Deivison Faustino e Walter Lippold: "Os deputados já não debatem projetos de sociedade ou de lei, discursam na tribuna para seu público no X, Instagram ou YouTube. Talvez por isso, as bancadas políticas que representam o grande capital são tão contrárias a projetos de democratização da informação ou mesmo de uma mínima regulação e corresponsabilização dessas plataformas." [...]
Ronaldo Tadeu escreve sobre o centenário de Frantz Fanon: "no palimpsesto que constitui Pele negra, máscaras brancas, uma das preocupações centrais é com a linguagem e o modo como ela se desdobra na formação psíquica do negro. Na linguagem, estão sedimentados elementos simbólicos que formam a civilização e a cultura — 'falar uma língua é assumir um mundo, uma cultura'." [...]
No centenário de Franz Fanon, a convite do Blog da Boitempo, Alysson Oliveira apresenta sete filmes (entre documentários e ficção, recentes e clássicos, em longa e curta-metragem) para descobrir o pensamento do revolucionário martinicano. [...]
Cristiane Sabino comenta "Desde Fanon", lançamento que chega em primeira mão aos assinantes do Armas da Crítica: é contra a lógica acadêmica e mercantil produtivista e "algoritimizada" que Deivison Faustino e Murytan Barbosa encaram a obra desse autor incontornável na árdua tarefa de desvendarmos e transformarmos o mundo corroído pelo complexo colonialismo-capitalismo. [...]
Deivison Faustino e Walter Lippold: "O debate sobre o viés algorítmico deixa de ser exclusividade matemático para se tornar uma preocupação social de primeira grandeza. Se as máquinas-ferramentas digitais e os seus padrões biométricos da produção virtual de imagens não são capazes de controlar os vieses raciais e de gênero de seus bancos de dados, podemos confiar nelas para outras tarefas sensíveis que possam colocar a vida humana em risco, como é o caso da saúde ou da educação?". [...]
Já está no ar o novo episódio da Rádio Boitempo! No quadro Megafone, o sociólogo Deivison Faustino lê um trecho de "O capital", de Karl Marx, destacando a crítica do autor ao colonialismo, mais tarde retomada por Frantz Fanon. [...]
Talíria Petrone escreve sobre a intensidade e a beleza dos escritos políticos de Frantz Fanon, reforçando que a obra permanece como um instrumento para as revoluções do século XXI. [...]
Entre as duas camadas de visibilidade nas quais a violência envolvendo o Estado e/ou as organizações militarizadas se manifesta, surgem também dois sujeitos: o genocida e o sobrevivente. Edson Teles apresenta ambos e analisa como o sobrevivente, ao recusar e romper violentamente com a política de morte, acaba por transformar o instinto de conservação da vida em ato de revolta. [...]
João Carvalho / Como se dá a construção do negro na situação colonial? Como lhe são negadas a um só tempo a identidade e a alteridade? Quais seriam suas vias de ruptura e tensionamento de acordo com Fanon? Tais respostas pressupõem um percurso que nos leve a compreender como, para citarmos Achille Mbembe, o negro se tornou o cadáver da modernidade. [...]