Guia de leitura | ADC#17

A questão comunista
Domenico Losurdo

Guia de leitura / Armas da crítica #17

A caixa de março do Armas da crítica traz uma obra póstuma do teórico que fez Caetano Veloso ser “menos liberalóide”. Em A questão comunista: história e futuro de uma ideia, Domenico Losurdo confronta as várias tendências políticas que estabeleceram algum nível de diálogo com o movimento comunista mas que, de uma forma ou de outra, buscaram diferenciar-se, dada a atribuição de uma carga indesejável à palavra “comunista”.

Em diálogo com autores contemporâneos, Losurdo estabelece uma linha de continuidade entre o pensamento de Marx e Engels e os desdobramentos desse movimento, tanto na Revolução Russa de 1917 quanto nas lutas anticoloniais do século XX.

A entrevista de Anita Prestes à Margem Esquerda e a introdução de seu livro Viver é tomar partido complementam as discussões sobre o comunismo em um mês marcado pelos 100 anos do PCB e pelas comemorações do 8 de março.

autor Domenico Losurdo
tradução Rita Matos Coitinho
introdução Giorgio Grimaldi
orelha Marcos Aurélio da Silva
edição Pedro Davoglio
diagramação Antonio Kehl
coordenação de produção Livia Campos
capa Maikon Nery
páginas 216

Quem foi Domenico Losurdo?

Domenico Losurdo nasceu em 14 de novembro de 1941 em em Sannicandro de Bari, no Sul da Itália. Doutorou-se com uma tese sobre Karl Rosenkranz e foi professor de História da Filosofia na Universidade de Urbino.

Intelectual e militante comunista, voltou-se para o estudo de filósofos alemães como Kant, Hegel, Nietzsche e Heidegger. Após o fim da União Soviética, no início dos anos 1990, dedicou-se a quatro eixos centrais de pesquisa com análises eruditas e afiadas: a crítica do liberalismo, o balanço das experiências socialistas, a crítica do imperialismo e do colonialismo, e a crítica do marxismo ocidental. Faleceu em 28 de junho de 2018, deixando uma obra que marcou profundamente o marxismo do século XXI.

Pela Boitempo, publicou A linguagem do império (2010), A luta de classes (2015), Guerra e revolução (2017), O marxismo ocidental (2018), Hegel e a liberdade dos modernos (2019), Colonialismo e luta anticolonial (2020) e A questão comunista (2022).

“É uma questão de desenvolvimento intelectual. Uma questão de você ser avisado de certos aspectos da argumentação racional a respeito da experiência social e histórica que foi inevitável para mim acontecer por causa do contato com Domenico Losurdo através de Jones Manoel.”

CAETANO VELOSO

– EM RESPOSTA A PEDRO BIAL SOBRE POR QUE HOJE É “MENOS LIBERALÓIDE”

O tema do progressismo histórico

A questão comunista, livro póstumo de Domenico Losurdo organizado por Giorgio Grimaldi, recoloca no centro do debate marxista – e da esquerda em geral − o tema do progressismo histórico encarnado pelo desenvolvimento das forças produtivas. A rigor, trata-se, entre outros, de um ajuste de contas com as teorias do “decrescimento feliz” (Serge Latouche) e do “convivialismo” (Alain Caillé), que hoje animam o ecologismo de vestes liberais.

Central no argumento é a ideia de que o desenvolvimento das forças produtivas não se opõe à proteção do meio ambiente, mas é condição para pôr em discussão a gravidade da crise ambiental que hoje nos ameaça. Aqueles que têm uma visão vulgar da categoria de forças produtivas não deixarão de se surpreender com essa tese. Mas assim como Marx e Engels, Losurdo é muito consciente da noção hegeliana de que a natureza pertence à história, e exatamente por isso não se deixa enganar por definições fáceis desta categoria.

