Uma vez mais

USP EM GREVEPor Osvaldo Coggiola.

Circula, no âmbito docente da FFLCH, mas já transcendido para a grande imprensa, um manifesto relativo à situação da faculdade no contexto da crise da USP. Ele está (ou estava, na última versão à que tive acesso) assinado por 154 docentes da casa. O número destes, na ativa, é de pouco mais de 460; se incluirmos os aposentados que cumprem funções docentes esse número de eleva para 580, aproximadamente. Ou seja, o manifesto representa a posição de algo entre 25% e 33% do corpo docente, percentual mais do que significativo. Qualitativamente, representa bastante mais do que isso.

O que atualmente acontece na FFLCH é parte inseparável, obviamente, do que acontece na USP e, além dela, do que está acontecendo no país desde o último mês de junho. Certamente, a situação da faculdade é passível de análises e posicionamentos específicos, conquanto não ignorem o contexto geral. A nota referida se refere ao “movimento político legítimo do corpo discente”, imediatamente qualificado, no âmbito da FFLCH, pelo uso de “métodos de coerção inaceitáveis e inapropriados ao convívio universitário”. A Folha de S. Paulo resumiu livre (e tendenciosamente) o conteúdo do documento nas suas “críticas ácidas à forma como as lideranças do movimento estudantil, ligadas a grupos ultraesquerdistas, têm conduzido a mobilização por eleições diretas do futuro reitor da universidade”, ampliando essa qualificação para o conjunto do movimento estudantil, não apenas àquele da FFLCH, no que, como veremos, não lhe falta razão (ao seu modo). Querendo ou não, portanto, o documento ultrapassa objetivamente o âmbito da faculdade. Ele condena “métodos de ação como ‘cadeiraços’, barricadas e piquetes, que impedem o livre acesso às salas de aula e o diálogo entre professores e estudantes”, nada dizendo, por exemplo, sobre a ocupação da Reitoria.

O contexto da atual crise, nacional, estadual e uspiano; histórico e conjuntural (ou “político”); é vital para a compreensão da forma do movimento. Cabe, portanto, em primeiro lugar, interrogar-se sobre a procedência do método consistente em proclamar a legitimidade objetiva do movimento e, simultaneamente, sua ilegitimidade formal; proclamar a validade de seus objetivos e a invalidade de seus métodos. Poderiam se considerar, nessa seara, movimentos “ilegítimos” em seus objetivos (por exemplo, o nazi-fascismo racista e genocida), mas perfeitamente civilizados (ou “legítimos”) nos seus métodos: o fascismo real, não aquele imaginário, soube se mostrar (iludindo mais de um), perfeitamente respeitoso da ordem institucional, quando isso lhe foi necessário. Muita tinta correu, desde então, acerca da legitimidade democrática de instituições em cujo seio cresceu tranquila e alegremente a negação monstruosa da humanidade.

A atual crise da USP é a mais grave dos últimos trinta anos, pelo menos. Suas raízes institucionais (apenas elas) são claras e explícitas. No último quarto de século, a USP situou-se consciente e propositalmente fora do âmbito legal demarcado pela Constituição Federal de 1988 e sua LDB, que prevê a gestão democrática das instituições de ensino, e estabelece pautas normativas para a gestão das instituições universitárias públicas. As raízes políticas da crise estão mais em baixo. Suas raízes sociais, mas em baixo ainda. De docentes da FFLCH se espera, em princípio, que sejam especialmente sensíveis a estas duas últimas dimensões.

Cada tentativa (bem ou mal sucedida) de aproximar sequer um pouco à USP da legislação vigente provocou crises mais ou menos graves (lembrar, por exemplo, a ameaça de professores titulares da Escola Politécnica e da Faculdade de Medicina de separar, tornar independentes, suas faculdades da USP, caso fosse ampliada a constituição do Conselho Universitário, na década de 1980, pouco antes da proclamação da atual Constituição). Certamente, é possível e legítimo defender na e para a USP uma ordem institucional diversa daquela legalmente vigente no âmbito federal, baseada exclusivamente num critério meritocrático (ou hiper-meritocrático), sob duas condições: a) Proclamá-lo explicitamente; b) Propor mudar a legislação vigente (não apenas para a USP, mas também para as mais de cem instituições de ensino superior público do país) ou, alternativamente, propor tornar a USP independente da República Federativa do Brasil – Estado de São Paulo incluído – sem acesso, portanto, aos recursos públicos até o presente auferidos na condição de instituição autárquica das entidades estatais supramencionadas.

Quanto às raízes políticas imediatas da atual crise, elas se vinculam claramente aos recentes movimentos sociais, os maiores, em extensão social e geográfica, da história do país, pautados, entre outras coisas e em primeiríssimo plano, pela questão do direcionamento e gestão pública (transparente e democrática) dos recursos públicos. As características da atual crise, incluídos os métodos usados pelo movimento estudantil para lhe dar resposta, resultaram do agravamento dos componentes históricos e estruturais, políticos e conjunturais, e até éticos e morais, da crise institucional da USP. O documento aqui comentado condena “as derivas autoritárias e truculentas de uma parcela nem sempre representativa dos alunos”, como uma espécie de característica histórica e específica do movimento estudantil da FFLCH.

