditava que poderia governar a cidade sem recorrer ao terror de Estado, ainda que jornais oposicionistas fossem fechados.

Em junho, Shahumian lançou uma ofensiva para prevenir um ataque muçulmano vindo de Elisavetpol. As lideranças da cidade discutiram um avanço sobre Tiflis, mas, quando as forças de Baku se aproximaram do rio Kura, soldados muçulmanos, georgianos e otomanos as fizeram recuar.

A cidade procurou desesperadamente aliados para prevenir a invasão otomana. Shahumian negociou com cossacos e com ingleses, mas Moscou o proibiu de autorizar que as tropas do General Dunsterville, lotadas nos arredores, entrassem na cidade.

Incapazes de aumentar o suprimento de comida e com apoio limitado dentre os trabalhadores de Baku e camponeses dos arredores, a base de apoio dos Bolcheviques se estreitou. Em 25 de julho o Soviete decidiu, por 259 votos a 236, convidar os britânicos para entrar.

Shahumian declarou: “Vocês ainda não encontraram a Inglaterra, mas já perderam o governo central da Rússia. Vocês ainda não encontraram a Inglaterra, mas vocês perderam a nós”. Seu governo renunciou, um governo não-Bolchevique foi formado e os ingleses chegaram.

No meio de setembro, com os otomanos prestes a tomarem a cidade, os líderes da Comuna de Baku decidiram sair, mas o navio que tripulavam foi desviado do porto seguro de Astrakhan para Krasnovodsk, onde SRs turcomenos prenderam os ex-comissários.

Vinte e seis revolucionários de Baku, a maioria bolchevique, foram levados para o deserto e executados. Em 1920, seus restos foram exumados e novamente sepultados como mártires soviéticos na praça central de Baku. Lá permaneceram por setenta anos, até que o governo pós-soviético do Azerbaijão destruiu o monumento em homenagem aos Comissários de Baku.

Derrota revolucionária

A história da revolução de Baku desmente muitos dos mitos que cercam os acontecimentos de 1917. Os Bolcheviques de Baku não eram conspiradores desterrados com ânsia de poder, mas militantes socialistas de longa data, com raízes profundas no movimento de trabalhadores da cidade. Eles agiram como democratas, buscando um caminho não-violento para o poder e quando perderam uma votação crucial no Soviete, deixaram pacificamente o governo. Embora tenham ganho o controle da cidade graças aos dias sangrentos de março, enquanto estiveram no poder os Bolcheviques de Baku não empregaram o terror contra seus inimigos.

Em última análise, eles não conseguiram superar as divisões étnicas e sociais da classe trabalhadora, resolver a crise dos alimentos, ou encontrar apoio para realizar uma campanha bem-sucedida contra seus inimigos.

Shahumian tentou encerrar a contrarrevolução em todo o Cáucaso enquanto também transformava Baku. Ele recusou-se a incluir os partidos socialistas mais moderados em seu governo até que eles reconhecessem o governo soviético de Moscou. Sua base era simplesmente muito estreita e a Comuna caiu quando os Bolcheviques perderam os trabalhadores cujas demandas não conseguiram satisfazer.

O destino dos vinte e seis comissários de Baku é irônico: moderados, democráticos, e largamente não-violentos, Shahumian, Japaridze e os outros foram vítimas, na guerra civil, de oponentes muito mais impiedosos.

Contrastando dramaticamente a isso, no final do verão de 1918, Bolcheviques russos e seus oponentes “Brancos” já haviam adotado a lógica da guerra, abandonando os ideais de governo democrático e utilizando o terror de Estado para derrotar seus inimigos. A esperança de que os sovietes socialistas e democráticos triunfariam morreu naquela luta terrível.

dossiê especial “1917: o ano que abalou o mundo“, reúne reflexões de alguns dos principais pensadores críticos contemporâneos nacionais e internacionais sobre a história e o legado da Revolução Russa. Aqui você encontra artigos, ensaios, reflexões, resenhas e vídeos de nomes como Alain Badiou, Slavoj Žižek, Michael Löwy, Christian Laval, Pierre Dardot, Domenico Losurdo, Mauro Iasi, Luis Felipe Miguel, Juliana Borges, Wendy Goldmann, Rosane Borges, José Paulo Netto, Flávio Aguiar, Mouzar Benedito, Ruy Braga, Edson Teles, Lincoln Secco, Luiz Bernardo Pericás, Gilberto Maringoni, Alysson Mascaro, Todd Chretien, Kevin Murphy, Yurii Colombo, Álvaro Bianchi, Daniela Mussi, Eric Blanc, Lars T. Lih, Megan Trudell, Brendan McGeever, entre outros. Além de indicações de livros e eventos ligados ao centenário.


[* Traduzido por Ivan Figueiredo, este artigo integra uma série de artigos sobre o centenário da “Revolução Russa de 1917″ organizada pela revista Jacobin e que sairá ao longo do ano e publicada no Brasil em uma parceria entre o Blog Junho e o Blog da Boitempo. Redigidos originalmente em inglês, os artigos serão traduzidos em várias línguas, como francês, espanhol, alemão e coreano. Para o português, o blog Junho reuniu um grupo de tradutores e colaboradores, coordenados por Fernando Pureza, que atenderam ao chamado para trazer, ao público brasileiro, alguns dos trabalhos mais atuais sobre a Revolução Russa celebrando o centenário do evento político mais importante do século XX.]

Especial A história da Revolução Russa // Leia também:

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Ronald Suny é professor de História da University of Michigan, professor emérito de Ciência Política e História na Universidade de Chicago e pesquisador da National Research University – Higher School of Economics em São Petersburgo, na Rússia. É autor, entre outros, de The Baku Commune, 1917-1918: Class and Nationality in the Russian Revolution (Princeton University Press, 1972). Este artigo foi escrito especialmente para o dossiê sobre o centenário da Revolução Russa, organizado pela Revista Jacobin, traduzido para o português pelo Blog Junho, e publicado em parceria com o Blog da Boitempo.

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