Escribas de aluguel

13.08.21_Emir Sader_Escribas de aluguelPor Emir Sader.

Somente depois do fim da ditadura passou a surgir no Brasil o fenômeno de artistas e intelectuais que, até ali, estavam nas filas da oposição democrática, passando a buscar abrigo nos espaços das elites conservadoras. A própria forma que assumiu a transição favoreceu essa conversão.

Seu caráter conciliador entre o velho e o novo, chancelado pela aliança promíscua no Colégio Eleitoral entre o PMDB e o então PFL, no bojo do qual os que não ficavam com a candidatura de Paulo Maluf, recebiam o epíteto de “democratas” ou de “liberais”, como o próprio nome do partido originário da ditadura mencionava. Antonio Carlos Magalhães, Marco Maciel, José Sarney – entre outros – embarcaram nessa canoa e foram recebidos de braços abertos pelos que organizaram a transição conservadora da ditadura à democracia.

O processo de conversão de gente de esquerda para a direita tem uma longa história. O principal mecanismo para essa transição é a critica de erros – reais ou supostos – da esquerda, como justificativa para distanciar-se desta e caminhar – de forma célere ou lenta – para a adesão à direita. Passar da critica à demonização da URSS foi a forma clássica dessa transição. Se o projeto que encarnava o socialismo de Marx, Lenin, Trotski, tinha se degenerado tão brutalmente, haveria que jogar no lixo não apenas aquela primeira forma de existência de um projeto socialista, mas o socialismo e seus teóricos e dirigentes.

Faziam essa expurgação e eram acolhidos ou na social democracia ou – passando às vezes por aí como transição – diretamente para a direita. A teoria do totalitarismo teve o papel de tentar centrar o debate não na polarização capitalismo/socialismo, buscando identificar a URSS com o nazismo, Stalin com Hitler, todos na mesma canoa do totalitarismo.

Claro que não era apenas um processo de reconversão intelectual. Era um processo de reconversão de classe social. Quem fazia esse trajeto era acolhido e bem recompensado pela direita – com edição de livros de denúncia do comunismo ou da esquerda –, com amplas entrevistas na mídia conservadora, afora outras recompensas materiais.

Nada muito diferente do que acontece no mundo nas ultimas décadas. Os pretextos podem ser o fim da URSS – confundido com o fim do socialismo –, críticas levantadas pela direita sobre corrupção em partidos de esquerda, políticas que não respeitariam o meio ambiente, etc., etc. O objetivo é encontrar álibis para deixar de ser de esquerda.

As formas que essa conversão assume são, via de regra, marcadas pelos generosos espaços que a mídia de direita reserva carinhosamente aos que se dispõem a criticar sistematicamente a esquerda, com a suposta autoridade de quem foi de esquerda ou diz que foi. Contanto que não dirijam os fuzis que a direita lhes concede contra a própria direita.

Jornais como O Globo, O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, a Veja, entre outros, estão cheios de esquerdistas “arrependidos”, que poupam seus patrões – que, todos, apoiaram o golpe de 1964 –, para concentrar seu fogo na esquerda – no PT, nos governos do Lula e da Dilma, na CUT, no MST, etc., etc.

São escritores e músicos em fim de carreira, que já não produzem nada que valha a pena há décadas, que vivem do seu passado e do serviço que prestam à direita. Ganham seu dinheirinho, têm seu espaço numa imprensa cada vez menos lida, ou na TV como clowns da burguesia.

Escribas de aluguel terminam suas carreiras – que às vezes tiveram algum brilho no passado – comendo da mão da direita oligárquica, fazendo ainda pose de artistas ou de intelectuais, odiando o Brasil que se transforma, se democratiza, apesar de e contra eles.

***

As armas da crítica: antologia do pensamento de esquerda, organizado por Emir Sader e Ivana Jinkings, já está disponível por apenas R$18 na Gato Sabido, Livraria da Travessa, iba e muitas outras!

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Baixe aqui e-book gratuito de 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma, organizado por Emir Sader. Confira, abaixo, o debate de lançamento do livro com Marilena Chauí, Marcio Pochmann, Emir Sader e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva:

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Emir Sader nasceu em São Paulo, em 1943. Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, é cientista político e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). É secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e coordenador-geral do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Coordena a coleção Pauliceia, publicada pela Boitempo, e organizou ao lado de Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile a Latinoamericana – enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe (São Paulo, Boitempo, 2006), vencedora do 49º Prêmio Jabuti, na categoria Livro de não-ficção do ano. Colabora para o Blog da Boitempo quinzenalmente, às quartas.

46 comentários em Escribas de aluguel

  1. Talvez Mário Simões // 21/08/2013 às 16:56 // Responder

    Texto lúcido, prof. Emir.

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  2. Arquitetonio // 21/08/2013 às 18:14 // Responder

    Belo desabafo! Lembram do Prestes, sim, aquele que se associou sem pudor aos assassinos de sua primeira mulher pelo bem do partido comunista, financiado até os dentes por Joseph Stalin, aliás, a folha de pagamento era vasta e bastante alta. Bom, um nobre brasileiro que não abriu os olhos, infelizmente, era exemplo de coragem. Mas os fins não justificam os meios. Tem muita gente arregalando o olho, enquanto outros continuam no ostracismos, quase que em estado vegetativo, sem esclarecimento ou mesmo coragem de se rebelar, continuam a acreditar nesta besteiras crônicas proliferadas pela esquerda. Este bem maior custa caro, e a “DEPURAÇÃO” não tem limites. Esse pensamento tautológico de que um individuo, em reflexão profunda, se afasta ou mesmo passa a repudiar os dogmas esquerdistas, passa a ser automaticamente de direita ou apoia golpes militares é que não faz sentido. Mas tudo bem, de resto o texto do sr. Emir Sader é muito bom. Boa sorte a todos!

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  3. carlos cortez // 21/08/2013 às 20:33 // Responder

    O Rodolfo Konder que denunciou o assassinato do Herzorg foi secretario do Maluf

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  4. O protótipo dessa espécie de intelectual foi o jornalista Carlos Lacerda: comunista desde criancinha, autor de livrinhos propagandescos, figura conhecida da juventude de esquerda. Em um determinado momento, resolveu que o comunismo era a maior maldade do mundo, “uma ditadura muito pior que as demais, porque mais organizada do que as outras e portanto mais difícil de se derrubar”.
    Aí virou aquele jornalista reacionário que passaria para a História. E melhorou de vida, claro.
    Em uma entrevista contida num livro sobre a vida do Jânio Quadros (que eu li há anos e esqueci os nomes – do livro e do entrevistado), um amigo de Lacera dizia que o jornalista mudou de lado porque estava cansado de ser sempre perseguido, marginalizado, andar com a carteira vazia… ele sentia falta dos aplausos, do convite para os eventos de gala, de tudo aquilo que seus amigos jornalistas mais “mansos” da mesma idade passavam a desfrutar.
    Enfim. É como dizia aquela música do Cazuza: “cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada nem beijos de namorada”.
    Todo jornalista investigativo, sério e meio guerrilheiro, em algum momento ou outro passa a sentir falta disso, cansa-se de nadar contra a correnteza, e sente vontade de simplesmente deixar-se boiar, ir, rio abaixo curtindo a paisagem.

