escola sem partido

Universidade em ritmo de barbárie

15/03/2017 // 7 comentários

Por Christian Dunker / "Se no lugar onde a palavra deve ser o princípio fundamental do poder, praticamos a violência gratuita, o que esperar para o nosso funcionamento social? Tudo se passa como se no momento em que as classes menos favorecidas chegam à universidade, é hora de fechá-la transformando-a em outra coisa." [...]

A cidadania sitiada

14/11/2016 // 6 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Apostar que em 2018 teremos uma reversão do quadro é não entender a natureza do processo político em curso. A continuada criminalização da esquerda política torna o próximo pleito presidencial muito mais difícil do que foram os anteriores. O cerceamento dos espaços de debate amplifica a influência já gigantesca dos oligopólios da mídia. Mais importante ainda, a destituição da presidente Dilma Rousseff sinalizou que os interesses dominantes no Brasil definiram uma tutela sob os governantes eleitos. Mesmo que ocorra a vitória eleitoral de uma candidatura mais popular em 2018, ela precisará enfrentar esta tutela, o que significa, em primeiro lugar, que terá margem limitada para reverter o retrocesso destes últimos tempos." [...]

Transição à ditadura

28/10/2016 // 16 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Assim como sofremos um golpe de novo tipo, estamos vivendo o início de uma ditadura de novo tipo – a palavra “ditadura” pode parecer excessiva, mas é exatamente disto que se trata." [...]

Brexit à brasileira: quando a barbárie se instala

12/07/2016 // 6 comentários

Por Rosane Borges / "O Brasil mergulha numa crise que se apoia em fundamentos semelhantes aos que deram força à saída britânica da UE. Mais do que reflexos do referendo em nosso cotidiano, talvez possamos pensar num “Brexit à brasileira”. Brincadeiras à parte, a expressão carrega algo aplicável às terras tupiniquins: BR (de Brasil) conjugado com uma legislação que dá adeus às conquistas de mulheres, negros, indígenas, gays, lésbicas e trans." [...]

O Escola Sem Partido e as lições marxistas da CNI

11/07/2016 // 1 comentário

Por Jorge Luiz Souto Maior / "O Presidente da CNI demonstra que conhece bem outra categoria básica do marxismo, que é o materialismo histórico dialético, afinal veio com essa proposta no momento preciso em que percebeu haver as condições materiais propícias, dadas as correlações de forças nos planos político e econômico, para conseguir impor uma perda à classe trabalhadora, travestida de colaboração, demonstrando, aliás, que domina também outro conceito importante, que é o da ideologia, consistente na utilização de argumentos falseados para fazer parecer que dizem respeito a todas as classes os interesses que pertencem apenas à classe dominante. Dentro desse contexto, o Presidente da CNI pode ser visto, inclusive, como um revolucionário, afinal, como dizia Marx, a exacerbação das formas de exploração do trabalho pode constituir – não que deva assim ser projetado – elemento da profusão da consciência de classe, servindo de alimento à atitude revolucionária. Assim, se pudesse ser levada a sério a tal Lei da Escola Sem Partido, a fala do Presidente da CNI não poderia ser produzida em sala de aula, vez que poderia ser considerada mais “perigosa” que a do próprio Marx, afinal trata especificamente da realidade nacional contemporânea, bem mais fácil de ser assimilada, portanto." [...]

A criminalização do pensamento crítico

29/10/2015 // 22 comentários

Luis Felipe Miguel / "O slogan vazio da “escola sem partido” busca passar a ideia de que o ensino acrítico é 'neutro', quando, na verdade, ao naturalizar o mundo existente e inibir a discussão sobre suas contradições internas, é um mecanismo poderoso de reprodução do status quo." [...]

A ideologia vermelha do Enem

28/10/2015 // 16 comentários

Christian Dunker / "Bizarro que a direita pregue a retórica da suspensão da oposição entre direita e esquerda, para, na primeira ocasião, recorrer a ela, quando está perdendo." [...]

Retrocessos nos direitos e obscurantismo: quem ganha com a onda ultra-conservadora que ameaça a democracia no Brasil?

26/10/2015 // 13 comentários

Flávia Biroli / "Um conjunto de retrocessos nos direitos das pessoas está em curso no Congresso Nacional hoje. Baseados em visões contrárias aos direitos dos trabalhadores, aos direitos humanos e aos direitos individuais que concernem a expressão, a sexualidade e a autonomia das mulheres, poderão anular décadas de conquistas e os passos dados para a construção de uma sociedade mais democrática e mais justa. É para esse retrocesso, para a urgência de se fazer frente a eles em defesa da democracia e da cidadania, que procuro chamar a atenção neste texto." [...]