István Mészáros, um clássico do século XXI

É o humanismo corajosamente radical e libertário de Mészáros que define o caráter clássico da sua obra. Sua grandeza reside no fato de ser precisamente assim em pleno século XXI, uma época marcada por tantas e tão profundas misérias, todas potencialmente destrutivas e desumanizadoras. Tal firmeza de caráter resulta, enfim, de um longo comprometimento que nosso autor escolheu estabelecer, por toda a vida, com a luta pela emancipação e por um desenvolvimento harmônico e integral para a humanidade.

Por Maria Orlanda Pinassi.

Um clássico é um livro que vem antes de outros;
mas quem leu antes os outros e depois lê aquele,
reconhece logo o seu lugar na genealogia.
Ítalo Calvino, Por que ler os clássicos

Não há similar histórico para tantos e tão graves problemas clamando por soluções urgentes. Ironicamente, não há precedente mais favorável ao ideário que postula a perpetuação do sistema vigente do capital. Percorrendo a dinâmica dessa poderosa ideologia através do próprio desenvolvimento capitalista, constatamos que, desde as suas origens no liberalismo clássico até hoje, suas formas de expressão mudaram consideravelmente. Da raiz revolucionária brotou a otimista substância apologética mais condizente à consolidação e à reprodução das necessidades materiais do sistema em sua fase de ascendência histórica. Mais recentemente, a apologia do capital, como moto-perpétuo da história, ganhou novos adeptos que se entregam resignadamente aos imperativos incontroláveis do capital em sua fase de descendência histórica. Todos, afinados, declaram que não há alternativa para o sistema. Não surpreende que, à mesma medida que a crise se agrava, sobram ideólogos que se dispõem a criar, ou simplesmente adotar, as fabulosas teses do “fim”: “fim da luta de classes”, “fim do trabalho”, “fim das ideologias”, “fim da história”. Mais recentemente, alguém decidiu decretar o fim da “era econômica”1.

Poderíamos dizer com isso que a decadência ideológica, iniciada na agudização das contradições do sistema, e que se manifestou já nas lutas de 1848, reconcilia-se, enfim, com a sua decadência histórica ou a impossibilidade de recompor sequer minimamente algum equilíbrio à total instabilidade, movida por contradições permanentemente criadas, sempre insolúveis e agravadas do sistema que vive seu momento mais dramático: a crise estrutural do sistema de metabolismo social do capital.

Quem diz isso é o filósofo húngaro István Mészáros na mais poderosa peça de sua obra, o livro Para além do capital: rumo a uma teoria da transição, composto durante 25 anos de reflexão sobre o mundo contemporâneo. A originalidade de sua leitura sobre a atual fase de reprodução social imposta pelo capital advém de uma investigação histórica rigorosa e de uma implacável crítica das principais ideias que sediaram fatos e perspectivas teóricas. Para isso, Marx e Engels, Rosa Luxemburgo, Gramsci e Lukács foram e continuam sendo os mediadores mais importantes de suas análises no sentido de uma perspectiva radicalmente emancipatória.

Mészáros obstina-se a atualizar o nexo categorial marxiano, o que lhe permite compor a mais aguda e radical crítica do capital desde Marx, constituindo um conjunto de teses polêmicas algumas, instigantes todas elas. A premissa fundante de suas próprias formulações vem, assim, de Marx, que considerou o capital uma categoria antediluviana. Mészáros assume essa dimensão trans-histórica do capital, que se confirma na extrema capacidade de assegurar o prolongamento da sua natureza mais profunda – a subsunção do trabalho – sobre as mais variadas formas particulares da história.

Os fatos do século XX, analisados em Para além do capital com base em rigoroso detalhamento de informações, ilustram aquela tese de que se o capital preexistiu – na forma de capital mercantil, por exemplo – e se realiza sob a sua forma histórica mais perfeita até os dias de hoje – o capitalismo –, pode muito bem subsistir a ele, como demonstrou a experiência soviética, que, mesmo baseando-se na expropriação dos expropriadores e na eliminação jurídico-política da propriedade, manteve intactas algumas formas constitutivas do controle do capital, exercido ali pelo Estado e não pelo capitalista privado. A mais importante delas teria sido a manutenção da subsunção real do trabalho ao capital.

