Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstrução da consciência

13.04.25_Mauro Iasi_Senso comum e conservadorismoPor Mauro Iasi.

Um dos mitos da estratégia democrática popular é o acumulo de forças. A ideia geral é que por não haver condição de rupturas revolucionárias, nem correlação de forças por mudanças estruturais no sentido do socialismo, a democratização da sociedade e as reformas graduais iriam criando as bases políticas para o desenvolvimento gradual de uma consciência socialista de massa.

No 5o Encontro Nacional do PT em 1987, o problema é colocado da seguinte maneira: certos companheiros não distinguem entre as ações ligadas ao acumulo de forças daquelas voltadas diretamente à conquista do poder, não entendendo, segundo o juízo dos formuladores, a diferença entre o “momento atual, (…) em que as grandes massas da população ainda não se convenceram de que é preciso acabar com o domínio político da burguesia, e o momento em que a situação se inverte e se torna possível colocar na ordem do dia a conquista imediata do poder”.

O resultado desta incompreensão seria que os “pretensamente revolucionários” não seriam entendidos pela população e pelos trabalhadores contribuindo, assim, de fato para a “desorganização das lutas” ficando condenados a “pequenos grupos conscientes e vanguardistas”.

Bem, o centro deste argumento que contrapõe os pretensos revolucionários aos verdadeiros seria que estes últimos teriam a capacidade de dialogar com a consciência imediata das massas e dos trabalhadores criando a mediação necessária para elevá-la à compreensão da necessidade da conquista do poder.

Nada como uma década depois da outra para julgarmos as pretensões anunciadas. A prova da validade ou não de tal formulação deve ser buscada na seguinte pergunta: após dez anos de governo petista os trabalhadores estão hoje (considerando como ponto de referencia 1987 e o 5o Encontro do PT) mais organizados e se desenvolveu uma consciência de classe que coloca de forma mais evidente a necessidade de conquista do poder “acabando com o domínio político da burguesia”?

Comecemos pela expressão maior dessa estratégia e seu líder incontentável: Luis Inácio Lula da Silva. Como operário ele expressava no início de sua trajetória política os elementos evidentes do senso comum, nos termos gramscianos, ou de uma consciência reificada nos termos de Lukács. Em seu discurso de posse no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1975, dizia que vivíamos em um momento “negro” para o destino dos indivíduos e da humanidade, porque tínhamos “de um lado” o homem “esmagado pelo Estado, escravizado pela ideologia marxista, tolhido nos seus mais comezinhos ideais de liberdade”, e de outro lado, tínhamos o homem “escravizado pelo poder econômico explorado por outros homens” (Discurso de Lula na posse do Sindicato dos Metalúrgicos de SBC e Diadema, 1975).

As mudanças na consciência dos trabalhadores não vêm da autodescoberta ou do esclarecimento, são o resultado de sua inserção na luta de classes. As lutas operárias do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 colocariam novos elementos à consciência deste operário em construção.

Em seu discurso na 1a Convenção Nacional do PT em 1981, Lula já diria: “O PT não poderá, jamais, representar os interesses do capital”.  Em outra parte do mesmo discurso o líder em formação afirmaria:

“Nós, do PT, sabemos que o mundo caminha para o socialismo. Os trabalhadores que tomaram a iniciativa histórica de propor a criação do PT já sabiam disso muito antes de terem sequer a ideia da necessidade de um partido (…). Os trabalhadores são os maiores explorados da sociedade atual. Por isso sentimos na própria carne e queremos, com todas as forças, uma sociedade (…) sem exploradores. Que sociedade é esta senão uma sociedade socialista”
(Discurso de Lula na 1a Convenção Nacional do PT, 1981).

Os trabalhadores, no momento de fusão que os constituía em classe contra o capital, expressavam a difícil passagem da consciência reificada à consciência em si, apontando já neste momento os germes de uma consciência para si, ou seja, mais que a consciência de uma classe da ordem do capital, mas uma classe portadora da possibilidade de uma nova forma societária para além da sociedade burguesa.

As lutas operárias, assim como o retomar de um conjunto muito amplo de lutas sociais, tornaram possível um salto organizativo que resultou na formação de um partido e, depois, de uma central sindical, da mesma forma que se alastra pela sociedade a retomada de associações, movimentos sociais e lutas das mais diversas.

Façamos um corte e pulemos para uma entrevista em que Lula recebe o repórter do programa norte americano 60 minutes por ocasião do final de seu segundo mandato como presidente.

Nesta entrevista o repórter norte americano pergunta ao ex-presidente:

“Havia empresários, no Brasil e no exterior, muito preocupados com sua posse, que pensavam que era um socialista e que daria uma virada completamente à esquerda. Agora estas pessoas são seus maiores apoiadores. Como isso aconteceu?”