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  5. Antonio Carlos // 21/08/2013 às 21:49 // Responder

    Mas todos que o senhor citou estão de braços dados com o PT. Não consegui compreender sua posição. Eles são esquerda ou direita? E ditadura de esquerda é diferente para melhor da ditadura de direita? Porque?

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  6. Brandon Ramos // 21/08/2013 às 23:06 // Responder

    Caro professor Emir Sader,

    antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo pelo belo e esclarecedor prefácio em “A ideologia alemã” de Marx e Engels e por sua aula sobre o mesmo livro.
    Em segundo lugar, ao ler os comentários desprovidos que qualquer embasamento teórico ou factual proferidos por um certo “artista” sobre o senhor, fiquei imaginando que alguém deveria colocar aquele rapaz em seu devido lugar. Fico extramente feliz que o senhor o tenha feito. Poucos – a não ser aqueles que, como o aludido “artista”, pararam no tempo e ignoram o novo espaço que o Brasil se torna – serão capazes de oferecer apoio ao que ele diz ou escreve. Lamento profundamente que uma editora e a mídia de modo geral concedam espaço e voz a uma criatura tão medíocre, chula e mal-informada como o supracitado “artista”. Mais uma vez, vemos que a burguesia contribui para a ideologização e a alienação que teimam nos assolar.
    No entanto, não devemos nos preocupar ou temer: no Brasil do século XXI, há homens e professores como Emir Sader que teimam e insistem em lutar – e por que não? – vencer a ignorância.

    Um forte abraço,

    Brandon Ramos

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    • Chupa essa manga..
      Sr. Emir Sader,

      Tomo a liberdade de interpretar como direta as suas indiretas a minha pessoa pelo singelo fato de ter escolhido o meu rosto para emoldurar o seu artigo, e mesmo que o senhor não tenha tido a hombridade de mencionar o meu nome, sinto-me na obrigação de lhe enviar a minha réplica. Sendo assim, vamos começar por partes:

      1) Se existe essa transição de esquerda para a direita, me parece muito claro que o inverso é absolutamente verificável. O próprio Paulo Maluf, o José Sarney, o Fernando Collor, o Severino Cavalcanti, o Renan Calheiros entre tantos outros fazem parte integrante e fundamental da base aliada do PT. Todos com calorosa acolhida e, por que não dizer, com ardorosa defesa por parte de nossos grandes pensadores da esquerda (consulte sua colega, Marilena Chauí e pergunte o que ela acha atualmente do Paulo Maluf. É comovente perceber o amor, o carinho e admiração que ela nutre por ele nos dias de hoje). Portanto, sua tese começa a se desmoronar logo no segundo parágrafo do seu artigo.

      2) O processo de conversão ao que o senhor se refere é algo mais simples e direto. Basta ter o mínimo de bom senso e uma inteligência mediana para se constatar a canoa furada que é a esquerda e seu lamentável histórico. É um mimo da sua parte achar que a URSS é o único repositório de quaisquer críticas tecidas à esquerda. Não, meu nobre companheiro. Não há na história da humanidade um só caso de que possamos nos jactar de alguma pálida forma que seja, da esquerda tendo um papel bem sucedido como modelo político. Todos foram um retumbante fracasso. Na URSS, na China, no Vietnã, Camboja, em Cuba, agora, na Venezuela, na Europa Oriental, na Albânia, na Coréia do Norte, Angola e por aí vai… Todos regidos por tiranetes caricatos. E não temos apenas a disseminação da miséria nesses povos, temos verdadeiros massacres, os maiores genocídios da história se concentram justamente nas administrações comunistas. Isso é fato irrefutável, portanto, o Stálin ser comparado a Hitler acaba sendo, por incrível que pareça, um eufemismo. Não me parece muito consistente o senhor querer fazer crer a qualquer criatura com mais de dois neurônios que Cuba é uma democracia plena, onde se respeita os direitos fundamentais do cidadão. Isso é um fato também. Não há o que discutir, lhe restando apenas o direito um tanto suspeito de ser um tiete de um regime deplorável. No entanto, o Brasil trava relações diplomáticas intensas com os irmãos Castro, auxiliando sua administração com polpudas quantias do NOSSO dinheiro para aquela bela e tão maltratada ilha. E isso na maior cara de pau!

      3) No quinto parágrafo do seu artigo o senhor faz uma alusão de casos de pessoas que são “recompensadas pela direita”. Mas que direita? Praticamente TODOS os órgãos estão comprados pelo governo! A maioria esmagadora dos intelectuais e artistas desse país está se lambuzando toda com gordas verbas federais e deformando sua funções primordiais para se transformarem em militantes cínicos (eu mesmo fui laureado com uma polpuda verba pela lei Rouanet, verba essa que recusei peremptoriamente).

      E daí a inversão dos fatos: Vocês são os chapas-brancas! Vocês são os militantes e patrulheiros ideológicos de plantão! Vocês se locupletam de verbas públicas! Vocês são a força de engenharia social de um governo corrupto e incompetente e isso é muito feio, pra não entrar muito fundo na questão. O rebelde aqui sou eu, companheiro. O espaço que recebo dessa tal mídia de direita que se refere é cada vez mais exíguo. Só consegui fazer um programa de televisão em TV aberta e todos aqueles que costumava frequentar por tantos anos me fecharam suas portas até o presente momento, embora, malgrado todas as tentativas (inclusive a sua) de detratar e inviabilizar o meu livro, ele continua entre os mais vendidos por mais de 20 semanas. Sorry…

      Quando sai alguma matéria sobre o Manifesto do Nada na Terra do Nunca é sempre no intuito de denegrir de forma capciosa o seu conteúdo e, não raro, também a minha pessoa e minha conduta da mesma forma que o senhor comete em seu atual artigo.

      Estou cansado de ler resenhas e crônicas me esculhambando, afirmando coisas absurdas como ser eu a favor da ditadura, da tortura, do regime militar. Eu jamais tomei esse tipo de posição!

