Pelo fim do massacre em Gaza

gzblogfin

“Nós, editores, escritores, professores e artistas, exigimos o imediato fim do massacre em Gaza. O mundo não pode assistir em silêncio ao extermínio do povo palestino; defendemos que nossos governantes rompam relações diplomáticas e comerciais com Israel, tal como foi feito com a África do Sul do apartheid.”

Saiba como aderir à petição “Governo de Israel: queremos o fim do massacre em Gaza“, assinada, entre outros, por David Harvey, Mike Davis, Slavoj Žižek, Noam Chomsky, Frei Betto, Chico de Oliveira, Antonino Infranca, Domenico Losurdo, Emir Sader, Erminia Maricato, Istvan Mészáros, Leandro Konder, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Vladimir Safatle, Miguel Urbano Rodrigues, Ricardo Antunes e Ruy Braga. [assine aqui]

ARTIGOS NO BLOG DA BOITEMPO
[clique nos links ao final de cada trecho para ler o texto completo]

“O que os judeus e os palestinos têm em comum é o fato de uma existência diaspórica fazer parte de suas vidas, parte de sua própria identidade. E se ambos se unissem na base deste aspecto – não na base de ocuparem, possuírem ou dividirem o mesmo território, mas na de manterem-no partilhado, aberto como refúgio aos condenados à errância? E se Jerusalém se transformasse não no lugar de um ou do outro, mas no lugar dos sem-lugar?”

— Slavoj Žižek, “O circulo de giz de Jerusalém”.

“O plano de Israel não é apenas manter a terra e povoá-la com colonos armados assassinos que, protegidos pelo exército, levam a destruição aos pomares, às crianças em idade escolar e aos lares palestinos; o projeto israelense é fazer regredir a sociedade palestina, tornar a vida impossível para a população local, com o objetivo de obrigar os palestinos a sair, a desistir de sua terra de alguma forma ou a fazer algo insano, como explodir a si mesmos.”

Edward Said, “A ocupação é a atrocidade”.

“Caminhamos neste momento em Gaza para o maior genocídio do século 21. E há os que insistem no cínico argumento do direito à autodefesa de Israel. A hipocrisia chega ao máximo quando acusa os críticos do terrorismo israelense de antissemitas. É uma inversão de valores. Ou melhor, é a história contada pelos vencedores. É possível que Benjamin Netanyahu, comandante do massacre em Gaza, ainda receba o Prêmio Nobel da Paz. E que os palestinos, após desaparecerem do mapa, passem para a história como um povo bárbaro e terrorista.”

— Guilherme Boulos, “A Palestina apagada do mapa“.

ATO CONTRA O MASSACRE EM GAZA
Liberdade aos presos políticos no Brasil
[página do evento]

chega

Com coordenação de Osvaldo Coggiola, ocorre na segunda-feira, dia 11 de agosto, às 19h, o “ato contra o massacre em Gaza” no departamento de História da USP. Em regime de greve, falam, no ato, representantes estudantis, funcionários e docentes de várias faculdades da USP, além de representantes de diversos partidos de esquerda, movimentos sociais e institutos culturais: Arlene Clemesha (Docente USP), Guilherme Boulos (MTST),  Magno de Carvalho (Sintusp), Dirceu Travesso (CSP-Conlutas), Fabiana Marchetti (DCE-USP), Lincoln Secco (Docente USP), Mauro Iasi (PCB), Sean Purdy (Docente USP), Chico Miraglia (Docente USP), Gilberto Maringoni (PSOL), Valter Pomar (PT), Valério Arcary (PSTU), Jamil Haddad (PCdoB), Soraya Misleh (Instituto de Cultura Árabe), Jorge Luiz Souto Maior (Docente USP e Juiz do Trabalho), Osvaldo Coggiola (Docente, USP).

SUGESTÕES DE LEITURA
[lista completa]

Cultura e política
Edward W. Said

Nesta coletânea organizada por Emir Sader, Said imprime uma visão universalista em suas análises sobre a questão palestina, inserindo-a no conjunto das grandes lutas pelo reconhecimento de todos os povos a afirmar sua identidade e ter sua expressão política.

