Colunas

Condenados os assassinos de Marielle e Anderson, mas crer na justiça ainda requer coragem

05/11/2024 // 1 comentário

Monica Benicio: "É, sem sombra de dúvida, um alívio saber que Lessa e Queiroz saíram do tribunal condenados. Mas esse julgamento é também a exceção que confirma a regra. Marielle dedicou sua vida para lutar ao lado daqueles e daquelas que cotidianamente são injustiçados pelo Estado. Sua luta pelos direitos humanos era a luta pelo direito à vida, um direito essencial até hoje negado à população preta e favelada. Esquecer deles seria uma injustiça com a memória dela." [...]

O circuito fechado do Centrão

01/11/2024 // 2 comentários

Daniela Costanzo comenta o último pleito elitoral: "(...) as eleições de 2024 foram a continuidade das eleições de 2020, mas com um boost nada desprezível que veio das emendas do legislativo federal." [...]

Armas e manteiga, napalm e TV a cores: a atualidade de Herbert Marcuse em quatro pontos

31/10/2024 // 1 comentário

Bruna Della Torre e Eduardo Altheman escrevem sobre a atualidade de O homem unidimensional: "Marcuse nos convida a perguntar: quais teorias devemos criticar hoje? Quais são as manifestações da razão tecnológica nas humanidades? Quais são as forças que se opõem a essas tendências? A perda da imaginação em ambientes como a universidade, que deveriam dela se alimentar, é um colapso que acompanha todos os outros que estão em curso e precisa ser discutido para que a ciência e a filosofia possam novamente transcender a realidade ao invés de perder o pouco tempo que temos, com a aceleração da catástrofe climática e social, descrevendo acriticamente programas de televisão." [...]

Almodóvar e a fórmula absoluta da singularidade

31/10/2024 // 1 comentário

Cauana Mestre escreve sobre "O quarto ao lado", novo filme de Almodóvar: "Ninguém sabe o que é a morte. Conhecemos apenas o medo e o luto, efeitos da iminência ou da realidade da perda. Mas o que é a perda para cada um? Ausentar-se de si mesmo, morrer em vida, sofrer o sem sentido da desesperança – isso não é pior do que despedir-se do mundo para encontrar o desconhecido? Não há resposta universal para essa pergunta e o que 'O quarto ao lado' encena é que a morte, assim como a vida, não deve ser separada da fórmula absoluta da singularidade." [...]