“O presente como história”: anotações de Lukács sobre o realismo de Balzac

Honoré de Balzac em daguerreótipo de Louis-Auguste Bisson. Imagem: Wikimedia Commons

Por György Lukács

Na literatura francesa, Stendhal é o último grande representante dos ideais heroicos do Iluminismo e da Revolução. Sua crítica do presente e sua representação do passado repousam, em essência, sobre esse contraste crítico entre as duas grandes etapas do desenvolvimento da sociedade burguesa. A implacabilidade dessa crítica tem suas raízes na possibilidade de experienciação vital do período heroico passado, na fé inabalável (apesar de todo o ceticismo) de que o desenvolvimento conduzirá a uma renovação desse grande período. Assim, a paixão e a retidão de sua crítica do presente ligam-se mais intimamente com a limitação iluminista de sua concepção da história, com sua incapacidade de ver o “período heroico” do desenvolvimento burguês como uma necessidade histórica. É dessa fonte que surge certo psicologismo abstrato de suas personagens históricas importantes; uma veneração da grande, inquebrantável e heroica paixão em si e para si. Daí provém sua inclinação a abstrair o ser das circunstâncias históricas até atingir sua essência universal e apresentar tais circunstâncias na forma dessa universalidade. Mas essa postura tem como consequência sobretudo o fato de concentrar sua energia na crítica do presente. Em Stendhal, o contato com os problemas históricos da época produz menos um novo romance histórico que uma continuação do romance de crítica social do século XVIII, na qual determinados elementos do novo historicismo operam para elevar e enriquecer seus traços realistas.

Essa continuação do romance histórico no sentido de uma concepção conscientemente histórica do presente é a grande realização de Balzac, seu eminente contemporâneo. Balzac é o escritor que desenvolveu da maneira mais consciente o impulso que Walter Scott deu ao romance, criando assim um tipo superior e até então inédito de romance realista.

A influência de Walter Scott sobre Balzac é extraordinariamente forte. Pode-se dizer até que a forma específica do romance balzaquiano surgiu durante uma discussão ideológica e artística com Walter Scott. Referimo-nos aqui menos aos romances históricos propriamente ditos que Balzac escreveu, ou ao menos planejou, no início de sua carreira, se bem que seu romance de juventude, A Bretanha em 1799, apesar da história de amor um tanto romanesca que ocupa o centro da trama, seja um digno sucessor de Walter Scott. Em Balzac, o centro do enredo não é ocupado pelos chefes aristocráticos da revolta reacionária dos camponeses, tampouco por um grupo de líderes da França republicana, mas, por um lado, pelo povo primitivo, atrasado, supersticioso e fanático da Bretanha e, por outro, pelo simples soldado da República, profundamente convicto e modestamente heroico. O romance é concebido no espírito de Walter Scott, mesmo que, vez por outra, Balzac supere seu mestre na figuração realista de certas cenas, extraindo a desesperança da revolta contrarrevolucionária do contraste social e humano das duas classes em luta. Com um realismo extraordinário, ele mostra a avareza egoísta e a degradação moral dos líderes aristocráticos da contrarrevolução, entre os quais os velhos aristocratas que, por convicção, defendem de fato a causa do rei são raridade. Mas, em Balzac, essa determinação não é — como em Redgauntlet, de Scott, em que se deve buscar o modelo dessas cenas — um simples retrato histórico dos costumes. Antes, é precisamente essa dissolução moral, essa ausência total de dedicação desinteressada à sua própria causa que deve evidenciar o motivo do fracasso, o sintoma da luta retrógrada, historicamente perdida. Além disso, Balzac mostra — de modo muito semelhante a Scott em relação aos clãs — que os camponeses da Bretanha estão preparados para uma guerra de guerrilha em suas montanhas, mas, apesar de sua coragem selvagem e de sua astúcia para as pilhagens, eles não têm nenhuma chance de vencer as forças regulares da República. E, acima de tudo, ele mostra nas situações desfavoráveis aos republicanos, nas situações que levam às tragédias pessoais, uma coragem inquebrantável, uma superioridade humana modesta, cheia de humor, que nasce com a convicção profunda de lutar pela boa causa da Revolução, pela causa do próprio povo.

