ditadura

Os trens não vão sair no horário

17/10/2018 // 4 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A eleição de Bolsonaro, não nos equivoquemos, é o prenúncio da ditadura. Resistir a um novo golpe, agora de caráter neofascista, tendo-o na presidência será muito mais difícil. Iludem-se aqueles que agem hoje pensando nas vantagens que poderão ter em 2022, simplesmente porque a própria continuidade do processo eleitoral está ameaçada." [...]

Da potência do resistir

11/10/2018 // 6 comentários

Por Edson Teles / "Apesar das dificuldades, de não entendermos como chegamos aqui, de termos um futuro indefinido, há algo de imponderável e feliz. Algo que ninguém pode nos tirar. Esta imensa potência de resistir." [...]

Dois caminhos para a ditadura

19/09/2018 // 7 comentários

Luis Felipe Miguel / "Estão dados dois caminhos claros para a instauração de uma ditadura, traçados por generais da reserva. É necessário que as forças políticas democráticas saibam superar suas diferenças e apresentar um rechaço unânime à hipótese de intervenção militar. Não podemos, uma vez mais, deixar para nos mobilizar só quando já for tarde demais." [...]

A intervenção militar no Rio: dos juízes aos generais

17/02/2018 // 2 comentários

Por Luiz Eduardo Soares / "Parece que está em curso uma transição: aos poucos, deixamos de ser o país dos juízes para nos tornarmos a nação dos generais – de novo, ainda que, dessa vez, com cobertura legal, uma vez que, depois do impeachment, qualquer atropelo às leis poderá ser tolerado desde que os fins justifiquem, para seus operadores, os meios." [...]

A síndrome de Mourão

28/09/2017 // 8 comentários

Por Edson Teles / "As ameaças de 'intervenção' assemelham-se mais a barganhas, tais como as feitas no Congresso Nacional, por ganhos em troca do apoio incondicional que um governo ilegítimo e desacreditado precisa para o controle da revolta social." [...]

O fim daquele medo bobo

03/03/2017 // 22 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A história política brasileira é marcada por canções. Foi “Para não dizer que não falei de flores”, no momento de fechamento do regime militar; “Apesar de você”, quando a derrota da esquerda estava configurada; “O bêbado e a equilibrista”, na luta pela anistia; “Vai passar”, anunciando a redemocratização; “Brasil, mostra a tua cara”, para as decepções da Nova República, e assim por diante. A trilha sonora do momento brasileiro é “Medo bobo”, imortalizada (?) por Maiara e Maraisa – o que, por si só, revela a decadência criativa da música popular, mas essa é outra conversa. Tal como o casal da música, o governo do Michel ficou paralisado por um medo que, mais tarde, percebeu que não tinha razão de ser." [...]

O perigoso Flávio Wolf de Aguiar

18/01/2017 // 8 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quem assistiu A vida dos outros certamente se lembrará do agente Gerd Wiesler (representado por Ulrich Mühe, infelizmente já falecido), da Stasi da Alemanha Oriental, aliás HGWXX17, que era seu código de registro no serviço secreto, a quem o livro do dramaturgo perseguido e por ele salvo é dedicado no final. Bem, cada um tem o HGWXX17 que merece. Ou pode ter." [...]

Incêndios adormecidos

06/01/2017 // 19 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Que neste 2017 o movimento popular saiba alimentar as chamas da revolta e fazê-las tomar as ruas do Brasil, de norte a sul." [...]