      Eu simplesmente não acredito em quem pegou em armas nos anos 60 pra “defender a democracia” porque isso não aconteceu! Eles (o senhor estava nessa também, não?)lutavam por uma outra ditadura! E esse é um cacoete mórbido que virou tabu investigar e isso é péssimo para todos nós.

      Não acredito em pessoas como o senhor, que não passa de um filósofo de meia tigela, jogando pra sua galera, achando que vai se criar cagando goma pra cima de mim. Não vai!

      Não admito ninguém ficar questionando a validade da minha qualidade artística, principalmente em se tratando de alguém que nada mais fez do que mostrar ser um analfabeto musical de amplo espectro. De outra forma não se arvoraria em tecer tão estúpido comentário em detrimento de uma porca e covarde estratégia pretendendo me despotencializar por uma suposta e inexistente decadência musical. Isto é, antes de mais nada, patético para a sua já tão combalida reputação.

      Para concluir, quero deixar bem claro ao senhor e aos seu leitores uma coisa: Se informe mais a respeito de quem está falando, nutra-se de mais prudência, vai por mim… Tente enxergar o próprio rabo e pare de projetar a sua mediocridade, sua obtusidade e sua venalidade em outros, principalmente quando pode ter a infelicidade de se deparar com pessoas assim como… eu. Portanto, um dever de casa para o companheiro Emir Sader: Escreva cem vezes no seu caderninho: Escriba de aluguel é o caralho.

      Lobão.

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  7. O Muro de Berlim chamava-se oficialmente “Baluarte de Proteção Antifascista”. Só que em vez de proteger contra invasores, impedia a saída de fugitivos. Trezentos deles foram baleados pelas costas quando tentavam saltar. O marquês de Sader ergueu agora o “Baluarte Intelectual de Proteção Antifascista” contra quem quer sair da esquerda. Tente pular, e lá vem um dos autores mais patrocinados e subsidiados deste país acusar você de ser ambas essas coisas. “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

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  8. Sr. Emir Sader,

    Tomo a liberdade de interpretar como direta as suas indiretas a minha pessoa pelo singelo fato de ter escolhido o meu rosto para emoldurar o seu artigo, e mesmo que o senhor não tenha tido a hombridade de mencionar o meu nome, sinto-me na obrigação de lhe enviar a minha réplica. Sendo assim, vamos começar por partes:

    1) Se existe essa transição de esquerda para a direita, me parece muito claro que o inverso é absolutamente verificável. O próprio Paulo Maluf, o José Sarney, o Fernando Collor, o Severino Cavalcanti, o Renan Calheiros entre tantos outros fazem parte integrante e fundamental da base aliada do PT. Todos com calorosa acolhida e, por que não dizer, com ardorosa defesa por parte de nossos grandes pensadores da esquerda (consulte sua colega, Marilena Chauí e pergunte o que ela acha atualmente do Paulo Maluf. É comovente perceber o amor, o carinho e admiração que ela nutre por ele nos dias de hoje). Portanto, sua tese começa a se desmoronar logo no segundo parágrafo do seu artigo.

    2) O processo de conversão ao que o senhor se refere é algo mais simples e direto. Basta ter o mínimo de bom senso e uma inteligência mediana para se constatar a canoa furada que é a esquerda e seu lamentável histórico. É um mimo da sua parte achar que a URSS é o único repositório de quaisquer críticas tecidas à esquerda. Não, meu nobre companheiro. Não há na história da humanidade um só caso de que possamos nos jactar de alguma pálida forma que seja, da esquerda tendo um papel bem sucedido como modelo político. Todos foram um retumbante fracasso. Na URSS, na China, no Vietnã, Camboja, em Cuba, agora, na Venezuela, na Europa Oriental, na Albânia, na Coréia do Norte, Angola e por aí vai… Todos regidos por tiranetes caricatos. E não temos apenas a disseminação da miséria nesses povos, temos verdadeiros massacres, os maiores genocídios da história se concentram justamente nas administrações comunistas. Isso é fato irrefutável, portanto, o Stálin ser comparado a Hitler acaba sendo, por incrível que pareça, um eufemismo. Não me parece muito consistente o senhor querer fazer crer a qualquer criatura com mais de dois neurônios que Cuba é uma democracia plena, onde se respeita os direitos fundamentais do cidadão. Isso é um fato também. Não há o que discutir, lhe restando apenas o direito um tanto suspeito de ser um tiete de um regime deplorável. No entanto, o Brasil trava relações diplomáticas intensas com os irmãos Castro, auxiliando sua administração com polpudas quantias do NOSSO dinheiro para aquela bela e tão maltratada ilha. E isso na maior cara de pau!

    3) No quinto parágrafo do seu artigo o senhor faz uma alusão de casos de pessoas que são “recompensadas pela direita”. Mas que direita? Praticamente TODOS os órgãos estão comprados pelo governo! A maioria esmagadora dos intelectuais e artistas desse país está se lambuzando toda com gordas verbas federais e deformando sua funções primordiais para se transformarem em militantes cínicos (eu mesmo fui laureado com uma polpuda verba pela lei Rouanet, verba essa que recusei peremptoriamente).

    E daí a inversão dos fatos: Vocês são os chapas-brancas! Vocês são os militantes e patrulheiros ideológicos de plantão! Vocês se locupletam de verbas públicas! Vocês são a força de engenharia social de um governo corrupto e incompetente e isso é muito feio, pra não entrar muito fundo na questão. O rebelde aqui sou eu, companheiro. O espaço que recebo dessa tal mídia de direita que se refere é cada vez mais exíguo. Só consegui fazer um programa de televisão em TV aberta e todos aqueles que costumava frequentar por tantos anos me fecharam suas portas até o presente momento, embora, malgrado todas as tentativas (inclusive a sua) de detratar e inviabilizar o meu livro, ele continua entre os mais vendidos por mais de 20 semanas. Sorry…

    Quando sai alguma matéria sobre o Manifesto do Nada na Terra do Nunca é sempre no intuito de denegrir de forma capciosa o seu conteúdo e, não raro, também a minha pessoa e minha conduta da mesma forma que o senhor comete em seu atual artigo.

    Estou cansado de ler resenhas e crônicas me esculhambando, afirmando coisas absurdas como ser eu a favor da ditadura, da tortura, do regime militar. Eu jamais tomei esse tipo de posição!

    Eu simplesmente não acredito em quem pegou em armas nos anos 60 pra “defender a democracia” porque isso não aconteceu! Eles (o senhor estava nessa também, não?)lutavam por uma outra ditadura! E esse é um cacoete mórbido que virou tabu investigar e isso é péssimo para todos nós.

