Guia de leitura | ADC#20

Duas táticas da social-democracia na revolução democrática
Vladímir I. Lênin

Guia de leitura / Armas da crítica #20

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A caixa de junho do Armas da crítica traz uma das primeiras e mais importantes obras políticas de Vladímir I. Lênin. Em Duas táticas da social-democracia na revolução democrática, escrito em 1905, o revolucionário russo aborda questões centrais para os movimentos daquele ano, tido por muitos como marco inicial da agitação política russa, e aponta tarefas da classe operária para os anos subsequentes, que culminariam na Revolução de Outubro de 1917.

Publicado durante o exílio de Lênin em Genebra, na Suíça, o livro expõe diferenças fundamentais que surgiram na época entre os bolcheviques e os mencheviques, além de trazer aspectos teóricos importantes, como uma contribuição ao conceito de “ditadura do proletariado” e a noção de “revolução ininterrupta”, análoga, sob muitos aspectos, à de “revolução permanente”, de Trótski.

A caixa ainda é acompanhada de um livreto com outros dois textos de Lênin: A guerra e a social-democracia da Rússia (1914), primeiro documento oficial emitido pelo Comitê do Partido Operário Social-Democrata da Rússia sobre a posição do partido bolchevique em relação à guerra mundial imperialista que acabava de ser iniciada e Em memória da Comuna (1911), escrito em razão da comemoração dos quarenta anos da revolta proletária parisiense de 1871.

autor Vladímir I. Lênin
tradução Edições Avante! e Paula Vaz de Almeida
prefácio à edição brasileira Gianni Fresu
apêndice Umberto Cerroni
orelha João Quartim de Moraes
edição João Cândido Maia
capa Maikon Nery
diagramação Antonio Kehl
coordenação de produção Livia Campos
páginas 192

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Quem foi Vladímir I. Lênin?

Vladímir Ilitch Ulianov Lênin nasceu em 1870 em Simbirsk, hoje Ulianovsk em sua homenagem. Foi o mais importante líder bolchevique e chefe de Estado soviético, mentor e executor da Revolução Russa de 1917, que inaugurou uma nova etapa da história universal. Em 1922 fundou, junto com os sovietes, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), dirigindo-a até sua morte, em 1924. De acordo com o historiador britânico Eric Hobsbawn, Lênin teria sido o personagem de maior impacto individual na história do século XX.

Sua liderança inspirou os partidos comunistas em todo o mundo. Intelectual e estrategista dos mais consistentes, é autor de inúmeros artigos e livros que influenciaram a articulação do internacionalismo socialista e aprofundaram os estudos sobre o capitalismo, os efeitos do desenvolvimento desigual, o imperialismo e o Estado. Seus escritos evidenciam rara apreensão do momento histórico em que viveu. Para conhecer melhor a vida do revolucionário, confira Reconstruindo Lênin, biografia intelectual escrita por Tamás Krausz.

Por meio da coleção Arsenal Lênin, a Boitempo já publicou O Estado e a revolução (2017), Cadernos filosóficos (2018), Democracia e luta de classes (2019), O que fazer? (2020), Imperialismo, estágio superior do capitalismo (2021) e agora Duas táticas da social-democracia na revolução democrática (2022).

“Tu
que pensas que aos homens
há que julgá-los pelo que fazem
e não pelo que dizem
pensa certo
porém
lembre-se
que há alguns homens que
o que fazem
é dizer o que fazer

ROQUE DALTON

Nota da edição

Sexto volume da Coleção Arsenal Lênin, Duas táticas da social-democracia na revolução democrática foi escrito em junho de 1905 e publicado em julho do mesmo ano, após o fim do III Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) e da conferência dos mencheviques, realizada em Genebra simultaneamente ao congresso. Porque difundiria ações criminosas contra o governo tsarista, o livro circulou clandestinamente em uma série de cidades da Rússia e em círculos operários, então na ilegalidade. Apesar das tentativas de censura e mesmo de eliminação do texto, esta obra de Lênin sempre continuou sendo lida.