Esse exemplo já bastaria para esclarecer a profunda influência de Scott sobre Balzac. O próprio Balzac não apenas falou várias vezes dessa relação, como ainda retratou por meio da ficção, em Ilusões perdidas, a influência e a tendência à superação do romance histórico scottiano. Nas conversas de Lucien de Rubempré com D’Arthez acerca do romance histórico de Scott, Balzac trata do grande problema de sua própria época de transição: a tarefa de apresentar a história francesa moderna na forma de um ciclo coerente de romances que figuraria a necessidade histórica do surgimento da nova França. No prefácio de A comédia humana, a ideia de ciclo já aparece como uma crítica cuidadosa e criteriosa da concepção scottiana. Balzac vê na ausência de conexão cíclica dos romances de Scott uma carência de sistema em seu grande antecessor. Essa crítica, ligada àquela de que Scott seria muito primitivo na representação das paixões, porque estaria preso à hipocrisia inglesa, é o momento estético formal em que a transição de Balzac da figuração da história passada para a figuração do presente como história se torna visível.

Em um de seus prefácios, o próprio Balzac se expressou de maneira muito clara sobre o aspecto temático dessa mudança: “Walter Scott esgotou o único romance possível sobre o passado. O romance da luta do servo ou do burguês contra o nobre, do nobre contra a Igreja, do nobre e da Igreja contra a realeza”. Aqui, as relações e as circunstâncias figuradas são relativamente simples, são permanentes. “Hoje, a igualdade produziu nuances infinitas na França. Antes, a casta dava a cada um a fisionomia própria que dominava sua individualidade; hoje, o indivíduo recebe sua fisionomia de si mesmo.”

A experiência mais profunda de Balzac foi a da necessidade do processo histórico, a necessidade histórica do ser-precisamente-assim do presente, embora ele, com mais clareza que qualquer outro, tenha sabido distinguir a rede infinita de contingências que forma os pressupostos dessa necessidade. Não é à toa que seu primeiro romance histórico significativo não vá mais longe que à época da grande Revolução. O impulso de Scott tornou consciente sua tendência a figurar a necessidade histórica do passado. E, com isso, a missão de Balzac foi retratar em seu contexto histórico esse período da história da França que vai de 1789 a 1848. Apenas ocasionalmente ele se ocupa de épocas anteriores. O grande projeto inicial de retratar, a partir das lutas de classes da Idade Média, o desenrolar do surgimento da monarquia absoluta e da sociedade burguesa na França até o presente recua cada vez diante do tema central, da representação do último e decisivo ato dessa grande tragédia.

O caráter unitário da concepção da sociedade e da história, que em Balzac produziu esteticamente o pensamento do ciclo, só era exequível com essa concentração temporal. O plano de juventude de D’Arthez de um ciclo de romances históricos só podia ser estruturado de modo pedante; a continuidade dos homens ativos só podia ser a continuidade das famílias. Portanto, só poderia surgir daí, segundo esse espírito, um ciclo à moda de Zola ou mesmo de Ahnen, de Gustav Freytag, mas não um ciclo com a forma livre, grandiosa e necessária de A comédia humana. Pois o nexo entre os romances singulares desse ciclo não podia ser um nexo orgânico e vivo, verdadeiramente ativo. A estrutura de A comédia humana mostra quão insuficiente é a família, ou a ligação entre as famílias, para retratar esses vínculos, mesmo quando a duração do ciclo abrange apenas algumas gerações. Com a transformação extremamente radical de grupos sociais importantes durante o desenvolvimento histórico (destruição e derrocada da antiga nobreza nas lutas de classes da Idade Média, dissolução das antigas famílias patrícias nas cidades durante o surgimento do capitalismo etc.), os romances singulares, para preservar a continuidade familiar de filhos, netos etc., teriam de trabalhar com um conjunto de personagens muito elaboradas e, com frequência, pouco típicas socialmente.

