Lima Barreto: “Sobre o maximalismo” // Especial Revolução Russa

Neste último artigo da série de Lima Barreto sobre a Revolução Russa, o escritor afirma, sem rodeios: "se pode dizer que todo o mal está no capitalismo, na insensibilidade moral da burguesia, na sua ganância sem freio de espécie alguma, que só vê na vida dinheiro, dinheiro, morra quem morrer, sofra quem sofrer."

Por Lima Barreto.

No contexto do dossiê especial “1917: o ano que abalou o mundo, em homenagem ao centenário da Revolução Russa, o Blog da Boitempo recupera quatro artigos jornalísticos do excepcional escritor Afonso Henriques de Lima Barreto, todos escritos no calor da hora em 1918. A enérgica e afiada defesa pública da Revolução Russa que emerge nesses textos se mostra tanto mais audaciosa por parte de Lima Barreto se considerarmos que a tônica geral das referências da elite intelectual da época aos acontecimentos de Outubro e ao recém estabelecido governo soviético era bastante depreciativa, para dizer o mínimo.

Este quarto e último artigo, intitulado “Sobre o maximalismo”, foi publicado originalmente no dia 1 de março de 1919 na Revista Contemporânea. Nele, Lima retoma sua primeira intervenção sobre a Revolução Russa, publicada no periódico carioca A. B. C. de orientação marxista e revolucionária com o título “No ajuste de contas…”, que àquela altura já havia sido apelidado de ‘manifesto maximalista’. “Tendo há quase um ano deitado uma espécie de manifesto maximalista, estou na obrigação e me julgo sempre obrigado a seguir o que aqui se disser a respeito dos ideais da Revolução Russa em que me baseei naquele meu escrito.”

Boa leitura!

Sobre o maximalismo

Por Lima Barreto.
1.03.1919, Revista Contemporânea

Em 11 de maio do ano passado, na revista A.B.C., desta cidade, na qual durante muito tempo colaborei, tive ocasião de publicar um longo artigo – “No ajuste de contas” – que as bondosas pessoas que o leram tacharam-no logo de manifesto maximalista. O artigo não tinha esse pomposo intuito, mas, sendo tomado por tal, eu deixei que ele assim corresse mundo e fui desde logo classificado e apontado como maximalista.

Quando houve o motim de 18 de novembro, estava no Hospital Central do Exército, havia perto de quinze dias; mas, assim mesmo, espantei-me que o trepoffismo da Rua da Relação não quisesse ouvir-me a respeito.

Desde esse artigo, muito de longe tenho tocado nessa questão de maximalismo; mas, lendo na excelente Revista do Brasil, de São Paulo, o resumo de uma conferência do eminente sociólogo argentino, Senhor doutor José Ingenieros, lembrou-me voltar à carga, tanto mais que os nossos sabichões não têm nem uma espécie de argumento para contrapor aos apresentados pelos que têm meditado sobre as questões sociais e veem na revolução russa uma das mais originais e profundas que se tem verificado nas sociedades humanas. Os doutores da burguesia limitam-se a acoimar Lênin, Trótski e seus companheiros de vendidos aos alemães.

Há por aí uns burguesinhos muito tolos e superficiais, porém, que querem ir além disto; mas cuja ciência histórica, filosófica e cuja sociologia só lhes fornecem como bombas exterminadoras dos ideais russos a grande questão de tomar banho e a de usar colarinho limpo.

Estes meninotes, ad instar Eça de Queirós, repisam essas bobagens com ares petronescos de romanos da decadência que jantam no Novo Democrata, faltando-lhes até um bocadinho de energia viril para arranjar um emprego nos Correios.

Os ricaçozinhos que lhes repetem as sandices esquecem-se que, quando os pais andavam nos fundos dos armazéns e dos trapiches, a trabalhar como mouros para conseguir as fortunas que eles agora nem as gozar sabem, mal tinham eles tempo para lavar o rosto, pela manhã, e, à noite, os pés, para deitarem-se. Foi à custa desse esforço e dessa abnegação dos pais que esses petroniozinhos agora obtiveram ócio para bordar vagabundamente almofadinhas, em Petrópolis, ao lado de meninas deliquescentes. Hércules caricatos aos pés de Onfales cloróticas e bobinhas.

