Guia de leitura | ADC#22

O cuidado
Helena Hirata

Guia de leitura / Armas da crítica #22

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Quais são as definições, teorias e controvérsias sobre o trabalho do cuidado no século XXI em um mundo com acelerada tendência de envelhecimento de suas populações? Em O cuidado: teorias e práticas, a socióloga Helena Hirata apresenta um estudo sobre o cuidado com os idosos, composto de análises realizadas em três países: Brasil, França e Japão.

Para além das diferenças no método, alguns aspectos se mostram bastante similares, como o fato de haver uma esmagadora maioria de profissionais mulheres, em especial de minorias étnicas e raciais, ao lado da desvalorização da profissão, que, mesmo com o constante aumento de demanda, é ainda marginalizada.

A caixa de agosto ainda é acompanhada do livreto Justiça e família, de Flávia Biroli e um cartão postal com a capa de Bem mais que ideias, de Patricia Hill Collins.

autora Helenta Hirata
tradução Monica Stahel
prefácio Evelyn Nakano Glenn
posfácio Danièle Kergoat
orelha Liliana Segnini
edição Frank de Oliveira
capa Maikon Nery
diagramação Antonio Kehl
coordenação de produção Livia Campos
páginas 144

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Quem é Helena Hirata?

Helena Hirata é socióloga, diretora de pesquisa emérita no Centro Nacional de Pesquisa Cientifica (CNRS) da França e pesquisadora colaboradora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo. Formada em filosofia na USP, é doutora em sociologia na Universidade de Paris 8 Vincennes-Saint-Denis, Habilitation à Diriger des Recherches (HDR), equivalente a livre-docência, na Université de Versailles-St-Quentin-en-Yvelines.

É membro do diretório da rede internacional MAGE (Mercado de trabalho e gênero) e faz parte de muitos comitês de redação de revistas, entre os quais o Cahiers du Genre. Autora de diversas obras, pela Boitempo publicou Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade (2002) e Gênero e trabalho no Brasil e na França: perspectivas interseccionais, com Alice Rangel de Paiva Abreu e Maria Rosa Lombardi (2016).

“A articulação de conceitos como classe, gênero e raça/cor da pele realizada por Helena Hirata nos ajuda a reinterpretar os diferentes modos como homens e mulheres, brancos e negros, europeus, americanos ou asiáticos, vivenciam o trabalho em suas diferentes modalidades.”

LILIANA SEGNINI

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Referência para a reflexão sociológica de hoje

Como filósofa, Helena Hirata contribui para a intelecção da relação entre ação humana e trabalho, demonstrando o papel decisivo dessa categoria para compreendermos a sociedade. Como socióloga, analisa os contextos sociais concretos nos quais o trabalho capitalista está inscrito. Assim, somando as miradas filosófica e sociológica, seu pensamento constitui-se em importante ferramenta para decifrarmos as condições, sentidos e impactos da modernização do trabalho nas formações contemporâneas.

A centralidade dada à questão do cuidado em contraponto com as desigualdades sociais revela grande atualidade social e científica de seu trabalho. Se levarmos em conta a perspectiva palpável de envelhecimento da sociedade e a percepção, fornecida pela Organização Internacional do Trabalho, de que muito em breve um terço da humanidade dependerá de serviços de cuidado, seremos capazes de captar não só a riqueza, mas também a urgência das colocações de Hirata, o que torna O cuidado: teorias e práticas referência para a reflexão sociológica de hoje.

Liliana Segnini

Professora titular colaboradora plena no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Unicamp, pesquisadora associadado Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de Paris.

“A relação entre quem cuida e quem recebe o cuidado e o espaço social no qual ele se realiza revelam desigualdades de gênero, raça e classe. Helena aponta um caminho para a solução do problema: a construção de uma política nacional do cuidado, por meio da qual o acesso a este possa se tornar universal e o trabalho de cuidadora mais formalizado e socialmente reconhecido.”

BÁRBARA CASTRO

Um notável estudo comparativo

O cuidado: teorias e práticas é notável, e sua publicação é oportuna, uma vez que enfatiza o trabalho do cuidado dirigido às pessoas idosas. Os estudos feministas anteriores sobre o tema frequentemente giraram em torno da atenção com bebês e crianças. Só no século XXI, entretanto, o cuidado para com as pessoas idosas emergiu como problema urgente a ser tratado. No “primeiro mundo”, um tempo de vida mais longo resulta de evoluções nas áreas médica, social e política.

Assim, em muitos países, uma parte cada vez maior da população precisa de uma assistência para as ações da vida cotidiana, assim como de cuidados em condições que, no passado, teriam sido fatais. Essa situação criou demandas cada vez maiores de trabalho de assistência a pessoas idosas e fez dele uma questão que suscitou o interesse de acadêmicos(as) e políticos(as).

