José Paulo Netto

Ainda vale a pena ler J. D. Bernal, o sábio

10/06/2016 // 5 comentários

Por José Paulo Netto / "Nada justifica o relativo esquecimento, ou desconhecimento, da obra de J. D. Bernal pelas gerações atuais. Ao contrário: a sua leitura, com as lentes críticas que o tempo presente disponibiliza, qualifica os jovens pesquisadores para uma enriquecida compreensão do desenvolvimento científico e para a urgente necessidade de superar o fosso entre os especialistas das ciências duras e os que se dedicam à teoria social. Um fosso que tem propiciado, no campo das ciências sociais e humanas, a proliferação das imposturas intelectuais (a expressão é de Sokal e Bricmont) que fazem as delícias pós-modernas." [...]

Magalhães-Vilhena: um marxista erudito – e não só

19/01/2016 // 4 comentários

José Paulo Netto / "Saiba o meu eventual leitor, desde já, que dois motivos me levam a trazer à baila o nome de Vasco de Magalhães-Vilhena (1916-1993), no instante mesmo em que localizo, entre meus velhos livros, a sua obra – seminal e clássica – sobre Sócrates (e Platão). O primeiro motivo é lembrar que, neste ano, decorrerá o centenário de nascimento do filósofo, quando certamente os círculos mais lúcidos da cultura portuguesa (e não apenas dela) haverão de homenageá-lo devidamente; o segundo é registrar a recente publicação de um conjunto de apontamentos seus acerca de uma questão central do pensamento marxista, a questão da ideologia." [...]

A rosca boliviana: dois modos de conhecer a sua história

14/12/2015 // 1 comentário

José Paulo Netto / "Os tempos atuais (que o saudoso equatoriano Agustín Cueva há muito caracterizou como “tempos conservadores”, próprios da “direitização do Ocidente”) são exemplares para indicar o nível a que chegou o processo da decadência ideológica, aludido por Marx em 1873 e amplamente tematizado por Lukács num relevante ensaio de 1938..." [...]