Alysson Oliveira escreve sobre o novo filme de Francis Ford Coppola: "Megalópolis é mais que cinema, é uma experiência grandiosa que nos indaga sobre o mundo em que vivemos e o que queremos dele" [...]
Cauana Mestre escreve sobre "O quarto ao lado", novo filme de Almodóvar: "Ninguém sabe o que é a morte. Conhecemos apenas o medo e o luto, efeitos da iminência ou da realidade da perda. Mas o que é a perda para cada um? Ausentar-se de si mesmo, morrer em vida, sofrer o sem sentido da desesperança – isso não é pior do que despedir-se do mundo para encontrar o desconhecido? Não há resposta universal para essa pergunta e o que 'O quarto ao lado' encena é que a morte, assim como a vida, não deve ser separada da fórmula absoluta da singularidade." [...]
Douglas Barros faz uma lista de filmes que elucidam a dimensão da crítica à posição identitária presente em "O que é identitarismo?", livro que chega primeiro para os assinantes do Armas da crítica. [...]
Cauana Mestre escreve sobre o filme "A substância", de Coralie Fargeat: "O corpo de Demi Moore — essa mulher extraordinariamente linda —, todo aberto e deitado no chão frio de um banheiro asséptico, é uma das expressões mais radicais que o cinema já produziu sobre as violências que cometemos contra as mulheres diariamente." [...]
Cauana Mestre escreve sobre a série "The Bear": "The Bear honra os insubstituíveis movimentos humanos que criam a vida e que nenhuma inteligência artificial é capaz de criar. A vida não pode ser medida a não ser pelo que fazemos artesanalmente dela." [...]
Larissa Vannucci escreve sobre "Ainda temos o amanhã”, de Paola Cortellesi: "O filme é um sopro de esperança em relação ao futuro e uma homenagem às Delias que nos antecederam." [...]
Douglas Barros: "A indignidade – da qual todos nós, enquanto espectadores, nos tornamos cúmplices – é, portanto, a marca distintiva que lança luz às sombras de uma sociedade em estado de exceção permanente cujo sofrimento, em nome da inclusão, da representação, e da possibilidade de sobreviver ao paredão diário, marca a nossa relação com um mundo social demasiadamente distópico." [...]
Herik Rafael de Oliveira: "'Zona de interesse' é um exercício dos sentidos. Um exercício dos sentidos quanto ao terror que escapa a todo sentido, tanto aos sensoriais quanto à razão. [...]
Cauana Mestre escreve sobre a série "Bebê Rena": "De uma marca traumática a outra, o protagonista da nossa tragicomédia contemporânea vai nos ensinando que fascínio e horror são duas faces da mesma moeda, que muitas vezes somos capturados por objetos que não sabemos conjugar com nossos desejos e que para perpetuar nossa relação fantasmática com eles podemos ir muito longe, até que o último grão seja destruído." [...]