O estudo comparativo sobre o cuidado realizado por Helena Hirata em três países – Japão, França e Brasil – se baseia na herança de pesquisas feministas e sobre as mulheres não brancas, dando-lhes um novo desenvolvimento. Ela é a primeira a fazer esse tipo de estudo abrangendo três continentes: Ásia, Europa e América do Sul.

Evelyn Nakano Glenn

Professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, fundadora do Center for Race and Gender (CRG) da universidade.


“Os questionamentos apresentados em O cuidado: teorias e práticas dialogam com o debate sobre a crise do cuidado e a reprodução social, oferecendo ferramentas analíticas que convocam à crítica ao neoliberalismo e à precarização do trabalho.”

MARIANA SHINOHARA RONCATO

Excelente introdução às teorias do cuidado

O cuidado é preocupar-se com os outros e cuidar deles. Para uns(umas), trata-se de uma doce utopia; para outros(as), é uma ideologia que permite descartar a realidade e a violência das relações sociais. Ora, é justamente esse conforto intelectual que é questionado por este estudo comparativo.

A comparação internacional mostra, por exemplo, que as respostas ao envelhecimento da população diferem amplamente, inclusive entre os países de capitalismo avançado. Essas respostas são antes de tudo, é claro, as políticas nacionais, mas é também o tipo de trabalhador(a) mobilizado(a) para esse trabalho: homens japoneses, imigradas dos países do Leste e do Sul na França, mulheres do Nordeste brasileiro, todos(as) precários(as), mas todos(as) diferentes do ponto de vista de relações sociais de sexo, de “raça” e até mesmo de classe em alguns casos (refiro-me particularmente ao caso japonês).

É, portanto, a primeira contribuição deste livro: ele desconstrói muitas ideias preconcebidas e constitui, por isso, uma excelente introdução às teorias do cuidado e à análise do trabalho de cuidado.

Danièle Kergoat

Socióloga, diretora de pesquisas honorária do Centro Nacional da Pesquisa Científica (Centre national de la recherche scientifique, CNRS).


“O estudo de Helena Hirata é um estímulo a todo pensamento criativo concernente à maneira pela qual um cuidado de qualidade pode ser efetivamente assessorado, remunerado e respeitado.”

EVELYN NAKANO GLENN

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A dinâmica do cuidado

Saber melhor o que é o cuidado e compreender a dinâmica das profissões ligadas ao cuidado e à solicitude: é para isso que esta obra deseja contribuir. Tem como base um projeto de pesquisa sobre as teorias e as práticas do cuidado realizado em uma perspectiva comparativa entre o Brasil, a França e o Japão.

Tendo como objeto de estudo as diversas formas de incumbências associadas às pessoas idosas, minha trajetória visou a vários objetivos. Tratava-se, em primeiro lugar, de conhecer melhor o trabalho do cuidado, em particular sua organização, as competências necessárias, a experiência de trabalho.

Tratava-se, também, de conhecer melhor os trabalhadores e as trabalhadoras do cuidado: o estudo da trajetória profissional desses(as) trabalhadores(as) pode ser elucidativo para analisar o funcionamento dos respectivos mercados de trabalho, as novas relações de trabalho, assim como as exigências de qualificação e de formação profissional.

Tratava-se, finalmente, de examinar as atuais evoluções das pessoas idosas: os mercados de trabalho, as políticas públicas de desenvolvimento do setor de serviços à pessoa, o nível de medicalização dos estabelecimentos que assumem a responsabilidade por idosos(as) dependentes.

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.20]

“A pandemia mostrou a centralidade do cuidado em nossa vida e a importância do trabalho de cuidado no funcionamento da sociedade como um todo. No momento de globalização do coronavírus, constatamos a centralidade do cuidado face à vulnerabilidade do ser humano.”

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.8]

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Vulnerabilidade e interdependência

Considerar a vulnerabilidade e a interdependência como constitutivas de todo ser humano e o trabalho do cuidado como responsabilidade de todos, sem distinção de sexo, raça ou classe social, é uma primeira convicção forte desta obra, convicção que compartilho com as pioneiras na França dessa problemática hoje denominada “escola francesa dos estudos de care”.

O segundo ponto de partida deste livro é a convicção de que é preciso mudar o atual status desfavorecido e precário dos(as) trabalhadores(as) do cuidado – em um sentido amplo – no mundo inteiro, status esse associado à falta de reconhecimento do trabalho doméstico e de cuidado não remunerado enquanto trabalho no seio dos grupos domésticos, que repercute sobre as condições de salário e a falta de direitos.

O terceiro ponto de partida é que as necessidades do cuidado se referem não apenas aos países do Norte, mas aos do Sul, e que elas não são locais, mas globais.

