cinema brasileiro

Um país à deriva: comentários sobre “O último azul” de Gabriel Mascaro

18/09/2025 // 1 comentário

Diogo Dias: "Gabriel Mascaro, diretor de O último azul (2025), filme vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, parece ter encontrado no âmbito da mistificação um tema que lhe permite criar universos visuais que, ao mesmo tempo, satirizam e alertam sobre as possíveis consequências de uma vida em que a racionalidade aparenta já não ter mais nada a oferecer." [...]

Você aceita um band-aid, melhor mãe do mundo?

14/08/2025 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "A melhor mãe do mundo", novo longa de Anna Muylaert: "Brilhantemente interpretada por Shirley Cruz, Gal é mãe de duas crianças e vítima das agressões do ex-marido — um homem a quem, no ápice de sua força e coragem, a mulher se refere como 'coitado', abdicando discursivamente do posto mais fraco desta batalha." [...]

Nem todo homem, mas… no “Oeste outra vez”

03/04/2025 // 1 comentário

Diogo Dias escreve sobre "Oeste outra vez", de Erico Rassi: "Há a vida crua, representada pelas casas sem reboco, sem cuidado, sem limpeza; pelos automóveis caindo aos pedaços; pelo tempo livre inteiramente ocupado pelo álcool; pela sensibilidade reprimida, que encontra na embriaguez e nas letras do brega de Nelson Ned e Benedito Seviero — que inclusive compõem a trilha sonora — um caminho estreito de sublimação do sofrimento. Sofrimento que aqueles homens parecem incapazes de elaborar." [...]

Movimento na névoa (sobre Eduardo Coutinho)

02/02/2020 // 3 comentários

Felipe Bragança / "A arte do cinema de Coutinho não é a arte que organiza o mundo para nosso entendimento ou para nossa observação inerte, mas é a arte que amplia de forma generosa nossas possibilidades de continuar investigando, buscando um pouco mais, se mantendo fora do sossego da tese pronta, do certo e do errado, do júbilo fácil da certeza – ideológica, moral, estética." [...]

Sete faces de Eduardo Coutinho

28/01/2020 // 2 comentários

Bia Lessa / "Conhecer os filmes de Eduardo Coutinho e não conhecer sua pessoa parece, de alguma forma, uma perda. Este livro nos proporciona um encontro único que não seria possível sem ele."  [...]