Mas o último ato de cerca de cinquenta anos retratado por Balzac compartilha plenamente do grande espírito histórico de seu antecessor. Balzac supera Scott não apenas em uma psicologia mais livre e diferenciada das paixões, como ele afirma à guisa de programa, mas também na concretude histórica. O entrelaçamento dos acontecimentos históricos em um período relativamente curto, repleto de grandes reviravoltas que influenciam umas às outras, obriga Balzac a caracterizar cada ano do desenvolvimento, a conferir uma atmosfera histórica peculiar a etapas históricas bastante curtas, ao passo que Scott podia se contentar em retratar de modo historicamente legítimo o caráter universal de uma época mais extensa. (Basta pensar, por exemplo, na atmosfera opressiva que antecede o golpe de Estado de Carlos X, em Esplendores e misérias das cortesãs.)

É óbvio que a continuação do romance histórico no sentido da historização da representação do presente, a continuação da história passada na figuração da história vivida, tem, no fim das contas, razões que não são estéticas, mas sócio-históricas. O próprio Scott viveu em um período da Inglaterra em que o desenvolvimento progressivo da sociedade burguesa parecia assegurado e, assim, dava-lhe a possibilidade de olhar retrospectivamente, com tranquilidade épica, para as crises e lutas da história anterior. Já a grande experiência juvenil de Balzac é justamente a da intensidade vulcânica das forças sociais que se encontravam adormecidas sob a aparente calma do período da Restauração. Ele identificou, com uma clareza que nenhum de seus contemporâneos literários conseguiu igualar, a profunda contradição entre as tentativas da restauração feudal e absolutista e as forças do capitalismo em rápida ascensão. Sua passagem da figuração scottiana da história francesa para a figuração da história presente coincide — de modo algum por acaso — com a Revolução de Julho de 1830. Foi na Revolução de Julho que as contradições explodiram, e o aparente equilíbrio obtido pela “realeza burguesa” de Luís Filipe foi uma compensação tão instável que o caráter contraditório e oscilante de toda a estrutura social teve de ocupar o ponto central da concepção histórica de Balzac. Com a Revolução de Julho, a orientação histórica sobre a necessidade do progresso, a defesa histórica do progresso contra a reação romântica encerra-se: nas grandes mentes da Europa, o problema central é agora o conhecimento e a figuração da problemática histórica da própria sociedade burguesa. Não é por acaso, por exemplo, que a Revolução de Julho tenha dado o primeiro sinal para a dissolução da maior filosofia histórica desse período, o sistema hegeliano.

Assim, o romance histórico, que em Scott teve origem no romance social inglês, retorna com Balzac à representação da sociedade contemporânea. Com isso, a era do romance histórico clássico acaba. Mas isso não significa que o romance histórico clássico se tornou um episódio encerrado da história da literatura, um episódio de importância apenas histórica. Muito pelo contrário: o ponto culminante que o romance do presente atingiu com Balzac só pode ser entendido como continuação dessa etapa de desenvolvimento, como elevação a um patamar superior. No momento que, em consequência das lutas de classes de 1848, desaparece a consciência histórica que caracteriza a concepção balzaquiana do presente, inicia-se a derrocada do romance social realista.

As leis dessa passagem do romance histórico de Scott para a história ficcional da sociedade burguesa do presente são sublinhadas mais uma vez por sua repetição no desenvolvimento de Tolstói. Já tratamos em outros contextos dos complicados problemas que surgem na obra de Tolstói pelo fato de ele ser contemporâneo do realismo europeu ocidental após 1848 (e, em muitos sentidos, o mais influenciado por ele) e viver ao mesmo tempo em um país em que a revolução burguesa se arma lentamente no decorrer de sua longa vida. Para a questão que nos interessa aqui, basta dizer que Tolstói, como poderoso narrador do período de convulsão social da Rússia desde a época da libertação dos camponeses em 1861 até a revolução de 1905, é o primeiro a retomar os grandes problemas históricos que compõem a história pregressa dessa convulsão e criaram seus pressupostos sociais. Pondo em primeiro plano as guerras napoleônicas, ele procede de modo tão coerente quanto Balzac, que procurava — inconscientemente — na figuração da Revolução Francesa as bases sociais para A comédia humana.

