Lançamento Boitempo: Opus dei: Arqueologia do ofício [Homo Sacer, II, 5], de Giorgio Agamben

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A Boitempo Editorial acaba de lançar no Brasil o novo livro de Giorgio Agamben, pela Coleção Estado de Sítio (coordenada por Paulo Arantes): Opus dei: Arqueologia do ofício [Homo sacer, II, 5]. Analisando o ofício divino e humano, a obra demonstra porque o mistério litúrgico é chave para compreender como a modernidade forjou tanto a ética quanto a ontologia, tanto a política quanto a economia do nosso tempo.

Opus dei já está nas livrarias. O ebook pode ser comprado pela metade do preço do impresso, na Amazon, Livraria da Travessa, Google e Saraiva, dentre outras.

Leia abaixo o texto de orelha escrito por Daniel Arruda Nascimento, tradutor do livro:

No curso de sua já conhecida e respeitada odisseia filosófica em busca da restituição ao livre uso dos homens do que antes foi separado por algum tipo de interdição, é profanador este novo gesto teórico de Giorgio Agamben que assume o provocativo título de Opus Dei.

Não se trata de estudo sobre a notória e potente organização católica, como à primeira vista se poderia pensar. A indicação numérica no frontispício e o subtítulo da obra são esclarecedores: o livro se insere na segunda parte do seu projeto filosófico, denominado genericamente Homo sacer, e traz como objetos de análise arqueológica a liturgia e o ofício divino e humano. Em confessada sintonia com O reino e a glória, publicado originalmente em 2007 (e no Brasil,
pela Boitempo, em 2011), o mistério litúrgico é aqui indagado no âmbito da praxe terrena.

Operatividade e efetualidade se oferecem como paradigma para que possamos compreender como a modernidade forjou tanto a ética quanto a ontologia, tanto a política quanto a economia do nosso tempo. Acompanhando a argumentação do filósofo italiano, em assédio ao influxo que permite que o dever se torne o conceito fundamental da ética por nós adotada, estaremos talvez em condições de pensar uma ética e uma política liberadas da dependência das categorias do dever e da vontade.

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  1. A crise infindável como instrumento de poder: uma conversa com Giorgio Agamben | Blog da Boitempo

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