Marcela Magalhães

Função material da misoginia no projeto reacionário 

30/03/2026 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "A família é tratada como célula do Estado e a subordinação feminina como requisito para a ordem pública. A misoginia nazifascista, assim, é técnica de governo, porque controla sexualidade, regula reprodução, reorganiza o trabalho e produz um tipo de cidadania em que as mulheres aparecem sobretudo como meio biopolítico e não como sujeito pleno de participação e direção social." [...]

O feminismo não é wokismo 

24/03/2026 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "Nas últimas semanas, o caso Epstein voltou ao centro da cena mundial como uma radiografia da economia política da impunidade. Uma rede de exploração sexual incrustada nas elites, sustentada por dinheiro, prestígio, intermediários e pela cumplicidade ativa de aparelhos institucionais que deveriam proteger a vida, mas que operaram e seguem operando, na prática, para proteger patrimônios, reputações e alianças. O que se escancara ali é um mecanismo de impunidade de classe: tem gente que consegue violentar por décadas e seguir intacta." [...]

A violência policial e a contradição neoliberal na Europa

30/10/2024 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "Na Europa, o avanço da violência policial tem sido acompanhado pelo crescimento de uma retórica de extrema direita que transforma mortes de migrantes em oportunidades para desumanizar as vítimas e enaltecer o papel repressivo da polícia. Garantir justiça e dignidade exige a destruição das bases de opressão que sustentam a brutalidade estatal e o racismo, de forma que as vidas racializadas deixem de ser tratadas como descartáveis em prol da manutenção de uma ordem injusta e desumana." [...]

A ascensão da extrema direita no 50º aniversário da Revolução dos Cravos: a morte da esquerda portuguesa?

26/03/2024 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "É preciso entender o caráter sui generis de Portugal, situado na semiperiferia do sistema capitalista; a disputa pelo imaginário da memória coletiva, oscilando entre os ideais revolucionários do 25 de Abril e uma idealização remanescente do período colonial aliada a uma ofensiva global da extrema direita; além do impacto das políticas de austeridade que facilitaram o ressurgimento da direita em um momento tão singular." [...]