    Não acredito em pessoas como o senhor, que não passa de um filósofo de meia tigela, jogando pra sua galera, achando que vai se criar cagando goma pra cima de mim. Não vai!

    Não admito ninguém ficar questionando a validade da minha qualidade artística, principalmente em se tratando de alguém que nada mais fez do que mostrar ser um analfabeto musical de amplo espectro. De outra forma não se arvoraria em tecer tão estúpido comentário em detrimento de uma porca e covarde estratégia pretendendo me despotencializar por uma suposta e inexistente decadência musical. Isto é, antes de mais nada, patético para a sua já tão combalida reputação.

    Para concluir, quero deixar bem claro ao senhor e aos seu leitores uma coisa: Se informe mais a respeito de quem está falando, nutra-se de mais prudência, vai por mim… Tente enxergar o próprio rabo e pare de projetar a sua mediocridade, sua obtusidade e sua venalidade em outros, principalmente quando pode ter a infelicidade de se deparar com pessoas assim como… eu. Portanto, um dever de casa para o companheiro Emir Sader: Escreva cem vezes no seu caderninho: Escriba de aluguel é o caralho.

    Lobão.

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  9. Comunismo versus nazismo – O charlatanismo de esquerda
    José Maria e Silva – silvajm@uol.com.br – Opção, Goiânia, 2 dez. 2001

    Íntegra: http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0098.htm

    Trecho: “…Emir Sader não se limitou a provar que Olavo de Carvalho tem razão: ao traduzir o livro de Alain Besançon e maquiá-lo numa apresentação espúria, ele (Emir Sader) se oferece como exemplo vivo do que Besançon mais condena a capacidade do comunismo de contradizer as evidências dos sentidos e do entendimento , escondendo-se por trás da moral comum, tornando-se parasita dela, gangrenando-a, fazendo dela o instrumento de seu contágio…”

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  10. Jan Barbosa // 22/08/2013 às 19:38 // Responder

    Os requisitos para ser um esquerdista são: ou você é um completo ignorante da história e dos fatos atuais ou você é um psicopata (alguém sem capacidade de criar empatia, de sentir remorso, ou mesmo de distinguir bondade de maldade).
    No caso de Emir Sader, pelo tempo de estrada que tem, só resta a segunda opção.
    E tem trouxa que acredita nesse disco quebrado…..

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  11. A maior canalhice que alguém pode fazer é a desinformação. Goebbels fazia isso muito bem e deixou uma peca de seguidores. Dizer que a mídia é de Direita é enganar seus leitores descaradamente. Qual a diferença de Hitler para Stalin? Stalin matou muito mais do que Hitler! Realmente, meu caro, eles tem diferenças. Qual país que já foi ou ainda é comunista que não é totalitário? Existe ou existiu algum que seja ou já foi democrático? NUNCA, portanto, ou o Sr. desconhece a história ou está de má fé. Fico com a segunda opção. Paulo Maluf e Sarney, que citou no blog, são aliados do governo esquerdista atual desse país.

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  12. Só vou dizer uma coisa, todos vocês que defendem esses ideais “ditos” por este Professor são uns preconceituosos que sempre quiseram e tentam até hoje calar toda a voz das juventudes que se passam com as gerações. Nobre? Sensato? Esclarecedor? Ah deviam eram ter senso crítico e concordar que sempre vivemos num pais onde a manipulação é tamanha que atravessa as gerações….até nossos anciãos são manipulados. O tal “artista” a que se referem como esquerdista arrependido, ou qualquer outra pessoa, SÃO LIVRES PARA SE MANIFESTAREM COMO QUISER E NÃO MERECEM SER JULGADOS POR NINGUÉM. Então, ANTES DE PUXAR O SACO DE ALGUEM POR UMA COLOCAÇÃO MERAMENTE PESSOAL, TENHAMOS SENSO CRÍTICO, OU O BRASIL IRÁ CONTINUAR ESSA MERDA DE PAIS CARICATURADO À LÁ MATRIX.

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  13. Brilhante a resposta de Lobão. Disse tudo que eu desejaria ter dito. Quando ele cita então Maluf, Collor e Sarney (amigos de primeira hora do honorável molusco Lula), me veio à mente a imagem do chefe da quadrilha dos mensaleiros abraçando Maluf, juntamente com o menino maluquinho Haddad. Nunca antes na história desse “Paíz” se roubou tanto, e o pior, sustentam ditaduras mundo afora com os impostos pagos pelo povo brasileiro. Como se não bastasse apenas roubar, destroem tudo que herdaram do governo FHC (herança maldita?), como o Plano Real e a estabilidade da moeda. A inflação está de volta, corroendo o poder de compra dos milhões de brasileiros comprados em troca das bolsas miséria desse desgoverno. Esse povo é ingrato, quando perceberem que a esmola não está dando mais para comprar mais nada, vão virar as costas para esse tal Petê, que qualifico como PERDA TOTAL. O Brasil acordou, a classe média foi às ruas. Atenção militontos e esquerdopatas, o Titanic Lula está afundando, e junto com ele, irão todos vocês.

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  14. Hermes Sanchez // 22/08/2013 às 21:57 // Responder

    Prof Emir Sader
    Espanta-me constatar que ainda exista quem condene a “apostasia” dos que, após adquirir o amadurecimento intelectual, compreenderam a dimensão daquele que foi o maior genocídio da História da Humanidade, perpetrado por Joseph Stalin, Mao-Tse-Tung, Pol-Pot, Enver Hodja,e outros cujos nomes estranhamente não são pronunciados quando assassinos da laia de Hitler e Mussolini representam o exemplo das mais execráveis ditaduras do Universo.
    Deixei Fidel Castro para o final pois este crápula, a despeito do sangue que fez tingir o mar do Caribe, ainda é incensado por “intelectuais” que sonham com o paraizo cubano, aquele mesmo que não permite, em pleno século XXI, acesso de seus cidadãos a Internet ou qualquer literatura que não tenham o crivo marxista, que permite um único jornal em todo país, que mata covardemente todos os desesperados que ousam buscar dignidade fora da ilha-presídio.
    Engraçado que o senhor não perceba que, bem ao contrário do que propala, os únicos artistas que se mantêm incólumes perante o “establishment” são justamente os remanescentes da velha esquerda, cuja mediocridade é laureada por prêmios Jabuti e outros de mesmo quilate.
    Não foi só a URSS que caiu, junto com ela ruiram todos os regimes do leste europeu, com destaque para a brutal DDR, e até a Albânia, aquele paradigma de progresso social tão ao gosto dos nossos comunistas de butique.

