Guia de leitura | O império universal e seus antípodas | ADC#56

O império universal e seus antípodas: a ocidentalização do mundo (e sua crise)
Marcos Del Roio

Guia de leitura / Armas da crítica #56

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Quem é
Marcos Del Roio?

Marcos Del Roio é formado em história e ciências sociais pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). É mestre em ciência política pela Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) e doutor em ciência política pela USP. É professor titular de ciências políticas na Universidade Estadual Paulista (FFC-Unesp; campus de Marília), onde pesquisa e orienta principalmente nas áreas de teoria política do socialismo e política operária.

É autor e organizador de diversos livros, entre os quais: Os prismas de Gramsci (Boitempo, 2019), Gramsci e a emancipação do subalterno (Editora Unesp, 2018) e A classe operária na revolução burguesa: a política de alianças do PCB (1928-1935) (Oficina de Livros, 1990).

“Não se trata de mais uma obra sobre o Oriente imaginário, mas sim da análise do papel da negação e subalternização do outro na construção da identidade do Ocidente e do projeto do império universal, processo no qual a representação política do Oriente é um dos aspectos mais importantes”

MARCOS DEL ROIO

Uma história do contemporâneo ajustada na longa duração

Marcos Del Roio nos oferece um trabalho unicamente possível de ser concluído por alguém erudito, comprometido com o ensino e a pesquisa, apaixonado pelo saber e pela transformação do mundo.

Através de uma escrita cristalina, ele vai nos mostrando como, a partir do ano 1000, a Igreja e o Estado no Ocidente foram afirmando seus poderes, ao preço de criarem e solidificarem a imagem de um Oriente atrasado e inimigo — espécie de eterno aleijão político, econômico e cultural — e um próprio Ocidente interno subalternizado, feito de trabalhadoras, trabalhadores e insubmissos de toda cepa. 

A atualidade do livro repousa paradoxalmente na piora das condições do mundo capitalista. Por trabalhar em um enquadramento dialético, o autor nos sugere que a história, longe de seu fim, está em sua fase decisiva, em que é possível não só o bloqueio desse moinho satânico, mas a construção, protagonizada pelos orientalizados e subalternizados, de uma espécie humana congraçada com a natureza e com ela mesma. Ou isso, ou sucumbiremos universalmente, tal qual um império antípoda do futuro.

Iuri Cavlak

Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Este livro narra a trajetória de um imperium mundi ocidental desde a Idade Média, sem deixar de atentar para os outros do processo: a mulher, a natureza, o herege, a feiticeira, o diabo, o judeu etc. Nada mais atual.

Marcos Del Roio acompanha essa história durante a modernidade, passando pelo liberalismo clássico e pela crítica comunista. Para ele, a alternativa ao liberalismo viu-se manifestada por um ‘reformismo social sem reformas substantivas’ ou ‘uma oposição comunista incapaz de gestar uma subjetividade antagônica à revolução passiva no Ocidente e no Oriente’.”

LINCOLN SECCO

Professor Livre Docente de História Contemporânea na Universidade de São Paulo e autor de Caio Prado Júnior: o sentido da revolução (Boitempo, 2008).

A história não chegou ao fim

Atualmente, a ideologia do fim da história na realização do império universal do Ocidente atende pelo nome de globalização neoliberal.

Ideologia e processo de ocidentalização do mundo parecem enfim convergir na universalidade do mercado capitalista e do individualismo egoico proprietário, sem que qualquer alternativa pareça viável.

O objetivo do império universal vem sendo perseguido pelo Ocidente desde o século XI. Nesse contexto é que se colocou a discussão sobre a existência ou não dos antípodas (literalmente, os que têm os pés do lado contrário, entendendo-se, porém, como aqueles que vivem do lado oposto), ao mesmo tempo que foi se gestando a imagem do outro inferior e negativo — o subalterno —, projetada sobre tudo que significasse interposição ou resistência à realização do homogêneo imperium mundi.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.11-2]

Comunismo e os antípodas do capital

A cultura política do liberalismo, elemento constitutivo da modernidade capitalista do Ocidente, por conceber a liberdade a partir do indivíduo e de sua capacidade de se apropriar das coisas do mundo, vê o outro como limite e como obstáculo, o que enseja a reinvenção permanente da subalternidade, justificando a acumulação do capital e a ocidentalização
universal, partindo de uma racionalidade instrumental que lhe é própria.

Apenas com a emergência do movimento e da teoria comunistas, em meados do século XIX, a modernidade em vias de consolidação encarou uma visão crítica do mundo que tem no subalterno do Ocidente seu ponto de partida, que observa no outro a realização da liberdade.