E Lula responde:

Veja, eu de vez em quando brinco que um torneiro mecânico com tendências socialistas se tornou presidente do Brasil para fazer o capitalismo funcionar.  Porque éramos uma sociedade capitalista sem capital. E se você olhar para os balanços dos bancos neste ano (final do segundo mandato de Lula) verá que nunca antes os Bancos ganharam tanto dinheiro no Brasil como eles ganharam no meu governo. E as grandes montadoras nunca venderam tantos carros como no meu governo. Mas os trabalhadores também fizeram dinheiro.

O repórter um tanto surpreso pergunta: “Como você consegui fazer isso?”. E Lula responde: “Eu descobri uma coisa fantástica. O sucesso do político é fazer o que é óbvio. É o que todo mundo sabe que precisa ser feito, mas que alguns insistem em fazer diferente”.

Notem bem, Lula expressava entre 1975 e 1987 o movimento da consciência de classe que passava de uma determinação da alienação à consciência de classe em si. Da mesma forma fica manifesto na consciência de sua liderança mais expressiva o caminho de volta à reificação.

O problema é que a consciência expressa na liderança é representativa do resultado político da estratégia por ele implementada no conjunto da classe e em sua consciência. Como a consciência em seu movimento é síntese de fatores subjetivos e objetivos, a ação política da classe conformada por uma estratégia incide diretamente sobre a classe e sua formação enquanto classe.

Em sua análise sobre a social-democracia, Adan Przeworski (Capitalismo e Social-democracia, São Paulo: Cia das Letras, 1989) afirma que:

“A classe molda o comportamento dos indivíduos tão-somente se os que são operários forem organizados politicamente como tal. Se os partidos políticos não mobilizam as pessoas como operários, e sim como “as massas”, o “povo”, “consumidores”, “contribuintes”, ou simplesmente “cidadãos”, os operários tornam-se menos propensos a identificar-se como membros da classe.” (Przeworski, 1989:42).

O mito do acumulo de forças só se sustenta renovando-se ao infinito, isto é, nunca estamos prontos, nunca há a correlação de forças favorável, nunca o nível de consciência das massas e dos trabalhadores chega à necessidade da conquista do poder. O problema é que agindo desta forma criam-se as condições para que de fato nunca estejam dadas as condições.

No entanto, a questão é ainda mais séria. Os defensores do acumulo de forças acreditam piamente que os patamares de consciência não regridem, isto é, a consciência de classe desenvolvida nos anos oitenta e noventa ficaria ali no ponto onde chegou e iria se tornando massiva em consequência do andamento positivo das ditas reformas. Nesta leitura, se ainda não temos uma consciência revolucionária, que já coloca a necessidade da conquista do poder, teríamos a generalização gradual de uma consciência em si, digamos democrática, disposta a manter o patamar das conquistas e reagir quando estes estão ameaçados.

Não é o que verificamos. A consciência expressa na liderança revela que o conjunto da classe retoma um patamar que Sartre denominava de serialidade e ao qual corresponde a consciência reificada. Esta é a consciência da imediaticidade, da ultrageneralização, do preconceito, da perda do capacidade de vislumbrar, ainda que potencialmente,  a totalidade.

Presos a esta forma de consciência, os trabalhadores não agem como uma classe nos limites da ordem do capital em luta contra suas manifestações mais aparentes e, pior, eles a naturalizam e se comportam como agentes de sua reprodução e perpetuação desta ordem.

O senso comum reflete este movimento e é no cotidiano que ele se manifesta. Se podíamos falar de um senso comum progressista, ou tendencialmente de esquerda, no contexto de intensificação da luta de classes na crise da autocracia burguesa e no processo de democratização, hoje no quadro de uma democracia de cooptação consolidada temos um senso comum que tende a ser conservador e, por vezes, reacionário.

Permitam-se um exemplo caseiro, mas creio que significativo. Lincoln Secco escreveu um texto sobre a situação da Coréia do Norte em nosso blog (Kim Jong-un 17/04/2013). Um comentador simplesmente respondeu com um direto “vai morar lá”, mas deixemos este de lado. Destaco dois comentários mais substanciosos e que revelam uma forma de compreensão do mundo atual e seus dilemas:

“Olha, até pouco tempo tinha raiva dos EUA pela sua indústria cultural, sua arrogância, sua intromissão em assuntos de outras nações, etc. Entretanto, depois de conhecer o país e seu povo, mudei completamente minha concepção. Os caras são os “caras” porque trabalham duro, estudam bastante e são muito educados e politizados. O fazem mundo afora é conhecido na natureza como a lei do mais forte. Queria eu morar num país que dita as regras aos outros e ninguém tira farinha. Além disso, em pleno século XXI, os norte coreanos são tratados como um rebanho e não como cidadãos livres. Abaixo o apoio ao totalitarismo, como ocorre por lá!!!”