O modo de controle do capital não tem, porém, fundamento abstrato nem se pode instituir como simples relação de titularidade legal. Como uma relação social, ele é exercido por meio da sua incompatibilidade ontológica com qualquer ordem de conciliação entre capital e trabalho. Para exercê-lo, as várias facetas assumidas pelo capital em suas necessidades contingentes impõem a constituição igualmente necessária das personificações que lhe dão materialidade:

Os capitalistas particulares e os trabalhadores individuais nele funcionam apenas como personificações do capital e do trabalho e têm de sofrer as consequências da dominação e subordinação implícitas na relação entre as personificações particulares e o que está sendo personificado. A lei do valor, por exemplo, que regula a produção do valor excedente, “parece infligida pelos capitalistas uns sobre os outros e sobre os trabalhadores – e, por isso, aparece de fato apenas como uma lei do capital atuando contra o capital e contra o trabalho”.2

Ocorre, então, uma contradição ontológica entre o caráter histórico-social do capital e a inteira humanidade, alienada e submetida aos seus ditames cegos. Ou seja,

Seres humanos são, ao mesmo tempo, absolutamente necessários e totalmente supérfluos para o capital. Se não fosse pelo fato de que o capital necessita do trabalho vivo para sua autorreprodução ampliada, o pesadelo do holocausto da bomba de nêutrons certamente se tornaria realidade. Mas, já que tal solução final é negada ao capital, somos confrontados com as consequências desumanizadoras das suas contradições e com a crise crescente do sistema de dominação.3

A constituição de um modo metabólico-social incontrolável explica o fracasso das inúmeras tentativas de controle exercidas tanto pelo pós-capitalismo quanto pelas políticas da social-democracia. Ao adotarem medidas de contenção, as quais Mészáros denomina de linha de menor resistência, impuseram entraves à lógica expansionista do capital, sendo, por isso, varridas da história sem chance de volta.

Sob tal contexto, para Mészáros, nunca foi tão necessária, por mais desfavorável que sejam as condições de sua realização em curto prazo, a construção de uma ofensiva socialista. Para isso, é preciso, antes de qualquer coisa, dar um salto em relação a toda postura defensiva que caracterizou a luta sindical e a luta política como finalidades em si mesmas. Segundo o filósofo, tais instrumentos de ação permanecem necessários à negação do sistema, acima de tudo, como mediações para a afirmação de um modo de controle a partir de uma ordem metabólico-social não antagônica e genuinamente planejável.

A tarefa é árdua. Por isso mesmo, não se espere da obra de Mészáros respostas prontas nem receitas de orientação revolucionária, mas uma convocação urgente para a responsabilidade que os homens têm de assumir, na condição efetiva de sujeitos sociais, o comando da sua própria história.

A síntese in statu nascendi

Pois é o humanismo corajosamente radical e libertário de Mészáros que define o caráter clássico da sua obra. Sua grandeza reside no fato de ser precisamente-assim em pleno século XXI, uma época marcada por tantas e tão profundas misérias, todas potencialmente destrutivas e desumanizadoras. Tal firmeza de caráter resulta, enfim, de um longo comprometimento que nosso autor escolheu estabelecer, por toda a vida, com a luta pela emancipação e por um desenvolvimento harmônico e integral para a humanidade.

É possível localizar um dos momentos iniciais desse processo na publicação, em 1971, na Inglaterra, de A teoria da alienação em Marx4. Na ocasião, o livro teve acolhimento excepcional e, em 18 meses, chegou à terceira edição. O próprio Mészáros atribuíra tal acentuado interesse pela obra a uma série de acontecimentos que “ressaltou de modo dramático a intensificação da crise estrutural global do capital”; consequentemente, a “crítica da alienação parece ter adquirido uma nova urgência histórica”5.

Desde então, muita água moveu o moinho satânico, e o vazio de antíteses capazes de pôr freio em seu pretendido moto-contínuo vem agravando aquele já problemático cenário do início dos anos 1970. O quadro atual, portanto, potencializa a urgência histórica de um enfrentamento decisivo e real contra o poder da alienação, além de renovar a necessidade da crítica constituída na obra de juventude de Marx.

Logo na introdução do livro citado, Mészáros afirma que aquela não é uma crítica meramente conceitual nem subjetiva de um problema tão real e gigantesco como a alienação. Sua abordagem é distinta. Vejamos.