A argumentação dessa espécie de insetos ápteros, cujos costumes e inteligência estão à espera de um Fabre para serem estudados convenientemente, dá bem a medida da mentalidade deles.

Os que são ricos, de fato, e aqueles que se querem fazer ricos, à custa de um proxenetismo familiar qualquer, sentindo-se ameaçados pelo maximalismo, e tendo por adversários homens ilustrados, lidos, capazes de discussão, deviam, se tivessem um pingo de massa cinzenta no cérebro, procurar esmagar os seus inimigos com argumentos verdadeiramente científicos e hauridos nas ciências sociais. Não fazem tal, entretanto; e cifram-se em repetir blagues do Eça e coisas do popular Quo Vadis.

Non ragioniam di lor, ma guarda e passa…”.

Deixemo-los, portanto; mas o mesmo não se pode fazer com o articulista de fundo do O País, que toda a gente sabe ser o Senhor Azevedo Amaral. Este senhor, de uma hora para outra, adquiriu, nos centros literários e jornalísticos do Rio de Janeiro, uma autoridade extraordinária sobre essas questões sociais. Não quero negar-lhe valor; ela, a autoridade, era justa até certo ponto; mas vai se tornando insolente, devido ao exagero dos admiradores e sicofantas da ilustração do Senhor Azevedo Amaral.

O Senhor Azevedo Amaral é hoje o assessor ilustrado do Senhor João Laje, no O País; é o seu consultor para as coisas de alta intelectualidade, que demandam leituras demoradas, o que o Senhor Laje não pode fazer, pois anda sempre atrapalhado com intermináveis partidas noturnas de poker e, de dia, com as suas manobras do gênero jornalístico, nacional e estrangeiro. É o Senhor Amaral quem fala pelo Senhor Sousa Laje a respeito da grande política, das questões econômicas e sociais; e fala com a segurança de sua fama, com a irresponsabilidade do anonimato e com o desdém pelos seus prováveis contraditores que só o podem atacar pelas pequenas revistas e jornais obscuros, aos quais ninguém dá importância. O Senhor Amaral escreve no O País, órgão da burguesia portuguesa rica do Rio de Janeiro, do Banco Ultramarino, do Teixeira Borges, que está sempre a navegar de conserva com as nossas esquadras, do Souto Maior & Cia., do visconde de Morais etc.; e, sendo todos os grandes jornais mais ou menos isso, isto é, órgãos de frações da burguesia rica, da indústria, do comércio, da política ou da administração, é bem de ver que um artigo maximalista não terá publicidade em nenhum deles. Dessa forma, pode o Senhor Amaral dizer o que quiser, impunemente, sem arriscar-se a polêmicas que lhe arranhem a reputação literária. É invencível e invulnerável.

Quando, em 22 de novembro de 1918, ele disse que Jean-Jacques Rousseau era anarquista ou que o anarquismo tinha origem na “filosofia sentimental e chorosa” (chapa nº 1.783) do autor do Contrato social, eu, dias depois, pela revista A.B.C., emprazei-o a demonstrar tal coisa.

Habituado, sempre que posso, a ir às fontes, nunca tinha encontrado, na leitura das obras de Rousseau, semelhante espírito, nem mesmo a mais tênue tendência para o anarquismo.

Rousseau, ao contrário, é um crente da Legislação e do Estado, que organiza como uma máquina poderosa, para triturar o indivíduo, cujas atividades de toda a ordem devem ser marcadas por leis draconianas. Jean-Jacques, como toda a gente sabe, era um grande admirador do despotismo do Estado, existente em Esparta, a que houve de fato ou a que está nas vidas dos seus heróis, Licurgo, Agesilau, etc., contadas por Plutarco. Houve até quem dissesse que ele era um duro Calvino leigo. Como esse seu espírito está longe do anarquismo!