Ora, no momento de redigir estas linhas, chegou-me, graças aos bons ofícios de um dos colegas signatários do manifesto, declaração de uma parcela também significativa dos docentes do Instituto de Física, condenando “membros do corpo discente que bloqueiam passagens e portas de salas de aula com carteiras amontoadas (…) atitude (que) configura uma tentativa de imposição de um pensamento de desrespeito e intolerância frente a opiniões contrárias… Protestos, manifestações, aglomerações, reivindicações, entre outros, são normais e saudáveis num local onde há pluralidade de pensamentos. Isso não pode, no entanto, servir de justificativa a atos de coerção, de imposição, de impedimento do direito de escolha dos membros da comunidade”. Não sei (e não julgo) o que está acontecendo no Instituto de Física (ou em outras unidades), mas percebo que nossos alunos andaram fazendo escola (parte de nossos docentes também).

Na verdade, o conteúdo do documento comentado se resume nas suas primeiras três palavras, “uma vez mais”. “Uma vez mais” um movimento estudantil, “uma vez mais” truculência estudantil não representativa, “uma vez mais” instituições uspianas “pouco permeáveis às aspirações coletivas” (e muito permeáveis, em perfeita consonância entre objetivos e métodos, ao uso da Polícia Militar para resolver seus problemas de escassa permeabilidade, prévia ação legal de reintegração de posse, claro). Tudo como dantes no quartel de Abrantes, “uma vez mais”.

Só que, desta vez, “uma vez menos”, o juiz não concedeu a reintegração; “uma vez menos” a Reitoria teve que nomear uma comissão de negociação (em 2002, quando da greve da FFLCH por contratação de docentes, a Reitoria passou meses sem querer negociar nada, com comissão ou sem ela; foi graças a um truculento ato-passeata que rodeou autoritariamente a Reitoria que foram finalmente abertos 130 concursos, que permitiram o ingresso de 130 docentes, boa parte dos quais, como no melhor [ou pior] tango, aparecem ora como assinantes do supostamente antiautoritário documento em tela, não assinado por nenhum dos docentes oradores ou organizadores daquela coercitiva jornada) e “uma vez menos” os estudantes “sérios” (da Física, de São Carlos – matemáticas et al – da EACH, etc.) acham que o convencimento não pode se limitar a palavras (escritas ou ditas), mas implica também ação. Não fomos nós que lhes ensinamos isso?

Há, no movimento de ocupantes e afins, grupelhos, não “ultraesquerdistas”, mas simplesmente (perdão) escrotos, que usam os estudantes como carne de canhão de interesses mesquinhos, ou lúmpens que depredam ou roubam o patrimônio público? Sim, e não “uma vez mais”, mas cada vez menos (percentualmente). Vamos falar disso com os estudantes (eu o fiz, na Reitoria ocupada, a convite deles). Vamos ser professores, não só entre as quatro paredes das salas de aula, mas em toda parte: é o que nos pedem os estudantes.

Tem coisa nova, não só “uma vez mais”. Inclusive o documento aqui comentado. Só assinado por docentes, nenhum estudante, nenhum funcionário (cuja assinatura não se buscou). Enveredando pelo caminho, não do autoritarismo (uso indevido da autoridade, com qualquer fim), mas do corporativismo (palavra de triste passado e de abusivo, mas não menos real presente). Docentes vs. Estudantes. O documento nada diz que não tenha sido dito ao longo dos últimos, digamos, quinze anos; mas não o diz “uma vez mais”, o faz em forma de documento com muitas assinaturas. Ele próprio é um sintoma de que não estamos diante de “uma vez mais”.

A FFLCH, seus docentes, tem, ou deveria ter, a função de estar à frente e em cima de seu tempo. Para isso nós somos, nem sempre o conseguimos. Na Congregação em que votamos estatuinte e diretas para reitor, estivemos em cima e à frente da USP. Com esse documento ficamos, sem meias palavras, atrás e em baixo.

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Leia abaixo, na íntegra, a carta dos professores comentada por Coggiola:

Uma vez mais, vivemos na FFLCH a paralisação de grande parte de nossas atividades acadêmicas. Embora decorrência de um movimento político legítimo do corpo discente, não se pode deixar de notar que a imposição forçada da greve ao conjunto da Faculdade se dá por métodos de coerção inaceitáveis e inapropriados ao convívio universitário. Também não se pode deixar de alertar para os efeitos deletérios que tal situação impõe ao processo educacional e à pesquisa.

