Artigos por Boitempo

Manuscrito seminal de Marx e Engels completa 180 anos: por que ler hoje “A ideologia alemã”? 

06/02/2026 // 1 comentário

Maurício Vieira Martins: "Distanciando-se de uma história das ideias desencarnada, ou mesmo de uma historiografia apenas política, 'A ideologia alemã' aponta com firmeza para a importância da produção material da nossa existência, condição básica para que outras atividades humanas — como fazer política ou dedicar-se à filosofia — sejam desenvolvidas." [...]

“Pluribus” e o poder da divisão

05/02/2026 // 1 comentário

Slavoj Žižek: "Na virada de 2025 para 2026, um aplicativo morbidamente chamado 'Are You Dead' tomou conta da China ao explorar a insatisfação e solidão generalizadas que assolam a juventude. Tamanha repercussão reflete uma tendência que pode ser identificada de formas diferentes em todo o mundo: o crescente número de pessoas que moram sozinhas e muitas vezes sentem-se isoladas ou enfrentam dificuldades para manterem seu bem-estar. Penso que é essa mesma tendência que está no plano de fundo do grande sucesso da série Pluribus." [...]

Rojava: um obstáculo central à nova ordem no Oriente Médio

04/02/2026 // 1 comentário

Giovanna Vial: "Hoje, Rojava enfrenta sua maior ameaça desde a derrota do Estado Islâmico. A sua derrocada não apenas encerraria um dos projetos mais consistentes de democracia na região, como também abriria espaço para a reedição de velhos pretextos — entre eles, o ressurgimento da ameaça jihadista —, em nome de uma nova rodada de intervenções externas." [...]

Contra Douglas Barros

03/02/2026 // 2 comentários

Heloísa Gusmão e Mateus J. J. Paulo Filho: "Ao mobilizar referências clássicas do materialismo histórico-dialético, Barros reinscreve o debate sobre raça e cultura no interior da economia política. Por outro lado, a aposta radical na primazia da mediação racional tende a subestimar o papel contraditório que formas simbólicas, religiosas e identitárias desempenham concretamente na constituição efetiva das lutas populares." [...]

O retorno à política de força e o fim da ilusão multilateral: como um mundo conflagrado abre caminho para a política da extrema direita

03/02/2026 // 1 comentário

Estevão Rafael Fernandes: "Emerge daí uma nova forma de autoritarismo adaptada ao século XXI, focada no controle de recursos escassos (como água, minerais, terras aráveis) e na exclusão violenta de migrantes climáticos. Sua legitimação não se baseia primariamente em mitologias raciais ou projetos imperiais explícitos, mas na promessa de proteção em um mundo percebido como caótico." [...]

No limiar do fim dos tempos: Walter Benjamin, messianismo e fascismo

31/01/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "É nesse ponto que a ideia de um 'fascismo do fim dos tempos', discutida por Naomi Klein, ganha relevância. O caráter apocalíptico do fascismo contemporâneo é uma variação desse mesmo problema: não se trata de distinguir entre setores progressistas ou reacionários das diferentes religiões, mas de analisar como a política assume uma forma religiosa, estruturando o tempo e definindo seus inimigos." [...]

Os grevistas de Minneapolis 

30/01/2026 // 1 comentário

Ruy Braga: "Ao longo da história, tanto governos republicanos quanto democratas administraram a imigração de trabalhadores com base em critérios racializados, orientados sobretudo pelas exigências econômicas de gestão da chamada superpopulação relativa. A política migratória cumpriu simultaneamente a função de sustentar diferentes regimes de acumulação e de disciplinar o valor dos salários pagos aos trabalhadores 'nacionais'." [...]

Além do anticomunismo: as afinidades seletivas entre liberais e fascistas

28/01/2026 // 1 comentário

Marcelo Godoy apresenta "Fascismo e liberalismo: afinidades seletivas", livro do mês do clube de leitura Armas da Crítica: "Os liberais italianos do século XX, como bem demonstra Alvaro Bianchi, não opunham a liberdade à autoridade; antes, acreditavam que sem Estado não haveria liberdade, pois esta dependeria da autoridade. Não foi só o pânico da onda vermelha que levou os liberais a Mussolini." [...]

“⁠Quem nunca passou por uma encruzilhada não sabe escolher caminhos”: Nego Bispo em perspectiva 

26/01/2026 // 1 comentário

Camila Galetti e Sandra Sena respondem ao texto de Douglas Barros, "Contra Nego Bispo": "A vivência, em Bispo, não é experiência individual isolada, mas sim coletiva, territorializada e historicamente produzida pela exclusão colonial. Ao desqualificar a vivência como categoria, nos perguntamos: o que caracteriza um 'pensamento' e quem o legitima? estar na 'academia'?" [...]