E, não querendo alongar demais o paralelo, o que sempre acaba por conduzir a distorções e excessos, devemos notar que esses dois grandes escritores recuaram ainda mais profundamente no passado, e sendo ambos atraídos pelas grandes mudanças da história que introduziram o desenvolvimento moderno de seus países: Balzac por Catarina de Medici e Tolstói por Pedro I. Entretanto, Balzac escreveu apenas um ensaio interessante e psicologicamente significativo sobre Catarina de Medici e, de Tolstói, chegaram-nos apenas alguns fragmentos e ideias básicas. Em ambos, a pressão exercida pelos problemas do presente era muito grande para que pudessem se demorar na história pregressa dessas questões.

Com isso, encerra-se o paralelo em sentido literário. Sua função era apenas mostrar na obra dos dois maiores representantes de épocas de transição de grandes povos a necessidade social que os empurrou para o romance histórico do tipo clássico e, em seguida, afastou-os dele. Do ponto de vista literário, Guerra e paz ocupa na obra de Tolstói uma posição muito diferente daquela de A Bretanha em 1799 na obra de Balzac; também não é possível compará-los do ponto de vista de seu valor literário, de tão alta que é a posição da obra de Tolstói na história do romance histórico.

Considerar Guerra e paz um romance histórico de tipo clássico mostra que não se pode tomar essa expressão em sentido estrito de história literária ou forma artística. Ao contrário de escritores importantes como Púchkin, Manzoni ou Balzac, Tolstói não dá a perceber nenhuma influência literária imediata de Walter Scott. Até onde sei, Tolstói nunca estudou Scott em todos os seus detalhes. A partir das condições reais de vida dessa época de transição, ele criou um romance histórico de caráter absolutamente peculiar e é apenas nos princípios de figuração mais gerais e últimos que este constitui uma renovação e uma continuação do tipo clássico scottiano no romance histórico.

* Este é um trecho do primeiro capítulo de O romance histórico, de György Lukács.

O romance histórico, de György Lukács
Escrito em 1936-37, este é considerado o trabalho mais significativo do filósofo nos anos de exílio na União Soviética. Inédito em português, o livro traz textos preparatórios para uma “estética marxista”. Nele, o filósofo húngaro amadurece os fundamentos da sua teoria dos gêneros literários com uma abordagem materialista da história da literatura moderna e investiga a natureza da interação entre o espírito histórico e a grande literatura: correntes, ramificações e pontos de confluência que, do ponto de vista da teoria, são característicos e imprescindíveis. “E isso apenas em relação à literatura burguesa; a mudança provocada pelo realismo socialista ultrapassa os limites de meu estudo”, delimita o autor.


O romance histórico, de György Lukács
Escrito em 1936-37, O romance histórico de György Lukács é considerado o trabalho mais significativo do filósofo nos anos de exílio na União Soviética. Inédito em português, o livro traz textos preparatórios para uma “estética marxista”. Nele, o filósofo húngaro amadurece os fundamentos da sua teoria dos gêneros literários com uma abordagem materialista da história da literatura moderna e investiga a natureza da interação entre o espírito histórico e a grande literatura: correntes, ramificações e pontos de confluência que, do ponto de vista da teoria, são característicos e imprescindíveis. “E isso apenas em relação à literatura burguesa; a mudança provocada pelo realismo socialista ultrapassa os limites de meu estudo”, delimita o autor.

O jovem Hegel, de György Lukács
Concluído no final de 1938 e publicado uma década depois, este é um dos trabalhos filosóficos mais importantes de György Lukács. O livro, até então inédito em português, foi um marco na recepção de Hegel no Brasil. Analisa as primeiras obras de Hegel, resgatando momentos cruciais da formação do pensamento hegeliano. Essencial para entender a filosofia de Hegel e sua influência no marxismo.

Essenciais são os livros não escritos: últimas entrevistas (1966-1971), de György Lukács
Compilado de entrevistas que revela as reflexões e análises do filósofo húngaro sobre questões ontológicas, políticas e culturais. Pensador que, até seus últimos dias, discute o socialismo, as lutas dos anos 1960 e a necessidade de retornar ao pensamento marxiano, uma valiosa perspectiva para o presente.