Portanto, ao criticar o projeto de império universal, a teoria comunista propugna a dissolução do próprio Ocidente, assim como do Oriente como sua representação negativa, na corrente comum das culturas humanas, por obra dos antípodas do império.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.13-4]

“Ao estimular a resistência e a conformação de uma subjetividade social antagônica a partir das classes subalternas, a teoria comunista crítica, de inspiração marxiana, contesta a vontade de domínio do Ocidente moderno, cujo fundamento é a acumulação do capital.”

MARCOS DEL ROIO

Gênese do imperium mundi ocidental

Em meio à intensa luta social pela posse da terra produtiva e pela extensão da autoridade, num momento de progresso técnico e crescimento demográfico, consolidou-se a subordinação dos camponeses e dos aprendizes do artesanato urbano à condição de servos, pela força e desapropriação administrativa.

Diante da violência e do ceticismo generalizados, a Igreja se reestruturou e reforçou institucionalmente. Na “revolução agrária” do século XII, cumpriu papel decisivo a ordem monástica de Cister, que esteve na primeira linha na luta, não só pela submissão da natureza, mas também pela submissão da mulher, contra a heresia e pela expansão da cristandade, ou seja, pela transformação da Igreja latina em poder nuclear da ordem feudal.

O mais destacado clérigo cisterciense foi Bernardo de Clairvaux (1090-1153), intransigente defensor de um império
universal do Ocidente
que identificou todo e qualquer obstáculo à consecução do domínio
universal da Igreja de Roma
com a ação do diabo.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.19-21]

“A crise do feudalismo, da Igreja latina e de sua capacidade de reprodução simbólica da ordem deu uma nova e crescente dimensão negativa ao universo feminino, já que a mulher tem participação efetiva nas rebeliões camponesas.

Há uma convergência de argumentos teológicos, médicos e jurídicos para estabelecer a inferioridade e periculosidade da mulher no interior da vida social, expressa na figura da feiticeira.”

MARCOS DEL ROIO

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O mercado mundial é fundado pela violência colonial

As condições que possibilitaram, e mesmo exigiram, o ingresso na modernidade, foram erigidas pela expansão do Ocidente, realizada pela exteriorização da violência, pela conquista, pelo saque e pelo comércio, no mais das vezes imposto pela coerção armada, dando o impulso para a formação do mercado mundial.

A emergência da modernidade capitalista dependeu muito do fundamental papel do Estado. Através de leis protecionistas e de sucessivas guerras, garantiu-se a concentração da riqueza material e, através de leis promulgadas pelos proprietários, que exclusivamente formavam a comunidade política, procedeu-se à generalização das relações mercantis e da propriedade privada.

À medida que a modernidade conseguia avanços, assistiu-se a um refluxo do pessimismo e da sensação de estar o Ocidente sob ameaça permanente. Passou a haver uma valorização positiva das paixões humanas, como força criativa e expansiva, capaz de se apropriar da natureza. A noção de interesse como mediação estabilizadora entre paixão e razão fez surgir um mundo dotado de
previsibilidade e existente para prover as finalidades humanas
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[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.56-7 e 59]

“Com a crescente supremacia do moderno e sua necessidade de criar uma força de trabalho desvinculada do mundo natural e destituída de valores simbólicos, a violência social e a invenção de um outro interno negativo do Ocidente se concentram na inferiorização do trabalho manual.”

MARCOS DEL ROIO

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Proletariado: o outro da modernidade

Enquanto eram liquidados os últimos resquícios das propriedades comunais, a chamada Revolução Industrial deu início à construção das bases materiais da modernidade capitalista, através da emergência da fábrica, local onde se utilizam máquinas-ferramenta. A força de trabalho passa a ser parte da engrenagem, ao mesmo tempo que se dissocia dos meios de produção, de subsistência e do conhecimento, depreciando-se moral e intelectualmente.

Numa ordem social fundada no individualismo proprietário, o operário viu-se obrigado a vender no mercado capitalista tudo de que dispunha: não apenas sua força de trabalho, mas também mulher e filhos.

O outro da modernidade é o proletariado industrial, não só por este ser expropriado dos meios de produção, o que o mantém alienado do contato direto com o mundo natural, e dos meios de conhecimento através do qual define uma personalidade, mas também porque a modernidade capitalista cancela a diversidade sexual e etária, projetando homens, mulheres e crianças o interior do mundo assalariado fabril.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.95 e 120]

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Guerra e revolução: horizontes em disputa

Com a guerra, foram representados como outros internos negativos estrangeiros, pacifistas e revolucionários de diversos matizes, aos quais, expropriados de seus direitos civis e políticos, cabia a expulsão, a prisão ou a morte. Exacerbou-se a tendência à racialização, introjetando-se no interior do próprio Ocidente “branco” o que era referente apenas ao outro externo: os povos e culturas de outros Estados foram também racializados, criando-se solidariedades agressivo-defensivas entre “raças” germânicas, eslavas ou latinas.