Diante desse quadro, temos optado automaticamente por uma adesão ilimitada ao movimento estudantil em nome da solidariedade. Temos abdicado de apontar e condenar as derivas autoritárias e truculentas de uma parcela nem sempre representativa dos alunos. Temos, sobretudo, cultivado a irresponsabilidade de comportamento ao sinalizar que, seja qual for a duração da paralisação, o conjunto dos alunos não será prejudicado.

Essa postura tem promovido um aviltamento da importância das atividades de ensino e pesquisa que são ciclicamente interrompidas, tem alimentado a escalada de agressividade e conflito entre os membros da comunidade, tem, por fim, esvaziado o próprio potencial político das lutas por uma melhor universidade.
Acreditamos que é mais do que hora de mudar vigorosamente de atitude.

Não desconhecemos que as atuais estruturas de poder da USP sejam pouco permeáveis às aspirações coletivas, mas reconhecemos, igualmente, o esgotamento das soluções que afetam irrecuperavelmente nosso cotidiano de trabalho e estudo. Manifestamo-nos, não contra a greve estudantil, e sim contra métodos de ação como “cadeiraços”, barricadas e piquetes, que impedem o livre acesso às salas de aula e o diálogo entre professores e estudantes.

É excepcionalmente grave que se tenha tornado tão banal a interrupção forçada de um trabalho universitário sério e precioso, que nutre nossas esperanças de um futuro mais digno e socialmente justo. Não podemos mais aceitar passivamente essa insana espiral.

Desde que as barricadas se levantam para impedir aulas, a obstrução física se impõe, esvaziando toda possibilidade de concerto e tolhendo as liberdades de cada um. Desde que os piquetes começam, a vontade da minoria militante impera, dificultando ouvir as vozes dissonantes, mesmo majoritárias, sepultando o diálogo entre os próprios estudantes e destes com os docentes. Desde que invasões e ocupações são apresentadas como primeira estratégia, os canais de comunicação com a administração, já rarefeitos, afunilam-se ainda mais e minguam, abrindo caminho para o pior.

Reafirmamos o nosso respeito ao direito dos alunos de mobilizarem-se em torno das suas reivindicações. Ao mesmo tempo, condenamos firmemente a ação política que faz uso de métodos coercitivos e autoritários, afastando mais do que mobilizando a maioria dos que frequentam e trabalham em nossos prédios. É necessário recuperar a capacidade de mobilização por meio do diálogo e do convencimento, características que definem a própria natureza da Universidade. Ao abrirmos mão dessas qualidades, igualamo-nos a um regime qualquer, no qual as vontades se impõem pela força, esvaindo-se não muito tempo depois, sem deixar conquistas, apenas traços de intolerância e isolamento.

Adone Agnolin / Adriane Duarte / Adriano Aprigliano / Adriano Scatolin / Alberto de Barros / Alexandre Hasegawa / Alexandre Pires / Alfredo Queiroz / Álvaro de Vita / Ana Lúcia Schritzmeyer / Ana Paula Scher / Ana Paula Magalhães / Ana Paula Megiani / André Malta / Andrea Cristina Muraro / Angela Alonso / Anna Maria Carmagnani / Antonio Dimas / Antonio Guimarães / Arlete Cavaliere / Bianca Vieira / Brasílio Sallum Jr. / Breno Sebastiani / Caetano Plastino / Cario Gagliardi / Carlos Alberto Ribeiro / Carlos Bacellar / Christian Werner / Claudia Pino / Claudia Dornbusch / Cicero Araújo / Cristina Altman / Davi Arriguci Jr. / Edison Bertoncelo / Eduardo Marques / Elaine Grolla / Elena Vássina / Eliana Fischer / Elias Saliba / Elis Cardoso / Elizabeth Balbachevsky / Elizabeth de La Taille / Elizabeth Cancelli / Emerson Galvani / Eunice Ostrensky / Eva Maria Glenk / Fabiana Carelli / Fábio Andrade / Fernanda Peixoto / Fernando Limongi / Flavia Corradin / Flávio Aguiar / Francisco Silveira / Francisco Martinho / Francisco Queiroz / Fraya Frehse / Gabriela Soares / Gildo dos Santos / Giuliana Ragusa / Glauco Arbix / Glauco Peres da Silva / Heitor Frúgoli / Helmut Galle / Heloisa Martins / Ieda Maria Alves / João Angelo Oliva Neto / João Paulo Candia / João Paulo Pimenta / João Vergílio Cuter / Jorge de Almeida / Jorge Schwartz / José Álvaro Moisés / José Antonio Torrano / José Carlos Estevão / José Geraldo Vinci de Moraes / José Guilherme Magnani / José Horácio Costa / José Jobson de Arruda / José Marcos Macedo / José Nicolau Filho / Juliana Perez / Júlio Cesar Pimentel / Júlio César Suzuki / Junko Ota / Jurandyr Ross / Júlio Simões / Karen Macknow Lisboa / Laura de Mello e Souza / Laura Hosiasson / Laura Izarra / Leiko Morales / Leopoldo Waizbort / Ligia Vizeu Barrozo / Lilia Schwarcz / Lorena Barberia / Lorenzo Mammi / Luis Antonio Venturi / Luiz Antônio da Silva / Luiz Repa / Madalena Cordaro / Marcelo Cândido da Silva / Marcelo Rede / Márcia Lima / Márcia de Oliveira / Márcia Regina da Silva / Márcio Suzuki / Marcos Antonio de Moraes / Marco Aurélio Werle / Marco Zingano / Marcos César Alvarez / Marcus Mazzari / Margarida Maria Petter / Maria Aparecida Morais / Maria Augusta Fonseca / Maria Elisa Silva / Maria Eliza Miranda / Maria Helene Augusto / Maria Helena Machado / Maria Helena Battaglia / Maria Inês Campos / Maria Lúcia Andrade / Marina de Mello e Souza / Mário E. Viaro / Mario Miranda Filho / Marli Leite / Marta Arretche / Marta Amoroso / Mary Anne Junqueir / Mary Lafer / Maurício Keinert / Mauricio Dias / Moacyr Novaes / Modesto Florenzano / Nadya Guimarães / Noé Silva / Pablo Mariconda / Paola Poma / Paolo Ricci / Patricia Carvalhinhos / Paula Correa / Pedro Tavares / Rafael Villa / Rafael Marquese / Renato Janine Ribeiro / Ricardo Terra / Roberto Bolzani / Rogério Arantes / Ronald Mendes / Rose Hikiji / Safa Jubran / Samuel Titan / Sandra Vasconcelos / Sandra Lencioni / Selma M. Meireles / Sergio Miceli / Sílvio de Almeida Toledo Neto / Sylvia Novaes / Sylvia Gegmignani / Telê Ancona Lopez / Vera Lucia Ferlini / Verónica Jorge / Véronique Dahlet / Viviana Bosi / Yudith Rosenbaum / Yuri Rocha / Zelia Cardoso