Duas táticas da social-democracia na revolução democrática foi incluído por Lênin no primeiro tomo da coletânea dos seus artigos, intitulada Em doze anos, que apareceu em 1907 em São Petersburgo. O autor, então, completou o livro com novas notas de rodapé. A edição da Boitempo mantém as marcações originais de ênfase e destaque de Lênin, assim como suas notas originais, assinaladas com asterisco, incluindo as da edição de 1907; as demais aparecem numeradas e identificadas. Preservamos ainda o padrão das referências bibliográficas originais citadas pelo autor no corpo do texto.

“Com insuperável lucidez dialética, Lênin deixou claro que, vitoriosamente resolvida a contradição entre o povo russo e o tsarismo, a contradição no seio do povo entre a propriedade camponesa e a luta operária pelo socialismo tornar-se-ia dominante.”

JOÃO QUARTIM DE MORAES

Contra a passividade

Em junho-julho de 1905, quando Lênin escreveu Duas táticas da social-democracia na revolução democrática, a revolta dos camponeses se aprofundava, ocupando latifúndios e reivindicando a nacionalização da terra. A burguesia pedia reformas liberais. A derrubada do tsarismo estava no horizonte, mas o regime dispunha de margem de manobra. Deviam os bolcheviques se pôr à frente das lutas em curso? Segundo os mencheviques, se a revolução tinha objetivamente caráter burguês, cabia à burguesia dirigi-la; a revolução dos operários é a socialista.

Contra essa passividade travestida de rigor programático, Lênin desafiou a ortodoxia social-democrata. O resultado da revolução democrática em curso não estava decidido de antemão. A burguesia tinha interesse na liberalização política, mas queria sobretudo remover os entraves feudais à expansão de seus negócios. Só a aliança dos operários com os camponeses poderia conduzir a dinâmica revolucionária em curso a suas mais avançadas consequências: derrubada da autocracia militar feudal e instauração da ditadura democrática das duas grandes forças populares em luta.

João Quartim de Moraes

Professor titular na Unicamp e pesquisador do CNPq centrado em história do pensamento político, instituições brasileiras, materialismo antigo e moderno, e marxismo.

“Em Lênin, o tema da revolução é muito mais amplo do que parece e requer aprofundamentos sistemáticos (nem apologéticos, nem liquidatários) se quisermos explicar os elementos inéditos, as dinâmicas e também as contradições de um século denso de lutas e de participação popular de massa, como foi o século XX.”

GIANNI FRESU

Da interpretação à transformação do mundo

Em razão da carga anticolonial de seu pensamento e de sua luta implacável contra toda forma de chauvinismo, Lênin, demonizado no Ocidente como poucos, teve, mais do que ninguém, vontade de passar da simples interpretação do mundo à sua transformação prática. Esse pecado original nunca foi perdoado. Porque vicejou depois nas revoltas sociais, seu nome (nas academias, nos jornais, no mundo da cultura e também na esquerda) não pode ser evocado sem que a ele se associem alguns adjetivos depreciativos. Essa condenação unânime, em tempos novamente dominados pelo nacionalismo imperialista mais grosseiro e belicista, confirma como atualmente é necessário estudar seu trabalho sem preconceitos.

Tendo em vista a atual e horrorosa fase de refluxo democrático e de ofensiva reacionária, a publicação de Duas táticas da social-democracia na revolução democrática, assim como toda a produção editorial da Boitempo que visa a disponibilizar para os leitores brasileiros os clássicos do pensamento marxista, assume uma importância analítica e programática fundamental para a resistência e para a luta por um mundo melhor, mais livre e justo.