Um outro, mais duro, afirma:

“kkkkkkkkkkkkkkkkk . País sitiado? por quem? Paranoicos, malucos mesmo, todos eles, o “estadista mirim”, o “professor” que assina esta bobagem. Veja bem, a lição de história pode até ser boa, talvez o que o trai sejam as convicções políticas… o tempo passou e eles não perceberam… O Presidente dos Estados Unidos, já é Obama, viu pessoal…Ameaça do Ocidente? Para quem? Despertem deste “sono” louco, sejam felizes, ou não, mas, deixem de loucura! Vivemos num mundo diferente do das “cartilhas” que vocês estudam!!!”.

Não vou entrar no mérito, não guardo nenhuma simpatia pela forma política norte coreana, mas em seu núcleo central o texto do companheiro Lincoln, apenas afirma que existe um espaço de soberania dos Estados nacionais e que estes tem direito de se defender, o que o leva a constatação que não são eles que provocam e atacam, mas ao contrário, estão sendo provocados por “exercícios militares” que partem dos EUA. Como explicar tal reação?

Não vai aqui nenhuma consideração aos comentadores, eles tem direito de expressar sua opinião, concordemos ou não. Um blog tem de tudo e tais comentários o deixam ainda mais interessante. O que nos preocupa é que ele revela, e isto é uma virtude, um elemento do senso comum que indica uma preocupante guinada conservadora, mesmo em relação a valores mais elementares, e isso em um leitor de um blog de uma editora com uma linha claramente de esquerda em um pais que está há dez anos “acumulando forças”.

Podemos ver este fenômeno como um resquício ou uma exceção em um senso comum que tende a ser mais progressista. Infelizmente eu acredito que não. A forma do senso comum é resultado de toda a história da formação social, sua resultante cultural, a permanência das relações sociais de produção burguesas, mas também do processo político mais recente que como toda práxis pode superar ou reforçar o existente. No caso reforçou.

Lembrando ainda Przeworski, sabemos que a chamada organização das massas precisa ser compreendida de forma mais profunda. Não há uma relação direta entre organização e ação, é possível organizar para apassivar. Diz o autor:

“Os líderes tornam-se representantes. Massas representadas por lideres – eis o modo de organização da classe trabalhadora no seio das instituições capitalistas. Dessa maneira, a participação desmobiliza as massas” (Przeworski, 1989: 27).

É triste.


***

Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, presidente da ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002). Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

26 comentários em Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstrução da consciência

  1. Belo Texto! Segundo Marx, o Estado está á serviço da Classe Dominante. No Brasil a Classe Trabalhadora chegou, realmente, ao poder? Se chegou, e já se vão mais de 10 anos, é chegada a hora de fazer valer tal afirmativa?! Como?!
    Tenho observado o materialismo histórico em leituras de obras históricas, das quais A Internacional Capitalista de René A. Dreifuss, me esclareceu vários questinamentos. (sugiro a leitura). Tenho a impressão de que demos alguns passos. De fato acumulamos forças para travar a Luta de Classes, que se dá por etapas, com dificuldade, dadas as condições sociais encontradas por nossos Governos. Penso que um passo importante e decisivo na tomada de consciência de sí, e de Classe, por parte da Massa é a Regulamentação do Capítulo da Comunicação Social, previsto na CRFB/88 e jamais regulamentado neste País, por motivos óbvios. A Comunicação de Massa é a ferramenta que dará impulso, tanto á acumulação, quanto á tomada de consciência por parte da massa trabalhadora, e a fará se posicionar com alguma propriedade diante da Luta de Classes, que , sim, estamos travando neste País, diuturnamente, não há dúvidas!

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  2. Seria interessante que Mauro Iasi, ao criticar a tática da acumulação de forças, que parte de uma leitura concreta da realidade concreta, proposse, em seu lugar, outra tática, que respondesse às críticas por ele levantadas. Ou seja, uma tática que implicasse necessariamente na agitação do socialismo e da revolução como política imediata para os trabalhadores.

    Além disso, seria interessante também que em sua análise ele não desse um salto de 1987 para 2010, mas contasse toda a trajetória do PT neste período e a sorte do programa democrático-popular em seu interior.