Marx delineia, nos Manuscritos econômico-filosóficos, as principais características de uma nova “ciência humana” revolucionária – por ele contraposta, de um lado, à universalidade abstrata da filosofia e, de outro, à fragmentação reificada e à parcialidade das “ciências naturais” – do ponto de vista de uma grande ideia sintetizadora: “a alienação do trabalho” como a raiz de todo um “complexo de alienações”.

Nessas linhas, Mészáros indica a perspectiva ontológica de sua longa viagem pelo universo marxiano e, por meio dela, afirma o sentido concreto e histórico da totalidade – unidade dialética – composta pelo conjunto das peças escritas por Marx, desde a juventude até a maturidade.

O viés de análise é forte evidência de seu pertencimento a uma linhagem do marxismo – compreensivelmente marginal e numericamente reduzida – empenhada em desfazer a falsidade dilemática que, desde a II Internacional, deprecia e, em não poucos casos, renega as “vacilações idealistas” do jovem Marx, opondo-as à “superioridade do materialismo dialético”. Por isso mesmo, ou seja, por sua absoluta discordância com essa brutal mistificação apologética – oficializada sob Stalin –, Mészáros não perde ocasião para combater as misérias do marxismo instrumental. É ele quem afirma:

As numerosas versões da abordagem tipo “jovem Marx contra velho Marx” (ou o inverso) têm algo em comum. Trata-se de um esforço para opor a economia política à filosofia, ou a filosofia à economia política, e usar a autoridade de Marx em apoio dessa pseudoalternativa. Falando em termos gerais, aqueles que desejam evadir os problemas filosóficos vitais – e de modo algum especulativos – da liberdade e do indivíduo se colocam ao lado do Marx “científico”, ou “economista político maduro”, enquanto os que desejariam que o poder prático do marxismo (que é inseparável de sua desmistificação da economia capitalista) nunca tivesse existido exaltam o “jovem filosófico Marx”. Seria um desperdício do tempo do leitor analisar essas interpretações se elas não fossem significativas ideologicamente.6

Significativamente, o interesse de Mészáros pelos estudos de formação de Marx recaía sobre o importante ponto de inflexão representado pelos Manuscritos: a autoalienação a partir da centralidade do trabalho. Dessa forma, enfrentar o conceito de alienação, tal como aparece ali, significou a oportunidade de compreender as raízes ontológicas de um dos mais graves problemas contemporâneos e, simultaneamente, desvendar o processo de constituição de uma síntese in statu nascendi em estado de formação – como ele gosta de se referir à obra –, a primeira de muitas que formarão um sistema abrangente e coerente de ideias multidimensionais e radicais.

Ainda que não seja a intenção deste breve artigo adentrar o universo conceitual desenvolvido nesse denso estudo de Mészáros, sob o risco de um empobrecimento absolutamente indesejado, seria interessante mencionar ao menos dois aspectos particularmente ricos e essenciais ao processo de apreensão daquela síntese, ambos advindos da dimensão concreta e histórica por meio da qual Marx construiu a sua crítica do idealismo hegeliano e, de quebra, do materialismo de Feuerbach.

O primeiro deles se refere ao redimensionamento de toda a complexidade que envolve o conceito de aufhebung, que, em língua alemã, pode significar “transcendência, supressão, preservação, superação (ou substituição) pela elevação a um nível superior”. Segundo Mészáros, o conceito marxiano do termo é a chave para se compreender a teoria da alienação, e “não o seu inverso”, como erroneamente se supõe. Do mesmo modo, daqui se origina uma das mais geniais análises dos Manuscritos graças à formulação dos conceitos de mediação de primeira ordem – ou “atividade produtiva como tal, fator ontológico absoluto da condição humana” – e mediação de segunda ordem – ou “‘mediação da mediação’ alienada decorrente da propriedade privada, da troca, da divisão do trabalho”7. Baseado nesses pontos de partida, Mészáros pode recompor com muita originalidade a realidade da relação de superação entre Marx e Hegel.