O início da I Guerra Mundial, com a capitulação da maioria de sua direção política, significou uma grande derrota para o movimento operário socialista, mudando os termos da luta revolucionária. Uma vez iniciada a guerra, para Lênin, tratava-se de fazer a revolução contra os Estados que haviam, em diferentes medidas, reduzido os direitos democráticos a uma ficção, ao concentrar toda a força do poder político tendo em vista a conquista e a destruição. Contra a guerra e a dominação imperialista deveriam unir-se a classe operária, os camponeses e os povos submetidos ao jugo do Ocidente, dando início a um processo global de revolução socialista.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.150 e 198-9]

Lênin, até por sua posição — dentro do Oriente interno —, teve condições de observar a importância da movimentação revolucionária que ocorria no Oriente, quase em toda a fronteira asiática do império russo. De fato, a revolução russa de 1905 se fez acompanhar de solavancos revolucionários na Turquia, na Pérsia, na Índia, na China.

Mais do que qualquer outro, ele denunciou o colonialismo e concebeu a dialética entre a luta do movimento operário do Ocidente e a luta anticolonial dos povos do Oriente. Isso só foi possível por ter antes concebido a aliança da classe operária com o campesinato como estratégia da revolução na Rússia.”

MARCOS DEL ROIO

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Gramsci e a luta dos comunistas por hegemonia

Entre 1929 e 1935, período em que esteve no cárcere, Antonio Gramsci pôde observar a retomada da crise do Ocidente, a instauração do stalinismo na União Soviética, do nazismo na Alemanha, o New Deal nos Estados Unidos e o apogeu do fascismo na Itália.

Como o movimento operário, o outro negativo da ordem capitalista, não conseguiu se apropriar de uma teoria comunista crítica da modernidade, sujeitando-se então à subalternidade, a crise do Ocidente em seu núcleo original não ocorreu como crise revolucionária, mas apenas como crise do liberalismo. Nessa análise, pode-se observar que Gramsci percebia melhor que outros a força histórica e teórica do liberalismo, bastante para fazer frente à crise do Ocidente, evitando a revolução, e que para enfrentá-lo fazia-se mister um longo período de luta civil e cultural, de modo a se construir uma nova subjetividade antagônica e uma nova hegemonia materializada em instituições públicas.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.224-5]

Por um marxismo não economicista

Considerando que foi precisamente a hegemonia político-cultural do nacional-liberalismo e do positivismo científico e sua capacidade de difusão para áreas territoriais periféricas e para camadas sociais oprimidas que impediu que a crise e a guerra civil significassem a dissolução dessa forma social fundada na inferiorização e exclusão do outro interno e externo, Gramsci centrou na questão da hegemonia político-cultural a fórmula política da frente única, de maneira que estivesse num patamar de inserção no movimento de refundação comunista, e que preservasse como paradigma a luta ideológica contra o reformismo e o resgate da subjetividade antagônica à ordem do capital.

Segundo escreve nos Cadernos do cárcere, nas condições da modernidade deve-se considerar “que a supremacia de um grupo social se manifesta em duas maneiras, como ‘domínio’ e como ‘direção intelectual e moral’. Um grupo social é dominante dos grupos adversários que tende a ‘liquidar’ ou a submeter mesmo com a força armada e é dirigente dos grupos afins ou aliados”.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.227]

Derrubar o imperium mundi capitalista

Com o agravamento das contradições existentes na ordem burguesa, a mundialização do capital, que equivale à realização do império universal, fez da humanidade — que até então não passava de uma abstração —, uma realidade concreta. Esta é uma época que se caracteriza pelo reforço do setor financeiro, a fim de se obter uma grande massa de capital-dinheiro acumulado a ser então parcialmente orientada para a promoção de uma revolução técnico-científica imediatamente aplicável ao processo de produção, tendo por base a automação e a informatização. Parte significativa desse recurso é investida na indústria bélica, precisamente aquela que oferece retorno maior ao capital.

Com a reorganização da hegemonia do capital sob a forma socioprodutiva e ideológica da globalização, todos os indícios apontavam para que o fim do século XX assistisse à vitória final da vontade de domínio do Ocidente e de seu multissecular projeto de império universal, sob o comando dos Estados Unidos, o extremo Ocidente. Acontece, porém, que, como foi visto, o Ocidente tem no trabalho produtivo um dos núcleos definidores de sua identidade, assim como não subsiste sem a permanente reinvenção do antípoda subalterno, o que, nas condições históricas da modernidade, significa também a proposição da revolução socialista.

[O IMPÉRIO UNIVERSAL E SEUS ANTÍPODAS, p.265 e 271]

“Deve-se começar pela reinvenção crítica das práticas e dos pensamentos antagônicos para que se possa criar uma uma nova linguagem em condições de gestar uma nova esfera pública libertária e uma nova cultura que, à vontade de poder do Ocidente e à ideologia que lhe serve de substrato, contraponha uma vontade de comunidade humana que conte com a ciência e a técnica como instrumentos de emancipação.”