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    • Mauro Iasi // 25/04/2013 às 21:04 // Responder

      Olá Marcelo,
      Obrigado pelo comentário. Vejamos, para um estudo detalhado do desenvolvimento político do PT de 1980 à 2002 e sua relação com a questão da consciência de classe, você pode encontrar no livro – As metamorfoses da consciência de classe: o PT entre a negação e o consentimento (Expressão Popular, 2006).
      Quanto a tática é uma boa questão. Estamos convencidos da necessidade de uma estratégia socialista e dos limites do etapismo e isso implica na necessária mediação tática. O eixo central é o anticapitalismo. nenhum problema essencial hoje existente (educação, saúde, moradia, a questão agrária) se dá por falta de desenvolvimento capitalista (como crê o governo petista), mas exatamente pela opção pelo mercado e a mercantilização daí decorrente.
      O democrático popular no governo difere muito de sua versão original. Estamos diante de um governo de pacto social com a burguesia, no entanto o horizonte estratégico e seus fundamentos são os mesmos. São momewntos diferentes da mesma estratégica que pode assumir formas ais populares (como a Venezuela) e formas mais rebaixadas, como a brasileira.

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    • Também senti falta dos mesmos elementos destacados pelo Marcelo… Sei dos limites de um artigo da internet, mas acredito que não há teoria revolucionária fechada, mas é preciso que comecemos a novamente formular uma estratégia alternativa para a revolução brasileira, que é algo que parece ter se perdido nesses anos. Para tal é necessário que comecemos a externalizar isso…

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  3. Caro Mauro Iasi escrevi estas linhas abaixo num comentário que fiz no Jornal Correio da Cidadania a respeito de um artigo que Wladimir Pomar escreveu sobre núcleos de base. Reproduzo este comentário por achar que ele é pertinente em relação ao seu texto neste blog. Como muitos militantes estou perdido, procurando mesmo em condições adversas estudar a teoria marxista e entender a atual conjuntura. Quando escrevi este comentário em meados de 2010 ainda acreditava na tese democrática popular. No entanto, estou cada vez mais convencido de que o PT é cada vez mais um partido integrado a ordem e que não está preocupado em esclarecer a população. Ao contrário, me parece que inclusive se beneficiam desta letargia… Que fazer?
    Sempre leio seus artigos, pois acredito que tocam em pontos fundamentais deste debate sobre o que se tornou o PT. Observando sua fala e a de outros expoentes deste partido, tenho a impressão de que as outras correntes abandonaram o processo de politização e conscientização da população. No entanto, acompanho com igual atenção a critica dos ditos partidos da esquerda revolucionaria que me deixam com a pulga atrás da orelha.
    Quando o senhor diz, por exemplo, que a mudança exige mobilização, não teria de ser o pt o indutor desta mobilização justamente pelo fato de ser governo e estar presente no pais todo. Imagine milhares de núcleos fazendo um trabalho de politização. O governo não teria meios de obter apoio popular ate para medidas mais avançadas? Mas uma coisa é certa não vemos mais petistas construindo núcleos de base. Alias, sonho com núcleos de base. Onde eles estão? Tenho 34 anos e me lembro de participar da campanha de Luiza Erundina junto com meu avó Wantuil Gomes dos Santos, ex-membro do pcb e ex segurança de Luiz Carlos Prestes, e que ,depois de tanta luta teve um fim de vida miserável, mas mesmo assim não esmoreceu e me dizia temos de apoiar o pt por ser democrático e popular. Naquela época ainda garoto frequentei reuniões do pt em salas apertadas e úmidas na periferia onde os militantes tinham orgulho de suas estrelinhas prateadas vendidas para ajudar na causa. Acreditava- se que o pt era um partido diferente e quando fazíamos boca de urna era isso o que dizíamos para outas pessoas que faziam boca de urna para outros candidatos por dinheiro. Passado alguns anos pergunto onde esta aquele pt? Onde estao aqueles núcleos? Ja em meados dos anos 1990, vi aqueles velhos militantes desaparecerem… Alguns viraram assessores, dizem, outros desaparecerem, alguns encontro amargurados… Uma coisa é certa, onde a população vai aprender a fazer uma analise de conjuntura, a elaborar táticas , a mobilizar se não for aprendendo politicamente na base? Onde? Por isso a angustia e a pulga atrás orelha… O psdb faz mal para o Brasil o pt talvez seja o unico partido que ainda possa combate-lo mas sera que nao esta na hora de tensionarmos pela esquerda em busca dos velhos ideais?

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    • Mauro Iasi // 26/04/2013 às 19:59 // Responder

      Olá Theo,

      Me solidarizo com sua angústia, realmente os núcleos de base seriam um instrumento poderoso de mobilização, organização e formação. Seriam, mas não foram. Você tem razão, a organização de base deu lugar à pontos de controle de máquinas, sejam elas partidárias ou eleitorias. A destruição dos núcleos foi um processo muito longo, marcado pela instrumentalização dos encontros e por fim com a criação do PED, verdadeiro golpe contra a construção de uma forma organizativa realmente inovadora.
      O desafio esta em aberto.