Freud e os não-europeus
Edward W. Said

Último livro de Said, intelectual palestino e um dos maiores militantes pela paz na região, trata-se de um livro polêmico, que com grande humanismo e erudição questiona as versões e ficções que estão nas raízes dos fundamentalismos.

Marxismo e judaísmo: história de uma relação difícil
Arlene Clemesha

As delicadas relações desde o surgimento do marxismo até o período entreguerras no século XX, época em que o regime nazista preparava o holocausto; o antissemitismo não é uma ideologia exclusivamente de direita.

O universalismo europeu: a retórica do poder
Immanuel Wallerstein

A retórica das potências dominantes para justificar seu império é o tema deste livro: Como os poderosos criam narrativas e conceitos que justificam ataques com interesses econômicos e geopolíticos contra outros países?

Sobre a questão judaica
Karl Marx

Reflexões sobre as condições dos judeus alemães em meados do século XIX e estabelece propostas para a solução de suas questões concretas. Mais do que a análise de uma conjuntura específica, esta obra traduz a passagem definitiva ao materialismo histórico.

Violência, seis reflexões laterais
Slavoj Žižek

Em breves e provocativos ensaios, Žižek lança novas bases para a reflexão acerca do fenômeno moderno da violência e da sua irrupção aparentemente irracional, afirmando-se como um dos mais eruditos, incendiários (e baderneiros) pensadores radicais de nosso tempo.

“Todos desejamos a paz, é óbvio. Porém, um fato que não podemos esquecer é que são os vencedores, os detentores do poder, por definição os maiores interessados na “paz”. Para eles, essa palavra significa: “Mantemos nosso poder”. Nesse sentido, é claro que Israel está sinceramente interessado em paz na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Mas um tipo de paz em que, em 30 ou 40 anos, não haja mais palestinos na região, totalmente assimilados por uma maioria israelense. Este é o problema para mim: “anseios de paz” onde o que existe, de fato, é violência. Claro que sou contra o terrorismo palestino que mata mulheres e crianças israelenses. Mas é preciso ter em mente que, ainda que nenhum protesto ou atentado terrorista ocorra na Faixa de Gaza, uma violência diária prossegue ali. Por que só vemos a violência quando algo muda? E ela é invisível no que permanece?”

— Slavoj Žižek, em entrevista sobre o livro Violência, seis reflexões laterais a Ivan Marsiglia, no jornal O Estado de São Paulo, “Ela está no meio de nós.

5 comentários em Pelo fim do massacre em Gaza

  1. Ana Amelia da Silva // 01/08/2014 às 19:41 // Responder

    Já assinei pela manhã via link do Blog Boitempo constante do artigo divulgado de Boulos. irei divulgar, abs, Ana Amelia

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  2. gabrielgnemi // 02/08/2014 às 13:32 // Responder

    Ainda não vi texto algum sobre a luta da esquerda em Israel, a qual tem um conjunto bem definido de pontos para o processo de paz, sendo o Meretz ( ligado à Internacional Socialista) um exemplo. Seria interessante trazer para o debate essa questão e prestar solidariedade internacional ao partido, de modo a unificar o discurso em torno do processo de paz com responsabilidade. Nesse sentido, reforço a ideia de que o apoio ao rompimento de relações comerciais com Israel, dependendo de sua extensão, pode piorar ainda mais a questão, ao invés de ajudar a resolvê-la, e trazer consequências irreparáveis aos dois países, no que se refere à continuidade de acordos de cooperação abrangendo áreas diversas como segurança internacional, pesquisas em saúde e em tecnologias da informação e comunicação. O que, de fato, penalizaria cidadãos dos dois lados que dependem dos benefícios trazidos por esses acordos e que nada têm a ver com o conflito entre Israel e o território palestino da Faixa de Gaza.