Marcos Aurélio da Silva

Professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, com estágio de pós-doutorado em Filosofia Política na Università degli Studi di Urbino (Itália).

“Losurdo nos convida a uma crítica do comunismo como simples ‘ideário da evasão’: sem aderir à fórmula segundo a qual ‘o movimento é tudo, o fim é nada’, a atualidade de sua posição está em conseguir entrelaçar-se às ‘lutas reais’ ou, como diriam Marx e Engels, às lutas ‘contra o atual estado de coisas’.”

MARCO AURÉLIO DA SILVA

Um balanço do movimento comunista

A história do movimento comunista é analisada por Losurdo por meio dos sucessos, das derrotas, dos dilemas, da conflitualidade interna, das questões em aberto, mantendo o resultado alcançado em O marxismo ocidental e estendendo-o a todo o campo do marxismo: a máxima atenção à gestão concreta do poder em cada situação histórica determinada no tempo e a visão de conjunto – a totalidade.

Já sabemos que nem todo marxismo reserva a atenção ou pelo menos a consideração necessária a esses dois elementos, que, instituídos em O marxismo ocidental, animam e permeiam a obra de Losurdo ao longo de toda a sua evolução.

Agora, em A questão comunista, Losurdo relaciona suas reflexões sobre marxismo, liberalismo, socialismo e suas combinações para elaborar um balanço dos resultados do movimento comunista e indicar os frutos positivos a serem reivindicados e as lacunas, os limites a serem superados por meio da aquisição crítica das lições do liberalismo e do liberal-socialismo.

Giorgio Grimaldi na introdução de A questão comunista

A questão comunista – eis por que repensar o marxismo hoje – elucida e discute (e abre para discussão) uma série de elementos que servem não para imaginar, sonhar, desejar ‘uma sociedade pós-capitalista e pós-imperialista’, mas para ‘construí-la’.”

GIORGIO GRIMALDI

Antitotalitarismo

O mínimo que se pode dizer é que os dois monstros totalitários não são tratados do mesmo modo. Fundada no curso da ofensiva neoliberal e neocolonialista, a doutrina do Estado antitotalitário visa atingir, antes de mais nada, as ideias comunistas, o movimento que inspirou e alimentou a luta pelo Estado de bem-estar e contra o domínio colonial. Quem pretende retomar essa luta não pode deixar de se referir ao comunismo; mas, no nível moral e político, é legítimo reivindicar o legado crítico de um movimento criminalizado por um antitotalitarismo que agora ascendeu a doutrina do Estado? […]

A doutrina antitotalitária tende a afirmar-se por leis próprias, enquanto no plano científico se torna cada vez mais evidente “o desgaste do paradigma totalitário”. Sim, eminentes historiadores de diferentes orientações são obrigados a registrar esse desgaste a partir da própria concretude da pesquisa histórica.

A atual teoria do totalitarismo fabulou uma sociedade liberal-democrática que se desenvolveu sob a bandeira do Estado de direito, mas que foi então atacada, de forma repentina e misteriosa, primeiro pelo monstro totalitário soviético e depois pelo monstro totalitário nazista, ambos caracterizados em todo o curso de sua existência por uma ditadura terrorista e onipresente, mas ambos finalmente derrotados, o segundo em 1945 e o primeiro em 1991. Quão longe essa historieta edificante está da realidade histórica!

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.31-33]


“Sejamos claros: a perseguição anticomunista no Ocidente liberal ou promovida por ele é tudo menos uma novidade. […] A perseguição anticomunista não é realizada em defesa da segurança, mas da memória das vítimas. O crime de comunismo é, mais claramente do que nunca, um crime de opinião.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.28]

Utopia e utopia realizada

Aqueles que zombam do programa revolucionário que visa a derrubada das relações capitalistas de produção como a pretensão de construir uma espécie de paraíso terrestre são por sua vez acusados por Marx de apresentar a sociedade burguesa existente como o paraíso terrestre! A utopia reprovada a Marx consiste em ter evocado “uma ordem de coisas em que não haverá mais classes ou antagonismo de classes e as evoluções sociais deixarão de ser revoluções políticas”; a utopia realizada (típica dos ideólogos burgueses) consiste em dar como já existente essa “ordem das coisas”.