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  15. Esse blog é um lixo, só tem enganação e ilusões (desilusões também!) de graça para os seus leitores.
    Parabens, Sr. Emir! A sua turma conseguiu dominar o meio político, dilacerando qualquer forma de oposição (quem vai querer ser oposição ganhando mensalões e cargos públicos como moeda de troca, não é mesmo?), o meio midiático, o povo (uns agora até estão percebendo que foram enganados!), o meio filosófico brasileiro (que não são compostos por filósofos), e toda a cultura!!
    Planejamento muito bem feito, sorrateiro e paciente, mas eficiente!

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  16. Sergio Masa // 22/08/2013 às 23:00 // Responder

    Eu já vi muito ex-esquerdista. Mas o contrário nunca vi. Citar Maluf e Collor não vale, esses daí mudam de lado ao sabor do vento vigente.

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  17. O socialismo, nazismo e fascismo são a mesma coisa, com poucas diferenças específicas. A definição política de fascismo, segundo o próprio Bennito Mussolini (que militou SIM no PC italiano e foi amigo Antonio Gramsci), é “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. Tratam-se de utopias com uma mesma essência. Diante disso, dizer que o capitalismo é fascista – apesar de pregar o Estado Mínimo tanto economicamente e socialmente – é analfabetismo político. Também se trata de quando a esquerda quer mudar o significado das palavras para enquadrar alguém que não concorda com eles. Atitude que faz dos próprios acusadores fascistas. Então, pode-se dizer em simples palavras:

    “1) Nazistas não são capitalistas. Capitalismo prevê que a Economia seja governada por livre mercado e iniciativa privada (princípios de Weber), não com o Estado dominando tudo (apesar de ainda existirem “empresas privadas” na Alemanha, elas não possuíam iniciativa, pois a produção era determinada pelo Estado – veja que a Volks construiu o Fusca porque Hitler queria um carro que, ao capotar no deserto, fosse recolocado logo no lugar, sem contar no controle estatal de empresas como Bayer e Bosch). Na terminologia nazista, o seu modelo intervencionista é Betriebsführer, em que não existem empreendedores, mas apenas gerentes de empresas, que são obrigados a obedecer incondicionalmente às ordens emitidas pela agência central do governo encarregada de dirigir a produção, tais órgãos denominados de Reichswirtschaftsministerium.

    2) Socialismo prevê a completa estatização de todos os bens (inclusive a vida humana), é calcado pela guerrilha (revolução) que pode ser nacional ou não, alguns poucos governando todos, planificação econômica forçada, repressão severa a quem vai contra o regime e distribuição de riquezas pelo Estado. Seu intervencionismo é puramente burocrático. Todas as fábricas, lojas e fazendas são formalmente estatizadas, passam a ser departamentos do governo dirigidos por funcionários públicos.

    3) Fascismo prevê a completa estatização de todos os bens (inclusive a vida humana), é calcado pelo militarismo e nacionalismo, alguns poucos governando todos, planificação econômica forçada, repressão severa a quem vai contra o regime e distribuição de riquezas pelo pouco de mercado que ainda resta.

    Ademais, há nessas utopias o caráter racista, muito conhecido do nazismo e fascismo, entretanto, oculto o do socialista. Pode-se citar como exemplo a “profecia” do mentor do socialismo Karl Marx e Engels:

    “As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário.”

    Karl Marx ( Marx People’s Paper, April 16, 1856, Journal of the History of Idea, 1981 )

    “A missão principal de todas as outras raças e povos, grandes e pequenos, é a perecer no holocausto revolucionário”

    Karl Marx Die Neue Rheinische Zeitung NZR January 1849

    Friederich Engels, no jornal Neue Rheinische Zeitung, em janeiro de 1849, escreveu que quando a revolução socialista acontecesse, e a luta de classes ocorresse, haveria sociedades primitivas na Europa, “dois estágios atrasadas”, porque sequer eram capitalistas, e as chamava de “lixo racial”, ou “povo descartável” — dependendo da tradução de “völkerabfälle” –, advogando sua destruição.

    Ou seja, tudo farinha da mesma carreira.

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  18. O texto do Sader é muito bom quando identifica alguns dos caminhos da esquerda para a direita, com base em acomodação e considerando equívocos da esquerda que ele identifica como pretextos pela guinada ideológica. Mas acho que os pretextos não são totalmente fantasiosos.
    Entendo que o stalinismo não deve afastar ninguém do socialismo, mas sim permite construir uma análise dos motivos e limitações que levaram aquela experiência a algumas degenerescências no tocante ao tipo de sociedade que um ser humano de esquerda costuma almejar. Ou seja, além de ter dado errado, por ter perdido suas funcionalidades democráticas, participativas, de inovação, etc,, seus erros alimentam o imaginário e a propaganda da direita com uma eficiência atordoante, que não tem permitido à maioria da esquerda fazer uma autocrítica, não para renegar o sonho de construção de uma nova sociedade que supere as situações onde o privilégio de classe assume o controle do estado, mas sim para avançar na compreensão do que ocorreu e vermos formas de avançar na direção almejada. Entendo que boa parte da esquerda é muito leniente com os desvios de esquerda que são contraditórios com seus objetivos estratégicos. Por outro lado, não fora pelo dever de esclarecer o que for possível esclarecer, a direita e os direitistas originários da esquerda, parecem não compreender que, por mais que o socialismo soviético tenha se transformado num capitalismo de estado apropriado pela nomenklatura, tinha direfenças estruturais muito importantes com relação aos regimes da direita capitalista, mais ou menos ditatoriais. Comparar qualquer coisa com o nazismo, que abrigou o Deutsh Uber Alles que implicava na extinção de algumas raças e o triunfo da raça ariana sobre o resto do mundo é de uma ignorância difícil de ser imaginada. Mas tudo é complexo e estes críticos tentam confundir os governos recentes do país, com os equívocos que ele comete. Não chegam a compreender que não são governos de esquerda, mas sim governos progressistas que trabalham na preservação de uma estrutura perversa de exploração dos assalariados, mas que, diferentemente da elite escravocrata que sempre dominou o país, entende que é possível manter a dominação fazendo importantes concessões aos assalariados e aos miseráveis. Não muda as estruturas mas faz importantíssimas concessões. Conheço líderes da direita que percebem isso como sendo uma estratégia excepcional de manutenção das coisas como elas estão, mas modificando a realidade para que assim continue, e o dizem de forma clara. Um governo que mantém a sangria dos juros pagos aos detentores da dívida interna, que não ousa alterar a ideologia das forças armadas no nível do tempo da guerra fria, que não ousa trabalhar pela organização da sociedade de forma a que ela assuma um papel protagônico, que inclusive desmobiliza a atividade política de suas bases partidárias, apesar dos maravilhosos aumentos do salário mínimo real, das transferências aos famintos, da preocupação por uma saúde para o conjunto da sociedade e outros pontos positivos, não pode ser chamado de esquerdista. Os fascistas não ousam admitir, porque não os convém, que as questões objetivas que eles mais criticam no governo são adesões a princípios da direita, principalmente ideológicos, que infestam a máquina governamental.
    Enfim estamos avançando em direção a uma sociedade pós-capitalista e percebe-se à olho nu que este sistema está perdendo suas funcionalidades e seria bacana que a esquerda abandonasse sua leniência com relação aos erros cometidos e que, inclusive sem esquerdismos, avançasse na construção de um projeto político de construção da tal nova sociedade que não podemos definir com precisão, pois como pode-se intuir do marxismo, ou do historicismo absoluto, o salto dialético, por conter tantas variáveis e influências da realidade complexa em que vivemos e que a teoria do caos nos ensina, conceberá relações e modos de produção, bem como sociedades com formas que não podem ser objetivamente antecipadas, motivo pelo que estabelecer princípios orientadores da ação é uma questão fundamental. O fim justificam os meios é, ao contrário, o exemplo acabado de algo que não pode fazer parte de uma estratégia de esquerda revolucionária. Enfim estes comentários são apenas um pensar alto ou um pensar rascunhado, mas talvez faça sentido pelo que me tem sido dado perceber nas conversas com quem não está fossilizado.
    Lobato