MARCOS DEL ROIO

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos artigos publicados na antologia O essencial de Marx e Engels em que os pensadores alemães refletem sobre os impactos de levantes populares ocorridos na China no movimento de trabalhadores europeu; um capítulo de O império do capital, em que Ellen Meiksins Wood disseca a especificidade do império britânico; além de um trecho de Mulheres e caça às bruxas, de Silvia Federici.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Karl Marx e Friedrich Engels

Revolução na China e na Europa


Ellen Wood

Uma nova espécie de império


Silvia Federici

Caças às bruxas, cercamentos e o fim das relações de propriedade comunal

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro com Marcos Del Roio, Daniela Mussi e mediação de Iuri Cavlak; um corte exclusivo para os assinantes do Armas da Crítica, em que Marcos Del Roio comenta a atualidade do pensamento de Lênin e conta por que a revolução virá dos antípodas do império do Ocidente; um episódio da série #LéxicoMarx em que o professor explica o que é a ciência marxista da história; e a playlist “Dicionário gramsciano”, série de vídeos em que estudiosos explicam a vida e o pensamento do revolucionário sardo.

Para aprofundar…

Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

O essencial de Marx e Engels, organizado por Marcello Musto

Os líderes e as massas, de Antonio Gramsci

Imperialismo, estágio superior do capitalismo, de Vladímir I. Lênin

Os prismas de Gramsci, de Marcos Del Roio

Homens ou máquinas?, de Antonio Gramsci

Vozes da terra, de Antonio Gramsci

Mulheres e caça às bruxas, de Silvia Federici

O império do capital, de Ellen Meiksins Wood

Colonialismo e luta anticolonial: desafios da revolução no século XXI, de Domenico Losurdo

Imperialismo e questão europeia, de Domenico Losurdo

Geografia da abolição: ensaios rumo à libertação, de Ruth Wilson Gilmore

Margem esquerda #16 | Hegemonia norte-americana: Estado e perspectivas

Rádio Boitempo: Léxico Marx #4: A destruição do ESTADO, com Marcos Del Roio, set. 2022.

Rádio Boitempo: Megafone #4: João Carvalho lê A LINGUAGEM DO IMPÉRIO, de Domenico Losurdo, com João Carvalho, set. 2022.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #8: O marxismo de Vladímir Lênin, com Marly Vianna, dez. 2023.

Rádio Boitempo: Megafone #5: Hiago Soares lê HOMENS OU MÁQUINAS?, de Antonio Gramsci, com Hiago Soares, out. 2022.

Rádio Boitempo: Conversas camaradas #10: Para entender a China hoje, com Celso Rocha de Barros, Elias Jabbour e Tings Chak, set. 2023.

Rádio Boitempo: Extra #5: PALESTINA: CESSAR FOGO JÁ!, com Lana de Holanda, Soraya Misleh, Vladimir Safatle e Breno Altman, nov. 2023.

O papel do Estado Burguês | Curso Livre Lênin, aula 2, com Marcos Del Roio, TV Boitempo.

Lênin e a atualidade da revolução, com Anderson Deo, Jair Pinheiro e Marcos Del Roio, TV Boitempo.

Um olhar periférico sobre o mundo em colapso,
com Tiago Ferro,TV Boitempo.

Gramsci e a emancipação do subalterno, com Marcos Del Roio, TV Unesp.

O desenvolvimento capitalista em países de capitalismo tardio | Curso Livre Lênin, aula 4, com Antonio Rago, TV Boitempo.

Entendendo o precariado #4 | Lutas sociais no Sul global, com Ruy Braga, TV Boitempo.

Marxismo brasileiro hoje, com Marcelo Ridenti, Marcos Del Roio e Antonio Carlos Mazzeo, TV Boitempo.

Olhares dialéticos sobre o império ocidental: 4 análises marxistas para uma crítica do contemporâneo“, por Blog da Boitempo, jun. 2025.

Uma história do contemporâneo em sua fase decisiva“, por Iuri Cavlak, Blog da Boitempo, mai. 2025.

Outro regime no Ocidente é possível? Crítica a Perry Anderson“, por Ronaldo Tadeu de Souza, Blog da Boitempo, jun. 2025.

Cinco conceitos fundamentais para entender o pensamento de Gramsci“, por Blog da Boitempo, jan. 2025.

Gramsci e o idealismo radicalmente crítico“, por Marcos Del Roio, Blog da Boitempo, jan. 2022.

Lógica disruptiva do capital rentista“, por Vinício Carrilho Martinez e Marcos Del Roio, Blog da Boitempo, abr. 2022.

A edição de conteúdo deste guia é de Carolina Peters e as artes são de Mateus Rodrigues.