Para uma ontologia do ser social, volumes I e II, de György Lukács
Obra de síntese, Para uma ontologia do ser social é a mais complexa sistematização filosófica de seu tempo. Considerada o ápice intelectual do filósofo húngaro György Lukács, um dos maiores expoentes do pensamento humanista do século XX, a Ontologia (como se tornou conhecida), concebida no curso dos anos 1960, significa o salto da ontologia intuída à ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens.

Prolegômenos para uma ontologia do ser social, de György Lukács
Nesta obra póstuma, além de introduzir e contextualizar a obra em dois volumes Para uma ontologia do ser social, os Prolegômenos acrescentam a ela novas reflexões e abordagens, complementando-a. Partindo da premissa marxiana de que a realidade deve ser não somente analisada e compreendida mas principalmente transformada, ao redigir este material Lukács tinha nos ombros o peso de uma série de desilusões e derrotas da esquerda no período posterior à Revolução de 1917. Buscava partir de Marx para reformular as perspectivas revolucionárias de então, apontando respostas aos impactos que o stalinismo causara no projeto comunista. Certamente aqueles que ainda se preocupam com uma atuação social transformadora não podem deixar de analisar esta importante contribuição para o pensamento revolucionário.

Marx e Engels como historiadores da literatura, de György Lukács
Marx e Engels se ocuparam a fundo dos problemas da arte e da literatura, mas não chegaram a publicar escritos abordando o tema de maneira sistemática. Nesta obra, o filósofo húngaro György Lukács realiza um trabalho magistral de destrinchar e examinar o tratamento que os fundadores do marxismo dedicaram ao tema da estética.

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Cinco ensaios revelam uma análise única de Goethe, oferecendo uma visão iluminadora da importância progressista da obra do autor no contexto histórico e literário, contrapondo interpretações deturpadas. Um mergulho na compreensão do papel cosmopolita e humanista do jovem Goethe na Revolução Burguesa.

Estudos sobre Fausto, de György Lukács
A obra reúne o mais completo ensaio sobre Goethe e sua obra maior entre as diversas produções de Lukács sobre o tema, publicados em 1940. Segundo o professor Luiz Barros Montes, os textos encerram uma análise dos aspectos temáticos e formais da obra magna de Goethe “que reconhece sua característica ‘incomensurável’ não como um índice de incongruências formais e temáticas, mas como uma totalidade artística viva, na qual suas contradições e limites são analisados em perspectiva histórica como um todo orgânico”. Os Estudos sobre Fausto assinalam, segundo Lukács, a configuração dramática da dialética indivíduo e sociedade como um dos grandes êxitos de Goethe, uma conquista poética sobredeterminada pelo desenvolvimento histórico alemão.

Estética: a peculiaridade do estético – Volume 1, de György Lukács
O primeiro volume da Estética, monumental obra de György Lukács publicada em 1963, é leitura imprescindível para a compreensão do pensamento lukacsiano sobre o fenômeno artístico.

A edição brasileira será dividida em quatro volumes (a original foi publicada em dois) e será entregue anualmente ao leitor. Estética: a peculiaridade do estético – Volume 1 traz reflexões de Lukács sobre a experiência estética, o papel da arte, da ciência, da cultura e da política na sociedade: “Há características que singularizam o empreendimento lukacsiano realizado na Estética – e uma delas, de evidência inquestionável, consiste em que esse empreendimento constitui a formulação mais desenvolvida de uma estética sistemática produzida no interior da tradição marxista”, escreve José Paulo Netto na apresentação da obra.



Assista, na TV Boitempo, a íntegra dos debates e conferências realizados durante o Seminário Internacional “A atualidade de György Lukács”, realizado pela Boitempo, IREE e Programa de Pós-graduação em Sociologia (FFLCH/USP) com apoio do CENEDIC, em outubro de 2023.

Composto de 10 aulas, ministradas por alguns dos maiores estudiosos da obra lukácsiana no Brasil, o I Curso Livre Lukács foi realizado em 2015, celebrando os 20 anos da Boitempo, em parceria com a PUC-SP.

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Nicolas Tertulian (1929-2019) foi um filósofo franco-romeno. Assina o posfácio à nossa edição dos Prolegômenos para a ontologia do ser social, de György Lukács


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