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  19. Começou com uma massa confusa de idéias, não explicou nada e no final acusa gente séria justamente daquilo que a esquerda faz de mais ardíl.

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  20. Alexandre Souza // 24/08/2013 às 2:09 // Responder

    Sinceramente, o Sader não é um intelectual na acepção da palavra. Ele nunca conseguiu perfurar a superfície conceitual e argumentativa, e nunca conseguiu abrir mão dos clichês.

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  21. Bira Borowski // 24/08/2013 às 2:45 // Responder

    Nao sei quando ao Marx ou ao Lenin, mas no caso do Trotski o comunismo dele se degenerou `mui` brutalmente.
    Tive contato com esse papo de comunismo durante a juventude, conheci os agentes da UJS no colegio (ficavam repetindo de ano e fazendo proselitismo entre os incautos). Me afastei deles tao logo ouvi a senha `ditadura do proletariado`, portanto comecei a minha transicao para a `direita` sem receber nenhum Cruzeiro Novo.
    Se ha quem seja feliz acreditando no socialismo, respeito suas crencas, assim como respeito as criancas que acreditam no bom velhinho…

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  22. Falsidade rebuscada de cinismo, sem falar na falta de virilidade em criticar o sujeito sem citar seu nome. Não sei como o Lobão tem paciência para responder alguém como o Sr.

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  23. Eliézer Mello // 24/08/2013 às 11:36 // Responder

    DÁ-LHE LOBÃO. SENTA A BOTA. A VERDADE TORTURA ESSA GENTE…

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  24. Idiota útil!
    Definição do próprio Lênin!
    Puro excremento!

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  25. Vingador Careca // 25/08/2013 às 1:32 // Responder

    Que merda, heim? Seu comentário será tema de um programa especial na Rádio Blá.

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  26. Entrei (para estudar) na universidade em 1985; desde então, vejo enfraquecer e minguar qualquer discurso conservador diante de uma sucessão de constructos estapafúrdios como a oposição sistemática à avaliação de desempenho e o sistema de cotas raciais. Eu esperava pelo momento em que isto cansasse. Vejo que o momento chegou.

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  27. André Robic // 26/08/2013 às 19:25 // Responder

    Obrigado Sr. Emir, por mostrar de forma tão crua e nua a ignorância e o cinismo das “esquerdas”. Utilizou-se de uma didática exemplar, e suscitou uma discussão profunda. Aliás, perdão: exceto uma alma penada, que se manifestou a favor das suas ideias, claro que sem argumentos ou fatos de valor, não houve discussão. Houve um consenso raramente encontrável em matérias desse tipo na internet.

    De alma lavada, vejo que as mentiras contadas insistentemente até se tornarem verdades já não convencem mais muitos dos brasileiros. E, obra prima da demonstração da atitude das “esquerdas”, fechou a aula com chave de ouro: quando há uma resposta direta, baseada em fatos e argumentos irrefutáveis, recua e se finge de morto;

    Mais uma vez, muito obrigado!

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  28. Fernando Amaro // 27/08/2013 às 20:28 // Responder

    Cinco anos antes do Grande Terror que atingiu em primeiro lugar a intelligentsia e os executivos da economia do Partido, a grande fome de 1932-1933, apogeu do segundo ato da guerra anticamponesa começada em 1929 pelo Partido-Estado, aparece como um episódio decisivo na instalação de um sistema repressivo experimentado por etapas, e, de acordo com as oportunidades políticas do momento, contra este ou aquele grupo social. Com seu cortejo de violências, de torturas, de mortandade de populações inteiras, a grande fome traduz uma impressionante regressão, ao mesmo tempo política e social. Vêem-se tiranos e déspotas locais se multiplicarem, prontos a tudo para extorquir dos camponeses suas últimas provisões, e a barbárie se instalar. Os excessos cometidos são erigidos como práticas cotidianas, as crianças são abandonadas, o canibalismo reaparece com as epidemias e a bandidagem; “acampamentos de morte” são instalados, os camponeses conhecem uma nova forma de servidão, sob a autoridade severa do Partido-Estado. Como escreveu com perspicácia Sergo Ordjonikidze a Serguei Kirov, em janeiro de 1934: “Os nossos executivos que conheceram a situação de 1932-1933 e que permaneceram incólumes têm verdadeiramente a têmpera de aço. Penso que com eles nós construiremos um Estado que a História não viu jamais”.
    O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO
    Disponível em
    http://sumateologica.files.wordpress.com/2009/09/o-livro-negro-do-comunismo-crimes-terror-e-repressao.pdf
    Conheci Sader num seminário na UERJ, lá para meados da década de 90, versando sobre “Crise de Hegemonia na América Latina”. Num auditório pleno de estudantes, de forma exaltada e veemente, por meio de uma mal disfarçada incontinência verbirrágica acadêmica, aludia até ao uso da violência para a tomada do poder (por mais incrível que possa parecer, é a pura verdade). Eram tempos da investida neoliberal do FHC.
    O extrato posto acima é do livro escrito pela ESQUERDA europeia, que não se “desviou” para a direita, mas numa atitude soberba, própria dessa “intelectualidade”, resolveu denunciar os crimes do comunismo, antes que a direita o fizesse (como se a direita não matasse também; mesmo que menos! Bem menos!). Segundo estimativas, foram 100 milhões de mortos pelo comunismo (e ainda continua cadáver entrando nessa conta, seja lá o que a China, Cuba e Coreia do Norte possam ser).
    Em meus anos de graduação, teve um professor “trotskista” (não sei como alguém pode se intitular algo assim) que zombava da ideia de que comunista comia criancinha.
    O que fica evidente na leitura do Livro Negro do Comunismo é que realmente os comunistas nunca comeram criancinha, mas quem estava sob seu julgo era muitas vezes levado a comer, como último recurso à sobrevivência.
    Para mim, o pensador que desconsidera o dado empírico é um intelectualóide. Inebriado pela ideologia de esquerda é um intelectualóide esquerdopata.
    Comunismo científico só na cabeça vazia dessa gente vazia.
    Vamos combinar: cadê o dado empírico? 100 milhões?!?!
    Ainda resta algum argumento?
    Quando não se tem nada melhor que o silêncio para falar, melhor é ficar de boca fechada.
    E diante de tantas mortes e nem um resultado, o melhor é guardar silêncio.
    Se não em respeito aos mortos, pelo menos para manter a dúvida quanto à inteligência.

