o novo tempo do mundo

Paulo Arantes: O nome da crise

10/04/2015 // 9 comentários

Este texto foi escrito na primeira semana de abril de 2015 como postscriptum à entrevista "Entre os destroços do presente" em que Paulo Arantes procurava fechar um diagnóstico das duas décadas de progressismo brasileiro a partir do clima de "polarização" que aparecia como saldo do processo eleitoral de 2014. Neste postscriptum, atento aos sismógrafos da "tempestade perfeita" que veio à tona nos "idos de março" anunciando a implosão, a poucos meses da posse, do governo Dilma, Arantes procura pensar o que significa a esta altura falar em "crise". [...]

Paulo Arantes: Entre os destroços do presente

10/04/2015 // 2 comentários

Esta “entrevista” foi precedida por uma longa conversa de Paulo Arantes com Aray Nabuco e Lilian Primi, em meados de outubro, de cuja transcrição extraíram as perguntas que foram respondidas por escrito em fins de dezembro de 2014, início de janeiro deste ano. O resultado foi publicado parcialmente na Caros Amigos #215 de fevereiro de 2015., com o título: “O capitalismo está morrendo de overdose”. A versão integral do texto de que o leitor agora dispõe foi enviada diretamente pelo autor ao Blog da Boitempo complementada por um postscriptum redigido na primeira semana de abril intitulado "O nome da crise", sobre os "idos de março". [...]

Paulo Arantes: O legado da Copa e os mecanismos de repressão

30/06/2014 // 2 comentários

Paulo Arantes / "Meganegócios à parte, o real legado da Copa será um 'upgrading' dos aparelhos coercitivos. Ou inovação de gestão, como preferem dizer as autoridades encarregadas de todo esse festival de violações, gabando-se, por exemplo, de que com os Centros de Integração de Comando e Controle, Secretaria Extraordinária de Segurança Pública para Grandes Eventos, e congêneres, o 'legado de gestão pública já é realidade na segurança', jargão para integração das variadas forças de segurança e destas com as Forças Armadas, para não mencionar o aparato tecnológico antidistúrbios contratado sem limites orçamentários junto aos fornecedores de sempre, Israel, Alemanha, etc. Um outro capítulo seria a tão influente quanto discreta e próspera indústria bélica local, reforçada ultimamente pela entrada das mesmas empreiteiras dos megaprojetos neste ramo de negócio, cuja quinquilharia não exportada destina-se ao controle interno das 'forças oponentes' elencadas pelo recente Manual de Garantia da Lei e da Ordem." [...]