Cultura Inútil: Mulheres de Pompeia já tinham que depilar a púbis no século I

mouzar benedito cultura inútil pompéiaPor Mouzar Benedito.

Pichação de paredes é coisa mais antiga do que imaginamos. Numa das poucas paredes que não caíram quando uma erupção do vulcão Vesúvio destruiu a cidade de Pompeia, no sul da Itália, estava escrito: “Gosto de mulheres com cabelos nos lugares certos, e não depilada e raspada. A gente pode então se abrigar do frio, como se fosse um casaco”. Enfim, a depilação da área genital feminina também é coisa antiga, assim como vontade de externar a preferência contra ela.

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A Rainha Vitória, que ocupou o trono durante 64 anos, nunca falou inglês com perfeição: sua mãe era filha de um duque alemão e só falava inglês em casa.

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Mark Twain, quem diria, poderia ter migrado para o Brasil quando jovem e será que faria aqui a fama que fez nos EUA? Ele se chamava, na verdade, Samuel Langhorne Clemens Nascido na Flórida, ele viveu de 1835-1910. Foi pintor, explorador de ouro e muitas outras coisas. Iniciou a carreira de jornalista (em que ele se revelou grande humorista) no “Missouri Courier”, de seu irmão, praticamente criança. Ele estava planejando vir para o Brasil, tentar a sorte aqui, quando conheceu um piloto de barco do Mississipi e adotou essa profissão também, entre 1857 e 1861.

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Goethe, considerado o mais importante escritor alemão, trabalhou em muitos serviços. Foi chefe de bombeiros, diretor de teatro, ator, pintor, cientista, ministro… E era também um grande conquistador de mulheres.

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Na Babilônia antiga havia um costume estranho: nas celebrações do Ano Novo, escolhia-se alguém do povo para ser “rei por um dia”. O problema é que no dia seguinte a essa glória ele era executado, sacrificado aos deuses. O jardineiro Enlil-Bani foi escolhido para essa glória inglória, mas o destino o ajudou: o rei de verdade, Erra-Imitti, morreu durante as comemorações e o jardineiro permaneceu no trono, governando (segundo a lenda, melhor do que outros reis) por mais de vinte anos.

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O remo, como esporte, teve início na Inglaterra, em 1829.

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Complexo de Édipo, todo mundo sabe o que é. E muitos sabem da história de
Édipo, filho do rei de Tebas. Um oráculo previu que ele mataria o pai e se casaria com a mãe, e o rei mandou abandonar o menino recém-nascido numa montanha, pendurado pelos pés em uma árvore, mas ele foi recolhido por um pastor e sobreviveu, e a previsão do oráculo acabou se realizando. O nome Édipo vem justamente do fato dele ter sido pendurado pelos pés: significa pés inchados. Já o nome de sua mãe, Jocasta, que se tornou sua mulher, significa “a que cura do veneno”.

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Um “causo” típico dos almanaques, mostrando a esperteza dos caipiras: o sujeito estava doente e prometeu que, se fosse curado, venderia o único touro que tinha e daria o dinheiro ao santo padroeiro da cidade. Sarou. E aí? Tinha que cumprir a promessa, mas pensava na grana que perderia. Pensou, pensou, e foi para a cidade levando o tal touro e um galo. Foi anunciando que queria vender o touro por R$ 20,00. Logo apareceram interessados, mas ele fez uma ressalva: “Quem comprar o touro tem que levar também esse galo, que estou vendendo por R$ 3 mil”.

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O relógio de sol já era utilizado pelos egípcios no tempo dos faraós. Foi adotado pelos gregos e aperfeiçoado por Tales de Mileto. O relógio marcando apenas horas foi inventado em 1344, e os marcando também minutos em 1670.

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Quando os nazistas ocupavam países vizinhos, para isolar e humilhar os judeus, Hitler determinava que eles usassem no braço uma faixa com a estrela de Davi. Não funcionou na Dinamarca: lá, pessoas de todas as religiões se solidarizaram com os judeus e passaram a usar a faixa também, inclusive o Rei Cristiano X, que declarou: “Eu sou o primeiro judeu do país”.

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O pai de Carlos Magno era um sujeito baixinho, com 1,40m de altura, mas muito valente. Era Pepino, o Breve, que foi rei dos francos entre os anos 751 e 768. A mulher dele era conhecida como Berta dos Pés Grandes.