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  3. ASSINE A PETIÇÃO: Israel-Palestina uma solução para o conflito

    Nossos governos fracassaram. Enquanto falam de paz e aprovam resoluções da ONU, eles mesmos (e grandes empresas internacionais) continuam financiando, apoiando e investindo na violência. A única maneira de interromper esse ciclo infernal no qual Israel confisca as terras palestinas, famílias palestinas inocentes são punidas colectivamente diariamente, o Hamas continua a lançar foguetes e Israel não cessa seu bombardeio à Gaza, é tornando o custo econômico desse conflito alto demais.

    Sabemos que essa estratégia funciona. Quando os países-membros da União Europeia emitiram diretrizes para não financiar os assentamentos israelenses ilegais, a medida fez o chão tremer nos gabinetes. E, quando uma campanha cidadã persuadiu com sucesso um fundo de pensão holandês, o PGGM, a retirar seus recursos dos assentamentos, foi um alvoroço político.

    Talvez não pareça que esse tipo de ação acabe com a matança atual, mas a história nos ensina que aumentar o custo financeiro da opressão pode abrir o caminho para a paz. Vamos pressionar os 6 principais bancos, fundos de pensão e negócios com investimentos em Israel a retirarem tais investimentos. Se cada um de nós tomar essa atitude agora e ajudar a fazer pressão, eles poderão retroceder, a economia de Israel vai sofrer um impacto e poderemos derrubar os extremistas que lucram politicamente com essa situação infernal.
    Para muitos, principalmente na Europa e na América do Norte, pedir que empresas retirem seus investimentos, diretos ou indiretos, da ocupação de Israel sobre território palestino parece algo completamente enviesado. Mas não é — essa é a estratégia de não-violência mais poderosa para acabar com o ciclo de violência, garantir a segurança de Israel e alcançar a libertação da Palestina. Comparados a Israel, o poder e riqueza palestinos são mínimos. Mesmo assim, Israel se nega a interromper a ocupação ilegal de territórios. O mundo precisa agir ou o custo disso será insuportável.

    O fundo de pensão holandês ABP investe em bancos israelenses responsáveis por patrocinar a colonização da Palestina. Bancos de peso, como Barclays investem em fornecedores de armas israelenses e outras empresas envolvidas com a ocupação. A britânica G4S fornece amplo equipamento de segurança utilizado pelas Forças de Defesa de Israel na ocupação. A Veolia, da França, opera o transporte para os colonos israelenses que vivem ilegalmente em terras palestinas. A gigante da informática Hewlett-Packard oferece um sistema sofisticado que monitora o movimento dos palestinos. A Caterpillar fornece tratores que são usados para demolir casas e destruir fazendas palestinas. Se criarmos o maior apelo global da história para que essas empresas retirem seus investimentos em negócios ligados à ocupação, vamos mostrar claramente que o mundo não será mais cúmplice deste derramamento de sangue. O povo palestino está pedindo ao mundo que apoiemos essa solução e israelenses progressistas também a apoiam. Vamos nos juntar a eles!

    ASSINE A PETIÇÃO! Aos presidentes da ABP, HP, Veolia, Barclays, Caterpillar e G4S:

    https://secure.avaaz.org/po/israel_palestine_this_is_how_it_ends_loc/?pv=197&rc=fb

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  4. O nazismo promoveu o holocausto, principalmente com o povo judeu, acelerando o extermínio……… criou a camara de gás.
    O sionismo promove o holocausto, contra o povo Palestino
    acelerando o extermínio através de massacres.
    Arquitetou a CAMARA DE GAZA
    na maior prisão a céu aberto do mundo

    Francisco ( xiko
    o o poeta de Osasco )

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  5. Maria Beatriz Vidal de Negreiros Paiva // 05/08/2014 às 12:59 // Responder

    Todos os seres humanos têm direito de viverem em paz. Solidariedade com os corações dilacerados desses humanos como nós. Por um mundo cheio de alegrias e sem guerras. Para que os filhos não enterrem os pais e para que os pais não enterrem seus filhos.

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2 Trackbacks / Pingbacks

  1. Chomsky: O pesadelo em Gaza | Blog da Boitempo
  2. Fidel Castro: Holocausto palestino em Gaza | Blog da Boitempo

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