No Contrat Social, liv. II, cap. VII, tratando “Do Legislador”, ele diz textualmente: “Il faut, en un mot, qu’il (o legislador) ôte à l’homme ses forces propres” etc.; e no período seguinte:

“Plus ces forces naturelles sont mortes et anéanties, plus les acquises sont grandes et durables, plus aussi l’institution est solide et parfaite: en sorte que si chaque citoyen n’est rien, ne peut rien que par tous les autres, et que la force acquise par le tout soit égale ou supérieure à la somme des forces naturelles de tous les individus, on peut dire que la législation est au plus haut point de perfection qu’elle puisse atteindre.”

Está nestas palavras suas consubstanciado o ideal do autor das Confessions, no tocante à política. Ele é um crente na eficácia do Estado e da Legislação; e não há autor anarquista que seja capaz de subscrever tais palavras. Não há um, e com razão, que não negue o Estado e duvide da eficácia da Legislação. Em geral, o que o anarquismo quer é soltar os homens, deixá-los agir livremente, sem leis, nem regulamentos, ou peias legais quaisquer, para que, pela livre e autonômica ação de cada uma das forças individuais, em virtude da simpatia que nos solicita, uns para os outros, se obtenha naturalmente o equilíbrio de todas as forças e atividades humanas.

Como é então que o Senhor Amaral, sociólogo ad hoc do Senhor João Laje e do capitalismo cínico de que este é órgão, escreve um trecho como este? Vejam só:

“A esse ideal novo de força, de ação e de trabalho, o anarquismo, refletindo os últimos vestígios da filosofia sentimental e chorosa do autor do Contrato social, vem opor a utopia desvirilizada de um mundo, enervado pela supressão da luta e da concorrência que elimina os fracos e os incapazes, e de uma terra adormecida na placidez estéril do nirvana da preguiça universal.”

Esse “novo ideal” é de fazer rir; e o “nirvana da preguiça” merecia comentários. Deixo-os para outra ocasião. O meu fito, relembrando estas coisas aqui, é notar a estólida pretensão dos famosos jornalistas daqui, deste meu Rio de Janeiro. O Senhor Amaral é doutor, guindou-se aos grandes jornais, onde tem tido posições de destaque e a admiração estulta dos redatores autorizados e dos repórteres de polícia, e julga-se por isso com bastantes títulos, para não defender as solenes afirmações que faz, por escrito, público e raso.

Eu sei o que ele avança para não me responder. Tenho em muita boa conta o seu espírito, para não acreditar que me desdenhe por não ser eu formado. Quando Sua Senhoria andava pela Escola de Medicina, sabe bem o doutor Amaral que eu veraneava pela Escola Politécnica; e se não me formei, honesta ou desonestamente, foi porque não quis.

Não é razão para o seu espírito, estou certo disso; mas há de pesar um pouco, devido às influências ambientes; e mais ainda: dado o meio em que vive, de pequenas invejas e rancores, de censuras farisaicas e virtudes tartufescas, Sua Senhoria convenceu-se de que não devia dar-me trela porque eu bebo e porque escrevi em uma revista que não era, e não é, de todo obscura. Se fosse em um jornal…

O Senhor Azevedo Amaral, por contágio, adquiriu aquela moléstia da nossa reportagem que só julga coisa importante e inteligente o que sai nos nossos grandes jornais de notícias policiais. É de admirar, porque, em geral, embora seja admitido o contrário, o homem superior não se adapta.

Lembrei tudo isto, porquanto tendo há quase um ano, como já disse, deitado uma espécie de manifesto maximalista, estou na obrigação e me julgo sempre obrigado a seguir o que aqui se disser a respeito dos ideais da Revolução Russa em que me baseei naquele meu escrito.

Digo ideais e não as fórmulas e medidas especiais, porquanto, desde o começo, tinha visto que elas não podiam ser as mesmas em todos os países.

O Senhor Ingenieros, muito mais sábio nessas coisas do que eu, e muito e muito mais experimentado nelas, assim definiu o maximalismo: “a aspiração de realizar o máximo de reformas possíveis dentro de cada sociedade, tendo em conta as suas condições particulares”.