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.25]

“A comparação internacional se mostra metodologicamente muito útil para examinar o trabalho do cuidado na interseção das relações sociais de sexo, de classe e de raça. Ela permite mostrar suas diferentes configurações em cada país e também captar as modalidades comuns da desvalorização do cuidado e a consciência que as pessoas têm delas.”

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.49]

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O cuidado: França, Japão e Brasil

Os(as) múltiplos(as) agentes do cuidado na sociedade – Estado (estruturas centrais e locais), mercado, família, organizações não governamentais (ONGs), organizações sem fins lucrativos, associações, instituições filantrópicas, trabalhadores(as) voluntários(as) e comunidade – combinam-se de formas diferentes e de maneira muito desigual e assimétrica em cada país para garantir a organização social do cuidado. […]

Na França, as políticas públicas têm papel central no cuidado das pessoas idosas, com numerosos mecanismos de ajuda. […] No Japão, o cuidado dos idosos é tradicionalmente considerado incumbência da família, e em particular das mulheres pertencentes à família. Assim, o cuidado informal não remunerado tem papel central no país. […]

No Brasil, não há políticas públicas para o cuidado das pessoas idosas. No caso brasileiro, as redes de sociabilidade (redes familiares, de vizinhança, redes sociais mais amplas) são fundamentais para o cuidado. A família é sempre a principal prestadora de cuidado, que é responsabilidade de seus membros, especialmente das mulheres, e também, para os(as) mais favorecidos(as), das empregadas domésticas e faxineiras, recrutadas para as tarefas da casa e para cuidar das pessoas idosas e das crianças da família.

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.45-48]

“O envelhecimento da população, a imigração no contexto da globalização, as transformações do mercado de trabalho e dos regimes de proteção social e as lentas, mas profundas, evoluções na esfera da reprodução contribuíram para o surgimento dessas novas profissões do cuidado, sempre majoritariamente femininas.”

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.59]

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Globalização do cuidado

O processo de globalização do cuidado representa uma reviravolta para todos os países, mas não tem as mesmas consequências para os países do Norte e do Sul, nem para os homens e para as mulheres. A crise do cuidado e a chegada de mulheres migrantes afetam mais diretamente os países do Norte. Nos países do Sul, em que as redes de vizinhança e de ajuda solidária são colocadas a serviço das necessidades de cuidado, podem surgir outras implicações, como trazer à tona as carências do Estado. […]

A globalização e a recente onda de migrações internacionais femininas tiveram como consequência uma distribuição diferente do trabalho assalariado e doméstico entre os homens e as mulheres, uma vez que uma parte do trabalho doméstico e de cuidado foi terceirizada e excluída das relações de trabalho (doméstico) entre homens e mulheres. No entanto, isso não parece ter mudado significativamente a distribuição dos empregos entre homens e mulheres nem a divisão sexual do trabalho e das remunerações, mas, ao contrário, parece ter exacerbado as desigualdades relacionadas ao gênero, à raça, à classe social.

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.55-57]

“Salários e condições de trabalho ruins para a saúde unem as trabalhadoras e os trabalhadores do cuidado de diferentes regiões do mundo, ao passo que a desvalorização de um trabalho tradicionalmente realizado pelas mulheres une os(as) cuidadores(as) de diferentes horizontes.”

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.52]

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A centralidade das mulheres

O envelhecimento da população, por um lado, e a inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, por outro, tiveram então como consequência o desenvolvimento das profissões relacionadas ao cuidado, a mercantilização e a terceirização crescentes desse trabalho.

Esta obra interessou-se por essas trabalhadoras remuneradas que cuidam particularmente dos(as) idosos(as) na França, no Brasil e no Japão. A centralidade das mulheres nesse trabalho, no passado de modo gratuito e hoje cada vez mais profissionalizadas, pode ser observada tanto nas instituições quanto em domicílio, tanto gratuitamente quanto como atividade remunerada.

Os(as) principais agentes do cuidado (exceto os(as) auxiliares de vida e os(as) cuidadores(as) domiciliares) – Estado, mercado, família, comunidade – atuam em cada país de maneira diferente e assimétrica, mas as mulheres continuam realizando majoritariamente o trabalho de cuidado. É provável que a tendência seja a de continuar sendo assim, uma vez que se trata de um trabalho em grande parte precário, mal remunerado, pouco reconhecido e pouco valorizado.

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.121]

“O processo de emancipação passa por uma consciência de gênero, de classe, de raça, e por um processo de luta contra a exploração, a opressão e a dominação, portanto por uma tomada de consciência que é ao mesmo tempo teórica e prática. Esse processo emancipatório encontra na centralidade do trabalho seu ponto de ancoragem por excelência.”