Gianni Fresu

Professor de filosofia política na Universidade Federal de Uberlândia e presidente da International Gramsci Society Brasil. É autor da biografia intelectual Antonio Gramsci, o homem filósofo (Boitempo, 2020)


“Em 1905, Lênin amadurece uma de suas mais brilhantes intuições, que encontra sua elaboração em Duas táticas: aquela que passou à história como a ideia da hegemonia proletária na revolução burguesa.”

UMBERTO CERRONI

Análise coerente e rigorosa das situações históricas

Lênin entendeu que o problema de fundo para um socialista não é defender a ortodoxia, se é que existe uma no marxismo, mas realizar análises coerentes e rigorosas das situações históricas usando o esquema teórico do capitalismo moderno esboçado por Marx.

A conclusão que eu gostaria de registrar não é realmente a de que Duas táticas seja uma obra ultrapassada, mas a de que, ao contrário, como sempre acontece, ela não fala por si só: é preciso fazê-la falar, contextualizando-a não apenas em seu tempo e espaço, mas, sobretudo, no laboratório histórico-teórico do qual toma emprestado, como toda obra política, sua novidade e seus limites. Para tempos diversos e espaços diferentes são necessários outros laboratórios: é preciso – como nos tempos de Lênin – não apenas “aplicar” o pensamento de alguém, mas sim pensar.

Umberto Cerroni

Jurista e professor italiano, lecionou na Universidade de Lecce, no Istituto Universitario Orientale, e na Universidade de Roma “La Sapienza”.


“Quanto a nós, estamos todos convencidos de que a libertação dos operários só pode ser obra dos próprios operários; sem a consciência e a organização das massas, sem a sua preparação e a sua educação por meio da luta de classes aberta contra toda a burguesia, não se pode sequer falar de golpe revolucionário socialista.”

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.41]

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O governo provisório revolucionário

Ao estabelecer como tarefa do governo provisório revolucionário a efetivação do programa mínimo, a própria resolução elimina pensamentos semianarquistas disparatados sobre a realização imediata do programa máximo, sobre a conquista do poder para a revolução socialista. O estágio de desenvolvimento econômico da Rússia (condição objetiva) e o estágio de consciência e de organização das massas do proletariado (condição subjetiva, indissoluvelmente ligada à objetiva) tornam impossível a libertação imediata e plena da classe operária. Apenas as pessoas mais ignorantes podem desconhecer o caráter burguês da revolução democrática em curso; só os otimistas mais inocentes podem esquecer como as massas operárias conhecem ainda pouco os objetivos do socialismo e os métodos para sua efetivação.

E, como resposta às objeções anarquistas de que estamos adiando a tomada de poder socialista, dizemos que não estamos adiando, estamos dando o primeiro passo em sua direção por meio do único método possível, do único caminho correto, a saber, o caminho da república democrática. Quem quiser chegar ao socialismo por outro caminho, que não seja o do democratismo político, chegará inevitavelmente a conclusões disparatadas e reacionárias, tanto no sentido econômico como no político.

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.41]

“O caminho revolucionário é o da operação mais rápida e menos dolorosa para o proletariado, da eliminação direta das partes apodrecidas, da complacência e da cautela mínimas em relação à monarquia e às suas correspondentes instituições repugnantes e nefastas, podres e que infectam o ar.”

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.66]

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A revolução burguesa

A revolução burguesa exprime as necessidades do desenvolvimento do capitalismo, não só não destruindo as suas bases, mas, pelo contrário, alargando-as e aprofundando-as. Essa revolução exprime, portanto, não apenas os interesses da classe operária mas também os de toda a burguesia. Uma vez que o domínio da burguesia sobre a classe operária é inevitável sob o capitalismo, pode-se dizer, com pleno direito, que a revolução burguesa exprime os interesses não tanto do proletariado quanto da burguesia. Mas é completamente absurda a ideia de que a revolução burguesa não exprime em nenhuma medida os interesses do proletariado.

