A dialética contracolonial de “Pecadores”
Patricia de Aquino: "Narrativas vampirescas assombram o imaginário ocidental desde tempos imemoriais, mas foi Drácula que se consolidou como a representação fundacional do mito. Diferentemente do que sugerem muitas adaptações cinematográficas, o projeto de Drácula não era romântico, mas político: sair da Transilvânia e subjugar a Inglaterra. Seu maior crime não era sugar sangue, mas ameaçar a supremacia britânica ao interromper o progresso da metrópole, valendo-se daquilo que era visto como o primitivismo oriundo de terras longínquas do Leste Europeu. Mais do que um monstro, Drácula era um estrangeiro que ousava contracolonizar o centro do império." [...]