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    • Theo boa noite, meu nome é Jéssica e sou filha de Cleto Vitor da Silva, não sei se lembra, mas ele tbm foi militante e muito amigo de seu avô Wantuil e de D. Luiza. Estamos (eu e minha família) atrás de algum membro familiar, pois nesta semana meu pai completa 60 anos e buscamos histórias e pessoas que passaram e marcaram sua vida. Por favor, eu poderia me comunicar com vc por amil ou alguma outra ferramenta. Meu email é jessicacvs@bol.com.br. Jéssica

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    • Olá theo, sou sobrinha neta de Wantuiu Gomes dos Santos que morou no Bairro Santana e tinha um caldo de cana. Moro em Minas.

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  4. Só um questão que ao meu ver balisa todo o erro da análise. O PT não leva a cabo seu programa democrático e popular de 87, na real não cumpre em nada. Cade as reformas de caráter antimonopolista, antilatifundiária e antiimperialista? Se acumula forças não com medidas ultrapalitivas, mas sim com reformas estruturais. Isso sim acumulam forças, pois avançam na luta de classes e colocam o povo em movimento, pois são identificada como reformas cabíveis com o atual nível de consciencia do povo e alteram a correlação de forças rumo a uma ruptura revolucionária. Mauro Iasi deveria analisar a venezuela de chávez, país que mais perto chegou de concretização da estratégia democrática e popular.

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    • Mauro Iasi // 26/04/2013 às 20:14 // Responder

      Olá Miguel,

      Esta é uma ótima questão: a estratégia democrática e popular foi abandonada e o que caracteriza o governo dirigido pelo PT já é outra estratégia?
      Este é o ponto de apoio dos socialistas que resistem dentro do PT ou em seu entorno e que ao meu ver foram derrotados por uma sólida maioria que aposta no pacto social com a burguesia para o desenvolvimento do capitalismo. Para a luta política e a agitação é saudável que existam dentro deste campo quem mantenha a versão original contra aquilo que dela se desenvolveu e chegou ao governo.
      Mas há uma diferença entre estratégia e programa. O PCB, por exemplo, manteve no essencial até 1964 a estratégia democrático nacional, ainda que as vias de implementação e programas tenham variado e muito (indo desde a insurreição armada como em 1935 até a política de luta pacífica de massas do V Congresso).
      O programa anticapitalista, antimonopolista e antilatifundiário foi abandonado por um programa de crescimento econômico pactuado com a burguesia e uma política de enfrentamento da pobreza absoluta. No entanto a lógica das chamadas tarefas em atraso, o acúmulo de forças, a compreensão da possibilidade deste acúmulo se dar por meio da ocupação de espaços no Estado burguês sem rupturas políticas, o pressuposto da impossibilidade de uma alternativa socialista, assim como a centralidade da via eleitoral, mantêm-se como aspectos da formulação originária.
      Sobre a Venezuela, concordo com você e tenho afirmado isso: a Venezuela é a versão radical e popular da estratégia democrática e popular, diferente do Brasil que é sua versão moderada e pequeno burguesa (para não dizer outra coisa).

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  5. À direção do Blog: Já assinei a newsletter , mas até agora não recebi. às vezes, um conhecido meu é que me envia algo que considera que eu vou gostar mais. Como este post. Por favor, verifiquem e ativem assinatura pra receber newsletter do Blog da Boitempo. Meu email: hpchumberto@uol.com.br
    saudações,
    Recife, Humberto Cavalcanti.

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  6. Daniel Azevedo // 26/04/2013 às 1:56 // Responder

    Um texto altamente elucidativo,antes de tudo. De uma escrita coesa,simples e dinâmica que contrasta com fenômenos,autores e definições substanciosas. O conteúdo e a pletora de assuntos tratados são,a meu ver,singulares para os próprios acadêmicos que tenho lido; se olharmos para o tamanho do artigo. Mauro Iasi,mandou muito bem.

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  7. José Saores // 28/04/2013 às 22:16 // Responder

    Gostei do texto. Essa história da tal “acumulação de forças”, aliás, era o que permitia que eu “engolisse” as alianças “táticas” que o PcdoB mantinha com a Roseana Sarney, Marconi Perillo etc. Enfim, era o discurso oficial dessa legenda e que, à época, achava inteligente, “sofisticado”. Hoje, já (felizmente) fora dessa organização, dei-me conta de que se trata de mais um desses sofismas enganadores que não resistem ao crivo da realidade.

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  8. Jackson Nobre // 30/04/2013 às 1:12 // Responder

    Receber uma crítica que busca falsear a realidade da direita, é tranqüilo, esperado. Mas, advindo da esquerda. Chega a ser repugnante. Explico-me. O texto parte de alguns pressupostos que não condizem com a realidade material.