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  29. milton soares de souza // 28/08/2013 às 1:34 // Responder

    O, cumpanheiro Emir Sader, me responda essa! Se o socialismo e um paraiso, por que ninguem quer ir para la? Ja viu alguem fugir dos EEUU, da Inglaterra, da Franca, da Alemanha ou de qualquer pais para ir viver em Cuba, Coreia do Norte, antiga Russia ou qualquer outro pais comunista?
    Nao e o contrario que acontece?
    Algum pais comunista ja produziu algo que preste? Me diga (seja sincero), qual e a marca do seu notebook, da sua TV, do seu relogio, da sua geladeira, do seu carro, onde e fabricado o remedio que voce toma, etc,
    etc… Para onde voce mandaria seu filho (ou seu neto) estudar? Harvard, Oxford ou para alguma faculdade russa, cubana, coreana…?
    Voces, comunistas, nao aprendem mesmo. Malham os americanos mas tudo que sentem e inveja do progresso dos paises capitalistas. Jamais aceitarao a derrota do comunismo para o capitalismo. E, agora, ficam nas faculdades ensinando essa ideologia estupida aos idiotizados estudantes brasileiros, que cada vez tem menos neuronios danificados pelas drogas que usam nos campus universitarios. A esses eu pediria que lessem pelo menos um livro em suas vidas: A Revolucao dos Bichos, de George Orwell.
    E salve as Forcas Armadas por nos terem livrado do inferno comunista.
    Ah, sim, desculpem o texto sem acento. Meu teclado e americano.

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  30. Leonardo Santiago // 28/08/2013 às 17:02 // Responder

    Ironicamente, os comentários publicados aqui só fazem confirmar o triste conservadorismo, ignorante e prepotente que o Emir denuncia em seu artigo.

    Gente que evidencia um desconhecimento histórico tremendo, fazendo uso justamente de “dados empíricos” e de “fatos históricos” para argumentar que nazismo=socialismo, que Marx é um autor racista (com citações absurdamente descontextualizadas) e que o capitalismo só faz o bem. Claramente gente que não sabe do que está falando e que se aproveita do espaço anônimo da internet para falar besteira, sem qualquer compromisso com nada nem com ninguém. Sobrou até elogios ao Golpe de 1964.

    Esses comentários só caíram aqui no Blog, de paraquedas, por causa de uma viralização do texto promovido por uma resposta (personalista, egocêntrica) do Lobão ao Emir. Ou seja, o Emir levanta a bola de que o escritores, músicos e intelectuais (dentre eles, mas não UNICAMENTE, o Lobão) tem se tornado cada vez mais conservadores e atuado cada vez mais à direita. O que acontece? Chovem comentários conservadores, reacionários e direitosos pra defender o Lobão… Não seria melhor ficarem todos calados?

    Sinceramente… é pra sentar e chorar.

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  31. Bem-Comida // 28/08/2013 às 18:17 // Responder

    Ah, você deve ser o melhor aluno do Emir Sader. O que equivale a ser o mais esperto em uma turma de alunos com paralisia cerebral. Merece uma estrelinha na testa. Mas vocês não gostam de meritocracia, não é verdade? Preferem cargo público e dinheiro da Petrobrás!

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  32. ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO // 04/09/2013 às 18:25 // Responder

    Parabéns ao Lobão pela resposta com diâmetro na medida do reto do palhaço comunista.
    Imaginem se a energia que se gasta nesse país com tanta polêmica fosse revertida em pesquisa e esforço desenvolvimentista, seriamos tão grande quanto os EUA, que os comunas tanto odeiam. Odeiam porque têm inveja.

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  33. Alexandre Souza // 05/09/2013 às 2:05 // Responder

    Um sujeito que desqualifica comentários pelo simples motivo de achá-los conservadores, reacionários e… direitosos não pode acusar outras pessoas de prepotência. E se não souber o que é o conservadorismo, nem de ignorância.

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  34. O INTELECTUALÓIDE RELIDGIOSO… é o cara que assitiu a todos os programas do silas Malafaia, leu os livros do Pe Fábio de Mello, sabe todas as musiquinhas do Marcelo rossi e da Aline Barros… Por outro lado nunca leu Nietzsche nem Marx, mas sabe muito bem criticar, apesar de conhecer de Nietzsche uma única frase: Deus está morto, e de Marx, a religião é o ópio do povo… Ah, sem falar que tb odeia Darwin…
    Esse tipinho conhece todos os versículos da Bíblia convenientes ao seu modo de pensar e os isola de seu contexto, ignora todos os outros versículos, pois considera irrelevantes, uma vez que não pode tirar nada em benefício próprio… de quebra não gostam do PT, nem do Lula nem da Dilma, um é comunista a outra feminista e lésbica. Seu candidato dos sonhos é o Marco Feliciano quando evangélico, quando católico as vezes tb quer o Feliciano, outras vezes não tem nenhum possível candidato, pois não se envolve em política, a não ser pra criticar os de esquerda, mas adora o DEM e se sente muito bem representado… É contra o feminismo, a viadagem e a putaria, só que não se importa com a putaria eclesiástica institucionalizada, seja evangélica ou católica…
    Geralmente esse tipo não tem um partido definido, ele vota de acordo com a pauta e promessas conservadoristas, mas a concessão de uma rádio ou canal de TV a sua igreja é sempre muito bem vinda, assim como um terreno bem localizado, planinho e em área nobre…

    como irritá-lo: fale bem da Dilma, do Lula e de todos os esquerdistas e todos os tipinhos dos movimentos minoritários… Critique o dízimo, a hipocrisia eclesiástica e o conservadorismo políticos de seus “ídolos” de direita. Diga que a Bíblia é um livro como outro qualquer, que Deus não existe e que a religião é alienante…

