Aprender a sustentar o calor: leitura e formação crítica em “O capital”
Gabriel Teles: "Há frases, diz Ernst Bloch, que são como copos cheios de bebida forte e fervente, sem alça por onde se possa segurá-los. Não se trata de um obstáculo acidental, mas de uma exigência imposta pela própria matéria do pensamento. Essa imagem oferece uma chave decisiva para pensar a experiência de leitura de O capital e, mais ainda, a forma de formação crítica que esse livro pressupõe e produz." [...]