crítica cinematográfica

O cinema inerente de Paul Thomas Anderson

21/03/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira: "Os prêmios são bem-vindos, mas não que ele precisasse deles para provar que é um dos maiores cineastas da atualidade. Sua carreira em longas começou há exatos 30 anos, com Jogada de Risco, um drama independente que já ensaiava suas marcas-registradas como diretor – seja no seu interesse por personagens à margem ou o uso da música, por exemplo. Mas, mas do que isso, em sua filmografia, Anderson é um cronista da história do seu país sob a estrutura de sentimento da pós-modernidade." [...]

A complexidade do “pior homem de Londres” 

11/12/2025 // 1 comentário

Alysson Oliveira conversa com o diretor português Rodrigo Areias sobre seu novo filme, que aborda a vida de Charles Augustus Howell: "Em 1904, Arthur Conan Doyle se inspirou no comerciante de arte para criar o antagonista do conto 'As aventuras de Charles Augustus Milverton'. Definido por Sherlock Holmes como 'o maior criminoso de Londres', ele suborna empregados para pegar cartas comprometedoras de seus patrões." [...]

Garçons do apocalipse? O destino trágico da classe profissional-gerencial em “Casa de dinamite”

06/11/2025 // 1 comentário

Daniel Cunha escreve sobre o mais recente filme de Kathryn Bigelow: "como nos outros filmes tardios da premiada diretora, há uma dialética negativa, já que a ausência de autor definido do ataque lhe permite moldar a forma do filme: ao invés do foco no inimigo ou nos resultados do ataque, uma ênfase em níveis jamais vistos nos procedimentos, protocolos e virtuosismo técnico da classe profissional-gerencial. Mas também, e principalmente, no seu fracasso." [...]

Encarar a totalidade é preço da revolução: sobre o novo filme de Paul Thomas Anderson

25/09/2025 // 1 comentário

Alysson Oliveira: "Numa leitura mais rápida. Uma batalha após a outra é um filme sobre dois homens disputando a paternidade de uma garota — um a ama, e o outro quer matá-la. Mas um filme de Paul Thomas Anderson, como o de qualquer outro grande cineasta, nunca é sobre o que está na superfície. Em seus níveis mais profundos, o longa pergunta: é possível pensar na revolução hoje?" [...]