cinema

Marighella: o filme e a resistência de ontem e de hoje

18/02/2019 // 1 comentário

De Berlim, Flávio Aguiar escreve sobre a estreia de "Marighella", de Wagner Moura: "Retratando os guerrilheiros como participantes de uma luta desesperada para se contrapor ao regime ditatorial, num momento em que todas as liberdades e garantias democráticas eram anuladas pela ditadura de então, o filme não deixa de mostrar todas as contradições e limites da luta armada que abraçaram. O filme está longe de ser uma apologia da violência, embora também não queira fazer o julgamento post-mortem dos que escolheram o caminho da guerrilha urbana, nem daqueles que sobreviveram até hoje." [...]

Berlim em tempo de cinema

15/02/2019 // 3 comentários

Por Flávio Aguiar / "Nos 404 filmes exibidos nesta Berlinale, segundo as sinopses disponíveis, não há um único que se dedique à campanha de salvacionismo da civilização-cristã-ocidental, apanágio de Trump, Orban, Salvini, além de Bolsonaro e famiglia, Araújo, o chanceler aloprado, Vélez, Delamares, Salles, Moro e o ministro da Casa Civil que anda perigosamente armado com liquidificadores. Nem mesmo entre os brasileiros: provavelmente por este motivo, a Embaixada do Brasil neste ano cancelou a tradicional recepção que oferecia aos cineastas, atores, atrizes, jornalistas, produtores do Brasil todo ano durante a Berlinale. Sinal dos tempos." [...]

Žižek: Dois Panteras Negras

27/02/2018 // 42 comentários

Por Slavoj Žižek / "Há tempos esperávamos por um filme como Pantera Negra, mas Pantera Negra não parece ser o filme pelo qual esperávamos... ou será que é?" [...]

Um olhar argentino sobre o Brasil: Raymundo Gleyzer e “La tierra quema”

29/01/2016 // 1 comentário

Luiz Bernardo Pericás / "A câmera de filmar como arma de combate. Era assim que o documentarista argentino Raymundo Gleyzer via sua arte. O diretor portenho pode ser colocado junto com Glauber Rocha, Santiago Alvarez, Fernando Pino Solanas e Octavio Getino como um dos maiores expoentes do cinema engajado de sua época. Mas se estes dois últimos, responsáveis por levar às telas o clássico La hora de los hornos (1968) eram peronistas de esquerda e membros do grupo “Cine Liberación”, Gleyzer seria guevarista e integrante do PRT (Partido Revolucionário dos Trabalhadores)." [...]

Que horas ela volta? …por cima

28/09/2015 // 10 comentários

Christian Dunker / "Aqueles que viram no filme apenas uma reprise de uma comédia de ocasião, realista se não governista, parecem aqueles antigos psicanalistas que só conseguem olhar para um filme a partir de seu enredo. E com um martelo na mão, tudo o que conseguem enxergar são... pregos." [...]