    O SABICHÃO ATEU: Geralmente é de esquerda, nunca leu Nietzsche, nem Marx nem Darwin nem porra nenhuma, mas conhece uma frase ou teoria importante de cada um deles, geralmente aprendeu em rodinhas de discussões movidas a baseado e caipirinha e também em Blogs de outros “inteligentes”… Esse tipinho é revoltado com o mundo, com a religião e com a política, mas não tem nada pra pra contribuir, uma vez que sua vida não tem um fim último, pois, se Deus não existe não há também utopia… Sem utopia não há porque viver, então, na maioria das vezes ele ouve Black Sabbath, AC/DC e Ramones enquanto continua fumando maconha e tomando caipirinha…

    Pra ele todos os religiosos são alienados, todos os padres pedófilos e todos os pastores ladrões. Para ele a Bíblia é um conto de fadas escrito sabe-se lá quando por gente sem noção com o intuito de dominar as massas desprivilegiadas de massa encefálica. Se acha o maior dos espertalhões do universo, mesmo que nunca tenho saído da quinta série e, geralmente, depois de tanto muito tempo negando a religião, se vê dentro de um centro de reabilitação para dependentes químicos mantido por alguma igreja, encontra jesus e vai dar testemunho nas igrejas de como era o fodão na época de jovem….

    Como irritá-lo: descubra você mesmo, tem pistas suficientes aí no perfil desse cara…

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  35. Vou escrever alguma coisa favorável aos esquerdistas. Ihhhhhhh, meus dedos começaram a vomitar.
    Já fui um iludido por estes canalhas, já briguei defendendo o socialismo e também o petismo como cria deste. Mas só até descobrir que socialismo é e continuará sendo sinônimo de socialixo.
    Cícero

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  36. Pereira Passos // 11/11/2013 às 6:15 // Responder

    Sr. Emir Sader, não sou de esquerda, nem de direita. Curiosamente, e só agora me dou conta disso, sou ambidestro. Enfim, sou do povo e sofro as necessidades de quem vive na sociedade brasileira.
    Abomino a ideologia vendida pela esquerda brasileira que se desenvolve em consonância com o que vemos ocorrer na “Cortina de Ferro Latino-Americana”.
    As mentiras, as falsas verdades, as posturas antidemocráticas e, no assunto em tela, a técnica de agredir de forma vil aqueles que logram transmitir suas ideias contrárias a um regime que tenta se impor utilizando-se de argumentos que invocam, levianamente, preceitos democráticos.
    Se ontem temíamos e abominávamos a censura imposta pelo regime de exceção, hoje vemos as ações veladas que visam tolher as palavras daqueles que ousam ser contrários ao governo da hora.
    Alegar que a direita paga escritores, intelectuais, artistas para terem posição contrária à esquerda sem apresentar uma prova sequer, me dá a nítida impressão de confissão dos seus próprios princípios.
    Ser contra quem está no poder talvez seja dos mais salutares ingredientes da verdadeira democracia.
    Parafraseando um dos ícones revolucionários de nosso continente: “¿Hay gobierno?, soy contra!”
    Entendo e apoio o grande músico, compositor e “escriba” Lobão.

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  37. O que muitos não aceitam é que o governo do PT foi eleito e reeleito democraticamente, ou seja, representam a vontade do povo. Mas as vozes golpistas das elites querem retirar a legitimidade da vontade popular (isso de deve ao bolsa família dizem eles). Comparar este governo, com ditaduras de esquerda não se justifica ( não me venham falar em socialismo fabiano e idiotas úteis). Não sou petista, nem esquerdista, acredito no estado democrático de direito. Mas em termos ideológicos, não vejo que a direita, pelo menos no Brasil (não venham dizer que aqui não existe direita) possa melhorar a vida do povo. Nesse sentido, creio que esquerda hoje jamais deve significar ditadura, mas políticas sociais e públicas promovidas pelo estado, construção de uma sociedade justa e solidária e não individualista, competitiva e desigual como a que vivemos. Mas parabenizo o prof. Emir Sader pelo texto.

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  38. A RÚSSIA E EUROPA DO LESTE SÃO A TUMBA DO COMUNISMO! Esse Libanês Emir Sader, não sabe até hoje que o comunismo judaicos dos judeus Marx, Lênin, Trotski e outros, é o inimigo mortal dos árabes, os ancestrais do liberasta Sader, metido a stalinista!

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  39. cezar ferreira // 28/06/2016 às 22:00 // Responder

    que pena lobão quando escutava tuas musicas que achava de protesto hoje você me parece atrás de holofote, decadente está fora da moda e da mídia. Que pena lobo bobo, no meu rádio você na toca mais…

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  40. Vicente The Thinker // 07/07/2016 às 23:32 // Responder

    Senhores , vejo que existe um montanha infinita de confusão, uns acusando os outros, uns com alguma informaçao de meia verdade, outros nao sabendo realmente o que é socialismo, fase intermediaria do comunismo, nao podemos ter essa atitude simplista e ate ignorante de afirmar, o socialismo na URSS foi um fracasso ou o partido da ex-presidente é de esquerda, pergunto de que esquerda vos falais? somente da esquerda burguesa, pois ainda existe uma esquerda que quer por as massas trabalhadoras em ação afim de construir uma nova sociedade baseada no humanismo completo. É todos aqui esquecem o porquê do surgimento do movimento proletario do seculo XIX, ou seja, todos esquecem o mais basico antes de opinarem sobre a suposta esquerda e o provavel socialismo em estado que realmente atualmente nada tem de revolucionarias, nem mesmo estao rumo ao comunismo. Senhores vos nao podeis saber opinar sobre temas tao profundo ao mesmo tempo simples, pois fatores culturais, socias, politicos e ate economicos, juntos , contribuim para gerar esta confusao de conceitos, que a realidade teima em refuta-los.

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