O aprofundamento dos estudos marxianos, ampliados pelo mergulho nos Grundrisse e no Capital, à luz dos fatos mais relevantes e desconcertantes do século XX, comprovou a atualidade dos nexos categoriais constituídos por Marx, despertando e intensificando em Mészáros a necessidade de uma nova síntese sobre o funcionamento cada vez mais crítico do sistema do capital8. Para ele, a própria obra de Marx clamava por isso, porque nela

[…] todo microcosmo é macrocosmo, daí a extraordinária abertura de sua obra. O fato de ser uma obra inacabada não importa, tanto melhor, pois os caminhos abertos são tantos, mas com as direções claramente indicadas. Sempre as dimensões da universalidade entram em qualquer coisa que escreve.9

Não por acaso, o enfrentamento imanente e transcendente dos Manuscritos, materializado no mais que oportuno estudo A teoria da alienação em Marx, constitui a sua própria síntese in statu nascendi. E prova de que esse trabalho foi o pilar básico de um projeto de muito longo prazo pode ser conferida no prefácio à terceira edição em língua inglesa, no qual ele afirma:

Quanto a este volume, amigos e críticos observaram que algumas das principais questões do desenvolvimento socioeconômico da atualidade – examinadas especialmente nos últimos capítulos – exigiriam uma análise um pouco mais sistemática. Embora eu acredite que o quadro de A teoria da alienação em Marx não permitia muito mais do que um tratamento bastante sumário dessas questões pontuais, minha concordância com o conteúdo das críticas não poderia ser mais completa. De fato eu venho trabalhando há vários anos numa investigação detalhada desses tópicos – um estudo que espero concluir e publicar dentro de pouco tempo.10

Com esses pressupostos, István Mészáros vem se dedicando à composição da mais poderosa crítica marxiana contemporânea até aqui desferida contra a ordem sociometabólica do capital. O resultado maior e mais completo desse enorme esforço de síntese pode ser conferido, como dissemos ainda no início deste artigo, em Para além do capital e, considerando que a intenção de realizá-lo tem início ainda na segunda metade dos anos 1960, seus livros mais conhecidos entre nós constituem produtos da sua reflexão mais ampla e profunda sobre os gravíssimos problemas contemporâneos.11

Assim, se nos anos 1970 e início dos anos 1980, o interesse por A teoria da alienação em Marx emanava principalmente do sentido original, imanente e desmistificador das análises perpetradas por um jovem filósofo (Mészáros) à obra do igualmente jovem Marx, poucos podem ter percebido à época que aquela era a gênese de uma síntese ainda mais ampla. Hoje, portanto, esse interesse se amplia significativamente, na medida em que contamos com o benefício de constatar o desenvolvimento de muitos conceitos e ideias ali em germe.

Por essas e muitas outras razões, das páginas de sua obra se origina uma totalidade difícil, mas solidamente construída. Nenhuma de suas partes pode ser considerada monográfica ou atípica no conjunto da obra, nem Mészáros pretendeu imprimir-lhes qualquer “espécie de novidade” em relação a Marx. A sua relação com este, Engels, Lenin, Rosa, Lukács, Gramsci, Bolívar, Mariátegui, Che e tantos outros que o antecederam se inscreve em uma perspectiva de superação e dereconhecimento por poder subir-lhes aos ombros e, com isso, ter a oportunidade histórica de enxergar de modo mais complexo, concreto e rico de mediações o horizonte a ser construído.

Marxista afinado com seu tempo histórico, Mészáros recolhe a inestimável contribuição dos clássicos do marxismo, atualizando-os, porém, conforme as formas contemporâneas de manifestação e realização material e ideológica do sistema do capital. Exatamente por isso, ou seja, pela capacidade de atualizar a teoria segundo os imperativos da história, Mészáros apresenta-se como um genuíno clássico para o marxismo do século XXI, fornecendo-nos elementos decisivos para a crítica e – quiçá – transformação revolucionária do mundo do capital, no momento mesmo em que este assume as suas dimensões mais destrutivas e desumanas.

* Artigo escrito para o volume István Mészáros e os desafios do tempo histórico, organizado por Ivana Jinkings e Rodrigo Nobile, e recuperado aqui no Blog da Boitempo por ocasião do falescimento do filósofo húngaro.

