feminicídio

A criminalização da misoginia e a fabricação da perseguição aos homens 

13/04/2026 // 1 comentário

Camila Galetti e Nathaly Royer: "Pode-se afirmar que a disputa em torno da criminalização da misoginia revela, portanto, uma dimensão mais profunda: trata-se de uma disputa sobre a própria inteligibilidade da violência. Nomear a misoginia não é apenas um ato descritivo, mas um gesto político que torna visível aquilo que determinados projetos de poder buscam ocultar. " [...]

Misoginia digital: o ataque às mulheres como tática política

27/03/2026 // 1 comentário

Thais Klein: "Vale lembrar que as mulheres são maioria do eleitorado. Isso significa que o ataque às mulheres não é apenas expressão de ódio, mas também tentativa de incidir sobre um campo político concreto, de desestabilizar, intimidar, silenciar. A violência de gênero, nesse contexto, não é exterior à democracia – ela a atravessa e a ameaça." [...]

O ano começou mal

04/01/2017 // 1 comentário

Por Edson Teles / "Com as redemocratizações e a reorganização dos estados de direito, os direitos humanos produziram um paradoxo: quanto mais se realizava as lutas e as conquistas de direitos, acionando os poderes legislativo, judiciário e executivo, mais se descaracterizava seu aspecto de mecanismo de luta e resistência. O protagonismo e a execução dos direitos humanos, simbolizado entre outas formas contemporâneas no “politicamente correto”, coube ao Estado e às principais instituições disciplinares da sociedade." [...]

O monstro: sobre a chacina de Campinas, misoginia e notícias

02/01/2017 // 30 comentários

Por Daniela Lima / "Talvez o crime de Campinas seja justamente sobre a manutenção das relações de poder, do status quo, em um momento em que as disputas de narrativas sobre os casos de feminicídio trazem à tona crimes perversos que – é importante ressaltar – acontecem diariamente, embora nem sempre sejam tão noticiados." [...]

Mulheres, política e violência

03/06/2016 // 6 comentários

Por Flávia Biroli / "Existe alguma relação entre o ministério sem mulheres de Michel Temer e o recente estupro coletivo da adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro, além do fato de ambos terem despertado forte reação nos movimentos de mulheres no Brasil? Minha resposta é que sim. Há algo em comum entre o apagamento da presença das mulheres na política e a violência contra as mulheres. Há, também, um elo entre a sua exclusão e a cultura do estupro. O que têm em comum é o apagamento das mulheres como sujeitos, como interlocutoras legítimas. " [...]

Machismo mata

27/05/2016 // 8 comentários

Por Flávia Biroli / “Machismo mata”, como vem sendo afirmado por diferentes movimentos feministas nas últimas décadas. O sentido dessa afirmação pode ser tomado em sua amplitude e complexidade. O que me parece importante é compreender que muitas das formas hoje correntes de reação contra os direitos das mulheres e a igualdade de gênero, no campo político e no cotidiano, contribuem para a reprodução de um cenário no qual essa violência toma forma e é aceita." [...]