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Cultura Inútil: Ode à preguiça

26/01/2016 // 9 comentários

Mouzar Benedito / "“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos” — pode ter algo de marxista nesse pensamento? Bom... a frase não foi exatamente empregada por Karl Marx, mas foi escolhida pelo genro dele, Paul Lafargue (casado com Laura Marx), como epígrafe de um de seus livros mais ilustres: O direito à preguiça. Li esse livro há um tempão e desde então virei seu fã." [...]

Traduzindo Jabberwocky, de Lewis Carroll

20/01/2016 // 3 comentários

"A tradução de Jabberwocky, de Lewis Carroll, foi uma aventura de interpretação meio surrealista e absolutamente pessoal de uma das obras primas do nonsense literário." Flávio Aguiar na seção "dos tradutores", do Blog da Boitempo. [...]

Magalhães-Vilhena: um marxista erudito – e não só

19/01/2016 // 4 comentários

José Paulo Netto / "Saiba o meu eventual leitor, desde já, que dois motivos me levam a trazer à baila o nome de Vasco de Magalhães-Vilhena (1916-1993), no instante mesmo em que localizo, entre meus velhos livros, a sua obra – seminal e clássica – sobre Sócrates (e Platão). O primeiro motivo é lembrar que, neste ano, decorrerá o centenário de nascimento do filósofo, quando certamente os círculos mais lúcidos da cultura portuguesa (e não apenas dela) haverão de homenageá-lo devidamente; o segundo é registrar a recente publicação de um conjunto de apontamentos seus acerca de uma questão central do pensamento marxista, a questão da ideologia." [...]

O tempo do cotidiano e o tempo histórico

13/01/2016 // 5 comentários

Mauro Iasi / "De uma coisa temos certeza, estes tempos vão passar e outros virão. Nossa decisão é nos inscrever nas fileiras daqueles que os construirão na perspectiva da emancipação humana. Uma das vantagens de se pensar com base no tempo histórico é essa. Tal perspectiva não tem o poder de eliminar as mazelas do cotidiano, mas nos permite olhar para elas e vislumbrar a exata estatura das coisas. E elas, meus caros, hoje em dia, são pequenas... muito pequenas." [...]

Aproximações entre o movimento feminista e o antimanicomial

12/01/2016 // 10 comentários

Daniela Lima / "Gênero e loucura são moldados de acordo com padrões históricos e culturais específicos. Para ambos, a exigência de conformidade com padrões de gênero e de normalidade. A não conformidade com padrões de gênero muitas vezes recebe o nome de loucura. Seja para desqualificar um discurso ou, em última instância, para excluir uma mulher da sociedade. Neste ponto, o movimento antimanicomial e o feminista se encontram, já que o aparato manicomial é usado também para reprimir, normalizar, excluir as diferenças de gênero." [...]