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Abaixo, mais três outras intervenções anteriores de professores da USP:

Considerando que a existência de um movimento de greve por parte dos estudantes da nossa Faculdade impõe posicionamento dos professores; e considerando que a possibilidade de um consenso quanto a decisões cotidianas sobre as aulas é muito difícil de ser alcançado, julgamos importante que pelo menos parte do corpo docente se manifeste publicamente. O texto a seguir expressa uma posição mínima, que, esperamos, poderia expressar o sentimento de uma parcela expressiva dos professores, sem prejuízo de outras coincidências que possam ser alcançadas em âmbitos coletivos. Passamos então essa declaração individual nossa para sua avaliação e esperamos angariar apoio.

Frente ao movimento de uma parte dos estudantes da nossa Faculdade, ratificado nas assembleias dos cursos, e visando a um relacionamento claro na situação de conflito, os professores abaixo assinados expressam:

1. O reconhecimento da legitimidade do movimento estudantil.
2. Rejeição contra qualquer tipo de punição a seus participantes.
3. Disposição para discutir soluções que não prejudiquem os alunos, caso o movimento se prolongue afetando o desenvolvimento deste semestre letivo.

Adrián Pablo Fanjul / Adriana Iozzi Klein / Ana Cecília Olmos / Anderson Gonçalves / Beatriz Daruj Gil / Beatriz Raposo / Cecília Cassini / Cilaine Alves Cunha / Cleide Rodrigues / Cristina Pietraroia / Cristina Wissembach / Daniel Rossi Nunes Lopes / Deize Crespim Pereira / Eliane G. Lousada / Elisabetta Santoro / Fabiana Carelli / Fátima Cabral Bruno / Francisco Alambert / Giliola Maggio / Gustavo Venturi / Hélder Garmes / Heloísa Albuquerque Costa / Henrique Carneiro / Homero Freitas de Andrade / Homero Santiago / Jorge Grespan / Kabengele Munanga / Leila Leite Hernandez / Lilian Cristina Gulmini / Lucia Wataghin / Luiz Roncari / Manoel Fernandes / Marcello Modesto / Marcelo Vieira Fernandes / Márcia Arruda Franco / Marcos Silva / Margareth Santos / Maria Augusta Vieira / Maria Sílvia Betti / María Teresa Celada / Maria Zilda da Cunha / Maria Zulma Kulikowski / Marisa Grigoletto / Marta Inez Medeiros Márques / Mônica F. Mayrink O’Kuinghttons / Olga Alejandra Mordente / Olga Ferreira Coelho / Osvaldo Coggiola / Pablo Schwartz Frydman / Paola Baccin / Paulo Motta Oliveira / Renato da Silva Queiroz / Ricardo da Cunha Lima / Ricardo Musse / Roberta Barni / Rodrigo Ricupero / Rosane Amado / Rosângela Sarteschi / Ruy Braga / Sueli Ângela Furlan / Tércio Redondo / Tokiko Ishihara / Valéria De Marco / Valéria de Marcos / Vera Telles / Vima de Rossi Martin / Wagner Costa Ribeiro / Waldemar Ferreira Neto / Waldir Beividas / Walkyria Monte Mór / professores aposentados que aderem: Benjamin Abdala / Flávio Aguiar / João Hansen / Ligia Chiappini / Neide Maia González

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Manifesto de 17 de outubro

A Universidade de São Paulo é considerada uma das melhores e mais conceituadas universidades da América Latina. Mas nem mesmo todo o reconhecimento de que a USP usufrui é capaz de esconder a crise institucional com a qual convive. Uma crise que vem se agravando e que cada vez mais ameaça suas atividades-fim.