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Quando Napoleão estava confinado na ilha de Santa Helena, moradores de Nova Orleans, fizeram um plano para ir ao cativeiro do ex-imperador francês, libertá-lo e levá-lo para a cidade que fica no atual Estados Unidos. Mas antes que executassem o plano, sob o comando do ex-pirata Dominique You, Napoleão morreu.

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O nome de batismo do fundado da Companhia de Jesus, ordem católica dos jesuítas, era Íñigo López. Depois de ferido numa batalha, ficou meses inválido e leu a Bíblia nesse período. Decidiu então tornar-se um “soldado de Cristo”. Nascido na cidade de Loyola, que fica no atual País Basco, na Espanha, passou um tempo repousando num mosteiro beneditino da Catalunha e adotou o nome Inácio de Loyola. Em 1528, foi estudar em Paris, conseguiu seis seguidores de suas idéias e os sete foram a Roma se oferecerem ao Papa Paulo III para seguir com os cruzados para Jerusalém. Em 1538, o Papa os aconselhou a fundar uma ordem religiosa, o que acabaram fazendo em 1540.

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O quadro de Pedro Américo sobre o Grito da Independência de Dom Pedro I, às margens do rio Ipiranga, satirizado pelo Pasquim com um balão em que ele pronunciava a frase “Eu quero mocotó” (de uma música que fazia sucesso na época), foi o motivo declarado para prender praticamente toda a redação do jornal, em 11 de novembro de 1970. Do “primeiro escalão”, escaparam Millôr Fernandes e Henfil. A prisão da “turma do Pasquim” (Jaguar, Ziraldo etc.) visava esvaziar o jornal, que era um dos principais combatentes da ditadura, com humor, e vendia mais de 200 mil exemplares semanalmente. Nos dois meses em que ficaram presos, o jornal continuou saindo precariamente, editado pelos não presos, com a ajuda de alguns intelectuais, que não podiam divulgar a notícia da prisão, falavam numa “gripe” da turma.

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Em 1889, em uma viagem a Londres, numa sala cheia de gente, o Xá da Pérsia perguntou ao príncipe de Gales se as mulheres que estavam ali eram esposas dele e, antes que obtivesse resposta, sugeriu que ele decapitasse todas elas e procurasse outras mais bonitas.

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O que Nero, imperador romano, e o rei Henrique VIII, da Inglaterra tinham em comum? Pelo menos duas coisas: 1) quando subiram ao trono eram governantes considerados bons, mas depois foram se tornando maus, e 2) filósofos que os influenciaram no início de seus mandatos foram mortos por eles. Nero obrigou Sêneca a se suicidar e Henrique VIII mandou decapitar Thomas Morus.

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Ah, as fotos com celulares, que ficam prontas imediatamente… Quem comprava uma das primeiras câmeras da Kodak tinham que esperar muito para saber como ficou uma foto. As máquinas fotográficas eram mandadas para os técnicos em revelação com o filme dentro. Depois de algum tempo recebiam as fotos e a máquina já com outro filme colocado nela. A câmera Kodak foi inventada por George Eastman, em 1888, e a Eastman Kodak Company começou a funcionar em 1892.

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Em 24 de fevereiro de 1932, foi publicado o novo Código Eleitoral, do governo Getúlio Vargas, instituindo o voto secreto e o direito de voto às mulheres.

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Os moinhos de vento, invenção dos persas no século VII, passaram a fazer parte da história e da paisagem da Holanda, mas não existiam na Europa até o século XII, quando os cruzados trouxeram a ideia do Oriente Médio para a Inglaterra, França e Alemanha, além da Holanda.

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Não foi num passe de mágica que Veneza começou a dominar os mares no fim do século XV, durante o Renascimento: o estaleiro da cidade era enorme, o maior que existia, empregando 15 mil trabalhadores.

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Copacabana não é nome brasileiro. A santa padroeira da Bolívia é Nossa Senhora de Copacabana, e tem um santuário dela na cidade que, por sinal, chama-se Copacabana, na beira do Lago Titicaca, a 3.841 metros de altitude. Seu nome vem do aymara, Kota Kahuana, que significa “vista do lago”. Fica a 155 km de La Paz. Há duas versões para o nome dado à praia carioca. Uma delas é que um médico boliviano, devoto da padroeira de seu país, construiu ali uma capela dedicada a Nossa Senhora de Copacabana, e o nome pegou. Outra também refere-se a uma capela, mas teria sido construída por um marinheiro (marinheiro boliviano?!) que, durante uma tempestade em alto mar, prometeu construir a tal igreja.

