Quem grita Golpe? #PorQueGritamosGolpe

Confira os autores e o sumário completo do mais novo livro de intervenção da Boitempo!

Um livro de intervenção está invadindo as livrarias de todo o Brasil com um grito…

Por que gritamos Golpe? Para entender o impeachment e a crise política no Brasil é o novo título da coleção Tinta Vermelha, de livros de intervenção da Boitempo. Dividido em três partes, o livro reúne colaborações de mais de 30 autores que buscam desenhar uma genealogia da crise política (parte 1), entender e esquadrinhar as ameaças que se colocam à democracia e aos direitos conquistados pela Constituição de 1988 com o governo Temer (parte 2) e apontar caminhos de superação de nossos impasses políticos (parte 3). Neste post, apresentamos os autores e o sumário do livro.

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Onde encontrar?

Livraria Cultura
Livraria da Travessa
Livraria Martins Fontes
Livraria Saraiva Online
Livraria da Folha
Livraria Livros & Livros
Livraria Cia dos Livros

R$ 15,00 (impresso)
R$ 7,50 (e-book)

Textos introdutórios

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Paulo Arantes

Em uma breve e afiada reflexão que abre o volume, o filósofo Paulo Arantes alerta que chamar de “golpe” o atual estado de coisas da crise política brasileira é uma forma otimista de encarar o que se passa. Partindo da leitura de Marcuse do 18 de brumário de Marx, segundo a qual a “farsa” seria mais sombria que a “tragédia” que a sucedera, Arantes busca entender o que há de novo na queda vertiginosa pela qual estamos passando.

Graça Costa

No breve prólogo que se segue, intitulado “O desmonte do Estado”, a sindicalista Graça Costa identifica de que forma o golpe de 2016 prejudica o povo trabalhador e solicita a resistência de todos que sonham em viver num país desenvolvido com justiça social.

Ivana Jinkings

No texto de apresentação, intitulado “O golpe que tem vergonha de ser chamado de golpe”, a fundadora e diretora editoria da Boitempo introduz a proposta do livro de intervenção, sua urgência e faz um panorama da estrutura tripartite do livro.

Boaventura de Sousa Santos e Luiza Erundina

Nos textos de quarta-capa, o renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos insere a luta contra o golpe no contexto latino-americano e internacional, e a política e socióloga Luiza Erundina discute por que o livro se insere em um momento crítico de luta social e de renovação e reorganização da esquerda como um todo.

Parte 1 – Os antecedentes do golpe

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Marilena Chaui

A nova classe trabalhadora brasileira e a ascensão do conservadorismo

A filósofa Marilena Chaui faz uma análise precisa das divisões políticas que atravessam a nova classe trabalhadora (termo que ela usa para substituir a dita “nova classe média”) para fazer uma leitura de sua emergência nas manifestações de 2016.

Armando Boito Jr.

Os atores e o enredo da crise política

O cientista político Armando Boito desenha neste artigo a radiografa os antecedentes do golpe, diagnosticando as diferentes facetas da crise da frente neodesenvolvimentista no Brasil.

Luis Felipe Miguel

A democracia na encruzilhada

O cientista social Luis Felipe Miguel oferece uma reflexão aprofundada sobre as diferentes perspectivas na disputa pelo conceito de democracia em meio ao golpe de 2016.

Ciro Gomes

Por que o golpe acontece?

O ex-governador do Ceará vai direto ao ponto e dispara contra os erros do governo Dilma e os três pulsos que levaram ao golpe: a banda podre da política, a rifa dos direitos sociais pelo pagamento da dívida pública e a ameaça da soberania nacional.

Murilo Cleto

O triunfo da antipolítica

O historiador Murilo Cleto discute o imaginário ocidental sobre o espaço público, a instrumentalização da política pela moral e as práticas discursivas que alimentaram o horror à política no Brasil.

Marina Amaral

Jabuti não sobe em árvore: como o MBL se tornou líder das manifestações pelo impeachment

A jornalista investigativa Marina Amaral (Agência Pública), segue os passos da nova direita latino-americana, rastreia as fontes financeiras do Movimento Brasil Livre (MBL) e investiga os vínculos do grupo com fundações cacifadas pelos irmãos Koch, dois bilionários americanos que insuflam grupos de extrema-direita mundo afora.

Ruy Braga

O fim do lulismo

O sociólogo do trabalho Ruy Braga diagnostica a crise política brasileira a partir de uma leitura da radicalização das contradições do modelo político do lulismo, baseado nas tentativas de conciliação entre as classes sociais.

Parte 2 – O golpe ponto a ponto

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Michael Löwy

Da tragédia à farsa: o golpe de 2016 no Brasil

Em artigo intitulado, o sociólogo franco-brasileiro, parte de um retrospecto dos governos de esquerda na América Latina do século XXI, para refletir sobre o Estado de exceção como regra e a democracia como exceção.