O Conselho Universitário, supostamente com o intuito de reconhecer e propor soluções para a crise, e com a justificativa de “ampliar a democracia” na USP, aprovou o alterações nos critérios de eleição para Reitor e Vice-Reitor que nem de longe atendem aos anseios de democratização da universidade.

Mesmo assim, embora seus principais dirigentes neguem a existência da crise, é emblemático o fato de a maioria do próprio Conselho Universitário reunido no último dia 01 de outubro de 2013 ter votado favoravelmente à proposta de instalação de uma Estatuinte (58 votos favoráveis contra 47 contrários). Nada mais urgente. No entanto, a proposta não foi aprovada por não ter alcançado dois terços dos votos, requeridos pelo estatuto atual.

O resultado a que se chegou na última reunião do Conselho Universitário demonstra que esse órgão, pela sua composição atual, é incapaz de refletir as diversas opiniões existentes na universidade e, portanto, incapaz de oferecer soluções para a crise.

Não tendo oferecido soluções para a crise, sucedeu-se o inevitável. A recente ocupação da antiga Reitoria pelos estudantes é apenas expressão de uma incapacidade endêmica do atual modelo institucional – no que se inclui a gestão universitária – de canalizar os conflitos nela existentes de forma criativa e construtiva. A resposta do atual Reitor à ação dos estudantes apenas reforça a percepção generalizada de que a Reitoria age de maneira desmedida, abusiva e autoritária.

Em recente entrevista à imprensa, o Reitor João Grandino Rodas passou de todos os limites quando culpou o movimento estudantil pela queda da USP em rankings internacionais, desviando a atenção dos reais problemas da USP.

Contudo, se o atual Reitor exacerbou sistematicamente a prática do arbítrio e do abuso, o ponto é que o modelo institucional da USP permite que o Reitor aja dessa maneira.

A USP encontra-se sufocada. Não consegue mais conviver com o arbítrio, a falta de transparência, a intimidação como método, a corrupção do interesse público pelo interesse privado e uma estrutura de poder que permite tudo isso, na medida em que alija do debate e das decisões a ampla maioria da comunidade universitária.

É no trabalho de ensino e pesquisa de seus mais de cem mil membros, entre docentes, alunos e servidores não docentes, que está o mérito da USP. E justamente por que a comunidade é a base do mérito é que se faz necessário um amplo e vigoroso processo de abertura e democratização de nossa universidade.

Por isso acreditamos ser absolutamente necessária uma Estatuinte democrática e soberana, eleita especificamente para fazer uma reforma no Estatuto da USP, e manifestamos nossa posição de que seja aberto um canal de dialogo entre estudantes e a reitoria, com participação das representações dos docentes e funcionários.

Adma Muhana / Adrián Pablo Fanjul / Aurea Ianni / Cilaine Alves Cunha / Deisy Ventura / Helder Garmes / João Adolfo Hansen / Laura C.M. Feuerwerker / Leon Kossovitch / Lincoln Secco / Luiz Renato Martins / Mauro Zilbovicius / Paulo Arantes / Paulo Capel / Raquel Rolnik / Ricardo Musse

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Greve de alunos

Por Lincoln Secco.

Imagine que durante uma greve de professores universitários os alunos tomem a seguinte decisão: “Como esta greve não é nossa, exigimos a contratação de professores substitutos, pois temos direito à aula”. Jamais o movimento estudantil agiu desta forma torpe. Todavia, é comum que greves isoladas de alunos suscitem a ira mesmo de professores que fazem suas próprias greves.

Argumentam que o corpo discente não realiza greve posto que não trabalha. Mas numa universidade acoplada intimamente à reprodução do capital é no mínimo duvidoso afirmar que professores, alunos de graduação e pós graduação não concorram coletivamente para a geração de conhecimento científico. Lembremos que a ciência é uma força produtiva.

Mas o que importa é que a universidade não se reduz à sala de aula ou aos laboratórios de pesquisa. A sociedade espera dos estudantes que eles aprendam a conviver, a participar em assembleias, a decidir coletivamente e aceitar os riscos de suas decisões. Os conteúdos das disciplinas escolares não são um fim, mas um meio. O fim é a autonomia que permite que novos pesquisadores, docentes e, especialmente seres humanos melhores se formem. Por isso, numa verdadeira universidade os alunos aprendem dentro da sala de aula e fora dela.