    1) PT hodierno é a materialização do Projeto Democrático Popular;

    2) O Governo brasileiro é o PT;

    Há outro ponto também que caracteriza ainda mais o falseamento da realidade que é: afirmar o retrocesso da consciência na classe trabalhadora sem apresentar nenhum dado concreto, a não ser, a postagem num blog. Este fato em si é tosco, logo nem o comentarei. Ou alguém nessa lista acredita que há um número massivo de trabalhadores que acessem blog’s, ainda mais, de esquerda?

    Tratando agora dos pressupostos apresentados:

    O Governo atual não é o PT. É uma coalizão de forcas políticas. Temos dentro desse governo a extrema direita, a social democracia, o conservadorismo, os caudatários… Contudo, não somente, a classe trabalhadora – também compõe -, digo mais, consegue dialogar minimamente. E, por favor, não me digam que isso não é perceptível. Darei dois exemplos básicos que expressam o caráter coalizão do Governo. As remoções por conta da COPA estão bombando com o aval do Governo. Entretanto, há editais advindos do Governo financiando associações não governamentais pelo Brasil, apenas para tratarem dos impactos e da mobilização das comunidades atingidas. O que existe é um cabo de guerra, no qual, de um lado está o Capital especulativo das construtoras, imobiliárias… e do outro os movimentos sociais como MAB, MST, dentre outros. Os primeiros com o poder do Capital e os segundos com a capacidade de mobilização. Agora, respondam-me:

    Qual a nossa capacidade mobilizativa atual?

    R- Fraquíssima.

    Insignes, infelizmente, nós estamos perdendo nesse cabo de guerra. Isso é perceptível tanto quanto esse Governo não ser constituído por um bloco monolítico. Analisemos o outro pressuposto:

    O PT representa a materialização do PDP?

    O Mauro Iasi neste texto faltou totalmente com a verdade – MENTIU. Peço a qualquer um aqui para analisar o documento de 87, resultante do 5º Encontro do PT, e traçar um paralelo com a atual conjuntura. Não veremos de forma alguma a implementação de um Governo Democrático Popular. Então, que dizer que é liberal? Puro não, reformulado. Estamos em um outro período histórico, e neste momento, a melhor caracterização que se pode dar a esse Governo é Neodesenvolvimentista. Neste ponto irei me valer das ponderações feitas pelo Prof. Armando Boito na caracterização da política neoliberal e do neodesenvolvimentismo:

    “O neoliberalismo representa, em todo o mundo, uma ofensiva da burguesia contra os trabalhadores e, para nós da América Latina, representa, ademais, uma ofensiva das economias imperialistas contra as economias dependentes latino-americanas. Essa dupla ofensiva traduziu-se, como sabemos, em aumento do desemprego, no corte de direitos trabalhistas e sociais, na reconcentração da renda, nas privatizações, na hipertrofia da acumulação financeira, na abertura comercial e na desindustrialização forçada de países da América Latina.

    Pois bem, embora os governos Lula e, na sua sequência, o governo Dilma não tenham revertido essa dupla ofensiva e tampouco suprimido os seus principais resultados, esses governos moderaram os efeitos negativos do modelo capitalista neoliberal no que respeita às condições de vida da população trabalhadora e no que concerne à proteção do capitalismo brasileiro. A economia voltou a crescer, o emprego e o salário cresceram, o programa de privatização foi contido e, como podemos ver no presente momento, o governo Dilma se esforça por proteger a indústria interna da concorrência dos importados barateados pelo câmbio alto.

    Embora o capitalismo neoliberal não tenha sido substituído por um modelo novo, voltado para as necessidades mais sentidas das massas trabalhadoras, podemos observar um contraste entre, de um lado, a situação brasileira e também de vários países latino-americano, e, de outro lado, a situação dos principais países da Europa. Enquanto assistimos a uma nova e forte ofensiva burguesa neoliberal na Inglaterra, na França, na Itália, em Portugal e em outros países europeus com seus governos majoritariamente neoliberais ortodoxos, na América Latina, onde prosperaram os governos de centro-esquerda e de esquerda, o que vemos são tentativas de moderar o capitalismo neoliberal (Brasil e Argentina) ou mesmo de substituir esse modelo (Bolívia, Venezuela). São respostas diferentes para a crise iniciada em 2008. (BOITO, Entrevista ao Brasil de Fato)”

    Em síntese, o Prof. avalia o Governo brasileiro hodierno como pelego, no sentido etimológico da palavra, aquilo que amortiza o impacto entre o couro do cavalo e a cela. No caso do Governo o que é mitigado é a contradição Capital x Trabalho.