Leda Maria Paulani

Ponte para o abismo

A economista Leda Paulani faz uma análise do programa “Ponte para o futuro” apresentado por Temer Golpista, a partir de um exame das políticas econômicas brasileiras desde os anos 1990, discutindo os acertos e erros dos governos petistas em meio à perspectiva de um resgate pleno do neoliberalismo no país.

Gilberto Maringoni

Rumo à direita na política externa

Professor de relações internacionais da UFABC, Gilberto Maringoni discute a agenda regressiva posta em prática pelo governo interino e o mito da neutralidade ideológica de políticas de Estado.

Eduardo Fagnani

Previdência social: reformar ou destruir?

Para o economista Eduardo Fagnani, por trás das propostas de reforma da previdência se oculta a mais feroz disputa por recursos públicos de nosso país.

Roberto Requião

Para mudar o Brasil

Para o senador Roberto Requião (PMDB-PR), falta – tanto ao governo afastado, quanto ao interino – uma proposta que una o país em torno dos interesses populares e nacionais.

Luiz Bernardo Pericás

Os semeadores da discórdia: a questão agrária na encruzilhada

O historiador Luiz Bernardo Pericás analisa os retrocessos postos em prática pelo governo interino, alinhados com os ruralistas em torno do documento “Pauta positiva biênio 2016/2017”.

Marcelo Semer

Ruptura institucional e desconstrução do modelo democrático: o papel do Judiciário

O juiz de Direito Marcelo Semer desmascara as perversões que se combinaram nos episódios que fizeram a narrativa jurídica do impedimento.

Juca Ferreira

Cultura e resistência

O Ministro da Cultura afastado Juca Ferreira aponta para a novidade representada pela diversidade dos setores da sociedade que defenderam a manutenção do MinC pelo governo interino, reforçando a indissociável relação entre cultura e democracia.

Mauro Lopes

As quatro famílias que decidiram derrubar um governo democrático

O jornalista livre Mauro Lopes traça paralelos entre 1964 e 2016 e discute a imprensa internacional, as técnicas jornalísticas, as relações entre governo e mídia e a contranarrativa da outra imprensa.

Djamila Ribeiro

Avalanche de retrocessos: uma perspectiva feminista negra sobre o impeachment,

Para o além das arbitrariedades do processo, a secretária-adjunta dos Direitos Humanos da cidade de São Paulo escancara o impedimento da presidenta como mais uma ameaça à vida da população já historicamente discriminada.

Renan Quinalha

“Em nome de Deus e da família”: um golpe contra a diversidade,

O advogado e ativista de direitos humanos Renan Quinalha denuncia o retrocesso em direitos civis e políticos para os setores mais vulneráveis da sociedade brasileira representado pelo golpe, com ênfase para as ameaças à comunidade LGBT.

Guilherme Boulos e Vítor Guimarães

Resistir ao golpe, reinventar os caminhos da esquerda

Os militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente Povo Sem Medo explicam o rompimento do pacto que conciliou interesses e a necessidade de um novo projeto de desenvolvimento.

Tamires Gomes Sampaio

A luta por uma educação emancipadora e de qualidade

A União Nacional dos Estudantes denuncia o golpe como interrupção de um projeto que ampliou o acesso ao ensino e ameaçou a estrutura colonialista do país.

Parte 3 – O futuro do golpe

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André Singer

Por uma frente ampla, democrática e republicana

O cientista político André Singer, estudioso do lulismo, busca indicar caminhos para a organização de uma frente única da esquerda, em defesa da democracia, tendo em vista a superação dos impasses atenuados pela crise política brasileira.

Jandira Feghali

A ilegitimidade do governo Temer,

Deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali fala sobre as imoralidades escancaradas de um golpe que se fez para barrar a Operação Lava-Jato.

Pablo Ortellado, Esther Solano e Márcio Moretto

Uma sociedade polarizada?

Coordenadores das principais pesquisas que perfilaram os manifestantes anti e pró-impeachment, os professores da USP e Unifesp questionam a polarização “coxinhas-petralhas” como divisor social do país.

Lira Alli

É golpe e estamos em luta!

A mobilização do Levante Popular da Juventude para a destruição de privilégios e a reinvenção do sistema político no Brasil.

Laerte Coutinho

O livro é recheado de charges geniais da cartunista Laerte Coutinho, publicadas na Folha de S.Paulo, e que marcam os diferentes momentos e debates em torno da crise política brasileira.

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Mídia NINJA

O coletivo Mídia NINJA assina um ensaio visual com fotos tiradas no calor da hora durante os principais acontecimentos da crise política no Brasil.

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2 comentários em Quem grita Golpe? #PorQueGritamosGolpe

  1. Mônica Barros da nóbrega // 07/07/2016 às 13:36 // Responder

    Certo, valeu livraria intinerante kkkkkkkkk  Beijos, Mônica.

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  2. O e-book está à venda onde??

    Curtir

5 Trackbacks / Pingbacks

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