Essa ideia ridícula se reduz ou à velha teoria narodinista de que a revolução burguesa é contrária aos interesses do proletariado e de que não temos necessidade, portanto, da liberdade política burguesa, ou essa ideia se reduz ao anarquismo, que nega qualquer participação do proletariado na política burguesa, na revolução burguesa, no parlamentarismo burguês. Esse pensamento, teoricamente, representa em si o esquecimento das posições elementares do marxismo relativas à inevitabilidade do desenvolvimento do capitalismo sobre o solo da produção mercantil.

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.66]

“As tarefas políticas concretas devem ser colocadas numa situação concreta. Tudo é relativo, tudo flui, tudo muda.”

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.105]

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A ditadura revolucionária democrática do proletariado

A ditadura revolucionária democrática do proletariado e do campesinato tem, como tudo no mundo, o seu passado e o seu futuro. O seu passado é a autocracia, o regime de servidão, a monarquia, os privilégios. Na luta contra esse passado, no combate à contrarrevolução, é possível a “unidade de vontade” do proletariado e do campesinato, pois existe unidade de interesses.

O seu futuro é a luta contra a propriedade privada, a luta do trabalhador assalariado contra o patrão, a luta pelo socialismo. Aqui, a unidade de vontade é impossível. Temos diante de nós não o caminho da autocracia à república, mas o caminho da república democrática pequeno-burguesa ao socialismo.

A luta contra a autocracia é uma tarefa temporária e transitória dos socialistas, mas ignorar ou menosprezar em qualquer medida essa tarefa equivale a trair o socialismo e a servir à reação. A ditadura revolucionária democrática do proletariado e do campesinato é indiscutivelmente apenas uma tarefa transitória e temporária dos socialistas, mas ignorá-la na época da revolução democrática é abertamente reacionário.

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.104]

“As revoluções são as locomotivas da história, dizia Marx. As revoluções são a festa dos oprimidos e explorados. Nunca a massa do povo é capaz de intervir como um criador tão ativo das novas ordens sociais como em tempo de revolução.”

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.134]

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As tarefas da revolução democrática

Nós, marxistas, devemos, todavia, saber que não há nem pode haver outro caminho para a verdadeira liberdade do proletariado e do campesinato senão o caminho da liberdade burguesa e do progresso burguês. Não devemos nos esquecer de que, no momento presente, não há nem pode haver outro meio capaz de aproximar o socialismo senão a completa liberdade política, a república democrática, a ditadura revolucionária democrática do proletariado e do campesinato. Como representantes da classe avançada, a única que é revolucionária sem reservas, sem dúvidas, sem olhar para trás, devemos colocar diante de todo o povo, do modo mais amplo, mais corajoso e com a maior iniciativa possível, as tarefas da revolução democrática.

O menosprezo dessas tarefas é, no plano teórico, uma caricatura do marxismo e sua adulteração filistina, já no plano político-prático significa entregar a causa da revolução nas mãos da burguesia, que inevitavelmente se afastará da realização consequente da revolução.

[DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, p.133]

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos um texto de Lênin sobre Marx publicado em Marx pelos marxistas, a apresentação de Reconstruindo Lênin, biografia intelectual escrita por Tamás Krausz, e um capítulo do livro de György Lukács sobre o revolucionário russo.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Vladímir I. Lênin

Karl Marx (breve esboço biográfico e uma exposição do marxismo)


Tamás Krausz

Reconstruindo Lênin


György Lukács

Lênin: um estudo sobre a unidade de seu pensamento

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro, que contou com a participação de João Quartim de Moraes, Gianni Fresu e Marly Vianna, um vídeo sobre a vida e a obra do revolucionário apresentado por Marly Vianna, uma aula de Augusto Buonicore sobre a teoria da revolução em Lênin e, por fim, o filme O encouraçado Potemkim, que ajuda a compreender o contexto histórico em que o livro do mês foi escrito.