É o que se pode ler no número da Revista do Brasil, de São Paulo, a que já aludi, e no qual mais adiante ele esclarece o seu pensamento, mostrando como na Rússia é necessária a nacionalização dos imensos latifúndios que estão em mãos de particulares, mas que tal medida, na Bélgica ou na Suíça, não teria razão de ser, porquanto nestes dois últimos países a propriedade agrícola está já muito subdividida nas mãos dos mesmos que trabalham.

No meu artigo “No ajuste de contas”, inspirado nas vagas coisas sobre a Revolução Russa, de que tinha notícia, eu pedia que se pusesse em prática quatro medidas principais:

a) supressão da dívida interna, isto é, cessar de vez o pagamento de juros de apólices, com o qual gastamos anualmente cerca de cinquenta mil contos;

b) confiscação dos bens das ordens religiosas, sobretudo as militantes;

c) extinção do direito de testar; as fortunas, por morte dos seus detentores, voltavam para a comunhão;

d) estabelecimento do divórcio completo (os juristas têm um nome latino para isto) e sumário, mesmo que um dos cônjuges alegasse amor por terceiro ou terceira.

Este artigo meu que os raros leitores crismaram de manifesto maximalista, justificava todas essas quatro medidas radicais e indicava ligeiramente outras. Não quis, porém, tratar do problema agrário nacional que é um dos mais prementes.

No número passado desta revista, contudo, dando notícia de um opúsculo de Monteiro Lobato, eu disse o que pensava a tal respeito. O folheto do autor de Urupês tratava do saneamento das zonas sertanejas e rurais do Brasil, nestas últimas, já agora, devemos incluir também os subúrbios e freguesias roceiras do Município do Rio de Janeiro (custa-me muito escrever – Distrito Federal). Quando se agitou essa questão aqui, não julguei que os seus propugnadores exagerassem. Achei somente que eles encaravam o problema, no ponto de vista estreitamente médico; e não pesavam bem as outras faces da questão, parecendo-me então que queriam estabelecer a ditadura dos doutores em medicina.

A solução do saneamento do interior do Brasil, no meu fraco entender, joga com muitos outros dados. Há a parte de engenharia: dessecamento de pântanos, regularização de cursos d’água etc.; há a parte social, no fazer desaparecer a fazenda, o latifúndio, dividi-lo e dar a propriedade dos retalhos aos que efetivamente cultivam a terra; há a parte econômica, consistindo em baratear a vida, os preços do vestuário, etc., coisa que pede um combate decisivo ao nosso capitalismo industrial e mercantil que enriquece doidamente, empobrecendo quase todos; há a de instrução e muitos outros que agora não me ocorrem.

Em resumo, porém, se pode dizer que todo o mal está no capitalismo, na insensibilidade moral da burguesia, na sua ganância sem freio de espécie alguma, que só vê na vida dinheiro, dinheiro, morra quem morrer, sofra quem sofrer.

O caso típico desse malsão estado de espírito com que o enriquecimento de São Paulo infeccionou todo o Brasil de ganância e avidez crematística, está nesse caso recente das louças baratas, da “louça do pobre”, cujos impostos de entrada, de um segundo para outro segundo, a fim de enriquecer um fabricante paulista, foram, na lei do orçamento, aumentados cinco vezes mais.

O deputado Nicanor Nascimento, que está muito mais do que eu habituado a lidar com essas questões de pauta, tarifas, impostos, etc., mostrou, em um curioso artigo, no número passado desta revista, como esse protecionismo nos empobrece, como nação, e não favorece o fisco de forma alguma. O que ele não disse, é como essa monopolização de salteadores, por intermédio das taxas alfandegárias, faz miseráveis os pobres e os médios; mas depreende-se perfeitamente do seu trabalho.

Desejava muito que ele viesse também a tratar das isenções de direito…

Hei de ver…

O escândalo das louças, dizia, teve a vantagem de mostrar ao público os baixos das manobras de que se servem esses espertalhões para enriquecerem nababescamente. O caminho sorrateiro, para arranjar a emenda, ficou claro a todos os que a guiaram pela estrada escusa da “cavação” parlamentar, ignóbil, sórdida e sem entranhas; ficando desmascarados, tiveram que se denunciar, denunciando os outros guias que a levaram até ao Senado da República. É esse o “trabalho” com que eles blasonam ter adquirido fortuna honradamente!… Que honra, Deus do céu!

