Guia de leitura | O arcano da reprodução | ADC#63

O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital
Leopoldina Fortunati

Guia de leitura / Armas da crítica #63

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Quem é Leopoldina Fortunati?

Leopoldina Fortunati é membro da Academia Europeia e professora sênior de sociologia da comunicação e da cultura na Universidade de Udine, onde fundou o NuMe, laboratório que se dedica à pesquisa sobre novas mídias.

Após a publicação de O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital, em 1981, passou a se dedicar ao estudo das relações entre gênero e tecnologias, sendo pioneira da chamada sociologia do telefone e do celular na Itália. Ao longo dos últimos quarenta anos, escreveu seis livros, editou ou coeditou outros dezesseis títulos, publicou mais de cem ensaios e mais de cem artigos revisados por pares, além de atuar como editora associada e revisora de periódicos acadêmicos. Seus trabalhos foram publicados em onze idiomas.

Um clássico ainda atual

Assumir a luta contra o trabalho reprodutivo como uma luta contra o trabalho, esta é a tarefa a que nos convida Leopoldina Fortunati. A partir da compreensão de que o trabalho reprodutivo é parte crucial do sistema capitalista, produzindo valor, a autora constrói um texto eloquente, apoiado sobre a teoria marxiana, ainda que também crítico a ela.

O texto foi publicado pela filósofa italiana em 1981, mas sua tradução chega em boa hora: ao adotar uma perspectiva feminista materialista, ela rechaça a hiperexploração que significam as duplas e triplas jornadas de trabalho femininas na sociedade contemporânea, algo que, nas últimas décadas, com a precarização do mundo do trabalho, apenas se intensificou.

O arcano da reprodução segue profundamente atual tanto no diagnóstico quanto no convite que faz: o de vislumbrar um futuro de não exploração, fora do sistema capitalista.

Maíra Kubik Mano

Jornalista e doutora em Ciências Sociais pela Unicamp. Professora do departamento de Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia.

O arcano da reprodução é um verdadeiro tour de force, único tanto no campo do marxismo quanto no do feminismo. Enquanto as marxistas feministas elaboraram a importância da obra de Marx para compreender a opressão e a exploração das mulheres, Fortunati revoluciona o senso comum sobre produção e reprodução ao testar as categorias marxianas por meio de sua aplicação heterodoxa.”

SILVIA FEDERICI

Com Marx, mas para além dele

Este ensaio é uma tentativa de sistematizar, no plano teórico, a análise do processo de reprodução (trabalho doméstico e prostituição) conforme as categorias marxianas e para além delas.

Conforme as categorias marxianas porque o ensaio enfrenta a análise da relação de produção entre mulheres e capital e dos múltiplos aspectos institucionais, econômicos e políticos que tal relação implica, fundamentando-a no corpus marxiano. Para além das categorias marxianas no sentido de que se assume o método marxiano para ir além de Marx na análise da reprodução, uma vez que essa questão só foi explorada em alguns pontos de sua obra, mas igualmente para ir contra Marx quando sua visão parcial do ciclo do capital resulta equivocada.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p. 7]

Por uma crítica radicalmente feminista da economia política!

Esta revisão do corpo teórico marxiano, começando com a crítica feminista da economia política, fez-se histórica e politicamente necessária porque a aplicação ortodoxa das categorias marxianas sobre a reprodução leva à suposição leninista de que o trabalho doméstico é um trabalho improdutivo.

Na teoria leninista da organização o momento central da estratégia política para a libertação das mulheres é a transição para um segundo trabalho, ao qual se acrescenta discretamente a reivindicação dos serviços sociais. A exortação é: do lar para a fábrica, único espaço em que é possível uma luta eficaz contra o mais-valor.

Este ensaio vê como momento central da estratégia política feminista não a luta pelo trabalho extradoméstico, mas a luta organizada contra o trabalho, a começar pelo trabalho doméstico e pela prostituição, a favor da destruição definitiva do trabalho não diretamente remunerado, bem como do trabalho assalariado.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p. 7-8]

O discurso sobre os serviços sociais permanece sempre confuso, porque transforma em estratégia política de libertação das mulheres o que é um mero objetivo de luta. E, acrescentamos, ilusório, porque parte do pressuposto de que a reprodução socializada da força de trabalho pode substituir a “individual”.