A categoria dos professores não é obrigada a participar de uma greve que ela não decidiu, contudo, ela tem o dever de prestar solidariedade aos seus alunos. Solidariedade não exige concordância ou participação. O que se espera é apenas que os professores não se comportem como patrões dos seus alunos, vociferando pedidos de punição e praticando a humilhação daqueles que ele tem o dever de ajudar a se auto-educar.

Os alunos são a única categoria desinteressada na universidade pública. Não lutam por salário ou privilégios. Em suas ações cometem erros táticos e exageros utópicos. Ainda bem! Entre o “erro” de uma porta quebrada ou um piquete erguido e o acerto de malversações de verba pública decididas por uma cúpula que não é eleita e não se reporta a ninguém, o que você prefere? (5/10/2013)

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Manifestação (28/10/2013)

Não nos enganemos. Vivemos um momento excepcional na FFLCH, relacionado ao movimento mais amplo de reivindicação de democracia e eleições diretas para reitor, na USP; de contestação do autoritarismo dos governos da cidade e do estado de São Paulo; de crítica às políticas de fundo neoliberal sempre em curso no Brasil. É um momento de crise econômica e política grave, que não permite tergiversações e conciliações aparentes, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de realizar as mudanças necessárias e há muito desejadas no quadro institucional existente. Diante desta grande oportunidade, impõe-se uma ação clara e decidida por parte dos que querem de fato superar o estado de coisas que a crise tornou inviável. Os que somos favoráveis a tais mudanças, temos de apoiar todo esse movimento, certos de que eventuais excessos serão corrigidos no seu próprio curso. O que não se pode é desviar a atenção por considerações externas que o paralisem ou retardem, nem por julgamentos de tipo moralizante que acabam servindo aos interesses políticos conservadores. No âmbito da FFLCH, o movimento começou com a greve dos estudantes, mas deve alcançar todas as categorias, interessadas do mesmo modo na ampliação do espaço de discussão e de decisão. Para isso, declaramos apoio irrestrito ao corpo discente mobilizado, deixando de lado diferenças, nesse momento secundárias.

Adma Muhana \ Adrián Pablo Fanjul \ Afonso d’Ecclesiis \ Afonso R. Lacerda \ Airton José Cavenaghi \ Alair Silveira \ Alvaro Bianchi \ Ana Fani Alessandri Carlos \ Anderson Gonçalves \ André Martin \ Aníbal R Cavali \ Antonia Terra \ Antônio Bosi \ Antonio Carlos Mazzeo \ Antonio Rago Filho \ Arlete Moysés Rodrigues \ Atenágoras Souza Silva \ Beatriz Abramides \ Bruno Carvalho \ Caio Navarro de Toledo \ Camila Massaro de Góes \ Carlos Estevão Ferreira Castelo \ Carlos Russo Jr. \ Carlos Sanches \ Carlos Zacarias F. de Sena Júnior \ Carlos Zeron \ Carolina Gabriel de Paula \ Cilaine Alves Cunha \ Cintia Rufino Franco Shintate \ Daciberg Lima Goncalves \ Daniel Costa \ David Mandel \ Deni Ireneu Alfaro Rubbo \ Diego Francisco Silva Rosberg \ Diorge Alceno Konrad \ Duanne de Oliveira Ribeiro \ Edu Teruki Otsuka \ Evandro de Carvalho Lobão \ Everaldo de Oliveira Andrade \ Fabio Alves dos Santos Dias \ Fernanda Salgueiro \ Fernanda Thomaz \ Flávio Rocha de Oliveira \ Francesco Schettino \ Francisco (Chico) de Oliveira \ Francisco Alambert \ Francisco Pereira Costa \ Gianfranco Pala \ Gilberto Maringoni \ Giliola Maggio \ Glaucia Vieira Ramos Konrad \ Gustavo dos Santos Cintra Lima \ Gustavo Seferian Scheffer Machado \ Gustavo Takashi Moraes Assano \ Hector Benoit \ Helder Garmes \ Heloísa Fernandes \ Henrique Carneiro \ Homero Santiago \ Isabel Loureiro \ Ivan Ducatti \ Ivone Daré Rabello \ Janete Luzia Leite \ Jean Menezes \ João Adolfo Hansen \ Jorge Coli \ Jorge Grespan \ Jorge Luiz Souto Maior \ José Aparecido Rolon \ José Arbex Jr. \ José Claudinei Lombardi (Zezo) \ José Menezes Gomes \ José Rogério Beier \ Juliana Andrade Oliveira \ Júlio César Moreira \ Léa Tosold \ Leandro Piazzon \ Leila Hernández \ Leon Kossovitch \ Ligia Chiappini \ Lincoln Secco \ Lívia de Cássia Godoi Moraes \ Políticas Públicas \ Lúcia Aparecida Valadares Sartório \ Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida \ Luiz Bernardo Pericás \ Luiz Eduardo Simões de Souza \ Luiz Gustavo Soares \ Luiz R. Martins \ Luiz Roncari \ Manoel Fernandes de Sousa Neto \ Marcello Modesto \ Márcia S. Hirata \ Marcos Antônio Silva \ Marcos César P. Soares \ Marcos Del Roio \ Marcos Ferreira de Paula \ Maria de Fátima Bianchi \ Maria de Fatima Silva do Carmo Previdelli \ Maria Dea Conti Nunes \ Maria Elisa Cevasco \ Maria Lucia Cacciola \ Maria Orlanda Pinassi \ Maria Silvia Betti \ Maria Victoria de Mesquita Benevides \ Marlene Petros Angelides \ Matheus Cardoso da Silva \ Maurício André Silva \ Mauricio Cardoso \ Maurício Vieira Martins \ Maurizio Donato \ Mauro Zilbovicius \ Michael Burawoy \ Milton Pinheiro \ Murilo Leal Pereira Neto \ Nanci Espinosa \ Natan Zeichner \ Neide Maia González \ Osvaldo Coggiola \ Otília Fiori Arantes \ Pablo Ortellado \ Patricia Tropia \ Paula Marcelino \ Paulo Arantes \ Paulo de Carvalho Yamamoto \ Paulo Yasha Guedes \ Pedro H. Raidan \ Plinio de Arruda Sampaio Jr. \ Primavera Borelli \ Priscila Correa \ Rafael Moreira Dardaque Mucinhato \ Rafael Pacheco Marinho \ Rejane Vecchia \ Renan Quinalha \ Renata Gonçalves \ Renato da Silva Queiroz \ Ricardo Antunes \ Ricardo Musse \ Roberto della Santa \ Rodrigo Ricupero \ Rosa Maria Marques \ Rosemary Costhek Abílio \ Ruy Braga \ Sean Purdy \ Sergio Alves Souza \ Silvana Soares de Assis \ Silvia Adoue \ Silvia De Bernardinis \ Silvia Viana \ Sofia Manzano \ Sylvia Bassetto \ Tiago R. Machado \ Valeria De Marcos \ Valerio Arcary \ Vanderlei Elias Nery \Victoria Weischtordt \ Virgínia Fontes \ Wagner Costa Ribeiro \ Waldir Belvidas \ Yuri Martins Fontes \ Zelito Souza dos Santos \ Zilda Márcia Grícoli Iokoi