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A água da chuva contém vitamina B12.

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John Augusto Sutter e James Marshall descobriram ouro na Califórnia em 1848 e tentaram manter segredo. Conseguiram por mais de um ano, até que, em dezembro de 1849, o presidente James Knox Polk anunciou a descoberta, provocando a corrida do ouro. Os descobridores Sutter e Marshall nunca encontraram grande quantidade do vil metal, e morreram pobres.

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Durante a Idade Média, alquimistas procuravam descobrir a fórmula para transformar outros metais em ouro, e até hoje são ridicularizados. Mas nessas experiências descobriram os ácidos sulfúrico, nítrico e clorídrico, muito mais importante para a indústria do que o ouro.

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Mansa Musa foi imperador do Mali entre 1321 e 1337. Em uma peregrinação a Meca levou 60 mil pessoas e isso causou muitos problemas, inclusive para alimentar tanta gente. Na cidade do Cairo, ele gastou tanto ouro que esse metal perdeu muito valor, abalando a economia local.

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Harriet Beecher Stowe, autora de A Cabana do Pai Tomás, recebeu porradas de cartas ameaçadoras depois da publicação do livro. Uma vez recebeu um embrulho e ao abri-lo, caiu dele a orelha decepada de um escravo.

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O escritor norte-americano O’Henry (cujo nome verdadeiro era William Sidney Porter) teve que se mandar dos Estados Unidos para não ser preso, acusado de dar um desfalque num banco do Texas, e passou alguns meses na cidade de Tegucigalpa, capital de Honduras.

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Quando o pintor Claude Monet morava em Edretat, costumava pintar cinco ou seis telas ao mesmo tempo. Passava de uma para outra conforme a mudança do tempo.

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No final do século XX, com desemprego e falta de esperança no Brasil, muitos descendentes de japoneses resolveram ir ao país de seus ancestrais procurar trabalho, com esperança de ganhar muito dinheiro. Eram os “decasséguis”. Mas no Japão, os trabalhos que conseguiam eram quase sempre os que os próprios japoneses não topavam fazer, os chamados “3K”: katanai (sujo), kiken (perigoso) e kitsui (difícil). Mais tarde, o Japão passou por uma crise e os decasséguis, que chegaram a ser 330 mil, passaram a ser vítimas de preconceitos por estarem “tomando” os empregos dos que antes não aceitavam esses trabalhos. Coisa semelhante aconteceu e acontece em vários países. Na Alemanha, por exemplo, os turcos que antes faziam os trabalhos que os alemães não queriam, numa época em que os empregos minguaram, passaram a ser odiados por gente de direita de lá, acusados de tomar empregos dos nativos germânicos.

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A Estátua da Liberdade foi erguida originalmente em Paris. Em 4 de julho de 1884, aniversário da Independência dos Estados Unidos, o governo francês deu o monumento aos gringos e cinco meses depois desmontada e mandada para Nova York. O escultor daquela estátua foi o alsaciano Frédéric Auguste Bartholdi.

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No bairro do Brás, em São Paulo, existiam pensões em que três trabalhadores dividiam a mesma cama, com direito de dormir 8 horas por dia. Um levantava, outro deitava imediatamente. O infeliz que tinha que se sujeitar a isso era chamado de “cama-quente” (ironia… talvez parte deles tenham sido antes “boias-frias”). Mas fora daqui já teve gente que depois se tornou bem-sucedida, que também passou por algo semelhante. Antes da fama e de se tornar rico, Pablo Picasso teve tempos duros em Paris. Ele e o poeta Max Jacob dividiam a mesma cama. Jacob trabalhava numa loja e dormia durante a noite. Picasso dormia durante o dia. Mas veio o sucesso… Um dia, Picasso apagou da tela um quadro que não gostava, e disse irônico: “Sou tão rico que acabo de apagar cem mil francos”.

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Carros elétricos, que usam uma bateria para se locomover, parecem novidade, não é? Pois em 1900 um terço dos automóveis de Nova York, Chicago e Boston eram movidos a eletricidade, com baterias.

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Todo mundo tinha roupas e ninguém passava fome no Império Inca, antes da chegada dos espanhóis.

