“A guerra civil na França”, de Karl Marx

Saiba mais sobre o livro na página da Boitempo Editorial.

Texto de Lincoln Secco sobre a publicação:

Difícil saber se os livros produzem revoluções. Mas ao ler esta obra o leitor terá certeza de que as revoluções criam grandes livros. Foi assim que a Comuna de Paris, a primeira forma de autogoverno dos trabalhadores, encontrou seu maior intérprete, de tal maneira que é impossível recordar aqueles feitos colossais sem ler A guerra civil na França de Karl Marx.

Os personagens aparecem em sua condição de classe sem perder a humanidade naquilo que têm de mais nobre ou mais vil. Vemos o quase ministro Jules Favre falsificando documentos enquanto vive em adultério com a mulher de um bêbado de Argel; o futuro primeiro-ministro Jules Ferry como um advogado sem um tostão pronto a assaltar os cofres públicos; e o celebrado Thiers, que antes de mentir como presidente já havia feito carreira de mentiroso como historiador…

Se em O 18 de brumário de Luís Bonaparte (Boitempo, 2011) Marx mostrou como um homem medíocre pôde governar sob a fantasia de “Napoleão III”, aqui ele desvenda por que um mentiroso, um corrupto e um falsificador conseguiram derrotar a Comuna e liderar o regime anônimo da burguesia: a República Parlamentar.

Não à toa, Marx recorda que, quando esses “vampiros” fugiram para Versalhes com suas cocotes e sua polícia, os ladrões comuns foram com eles…  Paris se tornou subitamente uma capital segura, embora sitiada. Em contraste com os carrascos de Versalhes, Blanqui e seus camaradas erguiam uma cidade nova. Mas tinham tanta coragem quanto ingenuidade, e cometeram até mesmo o erro de não tomar a sede do banco!

A guerra civil na França foi escrita como Mensagem do Conselho Geral da I Internacional e difundida como livro na Europa e nos Estados Unidos. A primorosa edição que o leitor tem agora em mãos traz as variantes do manuscrito original, que dão ao estudioso um aparato crítico imprescindível. Bem merecida edição para um autor que desejava semear outras revoluções. Porque Marx certamente esperava que, depois da leitura, nenhum revolucionário futuro se detivesse “respeitosamente diante das portas do Banco da França”.

***

Trecho da Apresentação escrita por Antonio Rago Filho:

A Comuna de Paris foi a primeira experiência histórica de tomada de poder da classe trabalhadora, cujo significado colocou-a como referencial para as lutas de emancipação social. Foi uma revolução contra o Estado. A forma política “finalmente encontrada”, meio orgânico de ação que visava um trânsito socialista, uma nova forma social sem classes, a poesia do futuro. O heroísmo da classe operária na luta contra os usurpadores das fontes de vida foi um exemplo que a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) tentou imortalizar. Marx, secretário da AIT, dando continuidade aos combates da Comuna e investindo contra as calúnias e mentiras dos jornais burgueses, dissemina as virtudes da República do Trabalho: “Que é a Comuna, essa esfinge tão atordoante para o espírito burguês?”. A essa pergunta o leitor encontrará respostas claras, minuciosas, concretas, ao estilo do rigor marxiano, no conjunto de escritos selecionados para compor esta obra.

***

A Coleção Marx e Engels, da Boitempo Editorial, desenvolve um trabalho de recuperação da obra de Karl Marx e Friedrich Engels, sempre em traduções diretas dos originais, com a participação de especialistas nos fundadores do marxismo e um aparato editorial que faz de seus livros uma referência dentro e fora do país. Com 11 volumes publicados, a coleção teve início com a edição comemorativa dos 150 anos do Manifesto Comunista, em 1998. Em seguida foi publicado o livro A sagrada família (2003), obra polêmica que assinala o rompimento definitivo de Marx e Engels com a esquerda hegeliana. Os Manuscritos econômico-filosóficos (2004) vieram na sequência, ao qual se seguiram os lançamentos de Crítica da filosofia do direito de Hegel(2005); Sobre o suicídio (2006); A ideologia alemã (2007); A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (2008); Sobre a questão judaica (2010);Lutas de classes na Alemanha (2010), O 18 de brumário de Luís Bonaparte(2011), e A guerra civil na França (2011), em comemoração aos 140 anos da Comuna de Paris., da Boitempo Editorial, desenvolve um trabalho de recuperação da obra de Karl Marx e Friedrich Engels, sempre em traduções diretas dos originais, com a participação de especialistas nos fundadores do marxismo e um aparato editorial que faz de seus livros uma referência dentro e fora do país. Com 11 volumes publicados, a coleção teve início com a edição comemorativa dos 150 anos do Manifesto Comunista, em 1998. Em seguida foi publicado o livro A sagrada família (2003), obra polêmica que assinala o rompimento definitivo de Marx e Engels com a esquerda hegeliana. Os Manuscritos econômico-filosóficos (2004) vieram na sequência, ao qual se seguiram os lançamentos de Crítica da filosofia do direito de Hegel(2005); Sobre o suicídio (2006); A ideologia alemã (2007); A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (2008); Sobre a questão judaica (2010);Lutas de classes na Alemanha (2010), O 18 de brumário de Luís Bonaparte(2011), e A guerra civil na França (2011), em comemoração aos 140 anos da Comuna de Paris.

Vale lembrar que a Boitempo Editorial lançou em abril de 2011 os primeiros nove títulos da Coleção Marx e Engels no formato virtual. Para mais informações sobre os títulos da Coleção, visite nosso site.

3 Respostas para ““A guerra civil na França”, de Karl Marx

  1. Eliana Vinhaes

    Urge que publicações de qualidade cheguem sempre ao alcance de leitores exigentes. Parabéns aos beneficiários que poderão ampliar suas reflexões e práticas.
    Eliana

  2. Selma Bayer Addor

    Boa Tarde, Favor informar qual das livrarias do Rj encomendou em maior quantidade o livro em questão. Todas que solicito não tem em estoque. Lamentável.Favor retornar, Selma /sbayer@petrobras.com.br

    • boitempoeditorial

      Bom dia, Selma! Você pode encontrar “A guerra civil na França” nas lojas da Livraria da Travessa ou na Livraria Consequência!

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