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Osvaldo Coggiola é professor titular de história contemporânea da Universidade de São Paulo. Nascido na Argentina, é autor, entre outros livros, de Introdução à teoria econômica marxista.

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Lincoln Secco é professor de História Contemporânea na USP. Publicou pela Boitempo a biografia de Caio Prado Júnior (2008), pela Coleção Pauliceia. É organizador, com Luiz Bernardo Pericás, da coletânea de ensaios inéditos Intérpretes do Brasil: clássicos rebeldes e renegados, que será lançada no segundo semestre de 2013. Colaborou para o Blog da Boitempo mensalmente durante o ano de 2011. A partir de 2012, tornou-se colaborador esporádico do Blog.

2 comentários em Uma vez mais

  1. Comissão de Mobilização dos alunos do IFUSP // 30/10/2013 às 3:14 am // Responder

    Poucos sabem o que aconteceu e ainda está acontecendo no Instituto de Física. Em breves palavras tentarei explicar a situação do IF. Segue também uma carta assinada por seus docentes que explicita um contraste com as cartas e manifestos desta publicação.

    O Instituto de Física esteve em greve por quase duas semanas. A mesma assembleia que aprovou a greve aprovou também os métodos de cadeiraço e barulhaço. Tanto a greve quanto seus métodos de perpetuação foram novamente discutidos e aprovados em outra assembleia, que contou com quórum de entre 300 e 400 alunos (dobro da anterior). Durante este período, alguns professores reagiram de maneira desproporcional e cometeram desrespeitos que são difíceis de acreditar. Junto com seus atos de autoritarismo e desrespeito, soltaram a seguinte carta com abaixo assinado.

    São Paulo, 15 de outubro de 2013.

    À COMUNIDADE DO INSTITUTO DE FÍSICA DA USP

    Prezados Membros da Comunidade do Instituto de Física da USP, professores, estudantes, funcionários,

    Nós, professores do IFUSP, abaixo-assinados, vimos por esta tecer algumas considerações sobre os acontecimentos da última semana e fazer um apelo para que os membros de nossa comunidade saibam conviver com respeito às opiniões divergentes e aos direitos individuais e coletivos. Uma de nossas tarefas primordiais, como professores dessa universidade, é oferecer educação de qualidade aos estudantes que buscam aprender.

    Uma universidade possui finalidades importantes, como a produção de conhecimento novo e a preparação de novas gerações de profissionais em diferentes áreas do conhecimento. É isso que justifica o financiamento de suas custosas atividades pela sociedade.

