Douglas Barros: "O trabalho intelectual, que se dissocia do trabalho braçal, é apenas uma das contradições que dirige o processo no qual as sutilezas metafísicas da mercadoria governam o inconsciente geral." [...]
Bruna Della Torre: "O romance anuncia um tipo. Uma boemia pseudo-progressista, branca, masculina e heterossexual que pode até não ter votado em Bolsonaro, mas que passa ao largo da história política do país." [...]
A historiadora Anita Prestes comenta o livro “Militares e Maragatos em armas: as revoltas tenentistas de 1924 e a formação da Coluna Prestes no Rio Grande do Sul”, de Amilcar Guidolim Vitor. [...]
Douglas Barros: "Contra o discurso anti-intelectual, que grassa no submundo das redes interconectadas e ganha coro nas fileiras da esquerda, já dizia um dos maiores intelectuais orgânicos do mundo: “nem tudo que brilha é relíquia nem joia!”. [...]
Boaventura de Sousa Santos: "A tentativa de golpe de 8 de janeiro alterou profundamente as prioridades do presidente Lula. Dado o agravamento da crise social, a agenda do presidente estava destinada a privilegiar a área social. De repente, a política de segurança impôs-se com total urgência." [...]
Bruna Della Torre: "A questão da 'pílula vermelha' expõe um paradoxo que me parece central no entendimento do bolsonarismo: como pode um movimento tão fora da realidade, embriagado em teorias da conspiração, achar que sua leitura paranoica e projetiva da realidade – para não dizer delirante – é, no final das contas, pós-ideológica?" [...]
Douglas Barros: "A questão é que inclusão, naquilo que está posto, roubou de nós a possibilidade daquilo que não está aí, de um outro mundo possível, agora reivindicado com armas ou gritos pela extrema-direita, não só no Brasil como no mundo como um todo." [...]
Maria Orlanda Pinassi e Gisele Sifroni: “Se o Capitólio foi a memória imediata para Brasília desse início esquizofrênico de 2023, o Reichstag de Berlim (1933) e as Torres Gêmeas de Nova Iorque (2001) remetem aos ardis que a história prepara para legitimar ações de governanças não absolutamente seguras no poder." [...]
Marcos Barreira: "Durante o governo Bolsonaro, a ruptura institucional foi lenta, progressiva, sem golpe de força. Após a derrota eleitoral, ela veio como uma última jogada desesperada. Um movimento fraco e até com aspectos delirantes de uma “realidade paralela”; mas o potencial de escalada desse fanatismo não pode ser subestimado." [...]