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Lá pelo final do século XX, falava-se que no Japão estavam adicionando carne de minhoca nos hambúrgueres. Verdade ou não, parece que não haveria nada demais: a minhoca tem 76% de proteína, e andou sendo estudada (ou usada) para a produção das rações balanceadas dos astronautas. E há notícias antigas de que no Oriente usava-se chá de minhoca para combater a asma, a bronquite e a hipertensão.

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O Brasil só passou a produzir as enxadas que os nossos roceiros usam em 1917. Antes disso, elas eram importadas da Inglaterra.

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A atriz Sarah Bernhardt nunca confiou em bancos. Costumava exigir pagamento em moedas de ouro, e as que não cabiam em sua bolsa eram colocadas num baú, que ficava embaixo de sua cama.

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Em 1975, revelou-se a existência de um bordel destinado a homens idosos, em Marselha, na França. Os fregueses tinham de 60 a 77 anos.

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Winston Churchill ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1953, por seu livro A Segunda Guerra Mundial. Houve muitos protestos por parte de literatos, que diziam que Churchill era mais um político do que escritor, mas os juízes mantiveram o prêmio.

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Acredita-se que a palavra sífilis foi criada em 1530, pelo italiano Girolamo Fracastoro, no poema Syphilis, sive Morbus Gallicus, em que um pastor grego incorre na ira do deus Apolo e é punido com a doença. A cura para a sífilis foi descoberta em 1912, por um médico alemão, Dr. Paul Ehrlich. Mas a doença continuou atingindo muita gente: em 1954 a Organização Mundial de Saúde calculava que existia 20 milhões de sifilíticos no mundo.

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As drogas à base de sulfa para tratamento da gonorreia foram descobertas em 1936.

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Em 1839, o Comissário da Polícia Metropolitana de Londres declarou que havia na cidade aproximadamente 933 bordéis e 848 casas de “má reputação”.

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O irlandês Samuel Beckett, autor de Esperando Godot, ganhou o Nobel de Literatura em 1969, “concorrendo” com escritores de peso. Foram votados também Eugène Ionesco, Vladimir Nabokov, André Mauraux e Leopold Senghor, grande intelectual que na época era presidente do Senegal.

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A insulina, medicamento para tratar diabete, é um produto extraído das pâncreas do boi. Foi descoberta pelo canadense Frederick Grant. Banting em 1921. Ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 1923.

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A famosa Torre de Pisa, inclinada por causa do desequilíbrio do solo arenoso, tem 7 andares e 55 metros de altura. Obra dos arquitetos Bonnano e Guilherme Innsbruck, sua construção foi concluída no ano 1.340.

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Em 2014, havia 10.425 espécies de aves descritas pela ciência, das quais 1.373 ameaçadas de extinção. Entre os mamíferos, a proporção é pior ainda: das 5.513 espécies descritas, 1.199 estavam ameaçadas de extinção.

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A primeira travessia aérea do Atlântico Sul (na verdade, a viagem, com destino ao Rio de Janeiro, começou em Lisboa, no hemisfério Norte) foi feita em 1922, pelos aviadores portugueses Artur Sacadura Cabral e Carlos Viegas Gago Coutinho, num hidroavião rudimentar chamado Lusitânia.

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Conta-se que uma vez árabes pediram a Maomé uma prova do que ensinava. Eles o desafiaram, então, a mover um monte até Safa, na Arábia Saudita, onde ele estava. Não conseguindo o milagre, ele mesmo foi até a montanha e, em seguida, elogiou a misericórdia de Alá, porque dessa forma a montanha não tinha esmagado todos. Daí surgiu o ditado “Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha”, que orienta a solucionar as coisas de forma simples, sem grandes dificuldades ou milagres.

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A água oxigenada foi inventada por um químico francês, o barão Luis Jacques de Thérnard, em 1818. Sua fórmula é H2O2.

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Assim falou o Barão de Itararé: “Vaca é um animal que dá leite, às vezes até para os bezerros”.

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Assim falou Mark Twain: “A fonte secreta do humorismo não é a alegria, e sim a tristeza. No céu não há humorismo”.

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Ou clique aqui, para ver todas as outras colunas da série “Cultura inútil”, de Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo!

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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar (2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças. 

1 comentário em Cultura Inútil: Mulheres de Pompeia já tinham que depilar a púbis no século I

  1. Tania gerde // 23/09/2015 às 13:25 // Responder

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