    Por fim, há mais dois pontos no texto que considero como velamento da realidade e são estruturais para a crítica traçada. E se não percebidos podem levar a leituras errôneas da conjuntura, como por exemplo:

    “O problema é que a consciência expressa na liderança é representativa do resultado político da estratégia por ele implementada no conjunto da classe e em sua consciência. Como a consciência em seu movimento é síntese de fatores subjetivos e objetivos, a ação política da classe conformada por uma estratégia incide diretamente sobre a classe e sua formação enquanto classe. (IASI, Senso comum e conservadorismo)”

    O Iasi fez uso de um artifício argumentativo chamado a “arte da tesoura”. Significa que essa frase fora do contexto é verdadeira, entretanto, neste ponto o que realmente está sendo dito é que não houve avanços nesses anos do Governo administrado pelo PT, mas que na verdade ocorreram retrocessos para a classe trabalhadora. Argumento não condizente com a realidade e já desvelado na citação anterior do Prof. Boito.

    O último ponto é referente ao do acúmulo de forças como estratégia democrática popular: “Um dos mitos da estratégia democrática popular é o acumulo de forças. A ideia geral é que por não haver condição de rupturas revolucionárias, nem correlação de forças por mudanças estruturais no sentido do socialismo, […]”. Esta não é a avaliação do campo político do Projeto Popular. Não sei se faz parte das deliberações hodiernas do PT, mas como disse antes, o PT não representa a materialização deste Campo. Pelo pouco do histórico da esquerda brasileira que conheço, esta análise é advinda do Komintern – e aplicada no Brasil pelo PCB – que seguia a cartilha desenvolvida por Stalin para uma revolução nos países de capitalismo tardio.

    Aos desavisados: não defendo o PT e nem sua política de alianças. Todavia, não posso deixar que tal absurdo – que se apresenta aparentemente crítico – seja propagado. Temos responsabilidades teóricas e práticas com a realidade material. Uma análise simplista e mistificada não contribui para o desenvolvimento da revolução brasileira. Compromisso que acredito ser nevrálgico a qualquer revolucionário.

    Ha-braços,

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    • Mauro Iasi // 01/05/2013 às 14:04 // Responder

      Caro Jackson,

      Esta é uma polemica mais profunda que o espaço deste blog, entāo, apenas alguns comentários:

      1. Quanto a cracterizaçao do senso comum estou convicto que vivenciamos uma inflexāo conservadora e podemos comprová-la por uma série de manifestaçōes tais como o crescimento da intolerância religiosa, a homofobia, o preconceito, mas também pelos horizontes da visāo de mundo própria de setores sindicais e da militancia política, da juventude, etc.
      2. O governo Lula é, como você afirma, um governo de coalizāo que aglutina desde segmentos de centro até de direita, mas também de classes sociais que inclue em lugar de destaque o grande empresariado monopolista. Por isso semprr recusei a caracterizaçao que os mais otimistas atribuiam como de “centro-esquerda”. Para isso o PT teria que se apresentar como de esquerda no governo de coalizāo, o que nāo ocorre.

      3. Nāo estou de acordo com sua leitura sobre a estratégia democrático-popular. Há uma diferença entre o que se constituiu esta formulaçāo e a estretégia democrática nacional tal como o PCB defendeu até os anos 80. Talvez neste ponto é que reside a sua e d eoutros companheiros nem concordar com a afirmaçao segundo a qual estamos vivendo o resultado de um dos desenvolvimentos possíveis da estratégia democrática epopular tal comose apresentou de forma mais acabada em 1987 no V encontro do PT.

      Valeu
      Mauro

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  9. Caro Mauro, parabéns pelo artigo. A reflexão é pertinente. E digo-te mais: o PT não apenas empurrou para trás a consciência de amplos setores militantes e de massas mas deixou um rastro de confusão que assola o conjunto da esquerda brasileira – incluindo os setores revolucionários. Analisei um pouco desse processo no artigo abaixo:
    http://blogdomonjn.blogspot.com.br/2012/12/por-uma-luta-consequente.html

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  10. Lincoln Secco // 06/05/2013 às 2:34 // Responder

    Caro Mauro Iasi, obrigado pela referência ao meu texto. Eu nem discuto o regime norte-coreano, só defendo seu direito à soberania, como você muito bem o disse. De fato, há uma retração quase “civilizacional” expressa em certos comentários. É que a vitória de partidos de origem operária e socialista na América Latina foi eleitoral. No plano dos valores, o neoliberalismo persistiu.

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  11. Mauro Iasi // 07/05/2013 às 22:12 // Responder

    Valeu Lincoln, um abraço.