Para aprofundar…

Uma compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Reconstruindo Lênin: uma biografia intelectual, de Tamás Krausz

O Estado e a revolução, de Vladímir Lênin

Cadernos filosóficos, de Vladímir Lênin

O que fazer?, de Vladímir Lênin

Imperialismo, estágio superior do capitalismo, de Vladímir Lênin 

Democracia e luta de classes, de Vladímir Lênin

Manifesto Comunista/ Teses de Abril, de Friedrich Engels, Karl Marx, Vladímir Lênin

Lênin, de György Lukács

Marx pelos marxistas, organização de André Albert

As armas da crítica: antologia do pensamento de esquerda, organização de Ivana Jinkings e Emir Sader

Ontocast: #61 – Estratégia e tática em Lênin, com Hian Sousa, Ricardo Pazello e Pedro Pistelli, maio 2022.

Ontocast: Edição Extra – A ontonegatividade da política em Lênin, com Gabriel Carvalho, Hian Sousa e Antonio Carlos Mazzeo, abril 2022.

Revolushow: #119 – Memórias de Lênin, com Zamiliano, Cauê Goulart e Marcelo Bamonte, jul. 2021.

Revolushow: #76 – O pensamento de Lênin, com Diego Miranda, Samara Marino e Giovana Arada, jun.2020.

Revolushow: #72 – Comentando “O Que Fazer?” de Lênin, com Zamiliano, Larissa Coutinho, Diego Miranda, Jones Manoel e João Carvalho, maio 2020.

Revolushow: #19 – Reconstruindo Lênin, com Diego Miranda, Samara Marino e Giovana Arada, jun. 2020.

Feminismo e marxismo: #72 – Feminismo em Lênin, com Diana Assunção, Lina Handam e Simone Ishibash, out. 2021.

Imperialismo, estágio superior do capitalismo e os debates atuais, com Tatiana Berringer, Rondó da Liberdade, 2020.

O marxismo de Lênin, com Marly Vianna, TV Boitempo, 2020.

Lênin: 150 anos de um líder revolucionário, com Virgínia Fontes, Jones Manoel e Fábio Palácio, TV Boitempo, 2020.

O legado de Lênin, com Virginia Fontes, Tutaméia TV, 2020.

Tutaméia analisa legado de Lênin, com João Quartim de Moraes, Tutaméia TV, 2020.

A teoria da revolução em Lênin, com Augusto Buonicore, TV Boitempo, 2019.

O Estado e a Revolução, com Antonio Carlos Mazzeo, TV Boitempo, 2019.

Lênin, o Estado e Revolução, com Tariq Ali, TV Boitempo, 2017.

O pensamento de Lênin, com Tariq Ali, Virgínia Fontes e Marly Vianna, TV Boitempo 2017.

Lênin, o imperialismo e as guerras, com Domenico Losurdo, TV Boitempo, 2015.

V. I. Lênin (22/4/1870 – 21/1/1924), a luta pelo poder revolucionário e as ‘esquerdas’ no Brasil de hoje“, por Anita Prestes, Blog da Boitempo, abril 2022.

O Estado e a Revolução de Vladmir Lenin“, por Ralph Miliband, Jacobin, jan. 2022.

O Lênin Internacionalista: autodeterminação e anticolonialismo“, por Vijay Prashad, Lavra Palavra, set. 2021.

Os dez anos de O Estado e a revolução de Lenin“, por Evgeni Pachukanis, Lavra Palavra, out. 2021.

O legado de Vladimir Lenin: uma entrevista com
Tariq Ali
“, Jacobin, abril 2021.

O Pensamento Político de Lênin“, por Florestan Fernandes, Lavra Palavra, maio 2021.

“Lênin continua insuperável, por Virgínia Fontes, Blog da Boitempo, maio 2020.

A filosofia revolucionária de Lênin“, por Gianni Fresu, Blog da Boitempo, jul. 2018.

“Lênin e a teoria do Estado proletário“, por Marly Vianna, Blog da Boitempo, jul. 2017.

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