Artigos por Boitempo

A trajetória sindical e político-partidária de Jinkings

20/09/2026 // 1 comentário

Em posfácio a Meu Antônio, o economista Roberto Ribeiro Corrêa reconstrói a trajetória sindical e partidária de Raimundo Jinkings a partir de uma cena: a greve dos bancários de 1979, a primeira nacional depois do golpe, articulada em Belém no segundo andar da Livraria Jinkings. Companheiro de militância no PCB, Corrêa descreve um autodidata que dominava os clássicos do marxismo sem se deixar seduzir pelo voluntarismo da luta armada, e cujo lema era direto: "Desistir da luta, jamais!". [...]

7 de outubro de 2023, 3 anos depois

18/09/2026 // 1 comentário

Continuar falando sobre a Palestina significa, sobretudo, aprender a escutar sem exigir a cada dia uma nova imagem insuportável. Ninguém deveria precisar exibir o corpo de seu filho para voltar a merecer atenção. A criança que procura uma escola, o agricultor impedido de alcançar sua terra e a família que tenta reconstruir uma casa já têm razões suficientes para exigir nossa presença política. Aproximamo-nos dos três anos do 7 de outubro com uma responsabilidade que o “cessar-fogo” não suspendeu. Enquanto a liberdade palestina continuar adiada, não temos o direito de tratar essa história como assunto encerrado. [...]

Qual vitória feminista foi atingida sem fúria?

17/09/2026 // 1 comentário

Cauana Mestre faz uma resenha de Fúria: "uma série um tanto disruptiva porque aborda a violência contra mulheres de um jeito que só poderia ser feito hoje, no mundo pós Me too e Epstein, e, no entanto, não faz disso nenhuma agenda e não renuncia a nenhuma complexidade na construção de suas personagens, principalmente as femininas". [...]

A derrota do sionismo em três tempos

16/09/2026 // 1 comentário

Gaza rompeu a narrativa moral que sustentava Israel, o sionismo se converteu em linguagem da extrema direita global e judeus antissionistas disputam o monopólio sobre o que significa ser judeu. O que resta ao sionismo, argumenta Berenice Bento, é poder — não legitimidade. [...]

História, historiografia e materialismo histórico

15/09/2026 // 1 comentário

Anunciando a edição #47 da Revista Margem Esquerda! Nela, um texto inédito do historiador marxista Fernando Novais, além de uma belíssima homenagem a ele escrita por Lidiane Soares. Leia trechos aqui e a íntegra assinando o Armas da Crítica deste mês. [...]

Golpe malfeito, parte dois: Boletim de um império descontrolado

15/09/2026 // 1 comentário

Trump acumula dois golpes frustrados, 2021 e 2026 — o que não torna as consequências menos letais. Segundo Bevins, "o direito internacional é mais do que a expressão rudimentar da realpolitik: ele limita, mas também produz. Esses caras, porém, parecem convencidos de que as regras existem apenas para restringir os Estados Unidos. Logo, bastaria fazer exatamente o oposto do que manda o direito internacional para virar rei do planeta. Por fim, é triste lembrar que uma tentativa de golpe fracassada não deixa de ter consequências. Iranianos morreram. Cuba segue sob cerco. O mundo saiu abalado. Se Bolsonaro não tivesse deliberadamente sufocado o próprio governo na Amazônia, cortando-lhe os recursos, acredito que meu amigo Dom Phillips estaria vivo hoje." [...]

Cultura inútil | Brasil: reis e rainhas em qualquer mocó

11/09/2026 // 2 comentários

Falando sério: vivemos numa república? Ora, a monarquia está muito mais presente nas falas cotidianas do que a república. Aqui, tivemos o rei do futebol e ainda temos a rainha, Marta, uma craque. Rei e rainha... por que essa insistência em nomear assim não só as pessoas que se destacam como excelentes em alguma coisa como as que dominam a produção de certas coisas.   [...]

Por que estão “chutando o balde”!? Eleições de 2026 no Brasil e disrupções das extremas direitas

10/09/2026 // 1 comentário

Da 6x1 travada à Faria Lima e ao trumpismo, Felipe Brito mostra que as disrupções da extrema direita nada têm de antissistêmicas. "A extrema direita “estica a corda”, “chuta o balde”, “chuta o pau da barraca”, impulsionada por metas, métodos e instrumentos disruptivos. Com isso, fornece algum tipo de representação, mimetização desse ethos destrutivo “sistêmico”, passível de ser “agarrado” por milhões de pessoas. Cabe frisar, entretanto, que a postulação dessas interfaces entre trumpismo e bolsonarismo precisa de acuidade metodológica: se, por um lado, há vínculos e um jogo recíproco de espelhamentos entre ambos, por outro, há subalternização do bolsonarismo perante o trumpismo e distâncias quilométricas", diz Felipe Brito. [...]