É verdade, o entusiasmo pelo novo mundo a ser construído às vezes turva a clareza de julgamento a ponto de fazer perder de vista a complexidade e a longa duração de certos processos históricos: os tempos de mudança moral são mais longos do que os da transformação política. O fato é que, ao agitar o tema do novo homem, Marx, Engels e o movimento comunista questionaram radicalmente as relações sociais fundadas na mais brutal opressão e que, não obstante, eram tidas pela ideologia dominante como naturais e eternas.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.62]

“Após conquistas políticas e sociais e o desenvolvimento das forças produtivas ocorridos nos séculos XIX e XX, a erradicação da miséria em massa de utopia se transformou em um projeto político concreto.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.49]

.

O desenvolvimento das forças produtivas

Um papel essencial foi desempenhado pelo prodigioso desenvolvimento das forças produtivas. Graças a elas, já não faz sentido olhar para uma paisagem alpina como um mundo de penúria e miséria, um mundo que, dada também a distância dos locais de socialização e difusão da educação e da cultura, empobrece as próprias relações sociais e torna muito dificultoso ou impossível o desenvolvimento da individualidade humana.

O novo homem de fato evocado e invocado pelo movimento ecológico, o novo homem que respeita florestas, bosques, pradarias, paisagens alpinas, em vez de transformá-los em áreas agrícolas para a produção de alimentos, que respeita a fauna ou as espécies raras em vez de abatê-las para enriquecer sua alimentação e seu vestuário, o novo homem que, em comparação com o passado, desenvolveu uma sensibilidade completamente diferente da paisagem urbana e rural, não poderia sequer ser concebível sem o desenvolvimento das forças produtivas.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.63]

“Marx chama a ir além do sistema capitalista para alcançar uma ordem caracterizada não só por uma distribuição mais equitativa, mas também e em primeiro lugar por um maior desenvolvimento das forças produtivas e da riqueza social.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.63]

.

O respeito à natureza e o desenvolvimento da riqueza social

Há plena consonância entre duas palavras de ordem aparentemente contraditórias: desenvolvimento da riqueza social, de um lado, e, do outro lado, respeito à natureza. E isso por duas razões: primeiro, a destruição ou esgotamento dos recursos naturais é sinônimo não de aumento, mas de redução da riqueza social; segundo, poluir e tornar o meio ambiente insalubre também significa comprometer aquele recurso e “força natural” que é a “força de trabalho humana” e que, por si só, torna possível o desenvolvimento das forças produtivas e da riqueza social.

A destruição capitalista das forças produtivas e dos recursos humanos estão intimamente interligadas; na verdade, constituem uma unidade. “A maior força produtiva” é o proletariado, a “própria classe revolucionária”; forçar trabalhadores a morrerem prematuramente, em decorrência da sobrecarga de trabalho e de uma vida de miséria ou de meio ambiente degradado, também significa minar a riqueza social.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.64]

“Nas classes subalternas, a moralidade austera tende a transformar-se de meio de sobrevivência em ideal em si: o sacrifício e a renúncia aos bens de consumo e à satisfação sexual acabam se transfigurando em valores irrenunciáveis, a penúria e a fadiga se configuram como o lugar da excelência moral, da qual são por definição excluídos os privilegiados, aqueles que podem desfrutar de abundância e facilidades.”

[[A QUESTÃO COMUNISTA, p.128]

.