Notas

1 Ver a respeito entrevista concedida por Tony Judt, historiador inglês radicado nos Estados Unidos e autor do comentado livro Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945 (Rio de Janeiro, Objetiva, 2008), ao caderno Mais!, Folha de S. Paulo, 13/9/2009, p. 5-6.
2 István Mészáros, Para além do capital (São Paulo, Boitempo, 2002), p. 203. O trecho citado entre aspas é de Karl Marx, Economic Manuscripts of 1861-63, Marx/Engels Collected Works (MECW), v. 34 (Moscou, Progress Publishers, 1994), p. 460.
3 István Mészáros, Para além do capital, cit., p. 802.
4 À época da primeira edição brasileira do livro, em 1981, István Mészáros era conhecido por um público ainda reduzido no país. Em geral, esse público era composto por estudiosos da obra de Georg Lukács, filósofo com o qual Mészáros, desde 1949, ainda na Universidade de Budapeste, estabeleceu estreita relação como aluno, secretário e amigo.
5 István Mészáros, “Prefácio de 1971”, em A teoria da alienação em Marx (São Paulo, Boitempo, 2006), p. 15.
6 István Mészáros, A teoria da alienação em Marx, cit., p. 208.
8 Desde 1951, foram várias as discussões que Mészáros estabeleceu com Lukács a respeito. Porém, “ele dizia que eu era muito impaciente, que naquele momento histórico não era possível fazer uma obra de síntese. Em certo sentido, é essa a tragédia de Lukács, na medida em que ele é o pensador mais global, mais sintetizante do século. Agora, isso se transformou em uma espécie de autolimitação, ou, se vocês quiserem, uma racionalização das circunstâncias, estabelecendo que as condições não haviam amadurecido e a única coisa possível eram trabalhos monográficos, voltados a aspectos mais restritos. Desse modo, para ele, a síntese deixara de ser uma necessidade fundamental. Ele começara com uma promessa de síntese monumental, que é a análise sobre a reificação, a consciência do proletariado, e desemboca em estudos mais restritos, monográficos. Apesar disso, a síntese permanece, mas como capítulo, como parte de uma obra monográfica, mediadora. Cito, por exemplo, elementos dessa síntese no Jovem Hegel, e depois, naturalmente, nas duas últimas obras: Estética e Ontologia. Mas nessa síntese certas dimensões da totalidade são cortadas. A ausência da política como mediação essencial à Ontologia, por exemplo, constituiu um sério problema na obra”. Entrevista intitulada “Tempos de Lukács e nossos tempos: socialismo e liberdade”, concedida por Mészáros a membros da revista Ensaio (São Paulo), n. 13, 1984, p. 9-29.
9 Idem, p. 21.
10 István Mészáros, A teoria da alienação em Marx, cit., p. 15.
11 Todos os livros relacionados foram publicados primeiramente na Inglaterra: A teoria da alienação em Marx é de 1970 (no Brasil, em 1981, pela Zahar, e em 2006, pela Boitempo); A necessidade do controle social é de 1971 (no Brasil, em 1987, pela Ensaio, série Pequeno Formato); “Consciência de classe necessária e consciência de classe contingente” é de 1981, como ensaio do livro Aspectos de história e consciência de classe (no Brasil, em 1993, como ensaio do livro Filosofia, ideologia e ciência social, também pela Ensaio); A obra de Sartre: busca de liberdade é de 1979 (no Brasil, em 1991, pela Ensaio, em 2012 pela Boitempo); por fim, O poder da ideologia é de 1989 (no Brasil, em 1996, pela Ensaio e, em 2004, pela Boitempo).

***

Maria Orlanda Pinassi é professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp (campus de Araraquara, São Paulo) e integrante do conselho editorial da revista da Boitempo, a Margem Esquerda. É autora de Três devotos, uma fé, nenhum milagre (São Paulo, Editora Unesp, 1998) e Da miséria ideológica à crise do capital: uma reconciliação histórica (Boitempo, 2009), entre outros.

2 comentários em István Mészáros, um clássico do século XXI

  1. Depois de ler esse ótimo artigo, fiquei pensando que o marxismo é algo que foi e está além de seu próprio criador. Essa ideologia ganhou vida própria e se for preciso criticar, afirmar ou atualizar seu criador, o marxismo o fará pois as sementes que Marx e Engels planataram – de Lênin a Mézáros – estão dispostas a continuar estudando o capital e as relações deste com o ser humano e seu ambiente. Essa formação de gerações de intelectuais marxistas será inesgotável enquanto houver miséria, opressão, Estado, violência, classes sociais porque como disse István devemos conquistar a montanha.

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  2. Hei you guys/gals share this with our bunch at York during the 1970s? Paulo Krischke.

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