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Aprender a sustentar o calor: leitura e formação crítica em “O capital” 

19/03/2026 // 1 comentário

Gabriel Teles: "Há frases, diz Ernst Bloch, que são como copos cheios de bebida forte e fervente, sem alça por onde se possa segurá-los. Não se trata de um obstáculo acidental, mas de uma exigência imposta pela própria matéria do pensamento. Essa imagem oferece uma chave decisiva para pensar a experiência de leitura de O capital e, mais ainda, a forma de formação crítica que esse livro pressupõe e produz." [...]

Relembrar Postone: uma questão de tempo 

19/03/2026 // 1 comentário

Natan Oliveira: "Tempo, trabalho e dominação social inicia precisamente com uma crítica aos pressupostos fundamentais daquilo que Postone denomina “marxismo tradicional”. Em sua interpretação, esse termo não designa uma tendência histórica específica do marxismo, mas um conjunto relativamente amplo de abordagens teóricas que, apesar de suas diferenças, compartilham alguns pressupostos básicos acerca da sociedade capitalista e da própria crítica de Marx." [...]

Sobre ver no escuro, ou o que Cuba precisa de nós 

18/03/2026 // 1 comentário

Rafael Domingos Oliveira: "Um estrangulamento energético já estava em curso antes mesmo da minha chegada, e uma sucessão de apagões já havia se repetido (o último, em 16 de março, deixou mais de 10 milhões de pessoas no escuro). Sem dúvida, ter ciência desse cenário é uma coisa; testemunhá-lo e vivê-lo é algo inteiramente distinto. O cotidiano dos cubanos encontra-se integralmente marcado pela crise energética promovida pelo governo estadunidense e pelo bloqueio, que perdura há mais de seis décadas." [...]

Crítica da humanidade europeia: um diálogo com Fanon 

16/03/2026 // 1 comentário

Érico Andrade: "A ideia de que a promoção da modernidade passa por um processo de modernização implicou historicamente no Brasil a destruição e exploração do que representa o antimoderno, o primitivo ou o selvagem. Assim, onde se dizia que não havia nada, no vasto território nacional, havia uma vida pulsante e cuja organização política era diferente dos modelos civilizatórios europeus." [...]

Escritas da diáspora: como acompanhar a destruição do Líbano à distância?

13/03/2026 // 1 comentário

Rima Awada e Ana Gebrim: "Para quem cresce entre relatos de guerra, deslocamento, resistência e reconstruções permanentes, a escuta nunca é neutra. Ela carrega uma espécie de responsabilidade do comum. Aprendemos cedo que todo sofrimento tem uma história, uma geografia, uma política e uma memória que precisa ser compreendida para que não se repita indiscriminadamente." [...]

Marx e o quarto “golpe no narcisismo humano”

13/03/2026 // 1 comentário

Maurício Vieira Martins: "Neste 14 de março de 2026, completam-se 143 anos do falecimento de Marx. Sabemos que a situação do marxismo e de seu projeto político nos dias de hoje é muito adversa – alguém duvida disso? Quem ocupa o primeiro plano da cena política é a extrema direita internacional, com seu ideário racista e xenofóbico, com sua exploração impiedosa da força de trabalho e ímpeto de devastação ambiental que ameaça a vida humana no planeta." [...]

O papel da biblioteca escolar na formação de crianças e jovens

12/03/2026 // 1 comentário

Thais Caramico escreve sobre o dia do bibliotecário: "A biblioteca escolar pode ser compreendida como um espaço de pensamento em funcionamento, ou seja, um ambiente onde se aprende a ler textos, imagens, contextos e discursos, mas também onde a escolha é uma forma de aprendizagem e o encontro com a literatura, com a pesquisa e com a cultura digital se dá em diálogo com o mundo." [...]

A dialética contracolonial de “Pecadores” 

12/03/2026 // 1 comentário

Patricia de Aquino: "Narrativas vampirescas assombram o imaginário ocidental desde tempos imemoriais, mas foi Drácula que se consolidou como a representação fundacional do mito. Diferentemente do que sugerem muitas adaptações cinematográficas, o projeto de Drácula não era romântico, mas político: sair da Transilvânia e subjugar a Inglaterra. Seu maior crime não era sugar sangue, mas ameaçar a supremacia britânica ao interromper o progresso da metrópole, valendo-se daquilo que era visto como o primitivismo oriundo de terras longínquas do Leste Europeu. Mais do que um monstro, Drácula era um estrangeiro que ousava contracolonizar o centro do império." [...]