Comunismo e populismo

Ainda que assumindo uma configuração menos explícita, o populismo ou mesmo a tentação populista fizeram-se sentir com frequência no interior do movimento comunista. É um fenômeno que se torna evidente já logo depois da Revolução de Outubro. O chamado “comunismo de guerra”, aquele que Gramsci chama de “coletivismo da miséria e do sofrimento” e Trótski de “miséria socializada”, a repartição mais ou menos igualitária da penúria e até mesmo da fome, ao invés de ser considerada uma medida extraordinária ditada por uma situação desesperada e sem saída, acaba por ser transfigurada em sinônimo de resistência às seduções burguesas do luxo e do supérfluo, bem como do apego aos valores autênticos em nome da moderação e da austeridade, em última instância como sinônimo de excelência moral e plenitude espiritual. […]

Todavia, mesmo setores não desprezíveis do movimento comunista na Rússia e no exterior estavam fascinados pelo “bruto igualitarismo” e pelo “ascetismo universal” criticado pelo Manifesto comunista. É um texto que de modo quase profético sublinha: “nada é mais fácil que recobrir o ascetismo cristão com um verniz socialista”.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.131]

“O desenvolvimento do movimento comunista é a história de um confronto recorrente, mas nunca realmente decisivo, com o populismo. Os comunistas tiveram que competir com movimentos e partidos que também se empenharam em lutas de emancipação, mas a partir de uma plataforma ideológica e política diferente e de cunho claramente populista.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.131]

.

Do socialismo utópico ao socialismo científico

Precisamente como expressão de classes e povos situados em posição privilegiada ou dominante, o liberalismo é amplamente imune ao populismo e ao messianismo; nesse sentido, os movimentos de emancipação social e nacional podem e devem aprender com ele, mas, obviamente, não para renegarem a si próprios, e sim para alcançar maior maturidade e eficácia.

Porém, depois das tragédias do século XX e da derrota sofrida pelo socialismo no Leste Europeu, não são poucas as vozes que nos convidam a retornar à utopia e, portanto, a nos apegar a uma tradição de pensamento que é afetada tanto pelo messianismo (imagina-se um futuro luminoso absolutamente livre de contradições e conflitos), quanto pelo populismo (livrando-se do Estado e das superfluidades políticas e tendo a oportunidade de se expressar em sua excelência moral espontânea, o povo pode finalmente construir um reino de paz e justiça). São convites que nos impelem a seguir o caminho, então teorizado e estimulado por Engels, do socialismo utópico ao socialismo científico.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.162]

“Além de não ser a recuperação da inocência perdida e de ter um conteúdo um tanto vago e indefinido, a conclamação ao retorno ao socialismo utópico é uma empreitada quixotesca: não podemos voltar ao passado, em hipótese alguma podemos ser capazes de nos despojar do conhecimento científico e histórico adquirido do decurso do tempo.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.167]

.

Por uma ciência que não sirva ao capital

A gravidade da crise ecológica do presente não é um motivo para se olhar para o passado com os olhos marejados ou com lágrimas de arrependimento sem sentido e, em qualquer caso, impotente, mas para acelerar o planejamento e a realização do futuro.

O prodigioso desenvolvimento contínuo de energias renováveis que não necessitem de combustíveis fósseis (limitados e altamente poluentes) demonstra mais uma vez que os avanços da tecnologia, essa “força do saber objetivada” humana, identificada e celebrada por Marx, contêm um potencial efeito prodigioso de libertação, tanto no que diz respeito às relações sociais como no tocante às relações entre o homem e a natureza. Só que esse resultado está longe de ser óbvio. Na verdade, será inatingível enquanto a “ciência” continuar a ser obrigada “a servir ao capital”.

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.139]

“Nascido no decorrer da luta contra a Primeira Guerra Mundial, o movimento comunista deve estar na primeira fileira, unido e cerrado, na luta pela defesa da paz; e, atento à sua história, deve estar também na primeira fila, unido e cerrado, na luta em defesa da nova etapa da revolução anticolonial mundial.”