Os serviços sociais – creche, hospital, escola – não apenas pressupõem o trabalho doméstico realizado em casa, mas o demandam continuamente (basta pensar na importância vital que tem para o funcionamento do hospital a assistência de familiares, em geral mulheres, ao paciente).

Grandes parcelas do trabalho doméstico não podem ser socializadas nem eliminadas pelo desenvolvimento da tecnologia. Apenas podem e devem ser destruídas como trabalho capitalista e libertadas para a riqueza de uma criatividade desvinculada do jugo da exploração.

Referimo-nos aqui ao trabalho doméstico imaterial (como o afeto, o amor, o consolo e sobretudo a sexualidade) que, entre outras coisas, constitui uma parte cada vez mais significativa do trabalho doméstico.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p. 10]

“O feminismo surge como uma luta fundamental da classe operária por sua capacidade e possibilidade de afetar os mecanismos de produção de mais-valor.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

A reprodução social sob o domínio do capital

O propósito econômico no capitalismo difere radicalmente daquele que distingue as formas anteriores de produção. Se nestas, segundo Marx nos Grundrisse, o objetivo econômico era “a produção de valores de uso […], a reprodução do indivíduo nas relações determinadas com sua comunidade e nas quais ele constitui a base da comunidade”, no capitalismo o propósito é a produção de valores de troca, a criação de valor pelo valor.

Isso significa que é a mercadoria, o valor de troca, que obtém vantagem sobre o indivíduo enquanto valor de uso. E isso apesar de o indivíduo ser a única fonte capaz de criar valor – na verdade, justamente por isso.

A falta de valor do trabalhador livre não é apenas um efeito do novo modo de produção. É também pressuposto e condição de sua existência, porque o capital não pode subsistir, não pode tornar-se relação social, se não tiver diante de si um indivíduo desprovido de qualquer valor e, portanto, obrigado a vender-lhe a única mercadoria que lhe pertence: a força de trabalho.

Uma segunda consequência é que a reprodução é separada da produção. Enquanto o processo de produção se apresenta como a criação de valor, o processo de reprodução se representa como a criação de não valor. A produção de mercadorias é posta como o lugar por excelência da produção capitalista, e as leis que a regem, como as leis que caracterizam a própria produção capitalista. Em contrapartida, a reprodução, que sob o capitalismo se tornou a criação de “não valor” – correspondente ao fato de o indivíduo ter sido desvalorizado – é posta como o lugar da produção “natural”.

Na produção, o trabalho é trabalho assalariado, realizado na fábrica, a estrutura capitalista por excelência; sua organização envolve especificamente o desenvolvimento da cooperação e da divisão do trabalho, bem como o desenvolvimento da tecnologia. Na reprodução, o trabalho não é trabalho assalariado, ele é realizado no lar, uma estrutura organizada de maneira muito diferente da fábrica – na verdade, oposta a ela; sua organização não exige cooperação ou divisão de trabalho e requer um desenvolvimento limitado da tecnologia.

A reprodução aparece assim como a imagem especular, a fotografia invertida da produção.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p. 19-21]

“Embora a reprodução seja representada como a criação de não valor, como produção ‘natural’, na realidade ela funciona como a criação de valor, como parte integrante e crucial do ciclo capitalista.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

Duas faces do processo de reprodução social

O processo de reprodução que ocorre na família e na “prostituição” representa a espinha dorsal de todo o processo reprodutivo. O primeiro processo é apresentado como fundamental e geral porque:

a) apresenta-se como um processo de produção e, ao mesmo tempo, de reprodução;

b) produz e reproduz força de trabalho em sua dupla face produtiva/ reprodutiva, ou seja, produz força de trabalho feminina e masculina;

c) apresenta-se como um processo de produção de valores de uso, tanto materiais quanto imateriais;

d) apresenta-se como um processo que se articula de forma extremamente diversificada no curso da produção, visto que a força de trabalho pressupõe sua reprodução ao longo de toda a sua vida, conforme as necessidades que expressa em cada uma das diversas fases.

O segundo processo, de reprodução especificamente sexual da força de trabalho masculina, é, por sua vez, consequência lógica e particular da reprodução. Sua função deve ser de complemento ao trabalho doméstico — deve chegar onde a sexualidade doméstica é deficitária.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.35-36]

“Não é por acaso que, no capitalismo, a máxima possibilidade formal de relações individuais corresponde, na realidade, ao máximo isolamento dos próprios indivíduos, obrigados a produzir mais-valor mesmo no momento em que se reproduzem.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

“Foi apenas quando a expansão do movimento feminista determinou um nível extremamente alto de poder para todas as mulheres que elas puderam tornar evidente o seu trabalho enquanto tal, suas lutas enquanto lutas e a si mesmas como sujeitos de classe em luta.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

Por uma história materialista da relação entre homem e mulher

A diferença de poder que passa a existir entre a mulher não diretamente assalariada e o homem assalariado é incomparável àquela que existia entre a mulher e o homem escravizados ou entre a mulher e o homem servos da gleba.

O grande salto induzido pelo capital na divisão sexual do trabalho significa não apenas que o poder social dele é incrivelmente superior ao dela, mas que ambos também têm, no que diz respeito à relação entre si, interesses antagônicos. Essa divisão reflete-se, assim, em uma estratificação de poder e hierarquia interna ao proletariado.

Para além de qualquer julgamento histórico sobre o que representou, sua persistência significa barbárie, não apenas porque se trata de roubo do trabalho não pago das mulheres, forçadas a viver socialmente isoladas e dependentes dos homens, sob muitos aspectos, mas também porque se trata de rapina do trabalho não remunerado dos homens.

Nós, mulheres, somos forçadas a trabalhar, por meio daqueles que “amamos”, para o capital. É por isso que nosso “amor”, em última análise, reconfirma a sua negação — e a nossa — como indivíduos, e a sua — e a nossa — existência posta como mercadoria: força de trabalho, mais precisamente. Romper e interromper esse fluxo de amor que tem a face macabra da exploração é, hoje, a única alternativa possível.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.52]

“Nunca antes, como no capitalismo, o homem foi separado da mulher por um abismo tão profundo. Mas, ao mesmo tempo, nunca antes, como neste novo modo de produção, houve tantas possibilidades de destruição dessa relação de poder.

Este é, hoje, o único programa realista de igualdade entre homem e mulher: a não exploração de ambos.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

Desenvolvimento capitalista da prostituição

No período da acumulação primitiva, a mulher proletária era, muitas vezes, além de “mãe e esposa”, prostituta etc. Com a grande indústria, então, a mulher, junto aos filhos, tornou-se a espinha dorsal da classe operária.

O capital historicamente se distinguiu por sua grande voracidade e elasticidade na exploração das mulheres. Nunca hesitou, quando lhe convinha, em explorar mulheres ao mesmo tempo como operárias, prostitutas e donas de casa; ou, em certas áreas e em certos períodos, em explorá-las sobretudo como prostitutas. O fato, porém, é que, ao mesmo tempo, tentou garantir que a venda da força de trabalho pelas mulheres enquanto capacidade de produção não se colocasse, ao menos enquanto tendência, como alternativa, mas como complementar ao trabalho doméstico.

Com a crise, cada vez mais donas de casa em tempo integral estão se prostituindo part time [em meio período], assim como muitas estudantes, operárias, professoras, secretárias etc. Esse aumento da prostituição, somado ao absenteísmo das mulheres no trabalho doméstico, alterou perigosamente a face do consumo operário. A onda de intensificação da repressão contra prostitutas é justamente a tentativa de fazer com que a troca entre prostituta e o operário volte a ser complementar, e quantitativamente secundária, em relação àquela entre dona de casa e operário.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.75-76 e 81-82]

O Estado é o verdadeiro ‘cafetão’ que, por meio de multas, penalidades, prisão e assim por diante, tenta controlar a renda das prostitutas em comparação com a de outras mulheres, levando-as à falência. O Estado é o verdadeiro explorador, não apenas das operárias da casa, mas também das operárias do sexo. E é contra o mesmo alvo, o Estado, que a luta das primeiras deve articular-se à das segundas, incorporando-se à estratégia feminista internacional o tema do repúdio à criminalização da prostituição.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

O trabalho de reprodução social é produtivo

O trabalho doméstico e o de prostituição não se enquadram na série de trabalhos “improdutivos” de que fala Marx em O capital, que são trocados precisamente pela renda do capitalista.

O consumo do trabalho doméstico e de prostituição é posto como “um puro e simples incidente do processo de produção”, no qual “o operário se abastece de meios de subsistência para manter sua força de trabalho em funcionamento, do mesmo modo como se abastece de carvão e água a máquina a vapor e de óleo a roda. Seus meios de consumo são, então, simples meios de um meio de produção, e seu consumo individual é consumo imediatamente produtivo“.

O consumo do trabalho doméstico e de prostituição é posto como condição para a manutenção e reprodução constantes da classe operária. Ora, como a reprodução disso permanece “uma condição constante para a reprodução do capital”, segue-se que tal consumo “é produtivo para o capitalista e para o Estado, pois é produção da força produtora de riqueza alheia”, e é improdutivo para o operário, “posto que apenas reproduz o indivíduo necessitado”.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.88-89]

“Toda mulher deve sempre ter um homem e filhos por quem trabalhar: esse é o lema do capital.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

O corpo na mira
do capital

A gestação é o consumo dos meios de produção por parte da operária da casa. Esse processo, cujo momento final é o parto, culmina no produto, ou seja, em uma nova força de trabalho. “[O trabalho] está objetivado, e o objeto está trabalhado”, como diria Marx em O capital.

É evidente como o modo de produção capitalista não caracterizou a produção de indivíduos pela introdução de novos meios de trabalho. Não obstante, igualmente se transformou a maneira como esse trabalho é realizado, transformando, antes de tudo, a relação entre as mulheres e seus corpos, os meios de produção nesse processo.

O capital expropriou as mulheres não da propriedade de seus corpos, mas sim da possibilidade de controlá-los e, em particular, da possibilidade de controlar o próprio útero, intervindo de diversas maneiras, inclusive por meio de uma legislação sangrenta sobre aborto e contraceptivos em geral. Transformou o corpo da mulher, no qual reside essa capacidade natural de produzir indivíduos, em uma “máquina” de produção de trabalhadores, de novas forças de trabalho.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.119-120]

“Não é mais a mulher que usa seu corpo, mas seu próprio corpo, como meio de trabalho, que a usa.”

LEOPOLDINA FORTUNATI

A reprodução em disputa

É na década de 1970, de fato, que a insubordinação feminina no seio da família teve como efeito, para além da desmistificação flagrante da “equivalência” da troca entre marido e mulher, também a refundação do papel do “marido” e do “pai”.

As lutas das mulheres forçaram os homens a reconhecer o quão “monstruosamente capitalistas” são suas relações com as mulheres e seus filhos, e a vivenciar, por um lado, o potencial de riqueza sentimental, afetiva e sexual inerente a tais relações e, por outro, a quantidade de trabalho doméstico imbuída nessas trocas.

Também nos fizeram reconhecer que o destino da reprodução não depende apenas das lutas das mulheres, mas também é um problema de luta e organização para aqueles que atualmente são “reproduzidos”. Em suma, forçaram os homens a se reinventar como “marido” e “pai”.

[O ARCANO DA REPRODUÇÃO, p.208-209]

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos os prefácios de O cuidado: teorias e práticas, de Helena Hirata; um artigo de Maria Lygia Quartim de Moraes sobre as origens do feminismo marxista, publicado na revista Margem Esquerda #28; além de um texto clássico da revolucionária russa Nadiéjda Krúpskaia sobre educação e papeis de gênero, reunido na antologia A revolução das mulheres.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Helena Hirata

O cuidado: teorias e práticas


Maria Lygia Quartim de Moraes

As origens do feminismo marxista (e da Revolução de 1917)


Nadiéjda Krúpskaia

Deve-se ensinar “coisas de mulher” aos meninos?

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro com Maíra Kubík Mano, Camila Galetti e mediação de Marina Toledo; a conversa entre as filósofas feministas Silvia Federici e Yuderkis Espinosa, ocorrido durante a Flup 2020; uma live em que Virginia Fontes e Bruna Della Torre discutem a necessidade do marxismo se tornar feminista; além de um debate com Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya sobre o que significa defender um Feminismo para os 99%.

E tem mais! Para os assinantes do Armas da Crítica, a TV Boitempo disponibiliza a íntegra do debate com a filósofa Marilena Chaui, autora de Ideologia: uma introdução, ocorrido durante A Feira do Livro.


Para aprofundar…

Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

O cuidado: teorias e práticas, de Helena Hirata

O patriarcado de salário, de Silvia Federici

Mulheres e caça às bruxas, de Silvia Federici

A revolução das mulheres, organizado por Graziela Schneider

Gênero e desigualdades, de Flávia Biroli

Mulher, Estado e revolução, de Wendy Goldman

Mulheres, cultura e política, de Angela Davis

Destinos do feminismo, de Nancy Fraser

Feminismo para os 99%, de Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser

Margem esquerda #28 | Feminismo, marxismo e a Revolução Russa

Margem esquerda #38 | Feminismo e crise do capital

Rádio Boitempo: Coleção Marx-Engels #5: A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO, com Débora Tavares e Caio Rubini, nov. 2023.

Outras Mamas: O patriarcado de salário, com Bruna Della Torre, mar. 2021.

Rádio Boitempo: Coleção Marx-Engels #4: A SITUAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA NA INGLETERRA, com Maria Lygia Quartim de Moraes, out. 2023.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #7: família, religião e política, com Amanda Palha, Flávia Biroli, Henrique Vieira e Andrea Dip, dez. 2022.

Grifa podcast: Mulheres e caça às bruxas (parte 1 e parte 2), com Isadora Attab e Isadora Szklo, nov. 2019.

Rádio Boitempo: Conversas camaradas #1: a interseccionalidade como teoria social crítica, com Nubia Moreira e Thiago Amparo, jun. 2022.

Women Reads: Assunta reads Leopoldina Fortunati [em inglês], abr. 2023.

C’est Réel: Meio século de atraso para a emancipação das mulheres? [em francês], com Leopoldina Fortunati, out. 2024.

O que é feminismo marxista?, com Maria Lygia Quartim de Moraes, Marília Moschkovich e Renata Souza, TV Boitempo.

Capitalismo, reprodução social e a luta feminista, com Nancy Fraser,TV Boitempo.

Crise da covid-19: uma leitura feminista, com Silvia Federici, TV Boitempo.

A história oculta da fofoca, com Silvia Federici, TV Boitempo.

Feminismo, feminilidade e a mínima diferença, com Maria Rita Kehl,TV Boitempo.

Diálogos com Marx: Feminismo, com Maria Lygia Quartim, Rosane Borges e Marília Moschkovich, TV Boitempo.

A liberdade é uma luta constante [legendado], com Angela Davis, TV Boitempo.

Playlist: Curso “Feminismo e Democracia”, com Flávia Biroli, TV Boitempo.

Desenvolvimento do capital significa desenvolvimento da prostituição“, por Leopoldina Fortunati, Blog da Boitempo, jan. 2026.

Com Marx, mas para além dele: o feminismo de Leopoldina Fortunati“, por Maíra Kubík Mano, Blog da Boitempo, dez. 2025.

‘Quasi una fantasia’? Theodor W. Adorno, feminismo e indústria cultural“, por Bruna Della Torre, Blog da Boitempo, mar. 2025.

Marx e o debate de gênero na I Internacional“, por Inessa Armand, Blog da Boitempo, mai. 2025.

Aborto: um direito herdado da luta de classes“, por Marcela Magalhães de Paula, Blog da Boitempo, ago. 2022.

Feminismo, esquerda e futuros possíveis“, por Flávia Biroli, Blog da Boitempo, nov. 2016.

Lutar pela legalização do aborto é lutar pela democracia“, por Niege Pavani e Carolina Peters, Blog da Boitempo, set. 2025.

Feminismos negros e a renovação política do ‘Dia Internacional das Mulheres’“, por Rosane Borges, Blog da Boitempo, mar. 2016.

Um livro militante: entrevista com Leopoldina Fortunati” [em inglês], por Giulia Sbaffi e Andreas Petrossiants, e-flux, jun. 2025.

A edição de conteúdo deste guia é de Carolina Peters e as artes são de Mateus Rodrigues.