Thiago Canettieri apresenta "Automação e o futuro do trabalho", livro do mês do Armas da Crítica: "Não estamos perdendo empregos porque as máquinas se tornaram subitamente eficientes demais, mas porque a economia global parou de crescer em um ritmo robusto." [...]
Nos 103 anos do falecimento de Émile Zola, Arlene Clemesha relembra sua atuação fundamental para definir a posição dos socialistas sobre o caso Dreyfuss: "Foram feitas 200 mil cópias do artigo 'J'accuse!', denunciando a armação maliciosa contra Dreyfus (e levando Zola ao exílio)." [...]
Niege Pavani e Carolina Peters escrevem sobre a importância do 28 de setembro – Dia Latino-americano e Caribenho Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto: " É preciso desobstruir o debate público sobre a pauta, e é urgente falar sobre o direito ao aborto no Brasil — aqui, aborto legal e seguro, no sistema de saúde pública, é sinônimo de justiça social." [...]
Em sua nova coluna no Blog da Boitempo, o filósofo esloveno Slavoj Žižek comenta uma aparente inconsistência, central para a política de extrema direita: "Trump, evidentemente, não tem 'nobreza de espírito': ele odeia seus oponentes. No entanto, para justificar de alguma forma seu ódio brutal, ele precisa que uma figura como Kirk seja um homem bom, que quer o melhor para seus inimigos." [...]
Nos 85 anos do falecimento de Walter Benjamin, leia um comentário de Michael Löwy sobre as célebres teses "Sobre o conceito de história" — mais atuais do que nunca: "Um dos trunfos do fascismo, salienta Benjamin, é a incompreensão que seus adversários manifestam em relação a ele, inspirados pela ideologia do progresso. Trata-se, obviamente, da esquerda." [...]
Alysson Oliveira: "Numa leitura mais rápida. Uma batalha após a outra é um filme sobre dois homens disputando a paternidade de uma garota — um a ama, e o outro quer matá-la. Mas um filme de Paul Thomas Anderson, como o de qualquer outro grande cineasta, nunca é sobre o que está na superfície. Em seus níveis mais profundos, o longa pergunta: é possível pensar na revolução hoje?" [...]
Rafael Domingos Oliveira: "Vinte e dois anos após a morte de Edward W. Said, um dos maiores intelectuais públicos de todos os tempos, sua ausência continua a pesar de forma insuportável. O que diria Said se estivesse aqui? Diante de um dos momentos mais absurdos, catastróficos e desesperadores de nossa era, nunca foi tão urgente ler e convocar sua figura." [...]
"O investimento de Daniel Ek, CEO do Spotify, na Helsing não é desvio, é destino. O capitalismo, em sua fase terminal, abandona qualquer pretensão civilizatória e abraça abertamente a destruição como modelo de negócio. A guerra se torna não apenas lucrativa, mas necessária para a continuidade da acumulação. (...) Em um mundo onde streaming financia drones autônomos, qual é o custo real de uma playlist?" [...]