Com tais casos à vista, cabe bem aos homens de coração desejar e apelar para uma convulsão violenta que destrone e dissolva de vez essa societas sceleris de políticos, comerciantes, industriais, prostitutas, jornalistas ad hoc, que nos saqueiam, nos esfaimam, emboscados atrás das leis republicanas. É preciso, pois não há outro meio de exterminá-la.

Se a convulsão não trouxer ao mundo o reino da felicidade, pelo menos substituirá a camada podre, ruim, má, exploradora, sem ideal, sem gosto, perversa, sem inteligência, inimiga do saber, desleal, vesga que nos governa, por uma outra, até agora recalcada, que virá com outras ideias, com outra visão da vida, com outros sentimentos para com os homens, expulsando esses Shylocks que estão aí, com os seus bancos, casas de penhores e umas trapalhadas financeiras, para engazopar o povo. A vida do homem e o progresso da humanidade pedem mais do que dinheiro, caixas-fortes atestadas de moedas, casarões imbecis com lambrequins vulgares. Pedem sonho, pedem arte, pedem cultura, pedem caridade, piedade, pedem amor, pedem felicidade; e esta, a não ser que se seja um burguês burro e intoxicado de ganância, ninguém pode ter, quando se vê cercado da fome, da dor, da moléstia, da miséria de quase toda uma grande população.

Os tolos a que aludi, no começo destas linhas, dizem que repelem o maximalismo, porquanto não podem admitir que, amanhã, o seu criado lhes venha dar ordens. Supomos que eles o tenham… Bem. A razão é supimpa de gentil sociólogo fabricante de almofadinhas, em Petrópolis ou no reino dos céus.

Será preciso lembrar-lhes, Santo Deus!, que um dos aspectos que mais impressionam os pensadores estudiosos da Revolução Francesa, é ver de que forma, tendo ela acabado ou expulsado a grande nobreza hereditária, a de espada, quase esgotada de energias, e mesmo a de beca, deu ocasião para surgir das mais humildes camadas da sociedade francesa forças individuais portentosas e capacidades sem par de toda a ordem?

Será preciso?… Mas repito: Non ragioniam di lor, ma guarda e passa.

dossiê especial “1917: o ano que abalou o mundo“, reúne reflexões de alguns dos principais pensadores críticos contemporâneos nacionais e internacionais sobre a história e o legado da Revolução Russa. Aqui você encontra artigos, ensaios, reflexões, resenhas e vídeos de nomes como Alain Badiou, Slavoj Žižek, Michael Löwy, Christian Laval, Pierre Dardot, Domenico Losurdo, Mauro Iasi, Luis Felipe Miguel, Juliana Borges, Wendy Goldmann, Rosane Borges, José Paulo Netto, Flávio Aguiar, Mouzar Benedito, Ruy Braga, Edson Teles, Lincoln Secco, Luiz Bernardo Pericás, Gilberto Maringoni, Alysson Mascaro, Todd Chretien, Kevin Murphy, Yurii Colombo, Álvaro Bianchi, Daniela Mussi, Eric Blanc, Lars T. Lih, Megan Trudell, Brendan McGeever, entre outros. Além de indicações de livros e eventos ligados ao centenário.

***

Flávio Aguiar nasceu em Porto Alegre (RS), em 1947, e reside atualmente na Alemanha, onde atua como correspondente para publicações brasileiras. Pesquisador e professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, tem mais de trinta livros de crítica literária, ficção e poesia publicados. Ganhou por três vezes o prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, sendo um deles com o romance Anita (1999), publicado pela Boitempo Editorial. Também pela Boitempo, publicou a coletânea de textos que tematizam a escola e o aprendizado, A escola e a letra (2009), finalista do Prêmio Jabuti, Crônicas do mundo ao revés (2011) e o recente lançamento A Bíblia segundo Beliel (2012). Seu mais novo livro é O legado de Capitu, publicado em versão eletrônica (e-book). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às quintas-feiras.

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