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  12. Jackson Nobre // 10/05/2013 às 0:52 // Responder

    Caro Mauro,

    Diante deste fato: ” estamos vivendo o resultado de um dos desenvolvimentos possíveis da estratégia democrática epopular tal como se apresentou de forma mais acabada em 1987 no V encontro do PT.”
    O que se deve fazer?
    Particularmente, compreendo que devemos tencionar o Governo – através de um trabalho de base forte -, para a criação de fatos políticos sobre questões centrais que estão em pauta. Como por ex. comissão da verdade, royalties para educação… Pois, avalio que nessa conjuntura de aprofundamento da crise na qual as políticas públicas para a classe trabalhadora são as mais ameaçadas, com as medidas de austeridade, o nosso papel quanto militantes revolucionários não é bater no PT. Mas, sim, apresentar as contradições desse Governo e pressioná-lo.
    Digo isso com muita tranqüilidade, pois sabemos que a problemática hodierna não é a desvirtuação ética do PT. O problema é o Capitalismo. Este é o nosso inimigo prioritário. E não adiantará advir outro partido, já que ele estará inserido na lógica deste sistema, logo, as mudanças que serão feitas não terão caráter estrutural. No máximo um reformismo forte, que já avança mais do que esse reformismo fraco implementado atualmente, sendo que não resolve o problema, apenas, o mitigará de uma forma mais qualitativa.

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    • Dentro da estratégia reformista (ou que os marxistas ortodoxos chamariam de oportunista, social-chauvinista, pântano, etc) sim. Esta é a questão. Os que estão no PDP – seja dentro ou fora do governo, considerem que o governo aplica o PDP ou não – defendem e tem como limite um reformismo mais reformista. Ou seja, tem como limite uma democracia burguesa ou pequeno-burguesa radical. Sempre é possível humanizar mais um pouquinho o capital.

      O próprio colega Jackson Nobre coloca que o socialismo é impossível. O “capitalismo é nosso inimigo” mas é impossível surgir uma organização diferente dentro do capitalismo. Ou seja, devemos combater o capitalismo com nossas pautas localizadas – quanto mais focalizadas melhor – mas não devemos nos preparar para dá-lo um golpe de morte.

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  13. Acredito que esta ferramenta é importante para que todos que queiram opinar, além ser uma temático pertinente neste momento que se encontra a esquerda brasileira do PT. No entanto, alguns intelectuais da tradição marxista carecem de um espaço para socializar e problematizar de forma mais profunda e coletiva as reflexões críticas produzidas em torno do movimento real dos trabalhadores inscritos na história para superar a ordem vigente, estou me referindo a uma práxis que imprimiu na teoria da organização dos trabalhadores duas estratégicas históricas (reformista e revolucionária), substanciais e irredutíveis no processo de luta para despertar a consciência política, porém, não é o mesmo que consciência teórica, que no meu ver é nesta simbiose que é constatado os lapsos de muitos militantes comunistas e socialistas, intelectuais que se dizem ser da tradição marxista. A pergunta é que outras estratégicas existem neste cenário da luta de classes ? Já que social-democracia e o projeto democrático popular nacional, ambos escolheram o caminho do “transformismo”, do pacto, da negociação do doseamento daquilo que Florestan chamou de uma “contrarrevolução preventiva”.

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  14. Sim o prof Iasi tem razão, a concepção “Democrática e popular”, foi a senha para o PT adotar a Frente popular, introduzida por Dimitrov no Vllº Congresso da lllª Internacional em 1935, a qual entre outras resoluções orientava uma aliança entre liberais e comunistas para “combater o fascismo”. O governo “democrático e popular” , uma versão das Frentes populares stalinistas, nada mais são que um governo burguês.que a burguesia é obrigada a adotar que sua representação está em crise. Trotsky escreve isso em seu “Programa de Transição”. Os que não gostam dele ou de teorias, é só observar a Era PT e tirar suas próprias conclusões…

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  15. Juliano Carlos Bilda // 06/10/2014 às 17:59 // Responder

    Camarada Mauro sempre afiado e oportuno. Belo texto. Aliás, endosso o convite para que todos conheçam seu magistral trabalho, publicado pela Editora Expressão Popular: “As metamorfoses da consciência de classes: o PT entre a negação e o consentimento”. Conjuntamente a algumas outras obras e artigos, nos apresenta uma importante análise da luta de classes, organização e consciência de classe e desafios a superar nas nossas organizações socialistas.

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  16. Um dos grandes problemas foi que o PT ao buscar o poder acabou sendo engolido pelo poder. Não sei a época em que todos esse comentários foram escritos aqui nesse blog (estamos em 2016). Mas esse governo de coalização não percebeu a força e o poder da burguesia reacionária, a sua matreirice e acabou sendo engolido por ela. Nesse xadrez político relevou o que acontecia na política internacional e as ameças que significavam a entrada no Brics, pré sal e outros projetos. A burguesia local em alianças com o império não tiveram pudor e não vacilaram e o PT ficou a ver navios. Foi um “etapismo” cego que acabou em cheque-mate.

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