    Ao nos depararmos com membros do corpo discente que bloqueiam passagens e portas de salas de aula com carteiras amontoadas, percebemos o quanto ainda estamos longe de cumprir nossas missões. Não podemos aceitar que, a pretexto de uma defesa da instituição universitária, membros de nossa comunidade se dediquem a impedir o acesso ao conhecimento. Essa atitude configura uma tentativa de imposição de um pensamento, de desrespeito e intolerância frente a opiniões contrárias.

    A universidade pode (deve!) conviver com o diálogo de pessoas de opiniões conflitantes, em busca do refinamento de posições e argumentos. Protestos, manifestações, aglomerações, reivindicações, entre outros, são normais e saudáveis num local onde há pluralidade de pensamentos. Isso não pode, no entanto, servir de justificativa a atos de coerção, de imposição, de impedimento do direito de escolha dos membros da comunidade.

    Cobramos serenidade daqueles que estão se manifestando nesse momento, que saibam protestar responsavelmente, sem buscar a imposição de suas reivindicações aos membros da comunidade que exercem seu direito de discordar dos manifestantes. O uso de barricadas materiais e sonoras para impedir o livre acesso à produção e disseminação de conhecimento é extremamente prejudicial à instituição universitária (não à administração da USP), por buscar atingi-la naquilo que é a sua essência.

    1. Adalberto Fazzio
    2. Adilson José da Silva
    3. Adriano M. Alencar
    4. Airton Deppman
    5. Alain André Quivy
    6. Alexandre Lima Correia
    7. Alexandre Levine
    8. Alinka Lépine-Szili
    9. Andre de Pinho Vieira
    10. Antonio Fernando Ribeiro de Toledo Piza
    11. Antônio José Roque da Silva
    12. Antônio Martins Figueiredo Neto
    13. Armando Corbani Ferraz
    14. Armando Paduan Filho
    15. Arnaldo Gammal
    16. Carlos Eugenio Imbassahy Carneiro
    17. Carmen Pimentel Cintra do Prado
    18. Carmen Silvia de Moya Partiti
    19. Celso Luiz Lima
    20. Cristiano Luis Pinto de Oliveira
    21. Diego Trancanelli
    22. Edivaldo Moura Santos
    23. Élcio Abdalla
    24. Felix Guillermo Gonzalez Hernandez
    25. Fernando Silveira Navarra
    26. Fernando Tadeu Caldeira Brandt
    27. Gustavo Alberto Burdman
    28. Helena Maria Petrilli
    29. Iuda Dawid Goldman Vel Lejbman
    30. Ivone Freire Mota de Albuquerque
    31. João Carlos Alves Barata
    32. Jorge Noronha
    33. Josif Frenkel
    34. Kaline Rabelo Coutinho
    35. Kazunori Watari
    36. Leandro Romero Gasques
    37. Luis Gregório Dias da Silva
    38. Luis Raul Abramo
    39. Luiz Carlos Chamon
    40. Luiz Guimaraes Ferreira
    41. Mahir Hussein (atualmente no IEA)
    42. Marcelo Martinelli
    43. Marco Aurelio Brizzotti Andrade
    44. Marcos Vinicius Borges Teixeira Lima
    45. Maria Cecília Salvadori
    46. Marília Junqueira Caldas
    47. Mario José de Oliveira
    48. Mauricio Porto Pato
    49. Mauro Sérgio Dorsa Cattani
    50. Mikiya Muramatsu
    51. Nestor Felipe Caticha Alfonso
    52. Oscar José Pinto Eboli
    53. Paulo Alberto Nussenzveig
    54. Paulo Teotônio Sobrinho
    55. Pedro Kunihiko Kiyohara
    56. Renata Zukanovich Funchal
    57. Renato Higa
    58. Ricardo Magnus Osório Galvão
    59. Roberto Vicençotto Ribas
    60. Rubens Lichtenthaler Filho
    61. Sadao Isotani
    62. Said Rahnamaye Rabbani
    63. Sérgio Luiz Morelhão
    64. Shigueo Watanabe
    65. Silvio Roberto de Azevedo Salinas
    66. Suhaila Maluf Shibli
    67. Sylvio Canuto
    68. Valdir Guimarães
    69. Victor Rivelles
    70. Walter Alberto de Siqueira Pedra
    71. Yogiro Hama

    A greve acabou na segunda-feira, 21 de outubro de 2013, mas os estudantes do IF ainda estão na ativa tentando fazer uma mobilização significativa. Mantém-se uma sala de aula ocupada como QG de mobilização (sala 211 de ala central). Esta sala está aberta vinte e quatro horas por dia e é receptiva a qualquer um que queira se esclarecer sobre nosso movimento ou somente tomar um café conosco =)

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  2. Lamentável é ver um Janine Ribeiro mais preocupado com as paredes e móveis da reitoria do que com a causa política dada.

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