O que Marielle Franco teria a dizer sobre o massacre de Jacarezinho? É a pergunta de fundo deste texto, com o qual Yara Frateschi inaugura sua coluna no Blog da Boitempo. [...]
Analisando o massacre no Jacarezinho, Souto Maior destaca a perversidade de um projeto político autoritário, que dissemina o caos e o medo com a morte de determinadas pessoas para garantir sua sobrevida. [...]
Slavoj Žižek / "A crise atual trouxe à tona as consequências bastante materiais do abismo de classe nos Estados Unidos: não se trata apenas de uma questão de riqueza e pobreza, é também (e de maneira bastante literal) uma questão de vida e morte – tanto no que diz respeito à violência policial quanto no que diz respeito à pandemia do novo coronavírus." [...]
Por Jones Manoel / "Será que conseguiremos confrontar o poder burguês no Brasil sem colocar no centro da agenda política o enfrentamento ao extermínio da população negra? Aliás, como podemos colocar no centro da cena política a questão do extermínio? Como tirar esse massacre cotidiano da normalidade, da naturalização, do “é isso mesmo”?" [...]
Por Luiz Eduardo Soares / "Parece que está em curso uma transição: aos poucos, deixamos de ser o país dos juízes para nos tornarmos a nação dos generais – de novo, ainda que, dessa vez, com cobertura legal, uma vez que, depois do impeachment, qualquer atropelo às leis poderá ser tolerado desde que os fins justifiquem, para seus operadores, os meios." [...]
Por Edson Teles / "A norma de governo tem sido, faz tempo e agora com grande escalada de crescimento, a violência e o ilícito. Se houve, por um lado, programas sociais de inclusão e de diminuição dos sofrimentos causados pela miséria com uma maior distribuição de renda, o mesmo Estado também investiu em mecanismos de violação de direitos, jurídicos e estruturais. Ou simplesmente se ausentou de tratar os problemas." [...]
Por Antonio Candido / "Balzac, que percebeu tanta coisa, percebeu também qual era o papel que a polícia estava começando a desempenhar no mundo contemporâneo." [...]
Edson Teles / "Do ponto de vista da eficácia da política de segurança pública é mais importante uma situação de violência urbana do que de relações harmoniosas e ordeiras." [...]
Será que as manifestações violentas e “irracionais” (isto é, desprovidas de demandas programáticas concretas e sustentadas tão somente por uma vaga reivindicação de justiça) contra a violência policial racista não seriam justamente os casos contemporâneos exemplares daquilo que Benjamin chamou de “violência divina”? [...]