[O CUIDADO: TEORIAS E PRÁTICAS, p.121]

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos dois artigos do livro Gênero e trabalho no Brasil e na França: perspectivas interseccionais, assinados por Danièle Kergoat e Jules Falquet, além de um capítulo de Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil, de Flávia Biroli.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Danièle Kergoat

O cuidado e a imbricação das relações sociais


Jules Falquet

Transformações neoliberais do trabalho das mulheres: liberação
ou novas formas de apropriação?


Flávia Biroli

Divisão sexual do trabalho

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro, com a participação de Helena Hirata, Bárbara Castro, Liliana Segnini Angelo Soares (mediação), além de um vídeo com Helena Hirata comentando sobre sua trajetória intelectual e uma palestra sobre sua pesquisa mais recente feita no IESP-UERJ.

Para aprofundar…

Uma compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade, de Helena Hirata

Gênero e trabalho no Brasil e na França: perspectivas interseccionais, de Helena Hirata, Alice Rangel de Paiva Abreu e Maria Rosa Lombardi (org.)

Bem mais que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica, de Patricia Hill Collins

Interseccionalidade, de Patricia Hill Collins, Sirma Bilge

O patriarcado do salário, de Silvia Federici

Mulheres e caça às bruxas: da idade média aos dias atuais, de Silvia Federici

Feminismo para os 99%: um manifesto, de Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya

Feminismo e política: uma introdução, de Flávia Biroli e Luis Felipe Miguel

Gênero e desigualdades; limites da democracia no Brasil, de Flávia Biroli

Centro de Estudos Avançados UFRRJ: #12 Trabalho e cuidado em tempos de pandemia, com Helena Hirata e Alessandra Rinaldi, out. 2021.

Larvas incendiadas: #44 Helena Hirata: da divisão sexual do trabalho aos estudos sobre cuidado, com Helena Hirata e Yumi Garcia dos Santos, jul. 2020.

Transmissão Direitos Humanos: Especial: cuidado e afetos na pandemia, com Bruna Angotti, Regina Vieira e Helena Hirata, jul. 2020.

Cuidar, verbo coletivo: Episódio 7: Cuidadoras de idosos, Daniel Groissman e Anna Bárbara Araújo, jun.2020.

Revolushow: Dicionário Marxista 005 – Divisão sexual do trabalho, com Marilia Moschkovich, maio 2019.

Ser social: O valor do cuidado na pandemia, com Regina Stela Vieira, Clarice Binda e Rafael Mendonça, maio 2021.

Mamilos: #300 O que é economia do cuidado?, com Nana Lima e Gabriela Chaves, maio 2021.

Trabalho, Gênero e Cuidado, com Helena Hirata, Nadya Guimarães, Angela Araujo e Selma Silva, TV UFBA.

Trabalho (re)produtivo e gênero: questões teóricas e metodológicas, com Helena Hirata, Thaís Lapa e Fabiana Sanches Grecco, Faculdade de Educação da Unicamp.

Diálogos com Hirata sobre gênero, raça e classe: leituras controversas, Prosas feministas.

O cuidado sob quarentena: Gênero e Trabalho na pandemia, com Nadya Guimarães, Helena Hirata e Renata Morena, FFLCH USP.

A mulher no mercado de trabalho: Gênero e Trabalho no Brasil e na França, com Helena Hirata, Mulheres de Luta.

Cuidado, com Flávia Biroli, TV Boitempo.

Divisão sexual do trabalho e trabalho das mulheres, com Danièle Kergoat e Helena Hirata, UFRPE.

A Influência de Danièle Kergoat e Helena Hirata nos Estudos do Trabalho no Brasil, com Danièle Kergoat e Helena Hirata, ABET.

Helena Hirata: referência para a reflexão sociológica de hoje“, por Liliana Segnini, Blog da Boitempo, 2022.

Mulheres: trabalho e movimento“, por Carlos Henrique Árabe, Clarisse Paradis, Gabriela Leão e Tatau Godinho, Blog da Boitempo, 2022.

Relações sociais de sexo/gênero, trabalho e saúde: contribuições de Helena Hirata“, por Simone Santos Oliveira, Mary Yale Neves, Jussara Brito e Lúcia Rotenberg, Saúde em Debate, 2021.

As proposições teórico-metodológicas
de Danièle Kergoat e Helena Hirata
“, por Bianca Briguglio, Fabiana Sanches Grecco, Raquel Oliveira Lindôso e Thaís de Souza Lapa, Revista de Ciências Sociais, 2020.

Atualidade da divisão sexual e centralidade do trabalho das mulheres“, por Helena Hirata e Danièle Kergoat, Revista de Ciências Sociais, 2020.

Entrevista: Helena Hirata, por Daniel Groisman e Rachel Gouveia, Trabalho, Educação e Saúde, 2019.

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