Ruy Braga: "Na última década, a escalada de mortes por overdose na América comprova que o neoliberalismo não está simplesmente adoecendo a classe trabalhadora. Ele está ameaçando sua existência." [...]
José Luís Fiori: "Um ano depois do início da invasão russa, a guerra hoje já é direta e explicitamente entre a Rússia e os Estados Unidos e seus aliados europeus, e tudo indica que os Estados Unidos decidiram aumentar ainda mais seu envolvimento no conflito." [...]
Luiz Bernardo Pericás comenta a ambiciosa biografia de Hubert Harrison escrita por Jeffrey B. Perry, que retrata os últimos anos daquele que foi considerado “o pai do radicalismo do Harlem” e um dos mais importantes ativistas políticos afro-americanos do início do século passado. [...]
José Luís Fiori: "A análise dessas guerras que precederam e explicam em parte a atual Guerra da Ucrânia, somadas às guerras do século XX, permite-nos extrair algumas conclusões ou hipóteses que transcendem esta conjuntura, projetando-se sobre a história de longo prazo da guerra e da paz através da evolução das sociedades humanas." [...]
David Harvey: "A dificuldade enfrentada pelas elites políticas ocidentais em situações como a atual na Ucrânia é que crises urgentes e problemas de curto prazo não podem ser resolvidos de forma a acentuar as próprias raízes subjacentes aos conflitos. O que estamos testemunhando na Ucrânia é, em muitos aspectos, o resultado dos vários processos envolvidos na dissolução do chamado 'comunismo real' e do regime soviético." [...]
Boaventura de Sousa Santos: "Porque não soube tratar das causas de crise da Ucrânia, a Europa está condenada a tratar das suas consequências. A poeira da tragédia está longe de ter cessado, mas, mesmo assim, somos forçados a concluir que os líderes europeus não estavam nem estão à altura da situação que vivemos. Ficarão na história como as lideranças mais medíocres que a Europa teve desde o fim da Segunda Guerra Mundial." [...]
No Espaço do leitor, Rafael Burgos e Timothy Bryar analisam como Vladimir Putin, ao testar os limites das instituições ocidentais, expõe as contradições da ordem global liberal-democrática. [...]
José Luís Fiori: "Tudo indica que o avanço desta nova 'era multicivilizacional' já não tem como ser revertido, nem há mais como devolver o sistema mundial à sua situação anterior, de completa supremacia eurocêntrica." [...]