[A QUESTÃO COMUNISTA, p.196]

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos o prefácio de O marxismo ocidental, a apresentação de Losurdo no evento dos 100 anos da Revolução Russa e o prólogo de Caetano Veloso para Colonialismo e luta anticolonial.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Domenico Losurdo

O que é o marxismo ocidental?


Domenico Losurdo

Stálin e Hitler:
irmãos gêmeos ou inimigos mortais?


Caetano Veloso

Prólogo de Colonialismo e luta anticolonial

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado de A questão comunista, com Jones Manoel, Marcos Aurélio Silva, Rita Coitinho e Gustavo Gaiofato (mediação), uma aula de introdução a Domenico Losurdo com Jones Manoel e um vídeo do próprio Losurdo comentando sobre o comunismo e a democratização do Ocidente.

Para aprofundar…

Uma compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Ontocast: Especial Domenico Losurdo – um balanço de sua contribuição (Parte 1), com Gabriel Carvalho, Ciro Domingos, Rômulo Caires e André Brandão, nov. 2020.

Ontocast: Especial Domenico Losurdo – um balanço de sua contribuição (Parte 2), com Gabriel Carvalho, Ciro Domingos, Rômulo Caires e André Brandão, nov. 2020.

Navio dos loucos: #20 -Contra-história do liberalismo, com Mateus Gusmão, Douglas Coutinho e Matheus Viug, out. 2020.

Revolushow: 90 – A obra de Domenico Losurdo, com Zamiliano, Larissa Coutinho, Jones Manoel, Diego Miranda e João Carvalho, set. 2020.

Grupo de Estudo Pedro Pomar: Losurdo, Gandhi e a violência, jul. 2020.

Jones Manoel: A análise de Domenico Losurdo sobre a China, mar. 2020.

Revolushow: 21- Domenico Losurdo e o marxismo ocidental, com João Carvalho, Diego Miranda e Marina Machado de Magalhães Gouvea, ago. 2018.

Por que ler Losurdo?, com Jones Manoel, TV Boitempo, 2020.

Losurdo explica: nazismo, fascismo e comunismo, com Domenico Losurdo, TV Boitempo, 2020.

O que é revisionismo histórico?, com Domenico Losurdo, TV Boitempo, 2021.

Os comunistas e a revolução anticolonial mundial, com Domenico Losurdo, TV Boitempo, 2021.

Lutas de classes hoje, com Domenico Losurdo, André Singer e Ruy Braga, TV Boitempo, 2016.

Colonialismo e luta anticolonial, Domenico Losurdo por Jones Manoel, TV Boitempo, 2021.

A análise de Domenico Losurdo sobre a China, com Jones Manoel, Jones Manoel, 2020.

Jones Manoel explica a obra de Domenico Losurdo, TV247, 2020.

A vida de Trótski, com Esteban Volkov, Domenico Losurdo e Osvaldo Coggiola, TV Boitempo, 2018.

Domenico Losurdo“, por Marco Aurélio da Silva, A Terra é Redonda, jul. 2021.

Domenico Losurdo e a luta anticolonial“, por Marina Machado Gouvêa, Blog da Boitempo, jan. 2021.

O Hegel de Losurdo“, por Gianni Fresu, Blog da Boitempo, ago. 2019.

Domenico Losurdo: crítico impertinente do liberalismo, defensor impenitente do comunismo“, por Israel Souza, Blog da Boitempo, jul. 2018.

Como nasceu e como morreu o ‘marxismo ocidental’“, por Domenico Losurdo, Blog da Boitempo, jun. 2018.

Oriente e Ocidente: do cristianismo ao marxismo“, por Domenico Losurdo, Blog da Boitempo, jun. 2018.

A Revolução Russa e o revisionismo histórico“, por Domenico Losurdo, Blog da Boitempo, ago. 2017.

Losurdo e a atualidade da luta de classes”, por Miguel Urbano Rodrigues, Blog da Boitempo, ago. 2017.

%d blogueiros gostam disto: