Guia de leitura | Colonialismo digital | ADC#31

Colonialismo digital
Deivison Faustino e Walter Lippold
Guia de leitura / Armas da crítica #31
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Quais são os impactos das tecnologias em nossa sociedade? Que consequências enfrentamos com a concentração das principais ferramentas tecnológicas que regem a vida de milhões de pessoas no domínio de um punhado de empresas estadunidenses? De que maneira é possível relacionar algoritmos a racismo, misoginia e outras formas de violência e opressão?
Em Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana, Deivison Faustino e Walter Lippold entrelaçam tecnologia e ciências humanas, apresentando um debate provocador sobre diferentes assuntos de nossa era. Inteligência artificial, internet das coisas, soberania digital, racismo algorítmico, big data, indústrias 4.0 e 5.0, segurança digital, software livre e valor da informação são alguns dos temas abordados.
A caixa ainda é acompanhada do marcador do livro, adesivo e caderno Marx em comemoração ao aniversariante do mês.
autores Deivison Faustino e Walter Lippold
apresentação Sérgio Amadeu
orelha Tarcízio Silva
edição Thais Rimkus
imagem capa Del Nunes
diagramação Antonio Kehl
coordenação de produção Livia Campos
páginas 208


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Quem são os autores?
Deivison Faustino é doutor em sociologia e professor do programa de pós-graduação em serviço social e políticas sociais da Universidade Federal de São Paulo. É integrante do Instituto Amma Psique e Negritude e pesquisador do Núcleo Reflexos de Palmares, onde pesquisa temas voltados à relação entre capitalismo, racismo e o colonialismo digital. É autor de diversos livros e artigos sobre Frantz Fanon, capitalismo e racismo e pensamento antirracista, com destaque para Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro (Ciclo Contínuo, 2018) e A disputa em torno de Frantz Fanon: a teoria e a política dos fanonismos contemporâneos (Intermeios, 2020), Frantz Fanon e as encruzilhadas: teoria, política e subjetividade (Ubu, 2022).
Walter Lippold é doutor em história e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Fluminense e do Núcleo Reflexos de Palmares da Universidade Federal de São Paulo. É professor do Curso Uniafro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisador de colonialismo digital, história da tecnologia, cibercultura, hacktivismo, da obra de Frantz Fanon e da história da Argélia. Membro do Coletivo Fanon, é autor de Fanon e Revolução Argelina (Proprietas, 2023).
“O silêncio da literatura especializada em colonialismo digital, i-colonialism ou colonialismo de dados sobre o racismo no universo digital é ensurdecedor. Se o racismo foi e continua sendo a base para velhas e novas formas de colonialismo, nos perguntamos: como foi possível o advento de toda uma literatura sobre colonialismo que não discute o racismo?”.
DEIVISON FAUSTINO E WALTER LIPPOLD


O que fazemos com nossos legados?
Na área de tecnologia, um sistema legado pode ser compreendido como uma plataforma ou uma infraestrutura digital que se torna obsoleta, ultrapassada. Ele já passou por várias etapas de crescimento, muitas vezes sem grandes planejamentos, mesmo tendo sido desenvolvido com intenções claras e almejando vida longa. Então, a esse sistema são adicionadas camadas de informações e modificações manuais, determinadas por aspectos de sua origem, que se tornam limitantes com o passar do tempo. Limitantes, instáveis e difíceis de compreender e modificar.
Com isso, cabe a pergunta: o que fazer com um sistema legado? Atualizá-lo, substituí-lo ou mantê-lo? É disso que Colonialismo digital trata: nossos legados. O livro interessa a todas as pessoas instigadas por tecnologias. Interessa a você, a quem está a sua volta – tanto no mundo material quanto no virtual –, independentemente do perfil, do status, da história. Sem exceção.
Karina Menezes
Professora da UFBA, integrante do Raul Hacker Club.
“Deivison Faustino e Walter Lippold apresentam a construção do legado colonial, racializado, perverso e excludente que nos foi deixado e vem sendo deliberadamente perpetuado por meio de tecnologias estruturantes e estruturais da economia do capital, sem que a maioria de nós se dê conta disso. ”
KARINA MENEZES


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Repensar, reapropriar ou recusar a tecnologia
Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana não perde de vista como os processos de racialização empreendidos no colonialismo histórico foram ferramentas para perpetuar as hierarquias globais em prol de oligopólios capitalistas que impõem lógicas, funções e affordances das tecnologias materiais e epistêmicas em circulação como objetos de consumo. A antinegritude do projeto colonial, da maldição cristã ao racismo científico, foi laboratório da rentabilização do homem-moeda e posterior distribuição da “condição negra” como condição universal da humanidade transformada material e psiquicamente em fonte de recursos para uma fatia cada vez menor de detentores do capital das heranças do eurocentrismo e seus horrores.
Deivison Faustino e Walter Lippold nos oferecem uma publicação oportuna em um momento de acirramento das disputas por soberanias digitais, em especial em países como o Brasil. Conseguirá a gestão da vida humana pelo big data, núcleo do colonialismo de dados, reagir ao desencantamento geral sobre as benesses das mídias sociais e da globalização digital? Poderão as novas investidas discursivas neocoloniais e aceleracionistas emplacar véus sobre a realidade social através do resgate de direcionamentos libidinais à realidade virtual e metaversos? Serão essas reinvenções suficientes para amansar grupos cada vez mais numerosos, que percebem seu jugo sob categorias necropolíticas?
Tarcízio Silva
Senior Tech Policy Fellow (Mozilla), professor, mestre em Comunicação (UFBA) e doutorando em Ciências Humanas e Sociais (UFABC).
“Temos aqui indicações sobre como repensar, reapropriar ou mesmo recusar tecnologias para além de legalismos neoliberais que deixaram a tecnociência no colo dos interesses do capital.”
TARCÍZIO SILVA


Colonialismo digital, imperialismo e a doutrina neoliberal
Não há dúvida de que o colonialismo histórico, definido por Karl Marx como um dos métodos utilizados pelos capitalistas europeus para realizar a acumulação primitiva de capital, não existe mais. Países como Brasil ou Argélia não são mais colônias, em que pese a Martinica de Frantz Fanon, um dos principais teóricos da luta anticolonial, ser ainda hoje um departamento ultramarino insular francês no Caribe. O novo colonialismo é dataficado e sua violência muitas vezes sutil produz a precarização nada suave do trabalho e aponta para uma submissão social enredada e gamificada que formata sujeitos submetidos à servidão maquínica e aos sistemas algorítmicos das grandes empresas do Norte global.
Faustino e Lippold trataram também dos mecanismos de sustentação ideológica desse novo colonialismo a partir do novo fetichismo da técnica, da ilusão da neutralidade tecnológica e de ingênuas crenças na libertação pelos dispositivos, como se fosse possível eliminar problemas sociais apenas implementando e manuseando aplicativos digitais.
Sérgio Amadeu
Professor da Universidade Federal do ABC, é pesquisador CNPq.
“Este livro trata do colonialismo digital não como metáfora ou força de expressão, mas como a dinâmica do capitalismo tardio que constitui sua existência a partir de dois elementos intercambiáveis: uma nova repartição do mundo em espaços de exploração econômica e o colonialismo de dados. Assim, os autores atacam o ‘coração gelado’ do big data e do imperialismo que atualmente se alicerça cada vez mais na tecnologia.“
SÉRGIO AMADEU


Quem coloniza quem?
É necessário alertar para certa colonização da vida pelas máquinas e pelos algoritmos, mas a pergunta que as pessoas nem sempre se fazem é: quem domina quem? Se a máquina domina o humano, ainda que por meio de uma servidão voluntária, quem domina a máquina? Em outras palavras, se algoritmos macabros colonizam nosso cotidiano para captar dados e induzir nosso comportamento e nossa subjetividade, com que razão o fazem? Será correto atribuir razão e, portanto, status de sujeito ao algoritmo quando ele próprio é programado por alguém com vistas à obtenção de determinados resultados?
De fato, como se demonstrou em O dilema das redes, quem programa os algoritmos para fazer exatamente o que têm feito são pessoas… Mas essas pessoas são trabalhadores informacionais altamente especializados, a serviço, na maioria das vezes, dos grandes oligopólios capitalistas que impõem as lógicas e a função de tudo o que será produzido.
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 40-41]
“A extração de ouro ilegal de terras indígenas e as cenas do genocídio ianomâmi, suas ligações com o colonialismo digital e o tecnofascismo brasileiro e o bolsonarismo reforçaram que capitalismo, colonialismo e racismo não se dissociam, como nos ensinou Frantz Fanon. Os softwares necessitam do hardware, que é produzido com matérias-primas como o ouro indígena brasileiro, a columbita e a tantalita (coltan) congolesas e o lítio boliviano.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 12]


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Capitalismo, colonialismo e racismo
A partir de uma combinação ética, política e estética que forjou o maior mito identitário da história humana, o significante branco se tornou símbolo da humanidade universal – sedimentando ideologicamente a universalização da produção de mais-valor como finalidade última e única de toda a humanidade –, enquanto o negro, “da Guiné” ou “da terra”, passou a representar o oposto do desenvolvimento e da universalidade: a especificidade, a selvageria, o lúdico e o corpo. O árabe, por sua vez, se tornou símbolo do terrorismo, e assim sucessivamente.
Há, portanto, uma relação histórica entre capitalismo, colonialismo e racismo. Mas essa relação de exploração e violência pautada pelo universalismo diferencialista não se limitou ao período “primitivo” (inicial) do capitalismo mercantil nem àquele da indústria madura cuja mão de obra escrava fornecia o algodão que alimentava a produção têxtil. A violência colonial se atualizou diante das necessidades dos novos estágios de acumulação capitalista.
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 57]
“O negro, como coisa/objeto/mercadoria, é, portanto, uma criação reificada e fantasmagórica desse processo em que o desenvolvimento, a expansão e a consolidação do capitalismo no mundo não poderiam ser acompanhados da universalização das conquistas advindas do desenvolvimento da sociabilidade burguesa.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 56]


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A economia de dados
Sugerimos, portanto, pensar na economia de dados em um triplo movimento:
1) Eles viabilizam o poder gerencial da logística social just in time ao permitir uma previsibilidade muito mais precisa das tendências de consumo e circulação, diminuindo, portanto, ainda mais o tempo de rotação que separa a produção e a venda, e ampliando, portanto, a taxa de lucro;
2) Os dados capturados por processos de mineração dependem de mineiros informacionais altamente qualificados treinando algoritmos ou moderando o aprendizado profundo de máquinas no interior do big data. Há um processo de exploração aqui que, embora extremamente automatizado, não pode prescindir da força de trabalho;
3) A mineração de dados oferece subsídios invasivos e persuasivos explícitos ou ocultos que têm por objetivo influenciar determinadas práticas (políticas ou de consumo).
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 125]
“Trabalho, estudo, entretenimento, sociabilidade e sexualidade têm sido cada vez mais mediados por aplicativos e plataformas comandados pelas big techs do vale do Silício. São programas proprietários que, além de monopolizar a comunicação, nos vigiam e mineram os dados e biodados que produzimos para vendê-los a valores maiores que o do ouro ou o do petróleo.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 41]


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Necropolítica e cyberguerra
As ciberarmas de vigilantismo digital se desenvolveram a níveis que permitem vigiar e controlar dissidentes, jornalistas e possíveis whistleblowers, além de seu uso para espionagem industrial. O software Pegasus, da empresa israelense NSO, e um similar da corporação emiradense DarkMatter chegaram a ser negociados por membros da equipe de marketing de Jair Bolsonaro para captura de informações e dados.
O tecnofascismo brasileiro – o bolsonarismo – aprendeu bem com seus mestres o método Bannon de uso dessas tecnologias de poder. Morozov nomeou esse fenômeno de “tsunami de demagogia digital” e afirmou que o ódio viraliza mais que qualquer outra coisa. […] Podemos afirmar que a vitória de Bolsonaro em 2018 foi impulsionada por esse novo tipo de marketing, que é fundamentado em disparos de fake news em massa, mas microdirecionados através do processamento de big data.
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 144]
“A economia da atenção, baseada em cliques e curtidas, em seduzir o usuário para aplicativos, redes sociais, conteúdos que viralizam, trending topics, produziu o cenário para a disseminação de fake news como arma de guerra, arma de desinformação em massa.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 145]


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O fardo do nerd branco
A ideologia californiana também se manifesta como a reabilitação do fardo do homem branco. Reconfigurada e adaptada ao vale do Silício e suas instituições filantrópicas, suas fundações, que buscam levar a conexão aos desconectados do Sul global. É o fardo do nerd branco, uma mission civilizatrice vista como a benevolência das big techs.
Embora estejamos tratando, fundamentalmente, de um arsenal teórico muito mais crítico que esse, a revisão bibliográfica que sustentou este trabalho nos fez perguntar se esse campo de estudos não é, em sua grande maioria, contaminado pelo “fardo do nerd branco”. Frantz Fanon nos lembra que o racismo não se expressa apenas nas ofensas abertamente violentas ou estereotipadas, mas, sobretudo, na suposta universalização dos referenciais particulares europeus. Uma espécie de identitarismo branco permite ao pensamento crítico se supor radical sem, contudo, enfrentar as dimensões raciais da exploração de classe.
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 173]
“O debate é muito mais amplo que a mera identificação do gabinete do ódio como propagador de fake news. Trata-se atualmente da farta disponibilidade de empresas com tecnologia capaz de influenciar o resultado de eleições, o curso de determinadas manifestações políticas ou mesmo certos comportamentos, a depender dos objetivos e do poder de compra de quem puder pagar.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 192]


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Por uma interface fanoniana-hacktivista
O que buscamos destacar é que, para Fanon, o horizonte anticolonial não estava nem na recusa, nem na recepção passiva das tecnologias coloniais, e sim em sua calibanização anticolonial em direção a uma emancipação humana desrracializante, permitindo ao colonizado se reconhecer como parte da totalidade humano-genérica. Reconhecimento esse alcançado apenas com a morte objetiva – e subjetiva – do colonialismo. Da mesma forma, podemos pensar nas alternativas políticas que emergem quando se desmistifica o suposto dilema das redes.
A tarefa colocada não é a de demonizar ou endeusar as redes e plataformas, mas explicitar seu caráter social e historicamente determinado. Isso implica dizer que o problema não é o aprendizado de máquinas ou a chamada inteligência artificial, em si, mas os sentidos pelos quais são projetados e, sobretudo, os usos que lhes atribuímos. Propomos a urgência de um diálogo entre o pensamento revolucionário de Fanon e o hacktivismo anticapitalista.
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 188]
“Descolonizar a tecnologia e confrontar a mission civilisatrice em novos moldes high-tech é, antes de qualquer coisa, colocar em xeque o caráter destrutivo do modo de produção capitalista em todas as suas dimensões sutis e declaradas.”
[COLONIALISMO DIGITAL, p. 189]


Leituras complementares
Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!
Este mês trazemos a introdução de Cypherpunks, de Julian Assange, além de um capítulo de O valor da informação assinado por Marcos Dantas e uma entrevista com Ursula Huws.
Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!
Julian Assange
Um chamado à luta criptográfica
Marcos Dantas
Informação, trabalho e capital
Ursula Huws
Desmercantilizar as plataformas digitais

Vídeos
Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro, com debate entre Deivison Faustino, Karina Menezes, Sérgio Amadeu, Tarcízio Silva e Walter Lippold, mediação de Marcela Magalhães, além de vídeo de Virgínia Fontes sobre tecnologia e luta de classes e outro de Fábio Palácio sobre o valor da informação.

Séries e filmes
Uma seleção feita pelos autores do livro para ajudar a leitura e aprimorar o debate.

Para aprofundar…
Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

O valor da informação, de Marcos Dantas, Denise Moura, Gabriela Raulino e Larissa Ormay
Tecnopolíticas de vigilância, de Fernanda Bruno, Bruno Cardoso, Marta Kanashiro, Luciana Guilhon e Lucas Melgaço (orgs.)
Os laboratórios do trabalho digital, de Rafael Grohmann (org.)
Cypherpunks, de Julian Assange
Quando o google encontrou o wikileaks, de Julian Assange
Grundrisse, de Karl Marx
O capital [Livro 1], de Karl Marx
O capital [Livro 2], de Karl Marx
O capital [Livro 3], de Karl Marx
Uberização, trabalho digital e indústria 4.0, de Ricardo Antunes (org.)
O privilégio da servidão, de Ricardo Antunes
Escritos políticos, de Frantz Fanon
Como a Europa subdesenvolveu a África, de Walter Rodney
Raça, nação, classe, de Étienne Balibar e Immanuel Wallerstein
Mulheres, raça e classe, de Angela Davis

Rádio Boitempo: Deivison Faustino lê O CAPITAL, de Karl Marx, nov. 2022.
Ontocast: Especial Colonialismo Digital (Pt.1), com Gabriel Carvalho, Pietro Moresco e Walter Lippold, mar. 2023.
Ontocast: Especial Colonialismo Digital (Pt.2), com Gabriel Carvalho, Pietro Moresco e Deivison Faustino, abril 2023.
Ilustríssima conversa: Obra de Fanon questiona identitarismo branco, com Deivison Faustino, mar. 2022.
Podcast Tecnopolítica: #180 – Tecnologias de rastreamento e o colonialismo digital, com Rodolfo Avelino e Sergio Amadeo, maio 2023.
Tecnopolítica: #129 – As Big Techs e a luta de classes, com Sergio Amadeu e Carol Cruz, 2021.
Dadocracia: #52 – A escalada do tecno-autoritarismo no Brasil, 2021.
Público: Como evoluímos para a era do capitalismo de vigilância?, com Pedro Rios e Shoshana Zuboff, maio 2022.
Guilhotina: Não bote fé nas fake news #04: Como a internet e as redes sociais favorecem a divulgação de mentiras, com Bianca Pyl, Luis Brasilino e Jaciara Ribeiro, 2022.

A informação é uma mercadoria?, com Fábio Palácio, TV Boitempo.
A internet é o novo ópio do povo?, com Mauro Iasi, TV Boitempo.
Tecnologia e a guerra de classes, com Virgínia Fontes, TV Boitempo.
O novo proletariado da era digital, com Ricardo Antunes, TV Boitempo.
O valor da informação, com Marcos Dantas, Denise Moura, Gabriela Raulino e Larissa Ormay, TV Boitempo.
Ferramentas hacker para estudos, com Walter Lippold, Autonomia Literária.
Escritos políticos, com Deivison Faustino, Talíria Petrone e João Carvalho, TV Boitempo.
Por que ler Fanon?, com Deivison Faustino, Priscilla Santos e Geni Núñez, TV Boitempo.
Marx, Fanon e o anticolonialismo revolucionário, com Jones Manoel e Priscilla Santos, TV Boitempo.
Os escritos políticos de Fanon, com Deivison Nkosi, TV Boitempo.
Os escritos políticos de Frantz Fanon, com Douglas Barros, TV Boitempo.

“Como repensar, reapropriar ou recusar a tecnologia“, por Tarcízio Silva, Blog da Boitempo, 2023.
“O que fazemos com nossos legados?“, por Karina Menezes, Blog da Boitempo, 2023.
“Meta(verso)“, por Bruna Della Torre, Blog da Boitempo, 2022.
“Tecnofeudalismo – uma defesa“, por Jodi Dean, Blog da Boitempo, 2022.
“Colonialismo digital, racismo e acumulação primitiva de dados“, por Deivison Faustino e Walter Lippold, Germinal, 2022.
“As duas faces insubmissas de Frantz Fanon“, por, Deivison Faustino, Outras Palavras, 2021.
“A tecnologia não nos salvará“, entrevista com Paris Marx, Jacobin, 2022.
“A internet deveria ser um bem público“, por Ben Tarnoff, Jacobin, 2022.
“Os algoritmos das Big Techs são construídos com trabalho invisível“, por Rob Larson, Jacobin, 2022.
“Como podemos socializar as Big Tech“, por Robert Gorwa, Jacobin, 2022.
“O deserto pós-humano“, por Slavoj Žižek, LavraPalavra, 2023.
“Por que ler Fanon hoje?“, por Immanuel Wallerstein, LavraPalavra, 2019.
A edição de conteúdo deste guia é de Isabella Meucci e as artes são de Victoria Lobo.


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