Artigos por Boitempo

O lugar de Marx e Engels na modernidade: raça, colonialismo e eurocentrismo

31/07/2020 // 1 comentário

Por Jones Manoel / "O materialismo histórico, na época de Marx e Engels, não combatia apenas o idealismo e outras formas filosóficas burguesas. Batia de frente com as teorias racialistas. O marxismo, antes de qualquer “adaptação nacional” nos países dependentes, coloniais e semicoloniais da África, Ásia ou América Latina e Caribe, já estava inclinado a transformar-se numa indispensável arma na luta antirracista e anticolonial." [...]

Marxismo, liberalismo e a questão racial no Brasil

30/07/2020 // 1 comentário

Carlos Eduardo Martins / "Acho compreensível e legítimo que haja um movimento negro burguês. A grande diferença entre brancos e negros no Brasil não está em sua distribuição na classe trabalhadora, mas na sua distribuição na classe dominante. Todavia, é preciso saber qual é a real bandeira política de cada uma e cada um, o que queremos apoiar e até onde." [...]

#BrequeDosApps: enfrentando o uberismo

25/07/2020 // 6 comentários

Por Ruy Braga e Marco Aurélio Santana / "A generalização do uberismo e tudo o que ele significa em termos de precarização da vida e do trabalho não se restringe ou restringirá à categoria dos entregadores e entregadoras. Trata-se, como bem reparou Paulo "Galo" Lima, dos Entregadores antifascistas, do projeto do capital para a classe trabalhadora como um todo. Há muito em jogo nessas dinâmicas. Por isso, o breque merece toda nossa solidariedade ativa." [...]

Žižek: A dialética paralisada da pandemia

20/07/2020 // 3 comentários

Nossa vida social não está paralisada por estarmos tendo que obedecer a regras de isolamento social e quarentena – nesses momentos de aparente paralisia, as coisas estão mudando radicalmente. A rejeição ao lockdown é na verdade uma rejeição à mudança. [...]

O meteoro

15/07/2020 // 1 comentário

O pequeno livro de Žižek sobre a pandemia revela como o projeto de atualizar a ideia do comunismo não pode prescindir de um confronto com as contingências irracionais (os “meteoros”) que emergem a cada nova crise da sociedade capitalista — contingências essas que abrem, certamente, novos potenciais solidários, mas também colocam, como hoje, novos perigos. [...]